domingo, 18 de setembro de 2011

A Dieta Original do Criador - Gen 1:29 - II

Que vegetais as pessoas podiam comer, no mundo antes do pecado? A alimentação original dada por Deus antes do pecado era composta somente de sementes e frutos? Adão e Eva, no Éden, não deveriam comer folhas?

E disse Deus ainda: “Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento”.

Realmente, algumas pessoas usam este versículo bíblico para afirmar que a alimentação original dada por Deus antes do pecado era composta somente de sementes e frutos. Pensando assim, a conclusão seria de que Adão e Eva não teriam como comida as folhas, como as verduras, nem as raízes, como a cenoura, porque se comessem as folhas e as raízes das plantas, estariam “matando a planta”.
Mas se você fizer uma leitura atentiva do texto acima, vai perceber que o presente oferecido como alimento, não são somente as sementes e os frutos. Os objetos diretos da oração são “todas as ervas” e “todas as árvores”. O sujeito oculto desta oração, Deus, está se dirigindo ao objeto indireto da mesma, que são Adão e Eva, para dar a eles algo que lhes serviria de alimento. O que é o alimento: a erva, ou o fruto da erva? Sintaticamente falando, segundo a regra, o sujeito dá ao objeto direto, o objeto indireto. No nosso caso, o objeto indireto (com todos os seus predicativos) é “todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente”. Todas as plantas! Cada planta, inteirinha! Fruto, semente, caule, galho, raiz e flores, tudo faz parte da planta.
Adão poderia comer as plantas com todas as suas partes. A raiz do pé de cenoura, a flor da camomila, o caule da cana-de-açúcar... Tudo, enfim! Numa análise técnica, vemos que nesta oração, “semente” e “fruto que dê semente” são apenas o núcleo do predicativo do objeto. Deus não estava querendo dizer que estava dando apenas frutos e sementes para alimentação. Ele usou os frutos e as sementes apenas como identificadores das plantas comestíveis. Em uma linguagem popular, Ele estaria falando assim para Adão: “Olha meu filho, quando você precisar se alimentar, dê uma olhadinha nas plantas que estiverem ao seu redor. Você poderá comer todas as plantas que tiverem a capacidade de dar frutos e sementes. Assim, você pode comer o que quiser da planta”.
Mas o que isto significa para nós? O quê o que Adão comia tem a ver com o que eu como? A questão não é essa. O ponto é: o que Deus recomendou como alimentação para o homem. Eu quero mostrar pra você o que uma comentarista bíblica escreveu no seu livro Ministry of Healing, sobre Gênesis 1:29: “Para saber o que são bons alimentos, nós precisamos estudar o plano original de Deus para a dieta do homem. Ele que criou o homem, e que entende as suas necessidades, recomendou para Adão, o que deveria ser a comida dele. Grãos, frutas, nozes, e legumes, constituem a dieta escolhida para nós, pelo nosso Criador”.
Ok. Em quatro itens você pode perceber o quanto o cardápio de Deus para nós é amplo. a) Grãos: Arroz, Feijão, Milho, Trigo, etc ; b)Frutas: Abacate, Laranja, Banana, Melancia, e por aí vai; c)Nozes: amêndoas, castanhas, cocos, amendoim, pinhão, e outros; e d)Legumes: Berinjela, Cenoura, Nabo, Batata, Abóbora, etc. E, é claro, se você vai comer a raiz, por que não comer as folhas?
Deus nos deu uma riqueza vegetal alimentícia muito grande! Tem muito que escolher pra comer, dentro da dieta original do Criador. É possível ser sadio, em pleno século XXI.

Bom apetite!

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como posso me alimentar bem, se os alimentos são tão caros?

2 comentários:

  1. Gênesis 3:18 infere que após o pecado, Deus acresceu alguns alimentos a dieta humana.

    V 18 – Espinhos, e cardos também, te produzirá; e comerás a erva do campo.
    Ao deixar o Éden para ganhar a subsistência lavrando a terra sob a maldição do pecado, o homem recebeu também permissão para comer a “erva do campo”. (CSRA, p. 81).

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