segunda-feira, 18 de julho de 2011

Deus Critica a Guarda do Sábado


Existe algum texto bíblico no qual Deus reprova a guarda do Sábado? Se “sim”, por que você ainda guarda o sábado!

Sim! E eu ainda guardo o sábado! Os textos bíblicos nos quais Deus reprova o seu povo pela guarda do Sábado são mal compreendidos. Isaías 1:13-18 é um exemplo claro. O verso 13 fala das luas novas e dos sábados.             Pode vezes Deus se aborrece até mesmo dos sacrifícios e das reuniões de culto (ajuntamentos solenes). Mas por quê? Não foi Ele próprio quem os instituiu? O que isso quer dizer então?
Era parte essencial da religião hebraica, observar os dias sagrados. Eles foram designados pelo Senhor (Êxodo 23:12-17; Levítico 23; Números 28 e 29; Deuteronômio 16:1-17). Mas não bastava a observância externa dessas formas religiosas. Deus disse claramente que a observância formal dos dias sagrados, ordenada por Ele mesmo, Lhe era ofensiva se faltasse a obediência, a submissão e a entrega do coração.
Isaías declara que os serviços religiosos solenes, acompanhados de uma vida iníqua, são uma ofensa ao Senhor. O povo participava das cerimônias religiosas porque cria que essa era a maneira de ganhar o favor de Deus. E isso é a Justificação pelas obras. Uma hipocrisia! Veja Amós 5:21-25.
Isso tudo pode ser resumido em dois versos bíblicos:
“Ficaria o SENHOR satisfeito com milhares de carneiros, com dez mil ribeiros de azeite? Devo oferecer o meu filho mais velho por causa da minha transgressão, o fruto do meu corpo por causa do pecado que eu cometi? Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o SENHOR exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus (Miquéias 6:7-8)”.
Deus quer de nossa parte uma entrega total, de coração, na qual, por amor, nós guardemos todos os dez mandamentos (Mateus 19:16-30; João 14:15; Tiago 2:10).


Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Quais são os nomes das três esposas de Esaú? Em cada lugar, em que são citados, aparecem nomes diferentes. Pode ter havido algum erro de tradução, ou Esaú tinha mais que três esposas?

O Poder de Satanás

Se Lúcifer era apenas um anjo de luz, porque ele, como um diabo vencido, ainda é tão “poderoso”?

Porque “o Diabo desceu até vocês e ele está muito furioso porque sabe que tem somente um pouco mais de tempo para agir (Apocalipse 12:12 - NTLH)”. “Ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça para os que estão perecendo, porquanto rejeitaram o amor à verdade que os poderia salvar. Por essa razão Deus lhes envia um poder sedutor, a fim de que creiam na mentira, e sejam condenados todos os que não creram na verdade, mas tiveram prazer na injustiça” (2Tessalonicenses 2:10-12 – NVI)”. “E, então, virá o fim, quando ele [Cristo] entregar o reino ao Deus e Pai, quando houver destruído todo principado, bem como toda potestade e poder (1Coríntios 15:24 – RA)”. E o mal não se levantará uma segunda vez (Naum 1:9). E neste dia, todas as vozes do universo dirão: “O poder para governar o mundo pertence agora a Deus, que é o Senhor nosso, e ao Messias que ele escolheu. E Deus reinará para todo o sempre! (Apocalipse 11:15 – NTLH)”.
Continue ao lado de Deus, para que, naquele dia, você possa dizer: “Este é o nosso Deus. Nós confiamos nEle, e Ele nos salvou (Isaías 25:9 – NVI)”.

Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Existe algum texto bíblico no qual Deus reprova a guarda do Sábado? Se “sim”, por que você ainda guarda o sábado!

domingo, 17 de julho de 2011

A Doença da Novela

Qual pode ser uma “Doença da Novela”? Assistir a Novelas Faz Mal?

Chegou uma doença nova em Portugal. É uma doença chamada pelas autoridades médicas de vírus “Morangos com Açúcar". A novidade está fazendo com que crianças apresentem sintomas igualmente sofridos pelos personagens de uma novela transmitida no país. Mais de 300 crianças, em 14 escolas, já se queixaram de sintomas como erupções na pele, dificuldades de respiração e tontura. Algumas dessas instituições foram obrigadas a suspender o funcionamento.
A epidemia surgiu alguns dias depois que "Morangos com Açúcar", uma novela popular entre os adolescentes, exibiu um episódio sobre um vírus perigoso que atacava uma escola. As autoridades médicas acreditam que muitas crianças passaram a temer que coceiras ou dificuldade de respiração fosse algo muito grave e estivesse relacionado ao que acontecia na novela. Outros notaram que a epidemia ocorreu exatamente na época das provas do fim do ano escolar.
Chamada de “o fenômeno da imitação”, a epidemia, curiosamente, atinge somente crianças que frequentam escolas e assistem à novela. Para os médicos, esse fato curioso parece engraçado e ao mesmo tempo preocupante.  
Quais influências estão predominando a mente das crianças e dos jovens? Estamos acompanhando as emoções deles? Pense comigo. Se algumas emoções produzem determinados “choques” nos adultos, na criança essas perturbações assumem caráter muito mais sério.
Você sabe, por exemplo, que o tempo passado em frente à televisão é subtraído de muitas outras atividades importantes como a leitura, a interação com a família e o desenvolvimento social. Não vamos nos aprofundar nisso, mas o problema é que a criança não faz muita distinção entre a fantasia apresentada na televisão e a realidade. Pensando nisso, acho oportuno compartilhar uma regra que o salmista Davi ensina para os adultos, mas que podemos e devemos, desde cedo, ensinar aos pequenos: “Não porei coisa injusta diante dos meus olhos.” (Salmos 101:3).
Coisa injusta é tudo o que enfraquece os valores humanos, diminui a sensibilidade e desequilibra as emoções. Penso que a novela portuguesa pode não ser má (apesar de eu não tê-la assistido), mas o que está acontecendo com as crianças de Portugal nos dá um bom exemplo de que as influências exteriores são fortes e podem chegar a ser nocivas.
Deus quer que nossos olhos contemplem o bem. Deus deseja que Seus filhos sejam protegidos do mal e do exagero da fantasia moderna. Tenha fé no Senhor o seu Deus, e você será sustentado; tenha fé nos profetas do Senhor e terá a vitória.

Um abraço,
Pr. Milton Souza

Fonte:
Acessado em 17 de julho de 2011, às 14h


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Se Lúcifer era apenas um anjo de luz, porque ele, como um diabo vencido, ainda é tão “poderoso”?

sábado, 16 de julho de 2011

Eu Hoje te Gerei - Salmo 2

Gostaria de entender o Salmo 2. O que significa a expressão "eu hoje te gerei"?



A chave para entender o Salmo 2 são os versos 6 e 7, especialmente o 7, mais epecificamente, a expressão “eu hoje te gerei”. Este termo deve ser entendido a partir do contexto cultural do mundo bíblico e não a partir da língua portuguesa ou da nossa concepção pós-moderna ocidental.

O Salmo 2 é um poema hebraico, que, no Israel Antigo, era usado na cerimônia da transferência do trono da nação. Por exemplo, quando um idoso rei pai estava entronando seu filho príncipe, agora como rei. Havia todo um cerimonial, e em algum momento da cerimônia este poema era solenemente lido.

Enquanto o poema estivesse sendo recitado, deveriam então derramar o óleo da unção na cabeça do novo rei. Nesse momento, o povo deveria olhar para o ungido como se ele estivesse sendo “gerado (figurativamente falando)” naquele dia, o dia da coroação. Por isto o verso 7 diz “eu hoje te gerei”. O rei veterano, ao pronunciar estas palavras para o príncipe, queria dizer algo mais ou menos assim: “hoje estou discipulando-o como um rei, em sua capacitação para o ofício, e concedendo-lhe assim o trono”.

Encontramos um cumprimento profético do que toda a monarquia do Israel Antigo pode significar, em Cristo. Jesus é nos apresentado como rei em Hebreus 5:5, quando o termo “hoje te gerei” é ali repetido e aplicado ao Messias. Como acontecia com o rei, o ato de gerar não é físico, mas sim, de função.

Logo, comparando o termo “hoje te gerei” contido nas duas passagens, vemos que ele se refere não ao dia da concepção, mas ao dia do entronamento, pois trata-se de uma figura de linguagem que no caso do Salmo se refere à transferência do trono davídico (compare com 2Samuel 7:14), e no caso de Hebreus 5:5 pode ser aplicado à “entronação” de Jesus ao seu ministério por ocasião do seu batismo, quando recebeu o Espírito Santo, que é a maior de todas as unções (Mateus 3:17), por ocasião da encarnação (Hebreus 1:6) e na ressurreição (Atos 13:33).

O melhor disso tudo é saber que Jesus, hoje, pode ser o Rei da sua vida.

Um abraço,
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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Qual pode ser uma “Doença da Novela”? Assistir a Novelas Faz Mal?

