sábado, 30 de abril de 2011

Confessar Pecados a um Ser Humano

Devemos confessar nossos pecados uns para os outros? Não posso confessar meus pecados direto para Deus? De acordo com Tiago 516, a metodologia de confessar os pecados para ao sacerdote está correta?



Um requisito básico para que na oração haja uma fé sincera, é estar com a consciência limpa. As faltas cometidas secretamente, devem ser confessadas somente a Deus. Mas os pecados que afetam outras pessoas, também devem ser confessados aos que têm sido ofendidos. Porque consciência culpada é uma barreira que impede a pessoa de ter confiança plena em Deus, o que desvirtua a oração.
Os candidatos à cura – enfermos – aqui são os que precisam confessar os seus pecados. A confissão é um requisito prévio da oração que busca ou pede a cura – o perdão. Pois na própria oração pedimos que Deus perdoe as nossas “dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mateus 5:12).
As Escrituras ensinam de forma muito clara, que os pecados devem ser confessados unicamente a Deus (1 João 1:9), e que só temos um mediador para os pecados entre Deus e o homem: Jesus Cristo (1Timóteo 2:5). Ele é o nosso advogado perante o Pai (1João 2:1). Mas, quando uma falta ou pecado afeta a outro ser humano – o que ocorre quase sempre – o perdão do ofendido deve ser buscado.
Portanto, Tiago aquí está se referindo especialmente à confissão dos pecados aos indivíduos atingidos por eles. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta (Mateus 5:23-24).

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Se Jeremias 7:22 não contradiz Levítico 7, o que significam as suas palavras?

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pecados Incoscientes

Deus responsabiliza os cristãos, por seus pecados não premeditados e inconscientes?

Para um crente, os pecados inconscientes são uma preocupação grave, mas não devem ser uma causa de temor de que Deus os abandonará. Pelo fato de que todos somos pecadores por natureza, nascidos em um mundo caído, todos somos culpados de algum pecado não intencionado. Mas, nos encontraríamos em uma situação desesperadora, se Deus exigisse que estivéssemos conscientes de cada pecado específico na nossa vida, e que os confessássemos rapidamente, para que o nosso relacionamento com ele não fosse rompido. Isto seria impossível para nós, em nossa condição limitada e caída.
A Lei do Antigo Testamento indica que Deus considera o pecado inconsciente de forma diferente do pecado consciente. A lei prescrevia sacrifícios pelos pecados cometidos por ignorância ou debilidade e sem premeditação (Levítico 4:2-3, 13-14). Mas a lei do Antigo Testamento não previa sacrifícios para o pecado consciente:
Mas a pessoa que fizer alguma coisa atrevidamente, quer seja dos naturais quer dos estrangeiros, injuria ao SENHOR; tal pessoa será eliminada do meio do seu povo, pois desprezou a palavra do SENHOR e violou o seu mandamento; será eliminada essa pessoa, e a sua iniqüidade será sobre ela. (Números 15:30-31).
O Novo Testamento também faz uma distinção clara entre o pecado premeditado e o pecado inconsciente:
Aquele servo, porém, que conheceu a vontade de seu senhor e não se aprontou, nem fez segundo a sua vontade será punido com muitos açoites. Aquele, porém, que não soube a vontade do seu senhor e fez coisas dignas de reprovação levará poucos açoites. Mas àquele a quem muito foi dado, muito lhe será exigido; e àquele a quem muito se confia, muito mais lhe pedirão (Lucas 12:47-48).
Se eu não viera, nem lhes houvera falado, pecado não teriam; mas, agora, não têm desculpa do seu pecado (João 15:22).
A mim, que, noutro tempo, era blasfemo, e perseguidor, e insolente. Mas obtive misericórdia, pois o fiz na ignorância, na incredulidade  (1 Timóteo 1:13).
Independentemente de a Bíblia fazer ou não distinção entre pecados conscientes e inconscientes, na primeira vez que depositamos a nossa fé em Jesus Cristo, Ele nos declara “justificados”. Ele nos perdoa em um sentido legal e judicial. Ele nos aceita integralmente em Sua família eterna (Romanos 5:1). Logo, quando pecamos (consciente ou inconscientemente) estamos em uma nova relação com Ele.
Não devemos viver infelizes, por imaginar que temos uma grande quantidade de pecados inconscientes, pois é pela graça que somos salvos. Mas, precisamos nos manter em uma posição de humildade diante do fato de que pecamos de muitas maneiras que não detectamos, e estar dispostos a confessar e renunciar a qualquer pecado que o Espírito Santo nos trouxer à luz da nossa consciência.
Nosso Pai celestial está pronto para reparar a perda da de comunicação e a separação pessoal que acontece quando resistimos a Ele e fazemos o que parece ser melhor aos nossos próprios olhos (1João 1:7 e 8). Mas para desfrutarmos do benefício total que pode haver no relacionamento com Ele, precisamos estar de acordo com Ele no que diz respeito ao que é certo e ao que é errado.
É bom que sigamos o exemplo do rei Davi. Ore dizendo : “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno. ( Salmo 139:23-24).


Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Devemos confessar nossos pecados uns para os outros? Não posso confessar meus pecados direto para Deus? De acordo com Tiago 516, a metodologia de confessar os pecados para ao sacerdote está correta?

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Ovo, Zigoto, Embrião, Feto, Bebê, Alma Vivente?

Quando o bebê está na barriga da mãe, ele já é uma alma vivente ou só depois que ele nasce?

Você já percebeu que o bebê, lá de dentro da barriga da mamãe, interage em resposta a muitas ações das pessoas?

Já parou pra pensar que, em nossa sociedade, quando um bebê morre antes de nascer, os procedimentos legais exigem que se faça suas certidões de nascimento e óbito, bem como seu sepultamento?

Um bebê, antes de nascer. Ele já tem toda a sua identificação genética, não tem? Então já é um individuo, com todos os seus cromossomos e DNA.

Tanto é que, dependendo do caso, muitos meses antes do tempo da criança nascer, (por complicações de gravidez ou até mesmo morte da mãe) ela já poderia ser retirada do útero e gerada em laboratório, nascendo e tornando-se uma pessoa normal. Isto não acontece em tantos hospitais? Para ver como Deus já considera a personalidade de tal feto, veja o que diz o salmo 139, nos versos 13 a 16.

Pois tu formaste o meu interior tu me teceste no seio de minha mãe. Graças te dou, visto que por modo assombrosamente maravilhoso me formaste; as tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem; os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra. Os teus olhos me viram a substância ainda informe, e no teu livro foram escritos todos os meus dias, cada um deles escrito e determinado, quando nem um deles havia ainda.

Trate com carinho, aqueles que ainda vão nascer.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amenhã:
Deus responsabiliza os cristãos, por seus pecados não premeditados e inconscientes?

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Espírito ou Espírio Santo, em Atos 16?


Em Atos 16:6 é mencionado o Espírito Santo. Logo abaixo, no verso 7, é mencionado o Espírito de Jesus. É o mesmo Espírito ou existem dois Espíritos?




É interessante a sua pergunta. Com certeza, quem está lhe despertando para estas verdades bíblicas é o Espírito Santo.

O uso dos termos “Espírito de Deus” e “Espírito de Cristo” é comum. Em outros versículos, o “Espírito Santo (terceira pessoa da trindade)” é chamado o “Espírito de Cristo”. Em outros versículos o Espírito Santo é chamado o “Espírito de Cristo” (1 Ped. 1: 11; cf. 2 Ped. 1: 21), o "Espírito de seu Filho" (Gál. 4: 6) e o  "Espírito de Jesus Cristo" (Fil. 1: 19). Quanto à relação do Espírito Santo com Cristo, veja João 14: 26; 15: 26; 16: 7, 13-14.

Mas neste texto que estamos estudando, a evidência textual estabelece o texto: “Espírito do Jesus (BJ). Isto demonstra o conceito de que o Espírito (terceira pessoa da trindade) tem a mesma relação com o Filho que com o Pai, e por tanto se pode falar sobre ele como Espírito de Deus, ou Espírito de Cristo (ou de Jesus).

Que esta pessoa maravilhosa, o Espirito Santo, continue iluminando-lhe em seus estudos sobre a Bíblia

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,

Twitter: @Valdeci_Junior



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

Quando o bebê está na barriga da mãe, ele já é uma alma vivente ou só depos que ele nasce?

terça-feira, 26 de abril de 2011

Jesus era filho de Davi, de José ou do Espírito Santo?

Sabendo que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, como afirmar que Ele é da linhagem de Davi, sendo que José que de fato é da linhagem de Davi não é o pai biológico dEle?



1)Naquela época, o costume entre os judeus era de se fazer casamentos entre os parentes mais próximos o possível, desde que não fossem do vínculo de parentesco proíbido para casamento (irmãos, tios, pais e filhos). Portanto, provavelmente Maria também fosse descendente de Davi. A Biblia não tece a genealogia de Maria, pois ela é mulher.

