domingo, 31 de outubro de 2010

Pena de Morte X Não Matarás

“Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena de morte?"

Boa pergunta!

As diferentes sociedades, têm diferentes formas de reprimir e banir o mal existente no seu seio. Apesar de o mandamento ser contra o assassinato, Deus permitira à comunidade israelita, especialmente às autoridades máximas, proferir uma sentença de morte para os que cometiam alguns tipos de crimes ou pecados. Paulo falou sobre a autoridade que Deus dava aos dirigentes públicos, para administrarem tais execuções de juízo (Romanos 13:3-4). O mandamento “não matarás” era aplicado a todos os homens individualmente, enquanto que as ordenanças de execução eram dadas coletivamente. A regularização da pena de morte não autoriza a arbitrariedade homicida de um indivíduo. Mesmo atualmente, nas sociedades modernas onde é regularizada a pena de morte, acontece assim. Não é uma pessoa que decide a morte da outra, para alimentar os seus sentimentos maus. É o sistema que determina a morte do criminoso, com dor no coração por precisar fazer o que se deve ser feito. Não é vingança, e sim, o trabalho de um sistema judicial. Em tal sistema, as pessoas da parte inocente e ofendida não têm o poder de decidir nada em relação ao condenado. Quem decide é a lei. E essa moldura de execução proteja a própria pessoa de praticar os problemas que estão por trás do sexto mandamento.
Você e eu, como pessoas físicas, não temos como decidir sobre os modelos judiciários a serem adotados ou não na sociedade em que estamos inseridos. Mas como indivíduos, podemos entender que o sexto mandamento preocupa-se com a possibilidade de haver ódio em nosso coração, se nós desejarmos que a vida do próximo seja arruinada. Isso fica mais esclarecido no Novo Testamento, quando Jesus, sem dar um posicionamento específico sobre a pena capital, por não estar decidindo nada em nível de sociedade, dirigiu-se a indivíduos e disse que “todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento”. Pois não devemos alimentar o ódio nem a vingança no nosso coração. “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra (Mateus 5:22, 38-39 - RA)”.
Um homicídio começa no coração daquele que odeia as pessoas. Deus valoriza a vida, e desagrada-se de qualquer indício de raiva, vingança ou rejeição (1 João 3:15).
Portanto, independentemente dos moldes que os nossos tribunais de justiça adotem para banir o mal, como pessoas, podemos decidir pela paz e pelo bem. Vamos praticar o 11º mandamento (João 13:34-35)!

Um abraço,



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Seria errado ter uma árvore de Natal na igreja?

sábado, 30 de outubro de 2010

Espírito, Alma e Corpo



No texto de Tessalonicenses

5:23, o que Paulo quis

dizer?

O que significa a expressão “o

espírito, a alma e o

corpo”?

 
Que o próprio Deus da paz os santifique inteiramente. Que todo o espírito, a alma e o corpo de vocês sejam preservados irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.


           
            Espírito,  alma e corpo. Paulo não está ministrando um estudo sistemático sobre a natureza de homem, mas está dando plena certeza que nenhuma parte da vida do convertido permanece sem ser tocada pelo poder santificador de Deus. Às vezes, a Bíblia usa o linguajar popular do homem e suas possíveis partes, seja corpo e alma, ou corpo e espírito (veja em Mateus 10:28; Romanos 8:10; 1 Coríbtios 5:3; 7:34). Em Tessalonicenses esse jeito popular de dizer é usado para enfatizar que nenhuma parte do homem está excluída da influência da santificação. É possível ver significado especial nas divisões que Paulo faz.
            Por “espírito (pneuma [em grego], veja em Lucas 8:55) pode ser entendido o princípio mais alto de inteligência e pensamento com que o homem é dotado, e com o qual Deus pode comunicar-se por Seu Espírito (veja em Romanos 8:16). É pela renovação da mente pela ação do Espírito Santo que o indivíduo é transformado à semelhança de Cristo (veja Romanos 12:1, 2).
            Por “alma” (psuche veja em Mateus 10:28), quando distinguido de espírito, pode ser entendido aquela parte da natureza humana que se expressa pelos instintos, emoções, e desejos. Esta parte da natureza da pessoa pode ser santificada, também. Quando, pela atuação do Espírito Santo, a mente é trazida em conformidade com a mente de Deus, e a razão santificada passa a ter o controle da natureza mais baixa, os impulsos que de outra forma seriam contrários à Deus se tornam sujeito à sua vontade. Assim o cristão humilde pode alcançar tal altura de santificação que ao estar obedecendo a Deus ele realmente está levando a cabo seus próprios impulsos. Ele se deleita em fazer a vontade de Deus. Ele tem a lei de Deus em seu coração (veja Salmo 40:8; Hebreus 8:10).
            O significado de “corpo” (soma) parece evidente. É a estrutura corporal — carne, sangue e ossos — que é controlada pela natureza superior ou inferior. Quando a mente santificada está no controle, o corpo não é abusado. A saúde floresce. O corpo se torna um instrumento adequado através do qual o cristão ativo pode servir a seu Mestre. Santificação que não inclua o corpo não é completa. Nossos corpos são templos de Deus. Nós deveríamos sempre buscar mantê-lo santo e glorificar a Deus através dele (1 Cor. 6:19, 20).
            É necessário mencionar que embora a Bíblia fale de duas ou três partes no homem, o faz apenas para efeito didático. Temos componentes mentais, emocionais e físicos, mas somos indivisíveis.
            Tanto a Bíblia como o nosso linguajar comum e poético não pervertem as coisas. Por exemplo, quando a Bíblia diz que "saiu-lhe a alma e expirou, quer simplesmente dizer: morreu. Quando dizemos "quer uma mãozinha", "estou distante mas minhas mãos estão estendidas até você"; não pensamos em mão pequena, nem mão de borracha, apenas entendemos: "estou pronto para ajudá-lo". Quando dizemos "põe a mão na consciência", ninguém entende que a mão tem tal capacidade; entendemos: "reflita no assunto".
            Quando Jesus disse: temei aqueles que podem matar o corpo e a alma, Ele deu-nos a entender duas coisas:
       1) Para aqueles que pensam que a alma é imortal Ele disse: cuidado; pois ela pode morrer;
       2) O sentido correto e simples é: "cuidado com o morrer sem estar preparado para a vida eterna, pois de quê adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida" (alma)?
Portanto, as expressões corpo, alma, espírito, coração, rins, pés, mãos, usadas na Bíblia podem receber a interpretação normal que damos a elas sem o vício da interpretação pagã.
A sequência apresentada por Paulo – primeiro o espírito, então a alma e finalmente o corpo – não é mera coincidência. Quando o espírito é santificado, a mente se encontra sob o controle divino. A mente santificada, por sua vez, exercerá influência santificadora sobre a alma, ou seja, sobre os desejos sentimentos e emoções. A pessoa em cuja vida a santificação está presente, não irá abusar do corpo, de modo que a saúde física também florescerá. Portanto, o corpo se torna um instrumento santificado através do qual o cristão pode servir ao seu Senhor e Salvador.
O apelo de Paulo no tocante à santificação acha-se claramente embasado no conceito da unidade da natureza humana e revela que a efetiva preparação para o segundo advento de Cristo necessita do preparo da pessoa como um todo.
            Espero que você seja assim, totalmente de Jesus. Integralmente entregue a Ele, em todas as áreas da sua vida.

Que Ele lhe abençoe,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“Se Deus disse ‘não matarás’, como ordenava a prática da pena de morte?"

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Estilo de Alimentação Saudável



Qual é o estilo alimentar seguido pelos adventistas?