Marcação de Datas Para a Volta de Jesus

Por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, durante sua formação, marcou várias datas e anos para o cumprimento de profecias, apesar de a Bíblia, em diversas passagens, condenar tais marcações de datas?

Quais datas?
A Bíblia não condena todas as marcações de datas. Aliás, há profecias bíblicas que fazem questão de identificar-se no calendário do tempo, como a profecia das 2300 tardes e manhãs de Daniel 8:14. O verbo “condenar” é muito forte para essa prática. O que a Bíblia diz é simplesmente que quanto ao dia e hora da volta de Jesus, ninguém sabe (Mateus 24: 36,50; Marcos 13:32; Lucas 12:46). Mas isso não é uma condenação e sim, uma declaração.
As profecias para as quais a Bíblia determina datas são estudadas e ensinadas até hoje pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Quanto à data para a volta de Jesus, a IASD nunca determinou nada. É possível que você esteja confundindo a Igreja com o “movimento milerita”. Esse movimento de Müller esperava que Jesus voltasse no ano de 1843 e depois em 1844. Durante as décadas de 20, 30 e 40 do século dezenove, pessoas de todas as denominações protestantes norte-americanas da época estiveram envolvidas nesses movimentos. Eles eram “adventistas” por esperarem um advento, mas não havia uma denominação religiosa Adventista. Cada “adventista” daqueles tinha a sua denominação cristã. Ellen White, por exemplo, era metodista; Guilherme Muller era batista e ainda havia presbiterianos, entre outros.
Aliás, naquele movimento, o próprio Müller nunca chegou a marcar data e hora (que são os dois itens que a Bíblia diz serem desconhecidos). Ele apenas falava sobre o ano (e não de forma exata, mas aproximada) no qual ele pensava que aconteceria o advento. As pessoas que ouviram suas pregações é que marcaram datas para 1843 e 1844. O movimento marcador de datas para um possível advento morreu ali, na década de 40. Assim, muitos daqueles “adventistas”, metodistas, batistas, presbiterianos, continuaram em suas denominações. Outros abandonaram completamente a fé, e uns poucos continuaram estudando a Bíblia, mas sem fazer parte de uma igreja, especificamente. Desses últimos, somente na década de 60, cerca de vinte anos depois, surgiu a Igreja Adventista do Sétimo Dia que você já conhece.
Essa igreja (denominação religiosa), organizada nos anos 61 a 63 do século 19, nunca marcou uma data para a volta de Jesus, porque “quanto ao dia e hora ninguém sabe, nem os anjos no céu, nem o Filho, senão somente o Pai.

Um abraço,

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Gostaria de entender o Salmo 2. O que significa a expressão "eu hoje te gerei"?

terça-feira, 12 de julho de 2011

Porque Jesus Não Escreveu a Bíblia

Por que não foi o próprio Jesus quem escreveu a Bíblia?

A Bíblia não diz diretamente, e pode ser que existam várias razoes. Mas uma evidencia de razão muito forte que temos é quando analisamos os propósitos da revelação. Sua pergunta é interessante, mas creio que o "porque" deveria ser trocado por um "para que". Para que, Jesus escreveria as escrituras?
Observe este versículo: " Vocês estudam as Escrituras Sagradas porque pensam que vão encontrar nelas a vida eterna. E são elas mesmas que dão testemunho a meu favor (João 5:39)". As Escrituras só existem para revelar a Deus, e Ele é Deus. Não seria estranho, ele revelar-se a si mesmo escrevendo? Já pensou, eu chegar diante de você, e em vez de me apresentar eu ficar calado e lhe escrever um bilhete de apresentação? Não seria esquisito? Então. Nada que Jesus escrevesse poderia ser uma revelação maior do que sua propria presença em pessoa, como ele veio fazer para nós, quando esteve aqui na Terra. Veja como esta é a maior de todas as revelações, pela classificação que este versículo dá: "Antigamente, por meio dos profetas, Deus falou muitas vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassados, mas nestes últimos tempos ele nos falou por meio do seu Filho (Hebreus 1:1-2)".
Que a presença deste Jesus, esteja em seu coração.

Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por que a Igreja Adventista do Sétimo Dia, durante sua formação, marcou várias datas e anos para o cumprimento de profecias, apesar de a Bíblia, em diversas passagens, condenar tais marcações de datas?

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Interpretação Literal do Gênesis e o Surgimento da Escrita

Como posso acreditar que Gênesis foi escrito por Moisés, se ele viveu muito tempo antes do surgimento da escrita? Creio que a interpretação de Gênesis é, em grande parte, mitológica.

A foto ao lado é micológica. Nossa atual cultura é um mico. Hoje, vivemos num processo de deterioração cultural. Um exemplo disso pode ser visto na foto ao lado. Veja a cultura que o Lula, a Dilma, o PT, nossos políticos, conseguem produzir. Mas nem sempre a humanidade foi representada por tamanha fraqueza. Moisés, de maneira incomparável, influenciou a cultura da humanidade, positivamente.
E indo direto à gema da sua pergunta, com com todo carinho, preciso lhe dizer algo. Sabe, realmente você precisa de uma boa literatura até conseguir chegar a compreender uma hermenêutica bíblica sadia. E alegre-se: estamos aqui para ajudá-lo. É claro que somos cientes de que “a interpretação moderna da cosmogonia bíblica revelada em Gênesis 1 tornou-se extremamente complexa, dividida entre interpretações literais e não-literais. As interpretações não-literais subdividem-se, conforme suas distintas abordagens, em correntes que consideram o texto bíblico como mitologia, poesia, teologia, ou simbolismo. As interpretações literais diferem também entre si, podendo-se destacar três diferentes pontos de vista, que resumidamente foram considerados por Richard M. Davidson em seu artigo "No Princípio: Como interpretar Gênesis 1", publicado no número 53 da Folha Criacionista”. (http://www.scb.org.br/htdocs/periodicos/licoes/RVC6399.html).
E o chamado a essa fidelidade exegética não agride o crescimento de acúmulo de informações que a humanidade tem atualmente, como por exemplo você imagina, nos questionamentos sobre a autoria mosaica do Pentateuco. Pois os historiadores crêem que os registros escritos mais antigos de qualquer civilização datam de cerca de 3.000 a.C.  E tão antigo quanto o surgimento dos Sumérios e sua escrita – no começo da História entre 3000 e 3500 anos A.C., encontramos nos achados arqueológicos e históricos, escrita logográficas, ideográficas, silábicas e alfabéticas. Sem contar com os egípcios lidando com seus hieróglifos, na mesma época em que Moisés foi educado no palácio egípcio. É claro que até pouco tempo não se conhecia achados de datações tão antigas sobre a escrita, o que levou a muitos livros didáticos de história a datarem o surgimento da escrita para épocas bem mais recentes. E, infelizmente, quando a informação não coaduna com o tendencionalismo da escolástica predominante, demora algumas décadas para ser alterada.
Mas qualquer aluno de William Albright (pai da arqueologia moderna) sabe que as mais primitivas das antigas civilizações descobertas pelos arqueólogos dão evidência de um nível de desenvolvimento cultural e científico comparável a algumas tribos aborígines existentes no mundo atual. Além disso, muitas outras civilizações antigas (como a Suméria, o Egito e a China) mostram um elevado grau de desenvolvimento, incluindo a linguagem escrita, sistemas legais, habilidade em metalurgia, arquitetura, instrumentos musicais, arte, cerâmica, matemática, filosofia, astronomia, história, etc. Esses fatos tendem a questionar a noção de que a civilização humana requereu centenas de milhares, ou milhões de anos para tomar forma, e que as civilizações primitivas precederam em milhões de anos as que são muito mais avançadas.
É por essas razões, e não por um acaso, que Jesus dá a entender que Moisés escreveu o livro de Gênesis (Mat. 19:4 e 5; Mar. 10:2-9), e que a autoria mosaica de Gênesis foi repetidamente endossada pela maioria dos escritores no Novo Testamento (Rom. 4:17; Gál. 3:8; 4:30; Heb. 4:4; Tiago 2:23). Martinho Lutero, consistentemente, defendeu a interpretação literal do relato da criação: “Afirmamos que Moisés falou no sentido literal, e não alegórica ou figurativamente, isto é, que o mundo, com todas as suas criaturas, foi criado em seis dias, como se lê no texto”. Também os outros Reformadores entendiam os “dias” da criação da mesma forma.
Portanto, é por muitas indicações literárias, temos um relato histórico autêntico de como as coisas se originaram em Gênesis 1 e 2. Esses eventos são mencionados por escritores bíblicos subseqüentes (e por Jesus) como históricos, e os ensinos da fé cristã estão baseados na historicidade desse relato, isto é, o pecado, o sábado, a expiação, a profecia, o evangelho, etc.
Portanto, recomendo-lhe não somente a leitura de bons materiais em separado (http://www.scb.org.br/artigos/FC53_diasLiterais.asp; http://www.scb.org.br/artigos/DU-arqueoBiblia.asp; http://www.scb.org.br/Videos_Port_Resenha.htm), bem como um vasto estudo que navegue por tudo o que a Sociedade Criacionista Brasileira oferece (www.scb.org.br).
Da mesma forma que a linguagem bíblica como um todo não dá opções para se afirmar, por exemplo, que os dias da Criação não sejam literais, a linguagem do Gênesis sugere uma história autêntica, e é por isso que, historicamente, os cristãos têm entendido que os dias da Criação foram dias (de 24 horas) literais. Somente os modelos pós-modernistas ocidentais, como por exemplo a alta-crítica, têm se perdido com isso, mas são exatamente os contextos que têm se perdido em todos os domínios eclesiásticos, o que nos leva a pensar no conselho de Cristo de que pelos seus frutos os conhecereis. Porque, por um outro lado, crer na história autêntica de Gênesis é a base para se crer num Deus todo-poderoso.
Quando aceitamos a onipotência e a onisciência de Deus, crer na hermenêutica correta do texto de Gênesis, e nem mesmo numa semana literal de criação. O problema é a distância que nós mesmos nos colocamos do Criador. Nada está além do Seu poder. "Os céus por Sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de Sua boca, o exército deles" (Sal. 33:6). Ele poderia ter criado o mundo e tudo o que existe nele em menos de um dia, mas escolheu fazê-lo em sete.
O meu conselho é que, além de um estudo puramente racionalista, você busque a Deus da forma como é devida. Como? Deus é um Ser. E com um Ser, relaciona-se, e não “laboratoreia-se”. Gaste uma hora ou mais por dia num encontro pessoal com ele. Nesse seu culto individual, leia partes da Bíblia como “pão” espiritual, e não como um monte seco de informações. Converse com Ele, abrindo o coração a Ele como a um amigo, contando tudo de você para Ele. Cante louvores a Ele. Peça, diariamente, o perdão pelos seus pecados, pelo sacrifício de Jesus, e o batismo do Espírito Santo. Depois de cada uma dessas experiências diárias, aí sim, sintonizado com Ele, peça-lhe que lhe mostre sempre a verdade, colocando sempre em seu caminho a compreensão correta, a sabedoria, os bons conselhos, literaturas, etc.
Como experiência pessoal eu lhe digo, que se você fizer essa sua parte, Ele fará a dEle. E se você quiser seguindo com mais estudos interativos entre nós, com a docilidade de aprender, estamos à sua disposição, para ajudar-lhe.

