quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Reformados Por Sua Palavra

No último final de semana, viajei até uma renomada instituição de ensino a fim fazer algumas palestras sobre o projeto Reavivados Por Sua Palavra (#rpsp) para um grupo seleto. Dizer a evangelistas que lessem a Bíblia seria, aparentemente, redundar no óbvio. Mesmo assim, sentia-me motivado na conversa daquele auditório porque sabia que, assim como eu, cada um deles se confronta com a maior de todas as tentações que um cristão ativo pode enfrentar, que é a de não praticar sua devoção pessoal. Onde os disfarces são dispensáveis, ao me encontrar com aquelas pessoas com as quais compartilho algumas experiências em comum, pude pensar em três coisas sobre o #rpsp.
O que o #rpsp não é
Para escrever este texto, estou com várias bíblias, comentários bíblicos e livros devocionais abertos em minha mesa sendo estudados por mim por várias horas. Mas isso é trabalho. Servir ao Senhor pode até ser uma forma de adorá-Lo, mas não é o mesmo que ter o momento de comunhão com Ele. Podemos ser diligentes, rápidos e enérgicos em nos ocuparmos tanto com a obra do Senhor a ponto de não apreciarmos a companhia do Senhor da obra.[1] Nos evangelhos, por três vezes nos encontramos com Marta na correria.[2] Como obreira ativa, ela tinha alegria em servir ao Senhor. Leia Lucas 10:38-42. “Marta era diligente, rápida e enérgica, mas faltava a ela o espírito calmo e devocional de sua irmã Maria”.[3] Se você lê a Bíblia porque dizem que você tem que fazê-lo, ou se o seu estudo bíblico pessoal é o cumprimento de um requisito de disciplina espiritual porque você tem isso como uma obrigação por ser um cristão, saiba que isso não é o que nos tornará reavivados pela Palavra.
O que o #rpsp é
Antes de vir para o escritório e abrir a Bíblia para, a partir do estudo dela, escrever comentários, extrair sermões, produzir mídias ou outro material pastoral, abro-a no meu quarto com uma outra postura: a de adorador, porque antes de ser um profissional, sou uma pessoa. É no momento da minha devoção pessoal que a Palavra de Deus melhor me alimenta. Sua motivação para realizar a comunhão com Deus deve ser o amor por Ele e a alegria em relacionar-se com Ele.[4] Nada mais! Apesar de que haveria muito o que fazer em servir o Mestre, Maria entendia que a melhor parte (Lucas 10:42) é sentar-se aos pés dEle.[5] Estudar as Escrituras pelo entusiasmo de, através delas, estar ouvindo a voz de um Pai de amor, é permitir ao nosso ser a retomada do fôlego da vida espiritual.
O que o #rpsp faz
Antes de ser um missionário, você deve ser um cristão. Comunhão, Relacionamento e Missão são fatores que estão numa ordem que não pode ser trocada sem que o resultado final fique comprometido. Uma comunhão sadia leva à uma missão espontânea. Se feito pela alegria da comunhão, e não por tradição ou pela obrigação religiosa, o Reavivados Por Sua Palavra pode ser uma experiência que leva à reforma na qual o cristão passa a ser ativo na Missão. Não participemos de um projeto por qualquer outro motivo senão aquele de termos uma amizade autêntica com Jesus. E se assim o fizermos, estaremos Reformados Por Sua Palavra![6]

[1] http://www.nasaladopastor.com/2011/11/hebreus-718-19.html
[2] 1) Lucas 10:38-42; 2) João 11:1-2 e 20-40; 3) João 12:1-8.
[3] Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Volume 5, página 866. Ver também: Ellen White, O Desejado de Todas as Nações, página 525.
[4] Francis Chan e Mark Beuving, Multiplique: discípulos que fazem discípulos, página 65.
[5] Robert Thomas e Stanley Gundry, Harmonia dos Evangelhos, páginas 111-112.
[6] Ellen White, Reavivamento Verdadeiro, páginas 13-16.

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/reformados-por-sua-palavra/

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Chapecoense e Câmara: Madrugadas do Brasil

O que poderá acontecer na próxima madrugada?

Na madrugada de ontem o Brasil foi vítima do maior desastre aéreo de uma delegação esportiva na história da humanidade. Uma queda sem volta de um avião com perda praticamente total de um elenco maravilhoso, de dezenas de vidas que dinheiro nem ciência no mundo jamais as trarão de volta e de alegrias feridas com cicatrizes eternas (Seja sensível às famílias dos enlutados).

Nesta madrugada, o plenário da Câmara cometeu um ato moralmente corrupto, mas legislativamente amparado. Se depender dos nossos representantes políticos, a corrupção no Brasil nunca vai acabar porque usa-se a lei e o poder para legalizá-la. Imorais e corruptos nunca terão coragem nem moral para cortar o próprio pescoço, como ficou demonstrado hoje (Acompanhe de perto o que os que receberam os nossos votos estão fazendo).

O que acontecerá na próxima madrugada?


Talvez você poderá levantar-se e fazer uma vigília de oração. Quem sabe se todos nós fizermos isso, poderemos ser muitos com muitas orações que alcancem muito poder. Deus não se negligenciará em atender aqueles que o buscarem. Se a busca for de um povo, a bênção será de uma nação (Leia Salmo 33:12 e 2Cronicas 7:14).


O que poderá acontecer na próxima madrugada?


Não depende de Deus. Depende de você!


Pr. Valdeci Junior.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Ateísmo Anti-Cultural

Você já percebeu que o ateísmo é anti-cultural? Um dia desses, alguns amigos e eu estávamos esperando a hora passar em um shopping e fomos para o nosso lugar preferido: uma livraria. Andando de um lado para o outro, um colega achou o livro de um autor que tenta desafiar a religião dizendo que Deus não existe. O mais interessante foi notar em que parte estava aquele livro. Ele não estava em uma seção ateísta porque não existe esse tipo de divisão na livraria. Estava numa seção chamada “diversos”. Percebemos que o ateísmo é anti-social. Analise os mais diferentes tipos de sociedades, tanto modernas quanto antigas, e mostre-me uma que não tenha algum tipo de divindade. Toda civilização tem seus deuses, mitologia, divindades, crenças ou, no mínimo, como o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo, um Deus. Você não encontrará uma civilização sequer que seja ateísta, no coração do povo. Até já tentaram, mas ficou comprovado que não dá certo. O governo pode até se declarar ateu, o povão pode ficar calado, mas nas raízes culturais está o fator religião correndo nas veias das pessoas. Isso porque o que nos mantêm vivos é realmente o Todo Poderoso e não há como escapar disso. Então, em qualquer sociedade que um ateu estiver presente, nesse fator cultural, ele não estará identificado com a própria civilização que o cerca, porque a característica “ateu” não representa grupo social algum. É nesse sentido da palavra que digo que o ateísmo é “anti-social”.