Somos chamados a ser um povo piedoso, que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. Portanto, para que o Espírito recrie, nos cristãos, o caráter do nosso Senhor, as pessoas aceitam envolver-se apenas naquelas coisas que produzirão, na própria vida, pureza, saúde e alegria semelhantes às de Cristo. Esses princípios de saúde e conduta cristã são baseados nos ensinamentos bíblicos que encontramos em 1 João 2:6; Efésios 5:1-13; Romanos 12:1 e 2; 1 Corintios 6:19 e 20; 10:31; 1 Timóteo 2:9 e10; Levíticos 11; 2 Coríntios 7:1; 1 Pedro 3:1-4; 2 Cor. 10:5; e Filipenses 4:8.
Os Adventistas do Sétimo Dia praticantes fiéis constituem um dos grupos de pessoas mais pesquisados do mundo devido ao estilo de vida peculiar que adotam, o qual tem sido associado com expressivos níveis de longevidade, bem como tremendas reduções nas médias de mortes por doenças cardiovasculares e câncer, exatamente os males que mais matam os ocidentais.
Pelas orientações da Igreja, todos os membros devem abster-se do uso de fumo, de bebidas alcoólicas e das carnes impróprias, indicadas na Bíblia (Levíticos 11). Desde 1860, a Igreja tem recomendado enfaticamente, mas não exigido, que os membros sigam outras regras dietéticas como o regime ovo- lacto- vegetariano, que evitem o café, os refrigerantes cola, o chá preto, os condimentos fortes, estimulantes, especiarias e alimentos refinados.
Por outro lado, a igreja incentiva o consumo de grandes quantidades de frutas, legumes e verduras, além de cereais integrais, e nozes. Cremos ainda na importância da confiança em Deus, no uso abundante de água pura - interna e externamente - ar puro, exposição moderada à luz solar, exercícios físicos diários, e desenvolvimento das habilidades mentais através da educação formal, ensinando que tudo isso é importante para uma boa saúde e vida proveitosa.
Foram realizadas várias pesquisas para confirmar os benefícios do regime alimentar adotado pelos adventistas. Uma delas, no estado da Califórnia – USA, revelou que: dos adventistas pesquisados, 99% não fumam, 90% não usam bebidas alcoólicas, 80% não utilizam carne e 25% evitam o uso de queijos e ovos. Quanto ao café, 73% bebem nada ou menos de uma xícara por dia.
O resultado desses estudos mostrou um aumento na expectativa de vida, tanto de homens como de mulheres adventistas, em relação às demais pessoas. Em média, os homens chegam a viver seis anos mais do que os outros homens, e as mulheres levam uns três anos de vantagem.
Uma vez que os adventistas são livres para escolher entre seguir todos esses conselhos de saúde ou não, as diferenças ficam bem mais evidentes quando os estudos têm por base aqueles que seguem estritamente os hábitos recomendados. Esses chegam a viver até doze anos a mais do que pessoas da mesma região que não adotam tais hábitos de vida.
Você também é convidado a pôr em prática esses princípios de saúde, pois acreditamos que “isso lhe dará saúde ao corpo e vigor aos ossos (Provérbios 3:8)”. “Amado, oro para que você tenha boa saúde e tudo lhe corra bem, assim como vai bem a sua alma (3 João 1:2)”.
Se você desejar conhecer mais detalhes sobre o estilo alimentar adventista, poderá ler livros oferecidos pela Casa Publicadora Brasileira, editora dos nossos livros sobre saúde, 0800 979 0606.

Um abraço,


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
No texto de Tessalonicenses 5:23, o que Paulo quis dizer? O que significa a expressão “o espírito, a alma e o corpo”?

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Ouro, Prata, Bronze e Ferro no livro de Daniel

Estou estudando Daniel capítulo 2. Gostaria de ter um esclarecimento quanto aos significados do ouro, da prata, do bronze e do ferro, na tipologia bíblica, já que são tão comentados em diversas passagens bíblicas?


Realmente, no texto que você está estudando, estes metais entram para um simbolismo, através das partes da estátua. A Cabeça de ouro simbolizava o poderoso e magnífico império babilônico; o peito e os braços de prata representavam a Medo-Pérsia; o ventre de bronze figurava a Grécia e as pernas de ferro, o domínio Romano.

A Bíblia não tem uma legenda ou uma regra geral de significação para estes metais. Eles são citados no texto bíblico, muito mais em seu uso prático, do que de forma figurada. No sonho de Nabucondonosor, estes metais, juntamente com o barro, entram para um simbolismo, de escala de valores decrescente, que as partes da estátua representavam. Não porque haja um padrão de significado para tais metais, mas para reportar uma seqüência de valores que figuraria uma seqüência de força, poder e influência decrescentes dos reinos descritos na profecia. Como hoje, no contexto antigo-babilônico o outro também valia mais que a prata, esta valia mais que o bronze, o qual valia mais que o ferro que obviamente valia mais que o barro.

O uso do ouro era comum entre os hebreus. Era amplamente distribuído e apreciado por seus usos ornamentais. Várias partes do templo, dos ornatos, e dos utensílios eram cobertos deste precioso metal (Êx 36.34 a 38 - 1 Rs 7.48 a 50) - e muitos vasos dos ricos, bem como os seus ornamentos pessoais e insígnias dos seus cargos, eram de ouro. Ofir (Jó 28.16), Parvaim (2 Cr 3.6), Seba e Ramá (Ez 27.22,23), são mencionados como lugares que produziam ouro, que era abundante nos tempos antigos (1 Cr 22.14 - 2 Cr 1.15 - 9.9 - Dn 3.1 - Na 2.9), mas não era empregado na fabricação de moeda, nem usado como padrão de valor. Geralmente este metal simbolizava um valor muito grande, maior valor (Pr. 25:12; Lm. 4:2; Ap. 3:18). Por exemplo, tipifica a pureza de Deus. Assim como o ouro é purificado pelo fogo, nós também somos "queimados" pela palavra de Deus, para que nossas impurezas sejam retiradas, (Jr 23:29 " Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiuça a penha?"); pode ter vários outros simbolismos de alto valor.

A Prata na Bíblia não tem um significado específico. Só como curiosidade Quero citar um versículo curioso, mas com um profundo significado:  Purifique a prata, e o artista poderá fazer uma obra de arte. (Provérbios 25:4 BLH) A prata na Bíblia refere-se ao homem, como o ouro puro refere-se a Deus. A prata também se refere à obra de salvação, etc.

O Bronze, uma mistura de cobre e estanho era de uso mui difundido para fazer instrumentos musicais, utensílios, imagens, materiais de guerra, etc. Os nomes usados somente para o cobre, talvez sem ser misturado com o estanho, às vezes também são traduzidos como bronze. O Bronze também pode ter diferentes significados ou nenhum significado, dependendo do contexto específico da passagem bíblica em que se encontrar. Pode por exemplo, pode significar a resistência de Cristo relação aos inimigos da igreja, como em Ap 1:15. Geralmente, o bronze, ou latão, foi usado para denotar a capacidade de resistir sem desgaste. Representa estabilidade, poder irresistível e força. O bronze de Corinto era uma liga de outro, prata e cobre mais valiosa do que o ouro.