Um abraço,


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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por que não foi o próprio Jesus quem escreveu a Bíblia?

domingo, 10 de julho de 2011

Antigo Concerto Abolido... Lei Também?

A Bíblia diz que o antigo concerto foi abolido. Isto significa que os dez mandamentos também o foram, certo?

“Na Bíblia aparecem dois pactos: um ‘antigo’ e outro ‘novo’. Na realidade, não há mais que um pacto: existe apenas um plano de salvação, que é um ‘pacto eterno’ por meio de Jesus (Apocalipse 13:8). O que se fala de um ‘pacto antigo’ – o que foi confirmado no Sinai – e um ‘pacto novo’ – o que foi confirmado no calvário – pode contribuir para uma confusão. O pacto eterno é simplesmente o que Deus tem disposto para a salvação da raça humana. Em sua essência, o ‘pacto eterno’ é um sinônimo do ‘plano de redenção’. Este pacto foi feito com Adão no Éden (ver Gênesis 3:15) e mais tarde foi renovado com Abraão, um plano mediante o qual o homem poderia ser restabelecido à posição que havia perdido. O homem necessitava receber o perdão de suas transgressões. Este perdão só foi possível por meio da obra que o Filho de Deus haveria de realizar em Sua encarnação, vida e morte. O caráter do homem necessitava ser posto novamente em harmonia com a imagem divina. Prometeu-se ao homem o poder divino, o qual, uma vez aceito pelo ser humano, expulsaria da vida o pecado e incorporaria no ser os traços da piedade.
“Este pacto ou convênio para a salvação foi feito com Adão, porém se aplica igualmente aos homens de todas as idades. No Novo Testamento, este mesmo pacto se denominou ‘novo pacto’, simplesmente porque sua validação mediante o sacrifício de Cristo ocorreu depois da validação do antigo pacto, realizado no Sinai.
“O antigo pacto foi feito no Sinai. Já que existia uma disposição adequada para a salvação dos homens, por que foi necessário que se fizesse este outro pacto? O pacto antigo nunca teve o propósito de ocupar o lugar do pacto eterno. Tampouco devia servir como outra maneira para alcançar a salvação. Se for estudado o marco histórico, se compreenderá com maior clareza seu propósito. Enquanto haviam sido escravos no Egito, os israelitas haviam perdido o conhecimento de Deus e dos requerimentos divinos. Necessitar-se-ia algum tempo para voltar a compreendê-los.
A verdade espiritual só pode compreender-se na forma gradual. Só quando se tem aprendido uma verdade, pode-se entender bem outra. Deus começou Sua instrução no Sinai dizendo ao povo que o propósito de Seu plano era o de harmonizar a vida deles com o caráter divino. Todavia, este propósito foi expresso em forma objetiva” ‘Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa’ (Êxodo 19:5, 6). Nesse momento os israelitas pouco entendiam o que isto implicava. Concordaram com a ampla declaração de propósitos e responderam: ‘Tudo o que Jeová disse, faremos’ (Êxodo 19:8). Deus tinha um plano de prosseguir a partir deste ponto, e instruir o povo de modo a conseguir esses objetivos. De forma gradual, à medida que pudessem compreender, Deus se proporia ensinar-lhes todos os detalhes do pacto eterno...
“Desgraçadamente, o povo nunca pôde prosseguir mais além da primeira lição em sua instrução espiritual. Captou a idéia de que era necessário obedecer. Esta filosofia havia aprendido no Egito. Portanto, procurou o favor de Deus esforçando-se em render uma obediência externa aos requerimentos divinos. Foram repelidos todos os intentos divinos de mostrar que era necessário ter um coração novo, e que era indispensável a graça divina para que tal obediência fosse possível. Salvo poucas exceções individuais, esta atitude continuou durante todo o período do Antigo Testamento, apesar de os profetas repetidas vezes instarem ao povo para que aceitassem essa relação mais excelsa...”[1]
“Os israelitas não haviam cumprido com os requerimentos divinos porque haviam procurado ser justos por meio de seus próprios esforços inúteis. O Senhor conhece esta tendência inerente no homem, e lhe prometeu "um novo pacto" (ou concerto), e por meio desse pacto o homem chega a ser santo pela fé no Redentor e Santificador (Gálatas 3; Hebreus 8:8-10;...). Deus desejava que os repatriados experimentassem de todo coração e com toda a alma a realidade de novo pacto. Porém, a nação não alcançou este ideal...”[2]
“O pacto que Deus fez com Israel no Sinai geralmente é chamado de ‘velho’ pacto (Hebreus 8:13). Devido ao fracasso do povo em avaliar plenamente o propósito de Deus, e por não haver entrado no verdadeiro espírito do pacto, o velho pacto ressaltou-se em contraste com o novo, o Evangelho, da seguinte maneira: (1) Era mais elementar (Gálatas 4:1-5). (2) Estava mais estritamente relacionado com ritos externos e cerimônias (Hebreus 9:1). (3) Seus motivos consistiam principalmente em castigos e recompensas, pois sendo “filhos”, estes eram os únicos incentivos que os israelitas estavam preparados para compreender (Gálatas 4:3; Patriarcas e Profetas, p.387). (4) Suas bênçãos eram temporais. (5) Dependia das relações humanas e de boas obras mais do que da graça divina e de um Salvador do pecado... A bênção extraordinária do novo pacto é que pela fé em Cristo se é dado poder ao crente para cumprir “a justiça da lei” (Romanos 8:1-4; conferir Atos 13:37-39).
Deus permitiu que Israel se ocupasse em guardar a lei para que pudesse dar-se conta de sua incapacidade de o fazer, o que, erroneamente, se sentiu capaz de realizar. Assim, iam ser apartados da confiança própria para confiar em Deus; da confiança em seus esforços próprios para a fé na realização divina. Assim, a lei chegaria a converter-se no meio de conduzir-lhes a Cristo como seu único Salvador do pecado (Gálatas 3:23-26). Dessa maneira se preparou o caminho para a relação do novo pacto, o Evangelho da graça divina, a lei guardada em Cristo mediante Ele (Jeremias 31:33-34; Romanos 3:21-31; 8:1-4; Hebreus 8:7-11). Como Paulo declara, esta relação do novo pacto não invalida a lei ‘pela fé’ (Romanos 3:31). A lei permanece como a norma do dever, a norma de uma prática santa. O novo pacto estabelece a lei como o código eterno de justiça, sem o qual não pode haver nenhuma conduta santa”[3]

Hebreus 9:19 está dizendo que os Dez Mandamentos foram abolidos?
            Leiamos o verso: “porque, havendo Moisés proclamado todos os mandamentos segundo a lei a todo o povo, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, e lã tinta de escarlate, e hissopo e aspergiu não só o próprio livro, como também sobre todo o povo,” Hebreus 9:19.
            Depois de uma leitura atenta perceba que de maneira alguma o texto está tratando do assunto dos mandamentos.
O sangue dos animais sacrificados nos dias do Antigo Testamento simbolizava o sangue de Cristo (João 1:29) que seria derramado em nosso favor. Sendo que aquele sangue simbolizava o sangue de Jesus que viria morrer pelo pecador, Moisés iniciou o antigo pacto aspergindo sangue sobre o povo e a lei. 
Os Dez mandamentos eram a base do velho concerto, como igualmente o são do novo; mas não eram o velho concerto em si[4].
O concerto (o mesmo que “acordo”) dependia do decálogo, mas o decálogo não dependia do concerto .
No velho concerto a aliança foi feita pelo sangue de animais (símbolo do sangue de Jesus); no novo, é feito pelo sangue do próprio Cristo (leia Lucas 22:20). Mas isto não anula a lei de Deus. Veja:
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. Jeremias 31:33.
“Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o Senhor: na sua mente imprimirei as minhas leis, também sobre o seu coração as inscreverei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo”. Hebreus 8:10.
“Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei”. Hebreus 10:16.