Mas os ateístas são desafiados por alguns livros como Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, de Norman Geisler, Surpreendido Pela Alegria, de C.S. Lewis, Ele Andou Entre Nós, de Josh McDowel, Um Ateu Garante – Deus Existe, de Antony Flew, e vários outros, de ex-ateus convictos que terminaram optando por uma alternativa mais inteligente. Se quiser discutir comigo, primeiro leia esses livros, porque o ser humano, por natureza, é religioso. As livrarias estão cheias de livros sobre religião, Deus, espiritualidade. Se você procurar a seção “ateísmo” numa livraria, corre o risco de ficar decepcionado. Poderá encontrar um ou outro exemplar que tenha a audácia de negar a Deus, mas sempre estará sendo do contra, sem nexo, nem identificação popular. 

Essas tentativas de não reconhecer a Deus são antigas. E elas contribuem para divulgar o nome de Deus. Se ficassem calados, contribuiriam menos para a teologia. Mas isso sempre existiu. Os babilônios não aceitavam a existência e a liderança do Deus verdadeiro. Os escritores antigos sabiam muito bem disso. Lembra o que Davi já tinha escrito no Salmo 14? “Diz o tolo em seu coração: Deus não existe.” Daí eu pergunto: Por quê? E o salmista responde: É porque “corromperam-se e cometeram atos detestáveis” (verso 1). 

Aí está o perigo. Perceba que não é porque abandonaram, mas porque corromperam. O povo de Israel estava correndo o risco de ir para o mesmo buraco, não porque estivessem envolvidos completamente na apostasia, mas porque tentavam ser crentes e mundanos ao mesmo tempo. O problema de tentar equilibrar é um perigo, pois o equilíbrio e o sincretismo correm na mesma avenida, apenas em direções opostas.
Com tudo isso, aprendemos esta grande lição: devemos ser 100% de Jesus.

Fonte: http://www.criacionismo.com.br/2008/11/atesmo-anti-cultural.html

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Pós Modernidade e a Igreja

Há quem diga que o avanço da modernidade para a pós-modernidade traz o esfriamento da religião. Será?



Olá meu querido amigo que acessa o site adventistas.org, é um prazer muito grande falar contigo sobre as realidades presentes para o nosso tempo, aqui, assim em face da fé e do amor que cada vez mais se esfriam nesse mundo, contrastando então com a grande necessidade que nós temos de estarmos reformados e reavivados em Deus.
Neste mês, na coluna de reavivamento e reforma, eu estou convidando você a uma reflexão sobre, o tempo presente. Porque, há quem possa pensar que a evolução do secularismo, da maldade, e das mudanças de pensamentos no mundo em geral possam ameaçar a vida da igreja.
Bom uma coisa é fato. Com o tempo, tudo muda. A nossa igreja vem de um tempo em que a forma da sociedade pensar era outra, e muita coisa que parecia favorável à pregação do evangelho parece que evaporou. Por exemplo, mesmo as pessoas que não pertenciam à igreja valorizavam a ideia da existência de uma verdade absoluta. Hoje, até mesmo entre os fiéis, está presente a relativização da moral e da religião. Mesmo assim, sabemos que o que é verdadeiro e absoluto não mudou. Ou seja, parece que agora a igreja está mais ainda na contramão do mundo.
Mas pra cada época Deus provê os meios pra a manutenção e pro avanço do reino dEle, meu querido amigo, e,   pro nosso tempo não é e não será diferente.
Eu vou te dar só um exemplo. Por tradição, muitos cristãos costumam ver o avanço do crescimento das grandes cidades como uma onda davastadora para a igreja e para todos os bons princípios. Entretanto, no livro Perspectivas no Movimento Cristão Mundial, tem um capítulo de Roger GREENWAY,.no qual ele nos mostra que, na realidade, a mega migração da população mundial das zonas rurais para as zonas urbanas ocorrida nas últimas décadas se encaixa perfeitamente num desígnio divino de evangelização Tanto pelo fato de que quem está em mudança está mais aberto a novas idéias, quanto pela facilidade para os evangelistas em levarem o evangelho a um lugar só, onde todas as pessoas estão juntas ali. Mas sobre esse assunto em particular eu lhe aconselho a ler o livro Ministério Para as Cidades, de Ellen White, no qual tem essa mesma ideia também, em outras palavras.

Agora, de uma forma geral sobre o nosso assunto desta coluna, eu exorto você a fortalecer sua fé em Deus lembrando-se de Apocalipse 14:6-12 que é uma passagem bíblica que nos mostra que a mensagem que cunha a nossa identidade, ela carrega um evangelho que é eterno. Ou seja, como está no artigo deste mês, “se não nos esquecermos de que a verdade que temos é para o tempo presente, continuaremos vivos!”, Amém?

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A Vida da Igreja na Pós-Modernidade


Sentei-me em uma sala de espera, e ali estava um jovem da minha igreja. Brilhante, talentoso, dedicado, sonhador e esforçado, entretanto, aflito: “Pastor, a igreja está morrendo? Tudo parece tão diferente! O mundo está mudando muito rápido. Como vamos nos adequar a tudo isso? O que será da nossa denominação?” A preocupação do rapaz era sincera. E, ao encarar o seu olhar, meu emudecimento apenas me fazia relembrar que aquele velho clichê que, na década de 1990, estava estampado na minha camiseta de formandos de Ensino Médio ainda continua sempre perseguidor: “O mundo mudou, e a única certeza estável é a de que continuará mudando.”

O extraordinário crescimento da ciência com seus métodos e suas formulações conceituais dados até o início do século XX dera origem à abordagem filosófica cientificista. Era a predominância em julgar que os pensamentos, conceitos e princípios dos valores e das filosofias de qualquer área poderiam ser considerados como plausíveis somente se...