2)Se você ler Salmo 139:7 a 16, vai perceber que quem cuidou do feto que viria a ser Davi, foi o Espírito Santo. O mesmo Espírito Santo que se encarregou da encarnação de Cristo via gravidez de Maria (Mateus 1:8). Ambos, Davi e Jesus, são filhos de um mesmo Deus.

3)Jesus não era filho gerado de José mas a Bíblia considerou tal adoção como uma verdadeira paternidade (Lucas 3:23 e 4:22).

4)Na adoção de Jesus a José, considerada como uma verdadeira paternidade, vemos uma linda figura de como Deus nos trata: Romanos 8:15; 8:23; Efésios 1:5, etc. Se não considerarmos uma adoção, então deveríamos, para manter a coerência, desconsiderar a outra, não acha?

Mas graças a Deus que nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade (Efésios 1:5).

Que Deus lhe abençoe,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em Atos 16:6 é mencionado o Espírito Santo. Logo abaixo, no verso 7, é mencionado o Espírito de Jesus. É o mesmo Espírito ou existem dois Espíritos?

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Jesus, filho de quem? Davi?


O que quer dizer a frase dita pelo cego Bartimeu: “Jesus, filho de Davi”.


Jesus não e o filho de Deus?


Como eu posso entender esta frase?


Boa Pergunta!


Veja a introdução do livro de Mateus. Ele quer mostrar a linhagem de Jesus. Mostra as gerações e prova como Jesus era descendente de Davi. No modo judaico de falar, “Filho de Davi”.


Esta era a designação popular empregada por governantes  (Mat. 22:42; Mar. 12:35; Luc. 20:41) e as pessoas comuns (Mat. 9:27; 12:23; 15:22; 20:30-31; 21:9; Mar. 10:47-48; Luc. 18:38 - 39; cf. Juan 7:42) para referirem-se ao Messias esperado. O emprego desta frase como título messiânico indica a compreensão das profecias que prediziam que o Messias descenderia da família de Davi.



Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,



Twitter: @Valdeci_Junior




Pergunta Que Será Respondida Amanhã:


Sabendo que Jesus foi concebido pelo Espírito Santo, como afirmar que Ele é da linhagem de Davi, sendo que José que de fato é da linhagem de Davi não é o pai biológico dEle?

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sábado, 23 de abril de 2011

Bênção do Pastor Para Pessoas



É certo o pastor de uma igreja abençoar os fiéis, como acontecem em igrejas por aí? Ou é só Deus que tem essa atribuição?


Prezado irmão em Cristo,

Obrigado por fazer contato conosco, Na Sala Do Pastor.
Quando um líder abençoa alguém, na pratica eclesiástica, ele não diz que a benção sai de si próprio. Ele deixa claro que é uma benção de Deus. Portanto o abençoador final é Deus. O humano que “abençoa”, é apenas um instrumento. Este exemplo é bíblico, sendo que no contexto de Antigo Testamento, aparece, geralmente, como realmente “abençoar”, e no Novo Testamento, como “impor as mãos”.
Abaixo, algumas curiosidades bíblicas sobre o assunto.

“Apresentaram-nos perante os apóstolos, e estes, orando, lhes impuseram as mãos”. Atos 6:6 .
“Não te faças negligente para com o dom que há em ti, o qual te foi concedido mediante profecia, com a imposição das mãos do presbitério”. 1 Timóteo 4:14.

“Esta é a primeira (Atos 6:6) vez que se menciona esta cerimônia no NT. No AT é mencionada em relação com o ato de abençoar (...Gênesis 48:13-14), de consagrar aos sacerdotes (...Números 8:10), e na dedicação de Josué à liderança (...Números 27:18, 23). Por tanto, os fiéis judeus não desconheciam o significado deste ato. Para os cristãos estava o fato adicional de que Jesus muitas vezes curava pondo as mãos sobre os enfermos (Marcos 6:5; Lucas 4:40; 13:13; cf. Marcos 16:18), e do mesmo modo abençoou as crianças (Mateus 19:15). Por isso, os apóstolos tinham um bom precedente para pedir uma bênção sobre os sete e consagrá-los mediante a imposição das mãos. Seguiram fazendo isto em situações similares, como pode ver-se em Atos 8:17;13:3;19:6. Na igreja apostólica, os que iriam tornar-se ministros, eram ordenados mediante a imposição das mãos (1 Tim. 4:14;5:22; 2 Tim. 1:6). Segundo Atos 6:2, a imposição das mãos era um procedimento eclesiástico habitual. Este costume devia significar uma estreita relação espiritual entre o Senhor e o que era assim consagrado...” .