O ferro quase sempre ou não tem significado ou figura a força por ser um dos materiais mais resistentes nas épocas bíblicas. Como a fundição do ferro requer altas temperaturas, sua elaboração demandou um desenvolvimento lento e longo. Os objetos de ferro mais antigos geralmente são de joalheria, que se encontram em tumbas de períodos sem registros escritos. São trabalhadas em ferro meteórico e não terrestre. A primeira menção que se faz do ferro na Bíblia é em Gn 4.22, onde é citado Tubalcaim como forjador de instrumentos cortantes de bronze e ferro. Que os assírios usavam este metal em grande escala, mostra-se isto pelas descrições do explorador Layard, que achou serras e facas nas ruínas de Nínive. A fundição do ferro acha-se representada nas esculturas egípcias, devendo, por isso, ter sido conhecido o uso dos foles pelo ano 1500 a.C. Além disso, têm sido encontradas chapas de ferro, ligando as fiadas de pedras no interior das Pirâmides. Deste modo o trabalho em ferro é muito antigo, embora não se diga na Bíblia que Moisés fez uso desse metal quando erigiu o tabernáculo, ou que Salomão o empregou em qualquer parte do templo em Jerusalém. Todavia, no Pentateuco acham-se referências à sua grande dureza (Lv 26.19 - Dt 28.23,48) - ao leito de ferro do rei Ogue de Basã (Dt 3.11) - às minas de ferro (Dt 8.9) - e também aquela dura escravidão dos israelitas no Egito é comparada ao calor da fornalha para fundição do ferro (Dt 4.20). Vemos também na Bíblia que as espadas, os machados e instrumentos de preparar pedra eram feitos de ferro (Nm 35.16 - Dt 19.5 - 27.5). o ‘ferro do Norte’ (Jr 15.12) era, talvez, o endurecido ferro produzido no litoral do mar Euxino pelo povo daqueles sítios, que, segundo se diz, descobriu a arte de temperar o aço. Figuradamente é usado o ferro como símbolo da força (Jó 40.18), e da aflição (Sl 107.10), etc.



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual é o estilo alimentar seguido pelos adventistas?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

RETRATO DE JESUS

RETRATO DE JESUS



Se apenas o seu rosto você mostrar,
Uma interrogação ficará no ar.
Mas, se você buscar se revestir de luz,
Em você, verei o retrato de Jesus.

Se um dia, o seu rosto se molhar de lágrimas embaçantes,
Procure um lago cristalino pra se espelhar, por um instante.
E então, você não vai conseguir ver a sua própria imagem
Entre as ondas formadas pelas gotas que dos seus olhos caem
Mas se você então deixar que um sorriso tome esse lugar,
Logo, logo, tudo vai mudar, pois, na água a se aquietar,
O que você vai ver não será somente do seu rosto a própria luz.
Verá um reflexo da sua semelhança maior, verá Jesus!

Se apenas o seu rosto você mostrar,
Uma interrogação ficará no ar.
Mas, se você buscar se revestir de luz,
Em você, verei o retrato de Jesus.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Estou estudando Daniel capítulo 2. Gostaria de ter um esclarecimento quanto aos significados do ouro, da prata, do bronze e do ferro, na tipologia bíblica, já que são tão comentados em diversas passagens bíblicas?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

A Morte

Se há tanta crença de que o óbito não é um fim, porque tanto temor do fim que o mesmo traz? Se as pessoas acreditam que quem morre pode ir pro paraíso, porque se desesperam, não querendo morrer? Milhares crêem numa reencarnação, mas preferem não se “desencarnar”, por quê? Se existe o purgatório, por que não curtir os prazeres do pecado nesta vida, e então deixar pra decidir quando estiver lá? Se a morte faz parte da vida, por que temê-la?


A MORTE
(Estudo 08 desta série)

O Engano da Morte

Ainda que a morte seja uma das poucas e maiores certezas da vida, ninguém quer saber dela. Ou você quer? Certa vez, li a seguinte frase, escrita na traseira de um caminhão:

“Se a morte é um descanso, prefiro viver cansado”.

Hilário, mas profundo, este suspiro revela uma realidade. O homem se recusa a acreditar na fatalidade de que – após lutar para descobrir o mundo, aprender lições novas, relacionar-se, ter paixões, procriar, perseguir metas e buscar a felicidade – seja possível que sua tão complexa existência se dissipe como um gás, assim que o coração pára. Ufa! É por isto que, segundo a reportagem de capa de uma influente revista, “o Brasil foi sempre um terreno fértil para crenças baseadas na comunicação com os espíritos e na reencarnação (Gabriela Carelli, Veja – edição nº 1904, “Vida Após a Morte” (São Paulo: Editora Abril, 11/05/2005), 116-117)”.

51% dos americanos acreditam em espíritos, 27% deles, em reencarnação, e nove em dez estão certos de que a alma sobrevive à morte. Em nosso país, 8 em cada 10 acreditam que o espírito da pessoa vai para algum lugar após a morte. 69% dos brasileiros acreditam que os mortos “bons” estão num paraíso, ao lado de Deus.

Se há tanta crença de que o óbito não é um fim, porque tanto temor do fim que o mesmo traz? Se as pessoas acreditam que quem morre pode ir pro paraíso, porque se desesperam, não querendo morrer? Milhares crêem numa reencarnação, mas preferem não se “desencarnar”, por quê? Se existe o purgatório, por que não curtir os prazeres do pecado nesta vida, e então deixar pra decidir quando estiver lá? Se a morte faz parte da vida, por que temê-la? É porque as pessoas não têm certeza de que estes mitos sejam verdadeiros, pois não há como provar. Na realidade, nada disto é verdade. Pela Bíblia sabemos que nosso Senhor Jesus Cristo é o único que possui imortalidade (1Timóteo 6:14-16).

A crença na imortalidade da alma é um engano global e muito antigo. De fato, foi a primeira falsidade dita em nosso planeta, pelo próprio mentiroso e pai da mentira... desde o princípio, o diabo (João 8:44). O homem havia sido criado originalmente dotado de uma imortalidade condicional. E a condição era a obediência à vontade divina. Em caso de desobediência, Deus dissera: certamente você morrerá (Gênesis 2:16 e 17). Mas satanás teve a ousadia de chegar para Eva, numa aparição em formato de serpente, e dizer: Certamente não morrerão! (Gênesis 3:4). E daí em diante, no mundo inteiro, pessoas equivocadas quanto ao caminho póstumo, vivem no temor. Os antigos egípcios providenciavam bens para suprir as necessidades pessoais no além.

Por volta de 1500 a.C., Deus, advertindo seu povo quanto às influências pagãs dos estrangeiros, lhes disse: Não permitam que se ache alguém entre vocês que pratique adivinhação, ou se dedique à magia, ou faça presságios, ou pratique feitiçaria ou faça encantamentos; que seja médium, consulte os espíritos ou consulte os mortos. O SENHOR tem repugnância por quem pratica essas coisas (Deuteronômio 18:10-12). Séculos mais tarde, Saul consultou o SENHOR, mas este não lhe respondeu. Ele morreu porque foi infiel ao SENHOR; chegou a consultar uma médium em busca de orientação, para fazer subir o suposto espírito de Samuel. Que um demônio tenha se disfarçado de Samuel não é de admirar, pois o próprio Satanás se disfarça de anjo de luz (1Samuel 28:6-11; 1Crônicas 10:13; 2Corintios 11:14).

Sócrates dizia que “a alma é imortal e capaz de suportar todos os extremos do bem e do mal”. Seu discípulo, Platão, dramatizou o mito através da lenda de Er, contada no final de A República.

Até os judeus foram influenciados. No tempo de Cristo, muitos fariseus criam na imortalidade da alma. Jesus fez uso desta crendice folclórica de céu e inferno, para dar uma resposta aos fariseus quanto à queixa de que Ele comia com os pecadores. Mas o Mestre apenas contou uma parábola que, segundo as regras da hermêutica, não serve como doutrina. O Dr. Ladd, autoridade teológica em estudos do Novo Testamento, declara que a parábola de Lucas 16:19-31 “não tenciona ensinar coisa alguma acerca do estado dos mortos (George Eldon Ladd, citado em O Novo Dicionário da Bíblia, Ed. Vida Nova, vol. 1, p. 512)”. O fundo moral da historieta é condenar o orgulho, a hipocrisia e a presunção.