Continue lendo em: Artigo de Outubro - Coluna de Reavivamento e Reforma: A Vida da Igreja na Pós-Modernidade

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

domingo, 23 de outubro de 2016

2300 Tardes e Manhãs - Como Entender?

NOTÍCIA PERMANENTE

Você é a favor ou contra a Pena de Morte? O filme A Vida de David Gale, dirigido por Alan Parker, é um drama onde, tanto o diretor quanto o escritor Charles Randolph, mostram o quanto são contra a Pena de Morte. Junto com eles, 43 % dos americanos também têm esta ideologia. O grande e singular argumento destas pessoas é: “a possibilidade de um inocente ser executado”. Nos últimos 25 anos, 102 prisioneiros condenados à pena de morte foram soltos do Corredor da Morte, nos Estados Unidos, porque foram descobertos como inocentes, antes de serem executados. Isto mostra a grande probabilidade de um inocente ser executado. Portanto, a maior expectativa de Parker, ao lançar o filme, era a de que o mesmo provocasse o debate entre as opiniões populares “contra” e “a favor” da execução capital.

O que você faria se soubesse que uma pessoa que você ama muito está no Corredor da Morte, argumentando ser inocente? Com certeza exigiria que o caso fosse revisado, não é mesmo? Mas, e se não desse tempo de apurar os fatos, a vítima fosse executada, e você ficasse com todo o processo em andamento em suas próprias mãos? Você acha que este foi somente um problema fictício de Bitsey Bloom[1]? Não!

Este será um drama que rodará na mente de muitos dos que estarão sendo arrebatados com Jesus, quando Ele vier buscar os fiéis. Afinal, a segunda vinda de Jesus já será um tipo de execução judicial, por Jesus ter voltado, levado consigo os salvos e deixado para trás os perdidos. Tudo estará definido. Isto nos leva à obvia conclusão de que o tempo que temos para definir o nosso destino eterno é agora, pois não vai adiantar “chorar o leite derramado”. Posteriormente, não haverá uma outra chance. Aí vem o grande drama: há justiça?
Se Jesus deixará os destinos definidos no evento da Sua vinda, e se a nossa decisão tem que ser tomada agora, o que eu preciso saber para ser enquadrado no grupo daqueles que irão com Ele, e não no grupo daqueles que ficarão? Aí vem a parte mais linda da história, chamada, pela própria história, de evangelho.
A palavra evangelho quer dizer “boas novas” e trata da melhor notícia que o ser humano, enquanto atolado num problemão, já precisou receber: a notícia da salvação. Um bom aviso precisa ser muito bem comunicado. Deve usar os melhores recursos possíveis, a mídia mais apropriada. Deus tem planejado Sua forma de transmitir essa notícia cuidadosamente, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento (2Pedro 3:9).
No Problema, Envolvido
O problema vem lá do Jardim do Éden. Depois de criado, a maneira simbólica que o homem teria para demonstrar a lealdade de ter Seu Criador como Senhor de sua vida, seria abstendo-se de comer do fruto da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal. Entretanto, infelizmente, Adão e Eva falharam. Eles transgrediram a Lei de Deus, entrando para uma situação de pecado (Gênesis 3; comparar com 1João 3:4).
O rompimento causado no relacionamento entre Deus e o homem tinha uma conseqüência inevitável: a morte. Deus lhe dissera: “Em caso de pecado, certamente você morrerá (Gênesis 2:17)”, porque quem sai em busca do mal corre para a morte (Provérbios 11:19)Aquele que pecar é que morrerá (Ezequiel 18:4)pois o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23).
A razão é simples: a) Deus é a única fonte de vida (1João 5:12); b) O pecado separa o homem de Deus (Isaías 59:1 e 2); c) A morte veio a todos os homens, porque todos pecaram (Romanos 5:12).
É por isto que a “vida” que a gente vive agora não é a “vida eterna”.


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Portanto, a ação e a situação eram o pecado. A sentença era a morte eterna. O condenado era o homem. Para que o condenado não pagasse o preço, só havia uma solução: que alguém pagasse por ele. O preço de sangue deveria ser pago aos reclamos da justiça.
Alguns anjos se ofereceram para morrer em lugar do homem, mas eles não poderiam. A pior conseqüência do pecado não é apenas a morte física, é a morte eterna. Os anjos também são criaturas, ou seja, gozam de uma vida eterna emprestada do único que é imortal, Jesus Cristo (1Timóteo 6 14-16; Romanos 16:20).

As palavras ‘... o único que possui imortalidade...’ indicam a ‘vida independente’ de Deus, pois Deus é a fonte originária de sua própria existência, não depende de outrem para viver e continuar vivendo. Deus é o único ser que possui tal natureza: a fonte de sua própria vida e a vida dos outros. Somente o Senhor possui a vida necessária, isto é, a vida que não pode deixar de existir. Todos os demais seres vivos possuem vida dependente, vida que teoricamente pode deixar de existir, pois é o poder de Deus que a sustenta... Deus não está sujeito à morte; sua natureza simplesmente é daquela categoria que não pode conhecer dissolução ou decadência. Até mesmo os anjos, não fora o poder de Deus, deixariam de existir. Só Deus não pode deixar de existir; mas, por sua graça, sustenta todos os níveis de vida[1].