Por estas informações, podemos chegar a algumas conclusões:

1)        Que no AT esta cerimônia era feita com o intuito de abençoar e também a fim de consagrar ou dedicar alguém para algum ministério específico;
2)        Que no NT foi usado por Jesus em muitas vezes em que curava; usou-a também para abençoar as crianças (como no AT);
3)        Que no NT foi usado pelos apóstolos a fim de ordenar ministros;
4)        A mesma era um procedimento Eclesiástico, ou seja, feita por algum líder da igreja.
5)        Este costume (impor as mãos) tem o seguinte significado: a estreita relação espiritual entre o Senhor e o que era consagrado.

Outros textos acerca da imposição das mãos realizada pelos líderes da igreja: II Timóteo 1:6; Hebreus 6:2...

A experiência de Moisés é um exemplo bíblico, de um pastor abençoando as ovelhas de seu aprisco, seus membros; mas também de que a fonte primaria da bênção é Deus (Nm 6:22-27).

Baseado no modelo bíblico, eu desejo que o “Senhor te abençoe e te guarde”..

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
O que quer dizer a frase dita pelo cego Bartimeu: “Jesus, filho de Davi”. Jesus não e o filho de Deus? Como eu posso entender esta frase?

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Árvore Proibida Pro Diabo

Se Deus vetou o acesso à árvore da vida a Adão e Eva depois que eles pecaram, expulsando-os do Éden, e se Satanás andava pelo Éden, por que ele, Satanás, não comeu do fruto da árvore da vida?


Se Deus vetou o acesso à árvore da vida a Adão e Eva depois que eles pecaram, expulsando-os do Éden, e se Satanás andava pelo Éden, por que ele, Satanás, não comeu do fruto da árvore da vida?

Você já parou para pensar que, Satanás, apesar de ser o autor do pecado, está vivo há mais de seis mil anos?

Em sua criação original, ele era um anjo muito poderoso, um ser muito superior ao ser humano. Portanto, a degeneração do pecado também o atinge de forma diferente do que a nós humanos. Satanás já tem uma característica de não morrer em poucos anos, diferente da natureza mortal mais imediata que Adão adquiriu ao pecar. Portanto, a árvore, que tanto Gênesis (2:9; 3:24) cita no Éden, quanto Apocalipse (22:2, 14 e 19) cita na Nova Terra, é indispensável para a manutenção eterna da vivência de seres humanos e não de anjos. A destruição de Satanás, muito mais do que por envelhecimento natural, será uma ação mais direta e precisa dirigida contra ele (Ap 20:10).

Peça a Deus, que lhe conduza num caminho tal, para que você venha a se encontrar no grupo das pessoas que atenderão ao seguinte apelo:

Vem! Aquele que ouve, diga: Vem! Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida (Ap 22:17).

Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

É certo o pastor de uma igreja abençoar os fiéis, como acontecem em igrejas por aí? Ou é só Deus que tem essa atribuição?

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Anjos Com Medo de Abismo?



Na história de Lucas 8:26-39, a que abismo os anjos caídos não queriam ir?