Percebeu qual é a diferença entre o velho e novo concerto?
1)      No velho concerto a lei era guardada pelo povo somente pela letra (porque escolheram assim) e não com o coração;
2)      No novo concerto Deus mudou isso: imprimiu a lei na mente e no coração dos crentes, ensinando assim que só podemos ser obedientes pela graça de Cristo.
Se Deus no novo concerto imprime Suas leis em nossa mente e coração, é lógico que esta lei não foi abolida!
“É oportuno lembrar que o insucesso do velho concerto não estava na lei de Deus, mas no povo. Em Hebreus 8:9 se diz que Deus os repreendeu, porque eram repreensíveis. A tradução inglesa diz: ‘Porque sendo eles (o povo) achado em falta...’. ”[5]
“O velho concerto era um pacto de obras, feito sobre promessas humanas, e o seu fracasso demonstrou falibilidade do homem em pretender, por esforço próprio, guardar os mandamentos de Deus, ou pôr-se em harmonia com a lei do céu. Quão significativas as palavras de Paulo, ao dizer que “a inclinação da carne” – a mente carnal que caracterizou o Israel rebelde – “não é sujeita á lei de Deus, nem em verdade o poder ser”. (Romanos 8:7).
“Isto significa que, quando pelo evangelho somos transformados do carnal para o espiritual, então a lei de Deus pode ser escrita em nossos corações, e o novo concerto – ratificado com o precioso sangue de Cristo – é efetivado em nossa vida. Quem não tem um novo coração e não se põe em harmonia com a lei do céu, nunca nasceu de novo, pois quem vive transgredindo a lei de Deus continuamente está em pecado, porque “o pecado é a transgressão da lei”, segundo a melhor tradução de 1 João 3:4 e o mais autorizado conceito teológico”[6].
Devemos ter claro em nossa mente que não existe um plano de salvação para as pessoas que viveram na época do antigo testamento e outro para os que vivem no novo testamento. Há um meio de salvação - pela graça - para toda a humanidade:
Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens”. Tito 2:11.
“Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Espírito de Cristo, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam”. 1 Pedro 1:10-11.
“Somente em Deus, ó minha alma, espera silenciosa; dele vem a minha salvação.  Só ele é a minha rocha, e a minha salvação, e o meu alto refúgio; não serei muito abalado”. Salmo 62:1-2.
A Salvação pela graça não é privilégio apenas do povo que vive sob o novo concerto. Já pensou um dia, ao você chegar ao céu e encontrar Abraão e dizer a ele: “Abraão, eu fui salvo pela graça”. Abraão poderia argumentar: “eu fui salvo pela lei...? Que história é essa? Uns são devem guardar a Lei e outros não? Como isso?” O Céu seria uma verdadeira confusão, pois a salvação seria mais fácil para os que vivem na época do novo concerto (Deus estaria fazendo acepção de pessoas!).
Abraão também foi salvo pela graça e assim como ele foi obediente a Deus (Gênesis 26:5), pela atuação do Espírito Santo em nós (Filipenses 2:13) precisamos ser transformados para nos tornarmos fiéis aos mandamentos do nosso Criador, pois somos descendentes espirituais de Abraão, o “Israel espiritual”! (Gálatas 6:16).

A graça não anula a lei. Ela nos capacita a obedecer e viver em conformidade com os ensinamentos de Deus; não foi dada para nos dar permissão para pecarmos, como lemos em Romanos 6:6-8. Paulo mesmo afirma: Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei”. Romanos 3:31.
Portanto, as expressões “velho concerto” e “novo concerto” não se referem a períodos diferentes em que num deles a lei tinha válida e noutro, não. O termo “velho concerto” também é com base no “sangue” e é chamado de “velho” porque foi dado no Sinai. Já o “novo” é chamado de “novo concerto” não porque não existia (Apocalipse 13:8), mas porque foi validade pelo sangue de Cristo na cruz. Deus tem um plano de salvação estabelecido na eternidade (1 Pe 1:18-20).
A lei nunca foi o meio de salvação e nem o será; é apenas a base para o concerto. O cristão deve guardá-la como demonstração de fé e de que teve seu caráter realmente convertido. A obediência é uma prova de amor a Jesus (João 14:15).
Eis alguns versos para nosso estudo e reflexão:

“Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum! Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos”? Romanos 6:1-2.

“E daí? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, e sim da graça? De modo nenhum! Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos, seja do pecado para a morte ou da obediência para a justiça?” Romanos 6:15-16.

“Porque, se vivermos deliberadamente em pecado, depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados;  pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários.  Sem misericórdia morre pelo depoimento de duas ou três testemunhas quem tiver rejeitado a lei de Moisés.  De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?  Ora, nós conhecemos aquele que disse: A mim pertence a vingança; eu retribuirei. E outra vez: O Senhor julgará o seu povo.  Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo”. Hebreus 10:26-31.

“Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” 1 João 5:3.

“Quanto às tuas prescrições, a muito sei que as estabeleceste para sempre.” Salmo 119: 152.

“Aquele que diz: eu o conheço e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade”. 1 João 2:4.

“Porque povo rebelde é este, filhos mentirosos, filhos que não querem ouvir a lei do Senhor”. Isaías 30:9.

Assim, a graça e a lei se harmonizam perfeitamente e estão de mãos dadas!


Um abraço,


Twitter: @Valdeci_Junior

[1] Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, vol. 4 – explicação de Ezequiel 16:60.
[2] Idem – explicação do texto de Jeremias 33:31
[3] Ibidem, vol. 1 – explicação de Êxodo 19:5.
[4] Se quiser um estudo complementar acerca deste assunto, temos uma carta que poderá solicitar: a de número 6227, intitulada “A Lei em Romanos 3:31”.
[5] Arnaldo B. Christianini, Sutilizas do Erro, pág. 65.
[6] Ibidem, págs. 65, 66.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como posso acreditar que Gênesis foi escrito por Moisés, se ele viveu muito tempo antes do surgimento da escrita? Creio que a interpretação de Gênesis é, em grande parte, mitológica.

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sábado, 9 de julho de 2011

Seguir a Jesus e Guardar os Mandamentos Inclui o Sábado?

Em Mateus 19:17 Jesus cita 6 mandamentos e não fala do sábado, isso indica que tal mandamento foi anulado?


Você se lembra de que em Marcos 12:30-31, Jesus ensinou também que a Lei se resume em dois grandes mandamentos? “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força. O segundo é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes.”. Vale notar que estes dois grandes mandamentos são o “resumo”, e não a “substituição” dos dez mandamentos. Ou seja, “amar a Deus acima de todas as coisas” é obedecer aos quatro primeiros mandamentos do Decálogo, e “amar ao próximo como a si mesmo” é cumprir os seis últimos mandamentos do Decálogo.
Verifique quais foram os mandamentos que Jesus citou para o Jovem rico. Se você observar, vai ver que Jesus citou apenas os mandamentos da segunda parte da Lei. Por quê? Foi porque a necessidade do Jovem Rico era: deixar de ser um egoísta e um religioso de fachada. Tanto é que, o melhor remédio para ele, seria vender tudo e dar os bens aos pobres. Deus não pediu isto para outros ricos, mas esta era uma necessidade daquele jovem - aprender a amar o próximo - expressa nos seis mandamentos da segunda tábua do Decálogo.
Quanto à necessidade de observar o que pede a primeira parte dos dez mandamentos, Jesus fez a proposta ao jovem logo em seguida, dizendo a ele que deixasse tudo e o seguisse. Se o jovem deixasse tudo e seguisse a Jesus, estaria amando a própria segunda pessoa da Trindade, acima de todas as coisas.
Mas há um outro lado. Se o argumento – “se Jesus não citou determinado mandamento para o Jovem Rico, então este está anulado” - for o parâmetro correto para determinar que mandamentos devam ou não ser guardados, então estou liberado para adorar outros deuses, fazer imagens de escultura, tomar o nome de Deus em vão, não observar o sábado e cobiçar, certo? A linha de raciocínio da respostas à pergunta em questão começa por aí. Porque, na realidade, o argumento em questão está: colocando na boca de Jesus o que Ele não disse, indo além do texto e fazendo suas próprias interpretações. Ora, só porque eu não menciono a existência de “algo”, este “algo” não existe? Jesus não disse: “guarde SÓ estes mandamentos”. Ele citou alguns mandamentos só para esclarecimento. Estava dando apenas alguns exemplos, para que o Jovem Rico soubesse que os mandamentos dos quis Ele estava falando não eram quaisquer mandamentos, dos muitos que existem no Universo, mas sim, os mandamentos do Decálogo que havia sido entregue para Moisés.
Eu sei que uma a réplica a esta resposta pode ser um pensamento mais ou menos assim: “Ah, mas os outros mandamentos, que Jesus não citou aqui, diferentemente do sábado, estão citados em outros lugares do Novo Testamento”. Mas aí, é preciso verificar que o sábado também está citado no Novo Testamento, em vários lugares, como por exemplo:

“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverso, nem no sábado”. “O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; de sorte que o Filho do homem é senhor também do sábado”. “Porque, em certo lugar, assim disse, no tocante ao sétimo dia: E descansou Deus, no sétimo dia, de todas as obras que fizera”. “Portanto, resta um repouso para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas”. “Pois nEle, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra”. - Mateus 24:20; Marcos 2:27-28; Hebreus 4:4, 9-10; Colossenses 1:16.

Mas é bom que lembremos do velho conselho de Phillip Yancey: “O Velho Testamento era a Bíblia que Jesus lia”, “pois tudo quanto, outrora [antes de Cristo], foi escrito para o nosso ensino foi escrito (Romanos 15:4)”. Porque “toda a Escritura [Antigo Testamento] é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Timóteo 3:16-17). Logo, se nós estivermos lendo somente uma parte da Bíblia, devemos levar em consideração que, o “não citar” não é igual a uma declaração do tipo: “não faça, está anulado, não precisa mais, etc.”. Portanto, mesmo que o sábado, simplesmente, não estivesse citado em nenhum lugar do Novo Testamento, isso não seria argumento para não observar o sétimo dia.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
A Bíblia diz que o antigo concerto foi abolido. Isto significa que os dez mandamentos também o foram...

Pecador Arrependido



A pessoa era pecadora, e agora?


A Bíblia é clara em afirmar que Deus não leva em conta o tempo da ignorância, quando a pessoa pecou sem ter o claro esclarecimento do mal que estava fazendo (1 Timóteo 1:13; Atos 17:30).

E a mesma Bíblia diz que, quando uma pessoa se converte, as coisas passadas são esquecidas, e numa novidade de vida, a pessoa é agora uma nova criatura (2 Coríntios 5:17). A Palavra de Deus também nos ensina que, depois desta conversão, não voltemos às práticas anteriores (1Pedro 1:14), porque a um pecador arrependido, nem o próprio Jesus, que nunca pecou (Hebreus 4:15), condena (João 8).

E as Escrituras ainda afirmam: "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 2:1; 1:9).

Não importa o quanto pecou, depois de ter se entregado a Jesus, esta pessoa é tão redimida e aceita por Deus, quanto qualquer outro ser humano.


Um abraço,


Twitter: @Valdeci_Junior


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em Mateus 19:17 Jesus cita 6 mandamentos e não fala do sábado, isso indica que tal mandamento foi anulado?

Deus Não Atende a Oração do Pecador?




Haveria alguma situação em que seria possível Deus não atender a oração do de alguém que está em pecado?

O que é estar em pecado? Pecado é a transgressão da lei (1João 3:4). E o que desvia o ouvido de ouvir a lei (de dar atenção a ela, de observá-la, ou seja, que não dá a atenção á lei, que lhe é devida, sendo mais claro, que transgride-a, pecando deliberadamente), até a sua oração será abominável (Provérbios 28:9). Por quê? Porque pecado é alienação - o pecado faz uma separação entre o homem e Deus (Isaías 59:2). Se ficarmos abraçados com o pecado, acariciando-o, ele será esta barreira que bloqueia a nossa oração, entende?

Mas, se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de TODA injustiça (1João 1:9).

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna (Hebreus 4:16).

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
A pessoa era pecadora, e agora?

Porque as Mulheres Não Ofereciam Sacrifícios

Por que a Bíblia não menciona mulheres realizando o ato de sacrificar animais? Se somos todos iguais perante Deus, elas não tinham o direito de receber Seu perdão de por seus pecados?

Sua pergunta é realmente o questionamento de muitos. Obrigado e parabéns por ser um ouvinte da Rede Novo Tempo. Espero que você possa estar sendo abençoado por esta sua atitude.
Falando sobre o plano da salvação, vemos que no período que antecede o primeiro advento de Cristo aqui na terra, Deus instituiu o sistema sacrifical de animais como um tipo do grande sacrifício que posteriormente seria realizado: Cristo.
Esta instituição foi dada junto com a promessa de redenção ao casal caído em pecado no contexto da queda de Adão e Eva. “A Bíblia não registra os primeiros sacrifícios, mas começa comparando o sacrifício aceitável de Abel, sob a forma de um cordeiro, com a oferta sem sangue inaceitável apresentada pro Caim (Gen. 4:4 e 5)”.
Seguiu-se a religião patriarcal que “girava ao redor do altar de sacrifício”, tendo como principal sacrifício o “holocausto”.
“A religião nacional de Israel era o florescimento, uma elaboração da antiga religião dos patriarcas. Era o desenvolvimento natural (por desígnio divino) do primitivo sistema sacrifical”. Os elementos fundamentais de sacrifício e mediação vistos na era patriarcal sob a forma de vítima e sacerdote-pai foram agora ampliados em um novo contexto: o tabernáculo/templo, o e o sacerdócio credenciado. Todos os elementos significativos no ritual do santuário estavam presentes nos rituais de altares patriarcais, porém menos explícitos nestes do que naqueles, pois no santuário foram ampliados.
O ato sacrificar não era simplesmente, ou somente adoração. Em todo o ritual do santuário está figurada a complexa história da redenção. Incluída nestes tantos tipos (símbolos) está a intercessão. “No sistema do santuário, o abismo que separa Deus e o ser humano é simbolicamente transposto pelo sacerdócio, composto de pessoas credenciadas por Deus para mediar entre Ele e o povo... Pelos diversos ministérios do sacerdócio, Israel podia aproximar-se de um Deus santo em penitência, louvor e adoração, esperando com confiança ser plenamente aceito por Deus”. O sacerdócio era um tipo que prefigurava Jesus.
Para esta qualificação do sacerdócio havia exigências. Não podia ter defeito físico, que fosse capaz de condoer-se dos ignorantes e dos que erram, que pertencesse à linhagem sacerdotal da tribo de Levi, que se casasse com uma virgem, que se não lhe cortassem a barba ou o deixassem careca, não devia envolver-se com o cuidado de esquifes, etc. (Lev 21).
A questão não é: “porque as mulheres não ministravam o ritual do sacrifício”, mas sim, porque qualquer pessoa não poderia fazê-lo. Em resumo, Deus escolhera alguém para oficiar tal trabalho santo, representando-O no plano mais amplo e pleno de trabalhar em salvar o homem. É como se hoje perguntássemos: porque não são todas as pessoas, pastores? Paulo responde em I Coríntios 12 e Efésios 4. Porque Ele é quem escolhe. Não encontramos exemplos de sacerdócio feminino escolhido por Deus na Bíblia. Pelo contrário, nas qualificações, sempre fica entendido, pelo contexto, que o Senhor contava com alguém do sexo masculino; por exemplo, em Lev 21:21: “Nenhum homem da descendência de Arão..., ou nos versos em que fala do cônjuge do sacerdote, sempre se refere à esposa”.
Por que o sacerdote era sempre homem? Porque Deus escolheu assim. Assim como Ele escolheu que fosse sempre levita, descendente de Arão, etc. Discriminação? Não. Somos todos iguais perante Deus no valor que temos como pessoa, mas nas funções que desempenhamos temos nossas diferenças (ver I Cor 12-14; Ef, 4:11-15; Rm 12:3-8), não porque uma pessoa é mais importante que a outra, mas o dom que exerce pode ser mais ou menos importante que outro dom qualquer. Toda pessoa do Antigo Testamento era igual perante Deus no sentido de levar sua oferta e ser perdoada. Mas quem recebia esta oferta e a apresentava diante de Deus era qualificado e escolhido para isto: na época dos altares, o patriarca (chefe ou pai do clã), e no período do santuário, o sacerdote.


Com apreço,



Fonte: Frank B. Holbrook, O Sacerdócio Expiatório de Jesus Cristo, (Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002).