Se um dos anjos assumisse a morte eterna, sendo ele uma criatura, como poderia, por si mesmo, sair da mesma?
Satanás estava levando as criaturas a pecarem para provar que a exigência de Deus quanto à lealdade a Ele era injusta e que não era possível obedecer Suas leis. Rebelião (Apocalipse 12:1-7) pressupõe rebeldia contra a Lei. Logo, Deus “precisava” assumir a responsabilidade pelo pagamento da sentença que a Lei que Ele “criara” exigia. Uma criatura não poderia morrer pela outra.
Quem quisesse morrer no lugar do homem não poderia ter pecado, deveria ser sem mancha e sem defeito (Êxodo 12:5; 1Pedro 1:19). Caso contrário, não estaria pagando o preço do homem, mas o seu próprio, e assim o homem não poderia ser resgatado. Era preciso provar que o homem poderia ter vivido sem pecado (Mateus 4:1-11). Um homem, sem pecado (Hebreus 4:15; João 8:46), deveria morrer em lugar do homem pecador.
Era preciso algo sobrenatural: um homem-Deus, para morrer no lugar dos humanos pecadores, vencer a morte eterna e ter méritos para resgatá-los de tal morte.
No Plano, Com_Prometido
Um dos seres da Trindade se ofereceu de forma imaculada a Deus, para purificar a nossa consciência de atos que levam à morte (Hebreus 9:14). Deus, na Segunda Pessoa da Divindade, desceria a Terra, se tornaria homem (João 1:1-3, 14 e 29), viveria a vida sem pecado que o homem deveria ter vivido e então assumiria a morte eterna em nosso favor (Romanos 5:7-8). Pelo sangue eterno de Deus, o homem se apossaria de Sua vida eterna (Romanos 5:9). Então, por ser a origem da própria vida eterna, Deus poderia, por si mesmo, sair da situação de morte eterna e reassumir a vida eterna. Cristo retiraria a barreira do pecado entre o homem e Deus (Romanos 5:10-11), restituindo-lhe a chance de viver eternamente (João 3:16). Seria um sacrifício de amor, capaz de casar a justiça com a misericórdia. E o plano ficou montado: em propósito, Cristo era o Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo (Apocalipse 13:8).
Como o homem fora criado com o livre arbítrio, agora ele continuaria tendo as duas opções para delas escolher uma: viver sem Deus ou com Deus (Jeremias 21:8). Os que aceitassem a primeira opção continuariam destituídos da glória de Deus (Romanos 3:23 – RC). Os que escolhessem a segunda alternativa tornariam a se apossar do dom da vida eterna (Mateus 7:13-14).
É por isto que, mesmo salvo em Jesus, o homem morre um tipo de morte que não é a “morte eterna” (Romanos 6:23), que é a segunda morte (Apocalipse 20:6 - RA).
Nos Altares, Comunicado
Adão e Eva precisavam: a) sentir a enormidade das conseqüentes desgraças de sua escolha; b) conhecer o plano alternativo que Deus havia montado; c) ter uma segunda chance, de aceitar ou não as propostas de Deus. A necessidade de todos os seres humanos é ter esperança (Provérbios 13:12).
Deus usou uma didática muito interessante. Chamou o casal para um lugar especial, e ali, um lindo e inocente cordeirinho foi sacrificado. Doeu muito no coração de Adão, porque ele sabia que era ele quem já devia ter morrido. Profundamente envergonhada por suas ações, Eva foi vestida com a pele de um ser que não merecia ter sofrido (Gênesis 3:21). Pensavam agora que já haviam percebido a grandiosidade de seu pecado, quando Deus deixou claro: Porei inimizade entre você (Satanás) e a mulher (filhos de Deus), entre a sua descendência (os ímpios) e o descendente dela (Jesus); este lhe ferirá a cabeça (de Satanás), e você (Satanás) lhe ferirá o calcanhar (de Jesus) (Gênesis 3:15). Ou seja, o pecado iria continuar atingindo um pouco a Deus, mas Deus por fim venceria totalmente o pecado.
Os homens continuariam pecando, mas deveriam esperar o Messias que haveria de vir. Esta espera seria firmada através de pactos, que se demonstrariam em oferecimentos de sacrifícios de animais a Deus. Na era patriarcal, homens de Deus como Noé, Abraão e Jacó reuniam suas famílias e ofereciam animais em altares (Gênesis 8:20; 12:7-8; 8:35), para que todos compreendessem este plano de redenção. Assim, eles aprendiam que não era por suas ações que seriam aceitos, mas que sua salvação vinha do próprio Senhor (Gênesis 49:18).
A humanidade foi crescendo muito, e nem todo mundo entendia direito o que este sistema de oferecer sacrifícios em altares simbolizava. Mas Deus continuava intencionado em manter o seu plano de reatar os laços de relacionamento com a humanidade alienada. Ele queria que todos continuassem aprendendo o plano da salvação. Então ampliou a didática.
No Santuário Israelita, Simbolizado
Jeová chamou seu representante Moisés, mostrou-lhe a maquete de um santuário que havia construído nos céus (Hebreus 8:1-2) e disse-lhe: “E farão um santuário para mim, e eu habitarei no meio de vocês. Tenha o cuidado de fazer tudo segundo o modelo que lhe foi mostrado no monte (Êxodo 25:8-9 e 40; Hebreus 8:5; 9:24)”. A casa de Deus na Terra seria uma parábola para a época presente (Hebreus 9:9-10 - RA), para que as boas novas da salvação fossem pregadas ao povo do Israel Antigo (Hebreus 4:2)Era o evangelho em símbolos.

Foi levantado um tabernáculo; na parte da frente, chamada Lugar Santo, estavam o candelabro, a mesa e os pães da Presença. Por trás do segundo véu havia a parte chamada Santo dos Santos, onde se encontravam o altar de ouro para o incenso e a arca da aliança, totalmente revestida de ouro. Nessa arca estavam o vaso de ouro contendo o maná, a vara de Arão que floresceu e as tábuas da aliança. Acima da arca estavam os querubins da Glória, que com sua sombra cobriam a tampa da arca a. A respeito dessas coisas não cabe agora falar detalhadamente. Estando tudo assim preparado, os sacerdotes entravam regularmente no Lugar Santo do tabernáculo, para exercer o seu ministério. No entanto, somente o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, apenas uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância (Hebreus 9:2-7).

O tabernáculo israelita saiu parecido com aquele que está nos céus (Hebreus 8:5), contemplado posteriormente pelo apóstolo João, em visão (Apocalipse 14:17; 15:5; 16:17). A tenda tinha aproximadamente 17 x 5,7 metros e ficava no meio do acampamento dos hebreus. Havia um pátio, de quarenta e cinco metros de comprimento e vinte e dois metros e meio de largura (Êxodo 27:9-19), que cercava esta tenda e que possuía dois objetos: uma pia de bronze e um altar para queimar as ofertas. Somente os ofertantes entravam neste pátio. Este pátio simbolizava o Planeta Terra, extensão do Santuário Celeste, palco da sacrifical história da redenção.
A parte interna da tenda era dividida em dois cômodos chamados de lugares Santo e Santíssimo. O lugar Santo tinha o dobro de tamanho do lugar Santíssimo e era freqüentado somente pelos sacerdotes. Tinha três móveis: uma mesa com pães, um altar para queimar incenso e um candeeiro que tinha, acesas, sete lâmpadas de fogo (Apocalipse 4:11). Já no lugar Santíssimo, somente o sumo sacerdote entrava, apenas uma vez por ano, e nunca sem apresentar o sangue do sacrifício, que ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância (Hebreus 9:7). Lá ficava a Arca da Aliança (Êxodo 25:10-16), como a que existe no santuário de Deus nos céus (Apocalipse 11:19), para guardar as tábuas dos Dez Mandamentos.
Este Santuário era todo desmontável, para que os levitas pudessem carregá-lo por onde quer que os hebreus fossem em seus 40 anos de vagueação desértica.
Centenas de ensinamentos sobre o evangelho eram simbolizadas por cada detalhe da construção e dos serviços do santuário. Abaixo, alguns exemplos.