Esta história está em Mateus 8:28-34; Marcos 5:1-20 e Lucas 8:26-39. Mas a menção a enviar  ao abismo é feita somente no relato de Lucas (8:31 – E lhe rogavam que não os mandasse ao abismo). Marcos (5:10 E rogou-lhe com insistência que não o enviasse fora desta região) fala sobre enviar para fora daquela região, e Mateus (8:31 – E os demônios lhe rogaram:Se nos expulsas, permite-nos ir a esta manada de porcos”) mostra que na realidade foram para uma manada de porcos.
Em Marcos vemos que o desafiante demônio agora se comportou como um suplicante que pedia misericórdia a Jesus. Talvez temesse por sua vida (Mc 1:24). Marcos disse somente que o demônio pediu para ir para “fora daquela região”.
Mas Lucas foi mais específico ao detalhar o itinerário deste capeta. Lucas disse, “ir ao abismo” (Lc 8:31). A palavra grega traduzida como abismo é ábussos, "abismo", "profundidade", "lugar inacessível", "lugar dos mortos" (Ap 20: 1). En Gn 1:2 e 7: 11 (LXX), ábussos corresponde ao Hebraico tehom, traduzido na Almeida Revista e Atualizada como "abismo". Em Jó 28:14 (LXX) corresponde a "mar", mas também tem sido traduzido como "abismo". Em Rm 10: 7, "abismo" ábussos é usado para descrever o lugar "dos mortos", ou seja a tumba. Em Ap 9: 2, 11; 11: 7; 17: 8; 20: 1, 3, ábussos tem sido traduzido como "abismo" (Em todas estas passagens, se lê "Abismo" na Bíblia de Jerusalém.
O uso da maiúscula aparentemente lhe dá a categoria de um nome próprio).Usado como adjetivo, no grego clássico, este vocábulo significa "insondável, "ilimitado", "sem fundo".
De qualquer maneira, quando, no contexto judaico, se fazia a referência metafórica a abismo, fosse na língua hebraica ou no idioma grego, estava se referindo a um lugar solitário, terrível e indesejável. Melhor dizendo, um lugar para onde não se quer ir, seja a sepultura ou o fundo do mar.
O demônio nunca havia se confrontado cara a cara com Jesus, o qual reconhecia ser Deus. É evidente que conhecendo o caráter divino e sua onipotência, temeu pela vida. E figuradamente pediu para que não o matasse. Que não o enviasse para a sepultura, para as profundezas do mar.
Amigo, busque sempre estudar os ensinos de Jesus, lendo a Bíblia, e ser amigo dEle, orando bastante e conversando em oração. Assim fazendo, você vai se acostumar a estar perante Ele, ainda que como por um espelho (I Co 13:8). E tendo este hábito, terá o desejo de vê-lo face a face (13:12). E quando Ele apontar nas nuvens dos céus (Ap 1:7) você não vai temê-lo diante de uma situação de morte (Ap 6:16) mas poderá alegremente dizer: Este é o meu Deus, a quem eu aguardava ( Is 25:9 )!!!

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Se Deus vetou o acesso à árvore da vida a Adão e Eva depois que eles pecaram, expulsando-os do Éden, e se Satanás andava pelo Éden, por que ele, Satanás, não comeu do fruto da árvore da vida?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Paixão de Cristo em Filme de Mel Gibson

Pastor, qual é a opinião da sua igreja sobre o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson?


Prezado amigo visitante da Sala,

Fiquei feliz em receber o seu email. A sua pergunta sobre tal filme não tem uma resposta oficial da igreja. A igreja não se preocupou em fazer um documento oficial analítico sobre tal filme. Entretanto, as pessoas pertencentes à igreja, como todo ter humano, têm suas idéias particulares sobre o assunto. Note: a idéia de um membro ou mesmo líder em uma denominação não representa necessariamente o pensamento oficial de uma corporação.
Para ter uma noção destas idéias particulares, transcrevo abaixo, na íntegra, uma reportagem realizada por uma agencia de noticias da igreja. É uma análise da ANN, sobre os membros e o filme "A Paixão de Cristo". Leia, assista o filme, leia a Bíblia, e faça sua própria análise.