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Haveria alguma situação em que seria possível Deus não atender a oração do de alguém que está em pecado?

Mulheres, Dança, Templo e Adoração

Por que as mulheres e a dança não são citados nos serviços de adoração do Templo?

Realmente, não há nenhuma dança no serviço de adoração. Para explicar esta questão, trago abaixo parte de uma pesquisa realizada pelo doutor em teologia, Samuelle Bachiochi.
Se fosse verdade que na Bíblia “a dança é um componente da adoração divina”, então por que não há nenhum indício de dança realizada por homens ou mulheres nos serviços de adoração no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva? Será que o povo de Deus, em tempos bíblicos, negligenciou um importante “componente da adoração divina?”
Negligência não parece ser a razão para a exclusão da dança do culto divino, porque observamos que foram dadas instruções claras com respeito ao ministério da música no templo. O coro levítico só era acompanhado por instrumentos de corda (a harpa e o alaúde). Instrumentos de percussão como tambores e adufes, geralmente usados para executar música dançante, foram claramente proibidos. O que foi verdade no Templo também foi verdade para a sinagoga e mais tarde para a igreja primitiva. Nenhuma dança ou entretenimento musical jamais foi permitido na Casa de Deus.
Garen Wolf chega a essa conclusão depois de sua extensa análise em Dance in the Bible: “Primeiro, referências à dança, como parte da adoração no Templo, não podem ser encontradas em lugar algum, tanto no primeiro quanto no segundo Templo. Segundo, das 107 vezes que estas palavras são usadas na Bíblia [palavras hebraicas traduzidas como “dança”], em apenas quatro vezes elas podem ser consideradas como se referindo a dança religiosa. Terceiro, nenhuma destas referências a dança religiosa foi em conjunção com a adoração pública regular e tradicional dos hebreus”.
É importante notar que Davi, que é considerado por muitos como o exemplo principal para a dança religiosa na Bíblia, nunca deu instruções aos levitas com respeito a quando e como dançariam no Templo. Se Davi cresse que a dança deveria ser um componente na adoração divina, sem dúvida teria dado instruções relativas a ela aos músicos levitas que designou para se apresentarem no templo.
Acima de tudo, Davi foi o fundador do ministério de música no Templo. Vimos que ele deu claras instruções aos 4.000 músicos levitas pertinentes a quando cantarem e que instrumentos usarem para acompanharem seu coral. Sua omissão da dança na adoração divina dificilmente pode ser considerada como um lapso. Ao contrário, ela nos fala da distinção que Davi fez entre a música sacra, executada na Casa de Deus e a música secular tocada fora do Templo para o entretenimento.
Uma importante distinção deve ser feita entre música religiosa tocada para o entretenimento social e a música sacra executada para adoração no Templo. Não devemos nos esquecer que toda vida dos Israelitas era orientada pela religião. O entretenimento era provido, não por concertos ou apresentações em um teatro ou num circo, mas pela celebração de eventos religiosos ou festivais, freqüentemente através de danças folclóricas, com homens ou mulheres em grupos separados.
Nenhuma dança de orientação romântica ou sensual, realizada por casais, jamais ocorreu no antigo Israel. A maior dança anual acontecia, como veremos, juntamente com a Festa dos Tabernáculos, quando os sacerdotes entretinham o povo realizando incríveis danças acrobáticas a noite inteira. Isto significa que aqueles que apelam às referências bíblicas para justificar a dança romântica moderna dentro ou fora da igreja ignoram a vasta diferença entre as duas.
A maioria das pessoas que recorrem à Bíblia para justificar a dança romântica moderna não está nem um pouco interessada na dança dos povos mencionados na Bíblia, onde não havia nenhum contato físico entre os homens e as mulheres. Cada grupo de homens, mulheres, e crianças realizavam seu próprio “espetáculo”, que na maioria das vezes era um tipo de marcha com cadência rítmica. Eu vi a “Dança ao Redor da Arca” pelos sacerdotes Cópticos na Etiópia, onde várias tradições judaicas permaneceram, inclusive a observância do Sábado. Não pude entender por que eles chamavam aquilo de “dança”, já que era somente uma procissão dos sacerdotes, que marchavam com uma certa cadência rítmica. Aplicar a noção bíblica de dança à dança moderna, é enganoso, para se dizer o mínimo, porque há uma enorme diferença entre as duas. Este ponto ficará mais claro quando examinarmos as referências à dança.