Hoje, quase todas as religiões ensinam que os mortos não estão realmente mortos. Até mesmo as denominações cristãs interpretam ou traduzem mal os textos bíblicos, trazendo uma compreensão sobre a morte, diferente da própria visão que Cristo tinha. Um exemplo de tradução distorcida é a de Lucas 23:42-43 - RA. Quando Jesus e Dimas estavam morrendo na cruz, este ladrão pediu ao Mestre que lembrasse dele um dia. Em nossas versões bíblicas, o diálogo aparece assim:

Malfeitor: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino.

Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso.

No texto original não existe esta palavra “que”. Ela foi adicionada na interpretação da tradução para nos ajudar a entender o sentido da frase, porque no texto grego não há vírgula. Nos manuscritos está literalmente assim:

Em verdade te digo hoje estarás comigo no paraíso

E então? Se você fosse o tradutor, onde colocaria a vírgula?

Os tradutores que não concordam que a alma morre, pontuam desta forma:

Em verdade te digo, hoje estarás comigo no paraíso.

Mas se você for coerente com o restante do pensamento bíblico, optaria por:

Em verdade te digo hoje, estarás comigo no paraíso.

Perceba que o próprio pedido do ladrão arrependido está voltado para um tempo vindouro: quando vieres no teu reino.

A discussão sobre a interpretação de tradução acima foi assunto para uma tese doutoral defendida pelo teólogo Rodrigo P. Silva, na Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora de Assunção (Rodrigo P. Silva, Análise Lingüística do “Semeron - semeron” em Lucas 23,43- Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção (A PFTNSA é uma instituição de ensino superior, canonicamente erigida pela congregação para a educação católica, por Roma, desde 20/09/1949). Uma síntese da tese pode ser vista na Revista de Cultura Teológica - “Análise Lingüística do ‘Semeron - semeron’ em Lucas 23:43” - Edições Paulinas, Vol. 10, nº 38, Jan-Mar 2002, pg 95-112). Ela é uma tese lingüística que prova, através da sintaxe do grego bíblico, que o advérbio “hoje” do verso 43 deve, obrigatoriamente, qualificar o primeiro verbo, e não o segundo. Ele está ligado à desinência do verbo “dizer” e não à do verbo “estar”. O advérbio sempre qualifica o verbo que o antecede. Portanto, fica provado que a tradução deve ser a que coloca a vírgula depois da palavra “hoje”. Mas os mitos de imortalidade estão tão arraigados em nossa cultura que, mesmo diante de um estudo tão sério, a Sociedade Bíblica Brasileira reluta em corrigir suas versões.

Você poderá ver essa mesma mensagem, de alma imortal, transmitida imperativamente pelos meios de comunicação de massa, em suas diferentes expressões.

Mas se o homem não pode provar o seu destino após a morte, como ter certeza? A Bíblia revela. E o que Está Escrito é muito diferente destas crendices populares. Quer ver só? Tente responder, biblicamente, a estas perguntas: Se as pessoas que são boas, quando morrem, vão logo pro Céu, por que Jesus não foi imediatamente para Céu quando morreu? Ele reencarnou? Quem foi a reencarnação dEle? O teólogo Clark Pinnock, defendendo que a Bíblia não ensina que há um inferno eterno, pergunta: “Será que Aquele que disse para amar os nossos inimigos pretende cultivar a vingança sobre Seus próprios inimigos por toda a eternidade?” Como o Céu é um lugar de perfeição, paz e alegria, se os que morreram e nos amam, ficam de lá contemplando nosso sofrimento?

A Morte na Bíblia

A morte é um intruso em nosso planeta, conseqüente do pecado que nele existe (Romanos 5:12). Desde sua introdução ao mundo, Deus deixou explicado como seria o seu desfecho: porque você é pó, e ao pó voltará (Gênesis 3:19). O destino lembra a origem. Nós podemos compreender melhor “para onde vamos” quando temos consciência “de onde viemos”.

De Onde Viemos

Então, formou o SENHOR Deus ao homem do pó da terra e lhe soprou nas narinas o fôlego de vida, e o homem passou a ser alma vivente (Gênesis 2:7 - RA). Veja a nossa formação:

1) Deus juntou alguns litros de água com bastante carbono, alguns quilos de nitrogênio, cálcio e fósforo, somados a um pouco de cloro, sulfato, sódio, magnésio, potássio e uma pitada de ferro. Mas ainda não havia alma.

2) Naquele ambiente havia oxigênio. Mas ainda não existia alma.

3) O Criador uniu a matéria ao oxigênio. Isto se transformou em uma alma.
Analisando a fórmula da vida:



Ilustrando a fórmula da vida:




Se separarmos qualquer um dos três elementos que estão à esquerda da igualdade (=), eles até poderão continuar a existir, mas o resultado final à direita da igualdade deixará de existir. Note que o verso não diz que temos uma “alma”. O que Está Escrito é que somos uma “alma”. Biblicamente falando, eu sou uma alma, você é uma alma. No dia em que faltar oxigênio, morre a alma, restando somente a matéria. A alma que pecar, essa morrerá (Ezequiel 18:4 e 20 - RA). É que a palavra “alma” na Bíblia (dos termos: hebraico - nephesh ou grego – psuche) significa “vida”, “pessoa”. Veja como é possível substituir.

Do original nephesh:

Deuteronômio 10:22 - R.A. - Com setenta almas, teus pais desceram ao Egito.

Deuteronômio 10:22 - N.V.I. - Os seus antepassados que desceram ao Egito eram setenta ao todo.

Do original psuche:

Romanos 13:1 - Revista e Atualizada - Todo homem esteja sujeito às autoridades.

Romanos 13:1 - Revista e Corrigida - Toda alma esteja sujeita às autoridades.

Não existe passagem bíblica que indique uma possibilidade de que a alma sobreviva sem o corpo, tenha consciência separada do corpo ou seja uma entidade eterna.

Para Onde Vamos, Por Enquanto

O pó volte à terra, de onde veio, e o espírito (fôlego) volte a Deus, que o deu (Eclesiastes 12:7) e naquele mesmo dia acabam-se os seus planos (Salmo 146:4). A palavra que sublinhei e substituiria por “fôlego”, está presente no texto hebraico do Antigo Testamento mais de 370 vezes, como ruach. Por exemplo, Deus enviou um vento (ruach) sobre a terra, e as águas começaram a baixar (Gênesis 8:1). Ruach pode significar “vento”, “sopro”, “fôlego”, “temperamento”, “coragem” ou “respiração”, inclusive de animais. Seu correspondente no Novo Testamento é o substantivo grego pneuma, derivado do verbo pneo, que quer dizer “soprar”, “respirar”, e que deriva verbetes portugueses como “pneumonia”, “pneu”, etc. No que se refere ao homem, jamais na Bíblia, as palavras pneuma e ruach denotam uma entidade inteligente, com existência fora de um corpo físico. Então, a morte é o seguinte: a) a respiração pára, devolvendo à atmosfera o ar que há no corpo; b) o corpo apodrece, devolvendo à terra a matéria do corpo.

Quando Jesus esteve aqui na Terra, cria que a morte é como um sono (João 11:11-14), pois Ele já conhecia a declaração bíblica de que os mortos dormem no pó da Terra (Daniel 12:7). Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos nada sabem; para eles não haverá mais recompensa, e já não se tem lembrança deles. Para eles o amor, o ódio e a inveja há muito desapareceram; nunca mais terão parte em nada do que acontece debaixo do sol (Eclesiastes 9:5 e 6). Pois, na morte, não há recordação de ti; no sepulcro, quem te dará louvor? (Salmo 6:5 - RA) Sim meu amigo, Os mortos não louvam o SENHOR, tampouco nenhum dos que descem ao silêncio (Salmo 115:17).