"A Paixão de Cristo", um filme de 30 milhões de dólares que retrata as 12 últimas horas da vida de Jesus de Nazaré, já tem provocado um debate mundial sobre esses eventos e sua significação. O filme, co-escrito e produzido, financiado e dirigido pelo ator Mel Gibson, será lançado na América do Norte em 25 de fevereiro, com lançamento na Grã-Bretanha um mês depois. Outros lançamentos ocorrerão a nível mundial em seguida.
A película já tem causado controvérsia pelo modo como descreve os líderes religiosos judaicos dos dias de Jesus, homens que se mobilizaram pela Sua crucifixão. Alguns têm acusado o filme de ser de teor anti-semita, enquanto outros, tal como o Rabino Daniel Lapin, crítico cinematográfico, Michael Medved e o próprio Gibson dizem que o filme não tem tal intenção.
Vários diretores adventistas de Ministério de Mídia, bem como este repórter, tiveram oportunidade de ver o filme durante uma exibição privada em 16 de fevereiro durante a Convenção Nacional de Difusores Religiosos em Charlotte, Carolina do Norte. Fizemos parte de uma audiência de quase 3.000 pessoas reunidas no salão de bailes do centro de convenções. Ao terminar a exibição do filme de duas horas perto da meia-noite, o silêncio dominava a multidão que se dirigia para a saída. Além de alguns que oravam silenciosamente em seus assentos, não havia conversas ou barulho de qualquer tipo. A natureza pungente e gráfica do filme e seu impacto impediu a conversação normal por vários minutos.
"Durante esta exibição privada de 'A Paixão' sentimo-nos dominados pelo impacto [e] não só sobre nós", declarou o Pastor Lonnie Melashenko, diretor/orador de "A Voz da Profecia", um ministério de rádio e TV sediado em Simi Valley, Califórnia, EUA.
"Foi uma exibição profundamente espiritual, impressionantemente precisa. Eu incentivaria vigorosamente os que estão envolvidos no projeto Semeando Um Bilhão a dirigirem-se aos cinemas e oferecerem os folhetos promovendo os estudos bíblicos da série "Descoberta da Bíblia" àqueles que estão saindo do cinema, disse ele.
Melashenko acrescentou: "Este filme propiciará muitas oportunidades para testemunho. É quase providencial que apareça durante o 'Ano de Evangelismo' para nossa igreja e a campanha do Semeando Um Bilhão".
O Pastor John Lomacang, da Igreja Adventista de Thompsonville, em Illinois, também participou da convenção e da exibição particular. Ele disse que a mensagem subjacente ao filme foi o que mais o impressionou.
"O ponto mais forte para mim foi que Jesus foi esmagado por nossas transgressões", ele disse na manhã após a exibição. "Se [Mel Gibson] estava visando a descrever com exatidão o sofrimento de Jesus, ele teve êxito".
Conquanto desejasse ter visto maior ênfase dada sobre a ressurreição de Jesus, Lomacang, isso "poderia ter apagado de nossas mentes o sofrimento" do Nazareno.
Ele também notou que o efeito do filme sobre sua audiência: "Foi a mais silenciosa saída de um filme que já experimentei".
Conquanto se espere que o efeito do filme sobre audiências propicie oportunidades para o evangelismo, devem os adventistas correr para os cinemas? Não sem considerar as origens do filme, declara o Dr. Angel Manuel Rodríguez, diretor do Instituto de Pesquisa Bíblica da denominação.
"Tenham em mente que esta é uma produção de Hollywood", declarou o Dr. Rodríguez, que ainda não assistiu ao filme. "O produtor pode ser sincero, mas há outras questões. Também [Gibson] tem seus próprios pontos de vista teológicos", aduziu.
Contudo, acrescentou: "não há nada errado em ir ver um filme sobre Jesus. Se for tão fiel ao relato do Evangelho, nada há de errado em vê-lo. Teremos que ver quão intenso é este filme, quão fiel ao texto bíblico".
Conquanto Gibson, um católico romano "tradicionalista" que rejeita pessoalmente muitas das mudanças instituídas pelo Concílio Vaticano II, disse que extraiu a história dos relatos dos Evangelhos, ele também admite que as visões de duas freiras católicas, Anne Catherine Emmerich da França e Maria de Agreda, da Espanha, influenciaram seu script. Numa entrevista com David Neff, editor-chefe da revista "Christianity Today", Gibson declarou que "o filme é tão mariano", em seu tratamento de Maria, a mãe de Jesus.
Tais elementos podem ser estranhos a muitos que o virem. O Dr. Rodríguez declara que de um modo geral, o filme "porá a Jesus de volta na consciência social do mundo ocidental. De repente as pessoas estão falando sobre a morte de Jesus e o que representa".
Dick Duerksen, diretor de desenvolvimento espiritual do Hospital Flórida, também viu o filme numa sessão privada. "Não creio que as pessoas devam ver o filme a menos que creiam que a cruz seja o ponto de contato com a eternidade", disse Duerksen a ANN. "Vão perder totalmente o principal".
"O que me impressionou mais sobre o filme é a reação da audiência; 10 minutos de filme e começa a choradeira, e assim pelo restante do filme, havia muitas pessoas chorando, gemendo, confessando os pecados, pedindo perdão e louvando a Deus por Sua graça" Duerksen acrescentou. "Foi realmente impressionante a maneira em que as pessoas reagiam".
Prevendo que o filme se tornará "um tema de conversações" nas instalações do Hospital Florida, Duerksen disse que ingressos foram adquiridos para 50 de seus capelães, para prepará-los para discussões com pacientes e outros.

Fonte: February 24, 2004 Silver Spring, Maryland, United States .... [Mark A. Kellner/ANN], extraído de http://news.adventist.org/data/2004/01/1077630765/index.html.pt .