Um dos principais serviços no Santuário era a oferta pelo pecado individual (Levítico 5 e 6). Para ser perdoado, o pecador colocava as mãos sobre o animal e, na presença do sacerdote, confessava seus pecados a Deus. Em seguida, matava o animal (Levítico 1:5 e 11; 3:1-2, 7-8, 13; 5; 6) e o entregava ao sacerdote, seu intercessor.
Nos Templos, Glorificado
Quando o reino de Israel foi estabelecido, e não havia mais necessidade de desmontar a casa de Deus e carregá-la de um lado para o outro, Salomão disse: Pretendo, por isso, construir um templo em honra ao nome ao SENHOR (1Reis 5:5). A tenda foi então substituída por uma magnífica construção, de dimensões muito maiores, porém, proporcionais e correspondentes àquelas do Santuário. Isto foi em, aproximadamente, 950 a.C.. A atenção do povo seria chamada, de maneira muito mais impressionante, para o serviço ilustrativo da salvação.
O templo, ao longo dos séculos, foi destruído e substituído por duas outras versões (Esdras 2:68; Mateus 24:1; João 2:20), mas sempre conservando os mesmos compartimentos, utensílios e rituais.
Certa vez, na época do profeta Daniel (por volta de 550 a.C.), um anjo que sabia que é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados (Hebreus 10:4), e que era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores (Hebreus 9:23), perguntou para outro anjo, até quando duraria o sentido do sacrifício diário, no santuário celestial. A resposta foi que seria até os tempos do fim. Ainda levaria duas mil e trezentas tardes e manhãs ou 2300 dias para que o santuário celeste começasse a ser purificado (Daniel 8:13-17 - RA). Assim como o serviço do santuário tinha a duração de um dia, para os serviços celestes também havia um tempo determinado.
Em profecia, um dia equivale a um ano (Números 14:34; Ezequiel 4:4-7). A contagem de que ainda restavam 2300 anospara começar a purificação do santuário no Céu tinha a ver com o santuário, ou melhor, com o templo na Terra. Ela começaria na data em que fosse dada a promulgação do decreto que manda restaurar e reconstruir Jerusalém (Daniel 9:25) e seu templo. Isto aconteceu no ano 457 a.C., no reinado de Artaxexes I (Esdras 7:1-26). Mas estes 2300 anos estariam divididos em vários períodos menores, nos quais alguns acontecimentos previstos se cumpririam.
No primeiro período, de 457 a.C. até 408 a.C., os judeus teriam 49 anos ou sete semanas proféticas para reconstruir Jerusalém com ruas e muros, e o templo, para dar continuidade aos serviços de sacrifícios (Daniel 9:25). Eles o fizeram.
As sessenta e duas semanas, ou seja, 434 anos seguintes – 408 a.C. a 27 d.C – ainda seriam um tempo dado aos judeus para acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna, cumprir a visão e a profeciaO marco final deste período seria o ato de ungir o santíssimo, ou seja, batizar Jesus (Daniel 9:26 e 24; Mateus 3:13-17). Ao levantar-se das águas Jesus recebeu o Espírito Santo e uma confirmação do Pai, de ser Ele o Messias, o Cristo[1]. Até aí já teriam se passado 7 + 62 = 69 semanas proféticas, ou seja, 483 anos.
A próxima semana profética, de 27 d.C. a 34 d.C., seria um período histórico especial. Cristo estava iniciando seu ministério na Terra e já estava profetizado: Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana (Daniel 9:27). Nesta época, milhares de animais eram sacrificados em oferta pelos pecados do povo no Templo de Herodes. Mas Jesus falou que Ele mesmo era maior do que o templo (Mateus 12:6).
No Calvário, Cordeiro
O Filho desceu até nós e se tornou o Deus conosco (João 1:1-14; Mateus 1:23). O céu baixou à Terra, através do Seu curto ministério, que durou três anos e meio, 27 d.C. a 31 d.C. ou meia semana profética (Daniel 9:26-27). Cristo estava passando pelo grande pátio de seu sacrifício terrestre, pois, na realidade, nem a soma de todos aqueles milhões de sacrifícios realizados na época do Israel Antigo, poderia salvar um único pecador sequer. Pois é impossível que o sangue de touros e bodes tire pecados (Hebreus 10:4). Todos hebreus eram santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas (Hebreus 10:10), mas que apenas ainda não estava revelado. Assim como nós somos salvos pela fé em um Cristo que já veio, eles eram salvos pela fé em um Cristo que ainda viria (Êxodo 15:2; Salmo 27:1; Isaías 12:2)Em nenhum outro há salvação, pois também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos (Atos 4:12)No caso de Abraão, a fé lhe foi creditada como justiça (Romanos 4:9). Portanto, a promessa vem pela fé, para que seja de acordo com a graça e seja assim garantida a toda a descendência de Abraão (Romanos 4:16). Todos os sacrifícios de animais serviam para dizer à humanidade que Alguém inocente viria morrer em seu lugar.
João, o primo de Jesus, era filho de um sacerdote chamado Zacarias. Ele já tinha visto muitos cordeirinhos morrerem no altar do templo para limpar seus próprios pecados (Lucas 1-3)Mas quando ele viu Jesus passando, disse: “Vejam! Este homem é a versão verdadeira do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29 e 36). Ali estava o único Homem do mundo que passaria por todo tipo de tentação, porém, sem pecado (Hebreus 4:15 – Grifo Acrescentado).
O ministério de Jesus só durou três anos e meio porque foi interrompido na metade da semana especial. Em 31 d.C., o mundo não o reconheceu. Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam.  (João 1:10-11), como estava profetizado: o Ungido será morto, e já não haverá lugar para ele (Daniel 9:26). E no meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta (Daniel 9:26-27). O ritual das ofertas do santuário chegara ao fim. Ao Jesus morrer, houve um terremoto, e o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo, significando que os sacrifícios no templo não tinham mais valor (Mateus 27:51).
Mas, a semana especial, que havia começado no ano 27 d.C., ainda não estava terminada: Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana (Daniel 9:27). Portanto, a nação judaica ainda teria mais três anos e meio de chance. Desde 457 a.C., setenta semanas estavam decretadas para aquele povo e sua santa cidade a fim de acabar com a transgressão, dar fim ao pecado, expiar as culpas, trazer justiça eterna. Só então iria se cumprir a visão e a profecia (Daniel 9:24).
A semana especial acabou em 34 d.C..  O povo judaico não queria mesmo saber do evangelho. Naquele ano, eles apedrejaram um importante líder da igreja cristã chamado Estevãodiácono cheio de fé e do Espírito Santo. Depois deste primeiro martírio sofrido pelos cristãos, naquela ocasião desencadeou-se grande perseguição contra a igreja em Jerusalém (Atos 6-8). Terminada a última das setenta semanas (457 a.C. a 34 d.C.) determinadas para o povo de Daniel, o evangelho agora seria comunicado ao mundo por meio da pregação (Atos 14:27). O apóstolo dos gentios, isto é, dos que não são judeus, foi chamado por Deus para trabalhar (Atos 22:20-21; Romanos 11:13; 1Timóteo 2:7). Os samaritanos e o eunuco etíope foram os primeiros frutos entre os não-judeus (Atos 8:1-5, 27-29).
Graças a Deus, somos gentios aceitos na família de Abraão, por meio deste evangelho. Viemos de longe, aproveitar da mesa que os filhos do rei desprezaram (Mateus 8:5-13). E Ele nos aceita, porque morreu em nosso lugar também. Por isso, hoje, quando pecamos, também carecemos do sacrifício de um Cordeiro que foi morto (Apocalipse 5:12) em nosso lugar. Somos redimidos da nossa maneira vazia de viver pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito, conhecido (ou escolhido) antes da criação do mundo (1Pedro 1:18-20). Salvou-nos uma vez por todas!
“Está consumado!” (João 19:30).
No Lugar Santo do Santuário Celestial, Sacerdote
Ressuscitou! (Lucas 24:6).
Depois de ressuscitado, Jesus agora se apresenta à humanidade: “Sou Aquele que Vive. Estive morto mas agora estou vivo para todo o sempre! E tenho as chaves da morte e do ‘sepulcro’ (Apocalipse 1:18)[2]”.
Os serviços do santuário que é cópia e sombra daquele que está nos céus (Hebreus 8:5), haviam chegado ao fim, mas o Sacrifício Real, Jesus, deveria ser apresentado no lugar santo do santuário celestial (Hebreus 6:19). Dos 2300 anos que estavam determinados para chegar até à purificação do santuário celestial, ainda restavam 1810 anos, de 34 d.C. em diante.
Na era dos sacerdotes, depois que o animalzinho era sacrificado, o sacerdote pegava o sangue e entrava no primeiro compartimento do santuário para ministrar. Ele apresentava o sangue diante do altar (Levítico 4:1, 6-7).
Partindo do pátio terrestre, após Sua ascensão, Cristo assumiu a função de um sacerdote..., o qual se assentou à direita do trono da Majestade nos céus e serve no santuário, no verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, e não o homem (Hebreus 8:1-2). Durante este período da história, Ele passou a ministrar no lugar Santo do Santuário Celestial.