Exemplos bíblicos de que durante o sono da morte (Salmo 13:3) ninguém vai pro céu:

a) Davi
Como disse o Senhor, um homem segundo o seu coração (I Samuel 13:14). Mas ainda assim, irmãos, posso dizer-lhes com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e o seu túmulo está entre nós até o dia de hoje. Pois Davi não subiu aos céus (Atos 2:29-34).

b) Jesus
E no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro. Ela encontrou-se com Jesus, que havia morrido na sexta feira, e passado três dias morto. E Ele lhe disse: Ainda não subi para meu Pai (João 20:1-17 - RC). Depois de 3 dias!

c) Lázaro
Apesar de morto há quatro dias, não reclamou por voltar a viver. Afinal, ele não tinha nada a dizer sobre seu tempo de inconsciência (João 11:1-45).

Todos estes morreram sem receber o que tinha sido prometido; viram-no de longe e de longe o saudaram (Hebreus 11:13). Quando um músico pára de tocar, a música permanece em sua mente, somente. Apesar de que quando morremos, morremos por completo, Deus nos guarda em sua lembrança. Ele tem uma memória incrível. Felizes os mortos que morrem no Senhor. Diz o Espírito: Sim, eles descansarão das suas fadigas (Apocalipse 14:13).

Sabemos também que a Bíblia não suporta a idéia da reencarnação, pois o homem está destinado a morrer uma só vez (Hebreus 9:27).

Para Onde Vamos, Depois

Muito melhor do que ter reencarnado ou se transformado em algo etéreo, Jesus ressuscitou, em carne e osso! É tão diferente das crendices populares que nem mesmo os discípulos acreditavam. Ele lhes disse: “Por que vocês estão perturbados e por que se levantam dúvidas no coração de vocês? Vejam as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho”. Tendo dito isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E por não crerem ainda, tão cheios estavam de alegria e de espanto, ele lhes perguntou: “Vocês têm aqui algo para comer?” Deram-lhe um pedaço de peixe assado, e ele o comeu na presença deles (Lucas 24:38-43).

Um dia, nós também teremos um corpo imperecível, revestido da imortalidade. Mas alguém pode perguntar: “Como ressuscitam os mortos?”. Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem, para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com ele, aqueles que nele dormiram. Visto que a morte veio por meio de um só homem, também a ressurreição dos mortos veio por meio de um só homem. Pois da mesma forma como em Adão todos morrem, em Cristo todos serão vivificados. Mas cada um por sua vez: Cristo, o primeiro; depois, quando ele vier, os que lhe pertencem. O próprio Senhor descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; e quando o que é mortal se revestir de imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrita: “A morte foi destruída pela vitória” “Onde está, ó morte, a sua vitória? Onde está, ó morte, o seu aguilhão?”

Depois nós seremos arrebatados nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares. E assim estaremos com o Senhor para sempre. Consolem-se uns aos outros com essas palavras (1Tessalonicenses 4:13-18; 1Coríntios 15 – Adaptado).

A resposta para a morte é a ressurreição, quando então os justos receberão a imortalidade, em corpos recriados e perfeitos. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. E os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados. Então, todos os que praticam a iniqüidade, nada obstante, serão destruídos para sempre (João 5:28-29; 3:16) (Salmo 92:7 - RA). Felizes os mortos que morrem no Senhor (Apocalipse 14:13). Para eles, o morrer é lucro, pois têm a garantia de um dia estar com Cristo, o que é muito melhor (Filipenses 1:21-23).

Meu amigo, a chance de escolher o destino eterno é só nesta vida e você não sabe quando ela termina. Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? (Marcos 8:36). Acontecerão somente duas ressurreições, uma dos salvos e a outra dos perdidos. A primeira é a ressurreição da glória, a segunda, a da vergonha. Você quer fazer parte da primeira ressurreição? Quem é o falecido querido que você quer encontrar no dia da ressurreição? Você quer ter a vida eterna? Esta é a vida eterna: que conheçam o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo (João 17:3). Busque cada vez mais, conhecer a Jesus.

Um Abraço,


Leia Também: MEDO DE QUEM JÁ MORREU (clicando aqui).

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Surpresa!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Adão e Eva Nus






Se Adão e Eva não pecassem, deveriam permanecer nus por toda a vida?










Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?(Gênesis 3:7, 10-11).


Percebemos que a condição original do casal edênico era desprovida de roupas. Depois que Adão e Eva comeram ambos do fruto, e obtiveram um conhecimento que, tivessem obedecido a Deus, jamais teriam adquirido - a experiência na desobediência e deslealdade a Deus - o conhecimento de que estavam nus, as vestes da inocência, o revestimento vindo de Deus, o qual os envolvia, desapareceu; e eles preencheram o lugar dessa roupagem celestial costurando folhas de figueira que ajuntaram para fazer aventais.
Esta deslealdade a Deus, da parte de Adão e Eva, era plano de Deus? Ou o plano de Deus era a condição edênica?
Adão foi coroado rei no Éden. A ele fora dado domínio sobre toda coisa viva que Deus havia criado. O Senhor abençoou Adão e Eva com inteligência, como não havia dado a qualquer outra criatura. Ele tornou Adão o legítimo soberano de todas as obras de Suas mãos.
Criados para serem a "imagem e glória de Deus" (I Cor. 11:7), Adão e Eva tinham obtido prerrogativas que os faziam bem dignos de seu alto destino. ... Todas as faculdades do espírito e da alma refletiam a glória do Criador. Favorecidos com elevados dotes espirituais e mentais, Adão e Eva foram feitos um pouco menores do que os anjos (Heb. 2:7).
Amigo(a), Deus quer restaurar-lhe a esta condição original, transformando-lhe num corpo incorruptível, ao levá-lo para o Céu. Não desista nunca da carreira cristã. E você estará lá.



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Se há tanta crença de que o óbito não é um fim, porque tanto temor do fim que o mesmo traz? Se as pessoas acreditam que quem morre pode ir pro paraíso, porque se desesperam, não querendo morrer? Milhares crêem numa reencarnação, mas preferem não se “desencarnar”, por quê? Se existe o purgatório, por que não curtir os prazeres do pecado nesta vida, e então deixar pra decidir quando estiver lá? Se a morte faz parte da vida, por que temê-la?

domingo, 24 de outubro de 2010

O Sexo é Pecado? O Sexo é Santo?

O sexo é pecado?
Ouvi alguém ter a coragem de dizer que o sexo é santo.
Tem lógica?
O que a Bíblia diz sobre isso?


Ministrei a cerimônia de casamento mostrada na foto acima há muito tempo. Mas fiz questão de colocar esta foto, porque este foi o casamento da minha irmã. Isso mesmo: tive o privilégio de casar minha irmã. Mas o interessante foi que, se você observar na foto abaixo, no mesmo casamento fiz também o papel de pai. Entrei com a noiva que, órfã, quis ser levada ao altar pelo irmão mais velho.


E o que isso tem a ver com a pergunta de hoje? Leia a postagem de hoje primeiro, depois eu lhe digo. O conteúdo que coloco, abaixo, para responder à pergunta de hoje é o primeiro capítulo do livro O Ato Conjugual, de Tim LaHaye e Beverly LaHaye, da Editora Betânia, transcrito na íntegra. Concordo com essa defesa feita por esses dois autores, assim como concordo com o que a Bíblia diz. Espero que seja útil para você.