As Referências à Dança. Contrariamente às suposições anteriores, apenas quatro das vinte e oito referencias a dança se referem sem discussão à dança religiosa, mas nenhuma destas tem a ver com a adoração pública realizada na Casa de Deus. Para evitar sobrecarregar o leitor com a análise técnica do uso extenso de seis palavras hebraicas traduzidas como “dança”, apresentarei apenas uma breve alusão a cada uma delas.
A palavra hebraica “chagag” é traduzida uma vez como “dança” em I Samuel 30:16 no contexto de “comendo, bebendo e dançando”, pelos Amalequitas. É evidente que isto não é dança religiosa.
A palavra hebraica “chuwl” é traduzida duas vezes como “dança” em Juízes 21:21,23, com referencia às filhas de Siló, que saíram a dançar nas vinhas e foram tomadas de surpresa como esposas pelos homens de Benjamim. Novamente, não há dúvida que neste contexto esta palavra se refere à dança secular, executada por mulheres acima de qualquer suspeita.
A palavra hebraica “karar” é traduzida duas vezes como “dança” em II Samuel 6:14 e 16 onde está declarado “E Davi dançava com todas as suas forças diante do Senhor;... Mical, filha de Saul, estava olhando pela janela; e, vendo ao rei Davi saltando e dançando diante do Senhor....” Abaixo é dito mais acerca do significado da dança de Davi. Neste contexto é suficiente notar que “estes versos se referem a um tipo de dança religiosa fora do contexto da adoração no Templo. A palavra “karar” é usada nas escrituras apenas nestes dois versos, e nunca é usada em conjunção com a adoração no Templo”.37
A palavra hebraica “machowal” é traduzida seis vezes como “dança”. Salmos 30:11 usa o termo poeticamente: “Tornaste o meu pranto em regozijo (danças)”. Jeremias 31:4 fala das “virgens de Israel” as quais “sairão nas danças dos que se alegram”. O mesmo pensamento é expresso no verso 13. Em ambas as ocasiões as referências são a danças folclóricas sociais, executadas pelas mulheres.
“Louvai-O com Danças”. Em dois exemplos importantes, machowal é traduzido como “dança” (Salmos 149:3 e 150:4). Eles são os mais importantes porque na visão de muitas pessoas eles provêem o apoio bíblico necessário para se dançar como parte na adoração da igreja. Uma olhada de perto nestes textos demonstra que esta suposição popular está baseada em uma leitura superficial e numa interpretação incorreta dos textos.
Lingüisticamente, o termo “dança” nestes dois versos é contestado. Alguns estudiosos acreditam que machowl deriva de chuwl que significa “fazer uma abertura”.39–uma possível alusão a um instrumento de “tubos”, como um órgão. Na realidade esta é a versão de rodapé dada pela KJV. O Salmo 149:3 declara: “Louvem-lhe o nome com danças” [ou “com órgão”, no rodapé da KJV]. Em Salmos 150:4 lemos: “Louvai-O com adufes e com danças” [ou “órgão”, rodapé da KJV].
Pelo contexto, machowl parece ser uma referência a um instrumento musical; em ambos os textos, Salmos 149:3 e 150:4, o termo ocorre no contexto de uma lista de instrumentos a serem usados no louvor ao Senhor. No Salmo 150 a lista possui oito instrumentos: trompete, saltério, harpa, adufes, instrumentos de corda, órgãos, címbalos sonoros, címbalos retumbantes (KJV). Como o salmista está listando todos os instrumentos a serem usados no louvor do Senhor, é plausível assumir que machowal é também um instrumento musical, seja qual for a sua natureza.
Outra consideração importante é a linguagem figurativa desses dois salmos, a qual, dificilmente dá margem a uma interpretação literal de dança na Casa de Deus. O Salmo 149:5 encoraja o povo a louvarem o Senhor nos “leitos”. No verso 6, o louvor é feito com “espadas de dois gumes” nas mãos. Nos versos 7 e 8, o Senhor é louvado por castigar os povos, pôr os reis em cadeias, e os seus nobres em grilhões de ferro. É evidente que a linguagem é figurativa porque é difícil acreditar que Deus esperaria que as pessoas O louvassem estando em pé ou saltando sobre as camas ou enquanto brandem uma espada de dois gumes.
O mesmo se aplica ao Salmo 150, que fala em louvar a Deus, de modo altamente figurativo. O salmista chama o povo de Deus para louvar o Senhor “pelos seus poderosos feitos” (verso 2) em todo lugar possível e com todo instrumento musical disponível. Noutras palavras, o salmo menciona o lugar onde louvar o Senhor, particularmente, “no Seu santuário” e “no firmamento do Seu poder”; a razão citada para louvar o Senhor, é por “Seus atos poderosos. . . conforme a excelência da sua grandeza”. (verso 2); e os instrumentos a serem usados citados para louvar ao Senhor são os oito listados acima.
Este salmo só faz sentido se considerarmos a linguagem como sendo altamente figurativa. Por exemplo, não há nenhuma possibilidade do povo de Deus poder louvar o Senhor “no firmamento do Seu poder”, porque eles vivem na terra e não no céu. O propósito do salmo não é especificar o local e os instrumentos a serem usados na música de louvor na igreja. Nem se pretende dar permissão para dançar para o Senhor na igreja. Antes, seu propósito é convidar todo aquele que respira ou emite sons para louvar ao Senhor em todos os lugares. Interpretar o salmo como sendo uma permissão para dançar, ou tocar tambores na igreja, é interpretar de forma incorreta a intenção do Salmo e contradizer as regras que o próprio Davi deu com respeito ao uso de instrumentos na Casa de Deus.
Dança de Celebração. A palavra hebraica mechowlah é traduzida como “dança” sete vezes. Em cinco das sete ocorrências a dança é feita por mulheres na celebração de uma vitória militar (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5; Juízes 11:34; Êxodo 15:20). Miriam e as mulheres dançaram para celebrar a vitória sobre o exército egípcio (Êxodo 15:20). A filha de Jefté dançou para celebrar a vitória de seu pai sobre os amonitas (Juízes 11:34). Mulheres dançaram para celebrar a matança dos Filisteus por Davi (I Samuel 18:6; 21:11; 29:5).
Nas duas ocorrências restantes, mechowlah é usada para descrever a dança dos Israelitas, nus, ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19) e a dança das filhas de Siló nas vinhas (Juízes 21:21). Em nenhum destes exemplos a dança é parte de um serviço de adoração. A dança de Miriam pode ser vista como religiosa, mas da mesma forma que as danças executadas em relação às festividades anuais. Porém, estas danças não eram vistas como um componente de um serviço divino. Elas eram celebrações sociais de eventos religiosos. A mesma coisa acontece hoje em países católicos onde as pessoas celebram anualmente dias santos organizando carnavais.
A palavra hebraica raquad é traduzida quatro vezes como “dança” (I Crônicas 15:29; Jó 21:11; Isaías 13:21; Eclesiastes 3:4 [NVI]). Uma vez se refere a “seus filhos põe-se a dançar” (Jó 21:11). Outro é o “sátiro que dança” (Isaías 13:21) que pode ser uma cabra ou uma figura de linguagem. Um terceiro exemplo é uma referência poética ao “tempo de dançar” (Eclesiastes 3:4), mencionada como contraste ao “tempo para chorar”. Uma quarta referência é o exemplo clássico do “rei Davi dançando e folgando” (I Crônicas 15:29). Em vista do significado religioso relacionado à dança de Davi, uma consideração especial será feita em breve.
Dança no Novo Testamento. Duas palavras gregas são traduzidas como “dança” no Novo Testamento. A primeira é orcheomai, traduzida quatro vezes como “dançar”, referindo-se a dança da filha de Herodias (Mateus 14:6; Marcos 6:22) e a dança dos meninos (Mateus 11:17; Lucas 7:32). A palavra orcheomai significa dançar em movimentos graduais ou regulares e nunca é usada para se referir à dança religiosa na Bíblia.
A segunda palavra grega traduzida como “dança” é choros. Ela é usada apenas uma vez em Lucas 15:25, referindo-se ao retorno do filho pródigo. Nos é dito que quando o filho mais velho chegou perto da casa “ouviu a música e as danças”. A tradução “danças” é contestada porque a palavra grega choros ocorre apenas uma vez nesta passagem e é usada na literatura extra-bíblica significando “coral” ou “grupo de cantores”.39 De qualquer forma, esta era uma reunião familiar de natureza secular e não se referia à dança religiosa.
A conclusão a que chegamos pela pesquisa anterior das vinte e oito referências à dança é que a dança na Bíblia era essencialmente uma celebração social de eventos especiais, como uma vitória militar, um festival religioso, ou uma reunião familiar. Dança era realizada principalmente por mulheres e crianças. As danças mencionadas na Bíblia eram ou processionais, em circulo, ou que levavam ao êxtase.
Nenhuma referência bíblica indica que os homens e as mulheres dançavam juntos de modo romântico e em pares. Como observa H. Wolf, “Embora o modo de dançar não seja conhecido em detalhes, está claro que os homens e mulheres geralmente não dançavam juntos, e não existe nenhuma real evidência de que eles alguma vez o tivessem feito”.40 Além disso, ao contrário de suposições populares, a dança na Bíblia nunca foi executada como parte da adoração divina no Templo, na sinagoga, ou na igreja primitiva.
A Dança na Adoração Pagã. A maioria das indicações de dança religiosa na Bíblia tem a ver com a apostasia do povo de Deus. Há a dança dos Israelitas no pé do Monte Sinai ao redor do bezerro de ouro (Êxodo 32:19). Existe uma alusão à dança dos israelitas em Sitim quando “começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas”. (Números 25:1). A estratégia usada pelas mulheres moabitas foi convidar os homens israelitas “para o os sacrifícios dos seus deuses” (Números 25:2), o qual, normalmente, requeria dança.
Aparentemente a estratégia foi sugerida pelo profeta apóstata, Balaão, para Balaque, rei de Moabe. Veja este comentário: “Por sugestão de Balaão, foi pelo rei de Moabe designada uma grande festa em honra a seus deuses, e arranjou-se secretamente que Balaão induzisse os israelitas a assistirem à mesma.... Iludidos pela música e dança, e seduzidos pela beleza das vestais gentílicas, romperam sua fidelidade para com Jeová. Unindo-se-lhes nos folguedos e festins, a condescendência com o vinho enuviou-lhes os sentidos e derribou as barreiras do domínio próprio”.
Houve os gritos e danças dos profetas de Baal no Monte Carmelo (I Reis 18:26). A adoração a Baal e outros ídolos acontecia geralmente nos montes, com danças. Assim, o Senhor apela a Israel através do profeta Jeremias: “Voltai, ó filhos infiéis, eu curarei a vossa infidelidade . . . Certamente em vão se confia nos outeiros e nas orgias nas montanhas” (Jeremias 3:22-23).
Davi Dançou Diante do Senhor. A história de Davi dançando “com todas as suas forças diante do Senhor” (II Samuel 6:14), enquanto conduzia o séqüito que trazia a arca de volta para Jerusalém, é vista por muitos como a sanção bíblica mais convincente para a dança religiosa no contexto do culto divino. No capítulo “Dançando ao Senhor”, do livro Shall We Dance?, Timothy Gillespie, líder de jovens cristãos, escreve: “Podemos dançar perante o Senhor como Davi, refletindo uma erupção de excitamento para a glória de Deus; ou podemos voltar esse excitamento ao nosso interior, refletindo sobre nós e nossos desejos egoístas”.42 A implicação desta declaração parece ser que se nós não dançarmos ao Senhor como Davi, reprimiremos nossa excitação e revelaremos nosso egocentrismo. Isto é o que a história da dança de Davi nos ensina? Olhemos este assunto mais de perto.