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Na história de Lucas 8:26-39, a que abismo os anjos caídos não queriam ir?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

1844: Início ou Fim da Purificação do Santuário?

Em 1844 a purificação do santuário começou ou terminou? (cf. Dn 8:14)

Deus não permitiria que o eclipsamento da verdade relativa ao ministério sumo-sacerdotal de Cristo prosseguisse indefinidamente. Através de homens e mulheres fiéis e tementes a Deus, Ele reavivaria Sua causa. A Reforma redescobriu parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, o que ocasionou grande reavivamento no seio do mundo cristão. Contudo, havia ainda outras verdades a serem reveladas acerca do ministério celestial de Cristo.
A visão de Daniel indicara que o papel de Cristo como nosso sumo sacerdote tornar-se-ia especialmente notável no “tempo do fim” (Dan. 8:17), quando Ele começasse Sua obra especial de purificação e julgamento, em adição ao Seu contínuo ministério intercessório (Heb. 7:25). A visão especifica o momento em que Jesus deveria começar seu antitípico ministério do dia da expiação – a tarefa de juízo investigativo (Daniel 7) e purificação do santuário – “Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (Dan. 8:14).
Somente depois que se terminava a purificação é que o bode Azazel (simbolizando a Satanás e a culpa que finalmente assuimirá e por ela pagará por todos os pecados expiados, transferidos a ele), contraste do bode do Senhor recebia a transferência de todos os pecados e era enviado para o deserto, a condenação eterna (cf. Lev 16), e erradicação total do pecado. A profecia de Daniel 8:14 anuncia o tempo quando deveria começar a obra especial simbolizada pelo dia da expiação. A purificação do santuário celestial abarca toda a parte da obra do juízo final que começa com a fase da investigação e termina com a fase da execução (que por não ter acontecido ainda nos indica inda estarmos neste período - dia da expiação), que dá como resultado a erradicação permanente e total do pecado do universo.
Que o seu nome seja achado entre aqueles cujos pecados são expiados!!!
Que o Deus dos Céus continue abençoando muito a você.

Um abraço do seu amigo e irmão em Cristo,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
“Qual a opinião da igreja sobre o filme “A Paixão de Cristo”, de Mel Gibson?”

domingo, 17 de abril de 2011

Páscoa - Ontem e Hoje

Quais são as ligações entre os significados que a Páscoa do Antigo Testamento tinha e os significados da atual Páscoa pós-moderna?

A páscoa é a festa instituída no Êxodo para celebrar a noite de fuga do Egito por parte  dos Israelitas. Nesta noite, em todos os lares Egípcios que não celebraram a Páscoa  os primogênitos foram mortos.

Pouco tempo antes da partida do povo de Israel do Egito o Senhor instruiu a Moisés que "este mês" (Mês de Abib, mais tarde chamado de mês de Nisan) deveria se tornar o primeiro mês do ano, e que no décimo dia deste mês cada família ou um grupo maior deveria separar um cordeiro, e no décimo quarto dia eles deveriam matar este cordeiro ao entardecer e come-lo à noite. Este mês corresponde ao nosso mês de Abril, na palestina era a época em que os grãos de cereais estavam maduros[1].

Instruções detalhadas foram dadas (Êxodo 12:1-28) para esta refeição cerimonial que deveria se tornar uma observância anual. Naquela ocasião e nos anos subseqüentes a Páscoa foi celebrada por famílias ou grupos de famílias no ambiente familiar.

Pães sem fermento deviam ser usados na festa pascal, como lembrança perene da pressa daquela noite de livramento (Êxodo 12:34).

Ervas amargas deveriam ser ingeridas. Não se sabe ao certo que tipo de "ervas" eram usadas no Egito. Mas sabe-se que alface e escarola são nativas tanto no Egito como na Palestina, e tem sido usadas pelos Judeus associadas à festa da Páscoa. Ervas amargas tinham o propósito de lembrar aos participantes de sua escravidão e do amargo sofrimento na terra do Egito.[2]

Os primogênitos dos Israelitas deveriam ser consagrados a Deus perpetuamente, como lembrança de sua redenção pela morte dos primogênitos do Egito.

Mais tarde a Páscoa passou a ser celebrada pelos filhos de Israel apenas no santuário, que posteriormente se estabeleceu em Jerusalém (Deuteronômio 16:2, 5 e 6).