A SANTIDADE DO SEXO

O ato conjugal é essa bela relação íntima de que partilham marido e mulher, na seclusão de seu amor — e ela é sagrada. Na verdade, Deus determinou para eles esse relacionamento.
Prova disso é o fato de que Deus tenha apresentado essa experiência sagrada em seu primeiro mandamento para o homem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gênesis 1:28). Esse encargo foi dado ao homem antes do pecado entrar no mundo; portanto, o sexo e a reprodução foram ordenados por Deus, e o homem experimentou-o ainda quando se achava em seu estado original de inocência.
Isso inclui o forte e belo impulso sexual, que marido e mulher sentem um pelo outro. Sem dúvida, Adão e Eva o sentiram no Jardim do Éden, como fora intenção de Deus, embora não haja um registro ou prova escrita de que tal tenha acontecido, é razoável supormos que Adão e Eva tenham tido relações sexuais antes do pecado entrar no jardim (ver Gênesis 2:25).
A ideia de que Deus criou os órgãos sexuais para nosso prazer parece surpreender algumas pessoas. Mas o Dr. Henry Brandt, um psicólogo cristão, nos relembra que: “Deus criou todas as partes do corpo humano. E não criou algumas boas e outras más; ele criou todas boas, pois quando terminou a obra da criação, ele olhou para tudo e disse: Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31)”. E outra vez lembramos que isso ocorreu antes do pecado macular a perfeição do Paraíso.
Após vinte e sete anos de ministério e o aconselhamento de centenas de casais com problemas pertinentes à intimidade conjugal, estamos convencidos de que muitos abrigam, escondida em algum canto da mente, a ideia de que há algo errado com o ato sexual. Temos que reconhecer que a má vontade dos líderes cristãos, através dos anos, em abordar abertamente esse assunto, tem lançado dúvidas sobre a beleza desse tão necessário aspecto da vida conjugal; mas a distorção dos desígnios de Deus, feita pelo homem, é sempre posta a descoberto, quando recorremos às Escrituras.
Para desfazer essa noção falsa, ressaltamos que há registros na Bíblia de que os três membros da Santíssima Trindade apoiaram esse relacionamento. Já citamos o selo aprobatório de Deus, o Pai, em Gênesis 1:28. Todas as pessoas que assistem a um casamento evangélico provavelmente ouvem o oficiante relembrar que o Senhor Jesus escolheu um casamento para ser o cenário de seu primeiro milagre; os pastores, quase que universalmente, interpretam isso como um sinal divino de aprovação. Além disso, Cristo afirma claramente em Mateus 19:5, o seguinte: E serão os dois uma só carne. A cerimônia nupcial em si não é o ato que realmente une o casal em santo matrimônio aos olhos de Deus; ela simplesmente concede, publicamente, a permissão para que eles se retirem para um local isolado, e realizem o ato pelo qual se tornam uma só carne, e que realmente os transforma em marido e mulher.
Tampouco o Espírito se manteve em silêncio com relação à questão, pois Ele apoia essa experiência sagrada em muitos textos das Escrituras. Nos capítulos subsequentes, consideraremos a maioria deles, mas citaremos um logo aqui, para exemplificar sua aprovação. Em Hebreus 13:4, Ele inspirou o autor a escrever o seguinte princípio: Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula. Nada poderia ser mais claro que essa declaração. Qualquer pessoa que sugerir que pode haver algo de errado com o ato sexual entre marido e mulher simplesmente não entende as Escrituras.
O autor do livro poderia ter afirmado apenas: “Digno de honra entre todos seja o matrimonio”, o que já teria sido suficiente. Mas, para ter a certeza de que todos entendessem bem o que queria dizer, ampliou a mensagem com a declaração: “bem como o leito sem mácula”. Ele é sem “mácula” porque constitui uma experiência sagrada.
Até recentemente, eu estava relutante em empregar a palavra coito para designar o ato sexual, embora sabendo que se trata de um termo legítimo. Essa situação mudou quando descobri que a palavra que o Espírito Santo usou em Hebreus 13:4 foi o grego koite, que significa:        “coabitar, implantar o espermatozóide masculino”. O vocábulo koite deriva de Keimai, que significa “deitar”, e que é relativo a koimao, que significa ‘fazer dormir’. Embora a palavra coito derive do latim coitu, o termo grego koite tem o mesmo significado: a união que o casal realiza na cama; coabitar. Baseados neste significado da palavra poderíamos traduzir assim o verso de Hebreus 13:4: O coito no casamento é honroso e sem macula. O casal que pratica o coito, está fazendo uso de uma possibilidade e privilégio, dados por Deus, de criarem uma nova vida, um outro ser humano, como resultado da expressão de seu amor.

Não apenas a simples propagação da espécie

Minha primeira experiência como conselheiro no campo do sexo foi um completo fracasso. Estava no segundo ano do seminário, quando fui abordado, certo dia, por um colega do time de futebol, quando saíamos do treino, em direção aos vestiários. Eu já notara que aquele rapaz grande e atlético não estava agindo normalmente. Éramos ambos casados, havia pouco mais de um ano, mas ele não parecia feliz. Ele era, por natureza, uma pessoa afável, mas, depois de alguns meses de casamento, tornara-se tenso, irritável, e, de um modo geral, muito sensível. Afinal, um dia, ele explodiu: “Quanto tempo você acha que devo concordar com o celibato conjugal?” Ao que parece, sua jovem esposa cria que o ato sexual era reservado “apenas para a propagação da espécie”. E como haviam combinado ter filhos apenas depois que ele se formasse, ele tornou-se um marido frustrado. Muito sério, ele me perguntou: “Tim, será que não existe na Bíblia uma passagem que diga que o sexo pode ser motivo de prazer?”
Infelizmente, eu também estava muito desinformado para dar uma resposta adequada. Eu tive a bênção de ter uma esposa que não adotava aquelas ideias, e nunca pensara muito no assunto. De lá para cá, porém, procurei examinar um bom número de passagens das Escrituras, durante meu estudo bíblico, com o objetivo de descobrir o que a Palavra de Deus ensina sobre este assunto. Já encontrei muitos trechos que abordam a questão da relação sexual dos casais; alguns falam basicamente sobre a propagação da espécie, mas muitos outros provam que Deus determinou que o ato sexual fosse praticado para o prazer mútuo. Na verdade, se todos conhecessem esse fato, ele se tornaria a principal fonte de gozo no casamento, desde os tempos de Adão e Eva até os nossos dias, como Deus determinou.