A dança de Davi diante da arca possui sérios problemas, para se dizer o mínimo. Em primeiro lugar, Davi estava “cingido dum éfode de linho” (II Samuel 6:14) como um sacerdote e “trouxe holocaustos e ofertas pacíficas perante o Senhor”. (II Samuel 6:17). Note que o éfode era uma estola de linho, sem mangas, para ser usado exclusivamente pelos sacerdotes como um símbolo do seu ofício sagrado (I Samuel 2:28). Por que Davi escolheu trocar seu manto real pelos trajes de um sacerdote?
Davi mostrou um espírito de humildade por colocar seu manto real de lado e “se vestindo com um éfode de linho”. Esta é uma explicação plausível. O problema é que em lugar algum a Bíblia sugere que o éfode pudesse ser usado, legitimamente, por alguém que não fosse sacerdote. O mesmo é verdade quanto aos sacrifícios. Só os sacerdotes levitas tinham sido consagrados para oferecerem sacrifícios (Números 1:50). O rei Saul foi reprovado severamente por Samuel por oferecer sacrifícios: “Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou” (I Samuel 13:13). Oferecendo sacrifícios vestido como um sacerdote, Davi estava assumindo um papel sacerdotal além do seu status real. Tal atitude não pode ser defendida facilmente na Bíblia.
O Comportamento de Davi. Mais problemática foi a maneira como Davi dançou. Davi dançou “com júbilo perante Deus”.44 Sem dúvida isto deve ter sido verdade durante parte do tempo. Mas parece que durante a dança, Davi deve ter se exaltado tanto que perdeu o manto que o encobria, pois Mical, sua esposa, reprovou-o, dizendo: “Que bela figura fez o rei de Israel, descobrindo-se, hoje, aos olhos das servas de seus servos, como, sem pejo, se descobre um vadio qualquer!” (II Samuel 6:20). Davi não contestou tal acusação nem se desculpou pelo que fez. Ao invés disso, argumentou dizendo que fez isso “perante o Senhor” (II Samuel 6:21), e que ele estava preparado para agir de forma “ainda mais desprezível” (II Samuel 6:22). Tal resposta dificilmente revela um aspecto positivo do caráter de Davi.
Talvez a razão dele não estar preocupado por ter se despido durante a dança, é que este tipo de exibicionismo não era incomum. Nos é dito que Saul também atuou em uma dança extática: “E, despindo as suas vestes, ele também profetizou diante de Samuel; e esteve nu por terra todo aquele dia e toda aquela noite”. (I Samuel 19:24; cf. 10:5-7, 10-11).
É fato conhecido que no período das festas anuais, danças especiais eram organizadas por sacerdotes e nobres que executavam acrobacias para divertirem ao povo. Porém, não há nenhuma menção de que os sacerdotes se despissem. A dança mais famosa era executada no último dia da Festa dos Tabernáculos, e era conhecida como a “Dança das Águas”.
No Talmude há uma descrição colorida desta Dança das Águas que era apresentada no ambiente do Templo conhecido como átrio das mulheres: “Homens piedosos e homens de negócios dançavam com tochas em suas mãos, enquanto cantavam canções de alegria e de louvor, e os levitas tocavam música com lira, harpa, címbalos, trompetes e outros incontáveis instrumentos. Durante esta celebração, diz-se que o rabino Simeão ben Gamaliel fazia malabarismos com oito tochas, e depois dava uma cambalhota”.45
Danças feitas por homens ou por mulheres nos tempos bíblicos, dentro do contexto de um evento religioso, era uma forma de entretenimento social, em vez de ser parte do serviço de adoração. Elas poderiam ser comparadas às celebrações anuais de carnavais que acontecem hoje em muitos países católicos. Por exemplo, nos três dias que antecedem a Quaresma, em países como o Brasil, o povo organiza festas carnavalescas extravagantes, com inúmeros tipos de danças coloridas e, às vezes selvagem, semelhante ao Mardi Gras em Nova Orleans. Nenhum católico consideraria tal dança como parte dos cultos de adoração.
O mesmo é verdade para os vários tipos de danças mencionados na Bíblia. Elas eram eventos sociais com conotações religiosas. Homens e mulheres dançavam, não de modo romântico, em pares, mas danças processionais ou em círculos. Por causa da orientação religiosa da sociedade judaica tais danças folclóricas eram, freqüentemente, caracterizadas como danças religiosas. Mas não há indicação na Bíblia de que qualquer forma de dança jamais estivesse associada ao serviço de adoração na Casa de Deus. Na realidade, como notado a seguir, as mulheres foram excluídas do ministério da música no templo, aparentemente porque suas músicas eram associadas à dança e ao entretenimento.
As Mulheres e a Música na Bíblia. Por que as mulheres foram excluídas do ministério da música, primeiramente no Templo, e depois na sinagoga e na igreja primitiva? Numerosas passagens bíblicas se referem a mulheres cantando e tocando instrumentos na vida social do antigo Israel (Êxodo 15:20-21; I Samuel 18:6-7; Juizes 11:34; Esdras 2:64-65; Neemias 7:66-67), mas nenhuma referência na Bíblia menciona mulheres participando na música de adoração da Casa de Deus.
Curt Sachs observa que “Quase todos os eventos musicais até a época do Templo descrevem canto coral cantando com dança em grupo e batida de tambores. . . Este tipo de canto era em grande parte a música das mulheres”.46 Por que então as mulheres foram excluídas do ministério de música do Templo, quando elas eram as principais musicistas na sociedade judaica?
Estudiosos que analisaram esta questão sugere duas razões principais. Uma razão é de natureza musical e a outra sociológica. De uma perspectiva musical, o estilo de música produzido pelas mulheres tinha uma batida rítmica que era mais apropriada para o entretenimento do que para adoração na Casa de Deus.
Robert Lachmann, uma autoridade em cantilena judaica, é citado dizendo: “A produção das canções das mulheres era dependente de um conjunto pequeno de melodias típicas; as várias canções reproduziam estas melodias – ou algumas delas – repetidamente, vez após vez. . . As canções das mulheres pertenciam a um tipo particular, cuja forma não é essencialmente dependente da conexão com o texto, mas sim de processos de movimentos. Assim encontramos aqui, no lugar do ritmo da cantilena e de sua linha melódica muito intrincada, um movimento periódico para cima e para baixo”. 47
A música das mulheres era em grande parte baseada numa batida rítmica, batendo-se com a mão o adufe (toph), ou tamboril. Estes são os únicos instrumentos musicais mencionados na Bíblia como sendo tocados por mulheres e se acredita que eles sejam os mesmos ou bem parecidos. O adufe ou tamboril parece que era um tambor de mão composto por uma armação de madeira, em volta da qual uma única pele era esticada. Eles eram um pouco parecidos ao pandeiro moderno.
“É interessante a notar”, escreve Garen Wolf, “que eu não pude achar uma única referência direta às mulheres tocando o nebel [a harpa] ou o kinnor [a lira] - esses instrumentos eram tocados por homens na música de adoração do templo. Pode haver pouca duvida de que a música delas fosse, na sua maior parte, diferente em espécie daquela dos músicos levitas homens, que se apresentavam no templo”.48
O adufe ou tamboril eram tocados em grande parte por mulheres, conjuntamente com suas danças. (Êxodo 15:20; Juízes 11:34; I Samuel 18:6; II Samuel 6:5, 14,; I Crônicas 13:8; Salmos 68:25; Jeremias 31:4). O tamboril também é mencionado com relação à bebida forte (Isaías 5:11-12; 24:8-9).
Natureza Secular da Música das Mulheres. De uma perspectiva sociológica, as mulheres não foram usadas no ministério de música no templo, por causa do estigma social ligado ao seu uso dos tamboris e da música orientada ao entretenimento. “Mulheres na Bíblia freqüentemente eram relatadas cantando um tipo de música sem sofisticação. Normalmente o seu melhor era para a dança ou o lamento funerário, e o seu pior era para ajudar no apelo sensual das meretrizes na rua. Em sua sátira sobre Tiro, Isaías pergunta: ‘Cantará Tiro como uma meretriz?’ (Isaías 23:15; ou como diz a KJV, ‘sucederá a Tiro como se diz na canção da prostituta.’)”.49
É digno de nota que musicistas femininas foram usadas, extensivamente, em serviços religiosos pagãos.50 Assim, o motivo para sua exclusão do ministério de música no Templo, na sinagoga, e na igreja cristã primitiva não foi cultural, mas sim teológico. A convicção teológica era que a música produzida comumente pelas mulheres não era apropriada para o serviço de adoração, por causa de sua associação com o com o entretenimento secular e, às vezes, sensual.
Esta razão teológica é reconhecida por numerosos estudiosos. Em sua dissertação Musical Aspects of the New Testament, William Smith escreveu: “Uma reação ao emprego extensivo de musicistas femininas na vida religiosa e secular das nações pagãs, foi indubitavelmente um fator muito importante em determinar a oposição judaica [e cristã primitiva] ao uso das mulheres no serviço musical do santuário”.51
A lição da Bíblia e da história não é que as mulheres devam ser excluídas do serviço de música da igreja de hoje. Louvar o Senhor com música não é uma prerrogativa masculina, mas um privilégio de cada filho de Deus. É uma infelicidade que a música produzida pelas mulheres em tempos bíblicos tenha sido principalmente para o entretenimento e, por conseguinte, inadequada para a adoração divina.
A lição que a igreja precisa aprender da Bíblia e da história é que a música secular associada ao entretenimento está fora de lugar na Casa de Deus. Aqueles que estão ativamente envolvidos em estimular a adoção da música popular na igreja precisam compreender a distinção bíblica entre música secular usada para o entretenimento e a música sacra apropriada para a adoração a Deus. Esta distinção era compreendida e respeitada em tempos bíblicos, e deve ser respeitada hoje, se quisermos que a igreja continue sendo um local sagrado para a adoração a Deus, em vez de se tornar num local secular para o entretenimento social.

CONCLUSÃO

A Bíblia não apóia o tipo de dança romântica ou sensual que é popular em nossos dias. Nada na Bíblia indica que homens e mulheres tivessem dançado juntos, de forma romântica, em pares. Descobrimos que a dança na Bíblia era essencialmente uma celebração social de eventos especiais, tais como numa vitória militar, num festival religioso, ou numa reunião familiar. A maioria das danças era realizada por mulheres, que foram excluídas do ministério de música do Templo, sinagoga, e igreja primitiva, porque sua música de entretenimento foi considerada inadequada para o serviço de adoração.


Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Por que a Bíblia não menciona mulheres realizando o ato de sacrificar animais? Se somos todos iguais perante Deus, elas não tinham o direito de receber Seu perdão de por seus pecados?