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Pois Cristo não entrou em santuário feito por homens, uma simples representação do verdadeiro; ele entrou nos céus, para agora se apresentar diante de Deus em nosso favor. Portanto, ele é capaz de salvar definitivamente aqueles que, por meio dele, aproximam-se de Deus, pois vive sempre para interceder por eles (Hebreus 7:25; 9:24; 1João 1:9).

Há um só mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade (1Timóteo 2:5; Hebreus 4:16).
No Lugar Santíssimo do Santuário Celestial
Sumo Sacerdote
No santuário israelita, a limpeza de todo aquele sangue acumulado ao longo do ano era feita no “Dia da Purificação do Santuário” também chamado de “Dia da Expiação” ou “Yom Kippur”, que era o décimo dia do mês Tishri (Levítico 16:29), no calendário judaico. Neste dia, era feita uma expiação pelos pecados de todo povo, através do sacrifício de um único animal (Levítico 16:9, 16 e 27), que tomava sobre si todas as iniqüidades, representando a Cristo (Hebreus 10:12). Depois de expiados, os pecados eram simbolicamente transferidos para outro animal: um bode. Ele representava Satanás e morria por conseqüência natural da situação envolvente do pecado, sem derramamento de sangue intercessor (Levítico 16:22).
O santuário celestial também necessita ser purificado. Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores (Hebreus 9:23).
A purificação do Santuário Celestial, ou seja, o grande Dia da Expiação da história humana, teve data marcada pela Bíblia. O anjo havia dito que, quando se passassem 2300 anos, começaria tal purificação. Ele me disse: “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado” (Daniel 8:14). A palavra “reconsagrado” aqui significa “justificado”, o que indica um julgamento. O Yom Kippur era um dia considerado, pelos judeus, como um dia de julgamento final (anual), onde eles eram realmente justificados de seus pecados que haviam se acumulado no tabernáculo, porque tal tenda estava sendo purificada. O pecado seria, enfim, banido e esquecido do arraial (Levítico 16).
Se contarmos 2300 anos a partir de 457 a.C., ou 1810 anos a partir de 34 d.C., chegaremos a 1844 d.C. Deste ano em diante, o ministério de Cristo se ampliou, do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo, no Santuário Celestial.
Juiz
Estamos vivendo no grande Yom Kippur do período de pecado neste planeta. É dia, ou melhor, tempo de juízo. Como previsto pela mensagem dos três anjos (Apocalipse 14:6-12), preparada para o tempo do fim (Daniel 8:17 - RA), do século 19 para cá, a salvação passou a ser compreendida e pregada como sendo um evangelho eterno: em todas as épocas da humanidade, todas as pessoas tiveram, têm e terão a oportunidade de serem salvas por um único meio, a saber, a graça redendora do sangue de Jesus. Na força desta alta voz,  estas boas novas estão sendo pregadas em todo o mundo como testemunho a todas as nações, para que então venha o fim (Mateus 24:14).
Nosso Grande Sumo Sacerdote é também agora o Juiz (João 5:22) do cristão, pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus (1Pedro 4:17)Tronos foram colocados, e um ancião se assentou... o tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos (Daniel 7:9-10) para que o universo (1Coríntios 4:9) verifique o nosso nome (Apocalipse 20:15; 21:27) e os nossos atos (Malaquias 3:16).
Mas não tema este julgamento. As nossas testemunhas são os nossos anjos, que assistem junto ao trono de Deus (Apocalipse 5:11). Nosso advogado é o próprio Juiz (1João 1:21)! Ele há de julgar o mundo com justiça (Atos 17:31) porque não quer ver nenhuma possibilidade de um inocente ser executado com a morte eterna. Se você for amigo dEle, com certeza, quando seu nome for passado em revista, você será absolvido. Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos (Hebreus 8:14).
Para Sempre, Nosso Amigo
Após terminado este julgamento e ser emitido o seu decreto (Apocalipse 22:11), sabe o que vai acontecer? Jesus deixará o trono celeste para vir nos buscar (Apocalipse 22:12)! Vai ser uma alegria! Ele, por ter sido Fiel (Apocalipse 3:14) no pacto que fez conosco, vai poder lhe dizer: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Você foi fiel no pouco, eu o porei sobre o muito. Venha e participe da alegria do seu senhor!’ (Mateus 25:21). Assim, estaremos, Salvador e salvos, livres da condenação da morte eterna. Esta é a boa notícia da salvação!! O evangelho é o próprio Jesus!
Tudo o que você precisa fazer é aceitar que este lindo Criador, Salvador Prometido, Arquiteto, Ungido, Cordeiro, Sacerdote, Sumo-Sacerdote, Juiz, Advogado, Testemunha Fiel, Rei, Evangelho e Amigo interceda por você. Ele espera manter o compromisso com você, guardando, na arca do seu coração, os seus mandamentos (Deuteronômino 10:12; Salmo 119:111-115; João 14:15). Firme esta aliança com Ele, em oração! Peça-Lhe fé para ser salvo por Sua graça e fiel para guardar os Seus mandamentos (Apocalipse 14:12). Goste ou não da pena de morte, não se esqueça do que Jesus diz: Sejam fiéis, mesmo que tenham de morrer temporariamente; e, como prêmio da vitória, eu lhes darei a vida eterna  (Apocalipse 10:12 - NTLH).