O que a Bíblia fala sobre sexo

Como a Bíblia, clara e reiteradamente, condena o abuso sexual, tachando-o de adultério e fornicação, muitas pessoas — ou por ignorância ou como um meio de justificar seus atos de imoralidade — interpretam erradamente estes conceitos, e dizem que Deus condenou toda e qualquer manifestação sexual. Mas a verdade é exatamente o contrário. A Bíblia sempre fala dessa relação aprovativamente — desde que seja limitada a casais casados. A única proibição da Bíblia diz respeito a atos sexuais extra ou pré-conjugais. A Bíblia é inquestionavelmente clara a esse respeito, condenando esse tipo de conduta.
Foi Deus quem criou o sexo. Ele formou os instintos humanos, não com o fim de torturar homens e mulheres, mas para proporcionar-lhes satisfação e senso de realização pessoal. Conservemos sempre em mente como foi que isso se deu. O homem sentia-se irrealizado no Jardim do Éden. Embora vivesse no mais belo ambiente do mundo, cercado de animais mansos de toda sorte, ele não tinha uma companhia que fosse de sua espécie. Então, Deus retirou de Adão um pedaço de seu corpo, e realizou outro milagre da criação — a mulher — semelhante ao homem sob todos os aspectos, com exceção do aparelho reprodutor. Ao invés de serem opostos, eles se completavam mutuamente. Será que Deus iria ter o trabalho de preparar Suas criaturas, dando-lhes a capacidade de realizar determinada atividade, para depois proibi-los de realizá-la? Certamente, não seria o Deus de amor tão claramente descrito na Bíblia. O verso de Romanos 8:32 afiança-nos que Aquele que não poupou ao seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas. Examinando os fatos objetivamente, temos que concluir que o sexo foi dado ao homem, pelo menos em parte, para sua satisfação conjugal.
Para termos outras evidências de que Deus aprova o ato sexual entre casais, consideremos a bela narrativa que explica sua origem. De todas as criaturas de Deus, apenas o homem foi criado à imagem de Deus (Gênesis 1:27). Isso torna a humanidade uma criação singular dentre as criaturas da Terra. O verso seguinte explica: E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos’ (Gênesis 1:28). A seguir, Ele faz um comentário pessoal acerca de Sua criação: ‘Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom (Gênesis 1:31).
O capítulo dois de Gênesis apresenta uma descrição mais detalhada da criação de Adão e Eva, incluindo a informação de que o próprio Deus conduziu Eva até Adão (verso 22) e, evidentemente, apresentou-os um ao outro, e deu-lhes ordem para serem fecundos. Em seguida, o texto descreve a inocência deles com as seguintes palavras: Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam (verso 25). Adão e Eva não sentiram nenhum constrangimento, nem ficaram envergonhados nessa ocasião, por três razões: haviam sido apresentados um ao outro por um Deus santo e reto, que lhes ordenara que se amassem; sua mente não estava preconcebida quanto a culpa, pois ainda não havia sido feita nenhuma proibição relativa ao ato sexual; e não havia outras pessoas por ali, para observarem suas relações íntimas.

Adão “coabitou” com sua esposa

Outra prova da bênção de Deus para com essa experiência sagrada, nos é dada na expressão que descreve o ato sexual praticado por Adão e Eva, em Gênesis 4:1: ‘Coabitou o homem com Eva. Esta concebeu’ (algumas versões dizem: “Conheceu...”). Que melhor maneira existe de se descrever este sublime e íntimo entrelaçamento de mentes, corações, corpos e emoções, até um clímax apaixonado que lança os participantes numa onda de inocente calma e que expressa plenamente o seu amor? A experiência é um “conhecimento” mútuo, um conhecimento sagrado, pessoal e íntimo.  Tais encontros são determinados por Deus para bênção e satisfação mútua.
Algumas pessoas abrigam a estranha ideia de que tudo que for aceitável diante de Deus, nunca pode ser fonte de prazer para nós. Ultimamente, temos obtido grande sucesso, quando aconselhamos os casais a orarem juntos. No livro Casados, mas Felizes, descrevemos determinado método de oração conversacional, que consideramos extremamente valioso, e que sugerimos com frequência, devido à sua praticabilidade e versatilidade. Durante esses anos todos, vários casais têm experimentado e testemunhado resultados notáveis.
Uma senhora muito extrovertida e emotiva declarou que essa prática mudara toda a sua vida, e confidenciou-nos: “A principal razão porque eu relutava em orar com meu marido antes de deitar-me, era o receio de que isso viesse a prejudicar nosso ato sexual. Mas, para minha surpresa, descobri que ficávamos tão unidos emocionalmente depois da oração que isso estabelecia um clima próprio para o amor.” E essa senhora não é a única pessoa a experimentar isso. Na verdade, não vemos nenhuma razão para que um casal não ore antes ou depois de um ardoroso ato sexual. Entretanto, alguns casais se encontram tão relaxados depois, que só desejam dormir — o sono da satisfação.

Um amor arrebatado

Correndo o risco de chocar algumas pessoas, desejamos afirmar que a Bíblia não mede palavras ao falar deste tema. O livro Cantares de Salomão é notavelmente franco neste aspecto. Considerem-se, por exemplo, os trechos de 2:3-17 e 4:1-7.
O livro de Provérbios faz advertência contra a “mulher adúltera” (prostituta), mas em contraste, diz ao marido: Alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como? Deixando que saciem-te os seus seios em todo o tempo; embriaga-te sempre com as suas carícias. Está claro que esse arrebatamento no amor deve fazer o homem alegrar-se, dando-lhe um prazer que chega ao êxtase. O contexto expressa claramente a ideia de que a experiência é para o prazer mútuo. Essa passagem indica, também, que o ato sexual não foi estabelecido apenas para o objetivo único da propagação da raça, mas para o prazer total dos dois. Se entendermos corretamente — e cremos que entendemos — não deve ser um ato a ser praticado apressadamente, e nem deve ser suportado por um dos cônjuges e desfrutado pelo outro. Os especialistas modernos ensinam que a estimulação mútua, precedendo ao ato propriamente dito, é necessária para que ambos gozem de uma experiência satisfatória. Não vemos erro nisso, mas queremos mencionar que Salomão fez a mesma sugestão há três mil anos.
Todas as passagens bíblicas devem ser estudadas à luz de seu objetivo, a fim de se evitar a deturpação ou distorção do significado. O conceito apresentado no parágrafo anterior já é bastante forte em si, mas torna-se ainda mais poderoso se compreendermos seu contexto. As inspiradas palavras dos capítulos 1 a 9 de Provérbios contêm instruções de Salomão, o homem mais sábio do mundo, a seu filho, ensinando-o a controlar o tremendo instinto sexual que operava em seu corpo, a fim de evitar ser tentado a satisfazê-lo de maneira imprópria. Salomão queria que seu filho tivesse toda uma vida de uso correto daquele instinto, limitando-o ao ato conjugal. E como toda essa passagem aborda a questão da sabedoria, está claro que um amor matrimonial deleitável é consequência de sabedoria. O amor extraconjugal é apresentado como “o caminho do insensato”, oferecendo prazeres a curto prazo e trazendo “destruição” (mágoas, culpas, tristezas) no fim.
Seríamos remissos se deixássemos de mencionar Provérbios 5: 21: Porque os caminhos do homem estão perante os olhos do Senhor, e ele considera todas as suas veredas. Isso diz respeito também ao ato sexual. Deus vê a intimidade que é praticada pelos casais, e a aprova. Seu castigo é reservado apenas aqueles que praticam o sexo extraconjugal.

As ‘carícias’ no velho testamento

Pode ser difícil para nós pensarmos nos grandes santos do Velho Testamento como grandes parceiros no amor, mas eles o foram. Aliás, é possível até que nunca escutemos um sermão sobre o relacionamento de Isaque e sua esposa Rebeca, registrado em Gênesis 26:6-11. Mas a verdade é que esse homem, que foi incluído no “quem é quem” da fé, em Hebreus 11, foi visto pelo rei Abimeleque “acariciando” sua esposa. Não sabemos até que ponto foram essas carícias, mas sabemos que o rei viu o suficiente para deduzir que ela era esposa dele, e não sua irmã, como ele havia declarado a princípio. Isaque errou, não por afagar sua esposa, mas em não limitar-se à intimidade do seu quarto. Mas o fato de que foi visto fazendo isso, sugere que era comum e permitido, naquela época, marido e mulher se acariciarem. Deus determinou que as coisas fossem deste modo.
Outras informações quanto à aprovação divina do ato sexual aparecem nos mandamentos e ordenanças que Deus deu a Moisés para os filhos de Israel. Ali, ele dispôs que, no primeiro ano do matrimônio, o jovem marido era desobrigado do serviço militar e de todas as responsabilidades de negócios (Deuteronômio 24:5), para que os dois pudessem conhecer-se um ao outro numa época de suas vidas em que o instinto sexual se achava no ponto mais elevado, sob circunstâncias que lhes dariam amplas oportunidades de fazerem experiências e desfrutarem delas. Reconhecemos, também, que esse dispositivo da lei tinha o objetivo de possibilitar ao jovem “propagar a raça” antes de enfrentar sérios riscos de vida nos campos de batalha. Naquela época, não se usavam anticoncepcionais e, como o casal podia ficar junto durante tanto tempo, é compreensível que tivessem filhos, logo nos primeiros anos do casamento.
Há outro verso que ensina que Deus entendia claramente o instinto sexual que Ele próprio colocou no homem: “melhor casar do que viver abrasado”(1 Coríntios 7:9). Por quê? Porque existe uma forma lícita, ordenada por Deus, de se liberar a pressão natural que Ele colocou nos seres humanos — o ato conjugal. Esse é o método básico de Deus para a satisfação do instinto sexual. É seu propósito que marido e mulher dependam totalmente um do outro para obterem satisfação sexual.

O ensino neotestamentário

A Bíblia é o melhor manual que existe sobre o comportamento humano. Ela aborda todos os tipos de relacionamento pessoal, inclusive o amor sexual. Já apresentamos vários exemplos disso, mas agora citaremos uma das principais passagens. Para compreendê-la plenamente, usaremos uma tradução moderna:

Geralmente, porém, é melhor ser casado, todo homem tendo sua própria esposa, e cada mulher tendo seu próprio marido, porque de outra forma vocês poderiam cair em pecado. O homem deve dar a sua esposa tudo quanto é do direito dela como mulher casada, e a esposa deve fazer o mesmo com o seu marido. Pois uma moça que se casa não tem mais todo o direito sobre o seu próprio corpo, porque o marido tem também seus direitos sobre ele. E, do mesmo modo, o marido não tem mais todo o direito sobre o próprio corpo, pois ele pertence também a sua esposa. Portanto, não recusem tais direitos um ao outro. A única exceção a essa regra seria o acordo entre marido e mulher para se absterem dos direitos do casamento por tempo limitado, a fim de que possam dedicar-se mais completamente a oração. Depois disso eles devem unir-se novamente, para que Satanás não possa tentá-los por causa da sua falta de controle próprio. 1 Coríntios 7:2-5.

Esses conceitos serão desenvolvidos neste livro, mas aqui delinearemos os quatro princípios ensinados nesta passagem com referência ao sexo:
1. Tanto o marido como a mulher possuem carências de ordem sexual, que devem ser satisfeitas no matrimônio;
2. Quando uma pessoa se casa, ela perde, para o cônjuge, o direito ao domínio sobre seu corpo;
3. Ambos são proibidos de se recusarem a satisfazer as necessidades sexuais do cônjuge;
4. O ato sexual é aprovado por Deus.
Uma jovem senhora, mãe de três filhos, procurou-me pedindo que lhe recomendasse um psiquiatra. Quando lhe perguntei por que precisava consultar-se, explicou, não sem certa hesitação, que seu marido cria que ela estava com “tabus” com relação ao sexo. Ela nunca experimentara um orgasmo, não relaxava durante o ato sexual e tinha muito complexo de culpa com respeito a tudo que cercava a questão. Perguntei-lhe quando fora que se sentira culpada pela primeira vez, e ela confessou haver-se dado a certas intimidades antes do casamento, o que implicou na violação de seus princípios cristãos e desobediência aos pais. Por fim, ela confessou: “Nossos quatro anos de namoro parecem ter sido uma série sucessiva de tentativas de Tom para seduzir-me, e eu para afastá-lo. Mas acabei fazendo muitas concessões, e, sinceramente, estou admirada de não havermos ido até o fim, antes do casamento. Depois de casarmos, pareceu-me que era a mesma coisa, embora com um pouco mais de liberdade. Afinal, por que Deus tinha que incluir o sexo no casamento?”
Aquela jovem senhora não precisou de toda uma série de testes psicológicos e anos de terapia. Ela precisou apenas confessar seu pecado pré-conjugal, e depois aprender o que a Bíblia ensina acerca do amor conjugal. Removido aquele senso de culpa, ela compreendeu logo que a imagem mental que fazia do ato sexual estava inteiramente errada. Após estudar a Bíblia e ler vários livros sobre o assunto, com a certeza que lhe foi dada pelo pastor de que o sexo é um belo aspecto do plano de Deus para os casais, ela se tornou uma nova esposa. Seu marido, que sempre fora um crente “morno”, procurou-me, certo domingo, no intervalo entre os cultos, e disse: “Não sei o que o senhor falou à minha esposa, mas nosso relacionamento está completamente transformado.” E de lá para cá, seu crescimento espiritual tem sido maravilhoso — tudo porque sua esposa entendeu a verdade de que Deus determinou que o sexo seja uma experiência desfrutada pelos dois cônjuges.
O leitor já pensou por que estamos sendo atacados de todos os lados com explorações do sexo, hoje em dia? Os maiores best-sellers, os principais filmes e revistas praticamente estão deteriorados, cheios de práticas e insinuações sexuais, e ninguém negará que o sexo é, sem dúvida, o mais popular “esporte” internacional. Essa febre de “contar-se a realidade nua e crua” simplesmente trouxe à tona algo que sempre esteve na mente das pessoas desde os tempos de Adão e Eva.
Temos que reconhecer que Deus nunca planejou esse sexo pervertido, barateado, exibido publicamente como é feito nos dias de hoje. Isso é consequência da depravação da natureza humana, que destruiu as coisas boas que Deus comunicou ao homem. Era intenção de Deus que o sexo fosse a mais sublime experiência de que duas pessoas poderiam desfrutar, juntas, nesta vida.
Cremos que, embora os crentes cheios do Espírito não sejam obcecados pelo sexo e não maculem sua mente com horríveis deturpações dele, nem tampouco falem dele constantemente, são eles que desfrutam do sexo em bases mais permanentes que qualquer outro tipo de indivíduo. Chegamos a essa conclusão, não somente por causa das centenas de pessoas que temos aconselhado nessa área íntima de sua existência, nem por causa das inúmeras cartas e perguntas que nos tem sido dirigidas nesses vinte e sete anos de ministério, nem por causa dos seminários Family Life que já realizamos e que se contam às centenas, mas também pelo fato de que o prazer e a satisfação mútua eram o objetivo de Deus para nós, ao criar-nos como nos criou. Isso Ele ensina claramente em Sua Palavra.


Você lembra que comecei o texto de hoje contando que levei minha irmã ao casamento e celebrei a cerimônia? Eu disse que iria explicar, e agora explico. Sou pastor, filho, marido, irmão, pai, homem e servo de Deus. Entendo que se algo não é santo, é pecaminoso. Portanto, como, como pastor, irmão e pai, eu teria a coragem de dar à minha irmã o apoio para seguir praticando algo que seria pecaminoso? Como eu conceberia a idéia de que minha vinda ao mundo seria oriunda de um ato pecaminoso? Como eu colocaria minha esposa para pecar pelo resto da vida? Como posso dizer que um filho tão lindo como o meu (sou coruja mesmo, e daí? Rsrsrs) é produto do pecado? Sabe por que a família, o casamento e a criação de filhos são tão lindos? Por que são santos. E sem o sexo, eles simplesmente não existiriam. Portanto, quando o sexo existe para eles, o sexo é santo. Como expliquei no começo da postagem, o conteúdo que transcrevi acima, para responder à pergunta de hoje, é o primeiro capítulo do livro O Ato Conjugual, de Tim LaHaye e Beverly LaHaye, da Editora Betânia, transcrito na íntegra. Recomendo-lhe este livro e...

...que Deus abençoe, de maneira muito pura, sua sexualidade.
Um abraço,

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Se Adão e Eva não pecassem, deveriam permanecer nus por toda a vida?