A chance é agora ou nunca!

Que este Jesus lhe abençoe!


[1]Personagem da história escrita por Charles Randolph, The Life of David Gale, que vive esse drama.
[2]Russel Norman Champlin, “O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo” Volume 5,  p. 354.
[3]As palavras “Cristo”, “Messias” e “Ungido” são uma só, pertencendo respectivamente aos idiomas Grego, Hebraico (transliteradas) e Português.

[4]A palavra entre apóstrofos está adaptada a partir da nota explicativa da NVI.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

EU NÃO ME ENVERGONHO EM CRER



Eu bem sei que Tu podes todas as coisas
Mas se eu não conheço o que Tu queres
Então pode ser que eu venha relutar
Em crer que o Senhor faz grandes milagres

Eu não me envergonho em crer
Mesmo quando não posso ver
Manifestação de poder
Eu não me envergonho em crer

Pode parecer que não queiras operar
Continuarei a confiar no Teu poder
Porque o modo pelo qual quero confiar
É do jeito do Deus que o Senhor quer Ser

Eu não me envergonho em crer
Mesmo quando não posso ver
Manifestação de poder
Eu não me envergonho em crer


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como as pessoas que não conheceram a verdade serão julgadas?

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Repensar é Reviver

No domingo 18/09/2016, eu estava de mochila nas costas, camiseta, calça jeans e tênis realizando uma atividade pastoral que aparentemente seria comum, mas que me fez escrever este texto. Caminhando atrás de alguns meninos e meninas de dez e onze anos de idade, de um clube de desbravadores, fui levado por minha memória ao milênio passado. E olha que, uma das minhas limitações é o quanto me esqueço das coisas, fatos, fisionomias, lugares, acontecimentos e até mesmo de nomes de colegas, amigos e parentes. Mas um cenário cheio de vida sempre se conservou bem fresquinho em minha mente, de muita pureza.

Eu era um juvenil, desbravador, e também estava fazendo um excursionismo pedestre, todavia na década de 1980. Por uma estreita trilha que se entortava em meio a um campo coberto de capim rasteiro, um pouco afastado dos demais participantes e com a mente totalmente desligada de tudo que acontecia ao redor, eu estava conversando com outra pessoa. Mas com quem? Pois é. Esta foi a mesma pergunta que me assaltou: “Com quem estou falando?” Aquela era a primeira vez na vida em que eu estava tendo uma conversa autêntica e espontânea com Deus, sem formalidade ou obrigação. Uma experiência tão forte, da qual eu me lembraria para sempre.

Décadas depois, falando a esses pré-adolescentes sobre como vencer a tentação, revivi. Muita coisa mudou entre nossas gerações, mas nem tudo. A maldade continua tentando invadir a mente humana. E já que sabemos que a consequência do pecado é a morte, temos a deixa de como reconquistar vida. A garotada é muito esperta. Assim que perguntei ao grupo sobre como eu poderia tirar todo o ar de um copo vazio que estava segurando, eles logo me responderam que eu poderia enchê-lo com água. Isso! Essa é a sacada de Filipenses 4:8: “Meus irmãos, encham a mente de vocês com tudo o que é bom e merece elogios, isto é, tudo o que é verdadeiro, digno, correto, puro, agradável e decente.”

“Em nenhuma parte da Bíblia há a orientação para ‘resistir a tentação’… Somos aconselhados a redirecionar nossa atenção.”[1]. Portanto, “precisa haver um reavivamento e uma reforma, sob a ministração do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diversas. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, um avivamento das faculdades da mente e do coração, uma ressurreição da morte espiritual. Reforma significa uma reorganização, uma mudança nas ideias e teorias, hábitos e práticas.”[2] Seja decidir pensar em outra coisa, trocar de canal, abandonar um ambiente, mudar de conversa, etc., de qualquer forma, fugir da tentação é permitir ao coração aquela pureza original que faz os olhos brilharem como os de uma criança cheia de vida. É reviver!

Estude as seguintes passagens bíblicas: Jó 31:1 NLT; Salmos 119:37 a versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje; Romanos 12:21; Hebreus 3:1 versão Nova Versão Internacional; 2Timóteo 2:8 versão God’s World Translation; Filipenses 4:8 NTLH; Provérbios 4:23 NTLH; 2 Coríntios 10:5 New Century Version. Coloque-as em prática! Em meio a tantas perturbações que podem ir sufocando a essência do ser, pôr a palavra e as ações ensinadas pelas Escrituras em prática traz a paz da própria companhia de Jesus para a árdua caminhada da vida (Filipenses 4:9). Revitalize e viva o plano que Deus tem para você! “Portanto, meus irmãos, por causa da grande misericórdia divina, peço que vocês se ofereçam completamente a Deus como um sacrifício vivo, dedicado ao seu serviço e agradável a ele. Esta é a verdadeira adoração que vocês devem oferecer a Deus. 2Não vivam como vivem as pessoas deste mundo, mas deixem que Deus os transforme por meio de uma completa mudança da mente de vocês. Assim vocês conhecerão a vontade de Deus, isto é, aquilo que é bom, perfeito e agradável a ele (Romanos 12:1).”

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

[1] Warren, Rick. Uma Vida Com Propósitos. São Paulo: Editora Vida, 2007, p. 182.
[2] White, Ellen. Reavivamento Verdadeiro. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2011, página 17.

Fonte: http://noticias.adventistas.org/pt/coluna/valdeci-junior/repensar-e-reviver/

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Estamos a Solo una Muerte

Al entrar en la sala de la casa, me indicaron un cuarto a la izquierda, pequeño y bien cuidado. Mientras me dirigía a esa habitación, unas mujeres le decían a la que yacía en la cama: “El pastor está aquí, vino a verte”. De lejos, por la puerta abierta, ya podía ver la expectativa de la anciana de 93 años. Cuando las asistentes me explicaron que los huesos fraccionados de la cadera  de doña Isabel[1] ya no tienen solución desde el punto de vista médico y ella nunca más volverá a caminar, exclamé en mis pensamientos: “¡Mi Dios! ¿Eso es vida?”
Pionera de la fe en su barrio, después de pasar décadas subiendo y descendiendo aquel cerro escarpado para ayudar a tantas personas, ahora no puede simplemente atravesar la calle para ir a la firme congregación que ayudó a establecer. ¡Qué ironía! Esos huesos que se movieron tanto para el bien de otros, ahora punzaban dentro de quien siempre se ofreció como un sacrificio voluntario de amor. Ella sujetó mi mano con fuerza y me pidió: “Pastor, no quiero morir, porque yo no quiero el salario del pecado”.[2] Su mirada era significativamente pensativa.
No tuve rodeos. Junto a ella, encaré el tema del fin de esta vida. Le expliqué que a pesar de que la muerte es el salario o paga del pecado para la humanidad, en el caso de ella, morir no sería un castigo por alguna culpa: “¿No entregó usted su corazón totalmente a Jesús? “Entonces usted está totalmente salva en él” Pero con su mirada me continuaba preguntando: “Pero entonces, ¿por qué voy a morir?” “Usted no va a morir. Solo va a cerrar los ojos mirando este techo, y al volver a abrirlos verá el rostro de Jesús regresando y podrá vivir para siempre con él”, la animé.[3] ¡Suspiró profundo! Y sonrió en paz.
Salí de aquella visita pastoral reflexionando intensamente: “Mi Dios, ¿qué estoy haciendo de mi vida?” De aquí a diez años, espero haber ayudado a mi esposa a concluir su segunda facultad, cambiado de auto, enviado a mi hijo al internado, comprado mi casa de campo y terminado el doctorado. ¿Qué estará haciendo usted en el 2021? Casi todos tenemos algo así en mente: en cinco años, estaré casado, jubilado, graduado, viviré en el exterior, tendré mi carnet de conductor, hablaré inglés con fluidez, etc.
¿Y doña Isabel?
Ella ya no tiene que adquirir bienes, concluir estudios, conquistar estatus, hacer mudanzas, ni una vida de pecado que experimentar. Solo le resta morir. Si desde su perspectiva la próxima cosa en su vida es estar con Jesús, ¿quién tiene mayor expectativa de vida: nosotros que todavía tenemos décadas por delante o ella que ya está con tiempo prestado?[4] ¡Mi Dios! ¿Qué es estar vivo? “Un sueño breve y despertar para vivir por la eternidad.”[5]
Cuanto más cerca del fin, más cerca de volver a vivir, porque en la cronología personal de cada uno “nuestro último día es nuestro primer día… el día de nuestra muerte es el primer día de nuestra vida eterna”.[6]
¿Entiende lo que es reavivarse? ¡Es permitir su muerte![7] Si usted está listo a no apegarse a nada de esta vida, ni a la propia vida, entonces usted está listo para ser un reavivado. Todavía quiero festejar muchos cumpleaños de doña Isabel, pero me alegro al imaginar cuán cerca debe estar de ese día.[8] Debemos estar así como una semilla lista para ser lanzada al suelo[9], a solo una muerte del regreso de Jesús. Esta es la transición de esta vida a la vida eterna y usted puede permitir que suceda en cualquier momento de su vida.[10]  ¿Qué vida está viviendo usted actualmente, la vida mortal de este mundo o la vida eterna en Cristo Jesús? ¡Reavívese!
 Pr. Valdeci Jr.
[1] Pseudónimo creado con el objetivo de proteger la imagen de la persona real a quien hice visita de atención pastoral.
[2] Refiriéndose a Romanos 6:23.
[3] “El cristiano puede cerrar los ojos en el sueño de la muerte durante tal vez cien años; sin embargo, a él le parecerá el mismo instante cuando abra los ojos y vea a Jesús. En pocos momentos podrá mirar el rostro del Salvador” (George Vandeman: evangelista internacional televisivo en el programa Está Escrito, de 1956 a 1991).
[4] Salmo 90:10.
[5] John Donne: decano de la Catedral de São Paulo, diócesis anglicana de Londres, de 1621 a 1631.
[6] Ibíd.
[7]  Mateo 10: 32-33; 16:25-26; Marcos 8:35; Hechos 20:24; Romanos 14:8; Gálatas 2:20.
[8] Isaías 25:9.
[9] Apocalipsis 14:13.
[10] Juan 3:16.
Fonte: http://noticias.adventistas.org/es/columna/valdeci-junior/estamos-solo-una-muerte/