No tempo de Jesus, os cordeiros pascais eram mortos pelos sacerdotes no Templo na tarde do dia 14 de Nisan, e aqueles que trouxeram os cordeiros então os levavam para casa para serem assados. Embora a participação era obrigatória apenas para os homens adultos, a família poderia ir voluntariamente. Tal era o caso de José, Maria e o menino Jesus que sempre iam à Jerusalém para a festa da Páscoa (Lucas 2:41-43).

Os evangelhos relatam Jesus participando de várias Páscoas, a última delas sendo a ocasião em que ele instituiu a Santa Ceia (Mateus 26:18-30).

Além de ser um memorial do Êxodo, quando o povo de Israel foi libertado da escravidão do Egito - a Festa da Páscoa, centralizada no cordeiro a ser sacrificado, apontava também para o futuro Messias, "o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" (João 1:19).

Além disso as instruções recebidas por Moisés e repassadas para o povo de que nenhum osso deveria ser quebrado do cordeiro sacrificado (Êxodo 12:46; Números 2:12) sem dúvida encontraram um cumprimento fiel no fato de que os ossos de Jesus não foram quebrados por ocasião de sua morte (Cf. João 19:36; Salmo 34:20).[3]

Paulo especificamente declara que Cristo é "nosso cordeiro pascal", "sacrificado por nós".
Lançai fora o velho fermento, para que sejais nova massa, como sois, de fato, sem fermento. Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado. (1 Coríntios 5:7 RA)

Parece que tudo ao redor da Páscoa foi destinado por Deus para ser uma grandiosa figura histórica de Cristo, o Cordeiro Pascal, que por seu sangue nos livra do mundo hostil[4].

Depois da destruição do Templo de Jerusalém em 70 D.C., qualquer possibilidade de abater vítimas em forma ritual pública cessou completamente, e a Páscoa Judaica passou novamente a ser uma festa íntima em família conforme nos dias primitivos[5].

O Judaísmo perpetua até hoje a celebração da Páscoa.


[1] Seventh Day Adventist Bible Commentary  (Washington, DC: Review and Herald, 1976),  pág. 549.
[2] Seventh Day Adventist Bible Commentary  (Washington, DC: Review and Herald, 1976),  pág. 551.
[3] Seventh Day Adventist Bible Dictionary   (Washington, DC: Review and Herald, 1960),  pág. 817.
[4] Manual Bíblico (SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1983), pág. 119.
[5] O Novo Dicionário da Bíblia   (SP: Sociedade Religiosa Edições Vida Nova, 1962), pág. 1208.

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Em 1844 a purificação do santuário começou ou terminou? (cf. Dn 8:14) 

sábado, 16 de abril de 2011

Páscoa




Gostaria de ler alguma coisa que comente sobre a instituição da primeira Páscoa.




Nada melhor do que o terceiro capítulo do livro Patriarcas e Profetas. É o que colo aí abaixo. Boa leitura.



Quando o pedido para o livramento de Israel fora pela primeira vez apresentado ao rei do Egito, fizera-se a advertência das mais terríveis pragas. Foi ordenado a Moisés dizer a Faraó: "Assim diz o Senhor: Israel é Meu filho, Meu primogênito. E Eu te tenho dito: Deixa ir o Meu filho, para que Me sirva; mas tu recusaste deixá-lo ir; eis que Eu matarei a teu filho, o teu primogênito." Êxo. 4:22 e 23. Posto que desprezados pelos egípcios, os israelitas haviam sido honrados por Deus, tendo sido separados para serem os depositários de Sua lei. Nas bênçãos e privilégios especiais a eles conferidos, tinham preeminência entre as nações, como tinha o filho primogênito entre seus irmãos.

O juízo de que o Egito fora em primeiro lugar advertido, deveria ser o último a ser mandado. Deus é longânimo e cheio de misericórdia. Tem terno cuidado pelos seres formados à Sua imagem. Se a perda das suas colheitas, rebanhos e gado, houvesse levado o Egito ao arrependimento, os filhos não teriam sido atingidos; mas a nação obstinadamente resistiu à ordem divina, e agora o golpe final estava prestes a ser desferido.

A Moisés tinha sido proibido, sob pena de morte, aparecer outra vez à presença de Faraó; mas uma última mensagem da parte de Deus deveria ser proferida ao rebelde rei, e novamente Moisés veio perante ele, com o terrível anúncio: "Assim o Senhor tem dito: À meia-noite Eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais. E haverá grande clamor em toda a terra do Egito, qual nunca houve semelhante e nunca haverá; mas contra todos os filhos de Israel nem ainda um cão moverá a sua língua, desde os homens até aos animais, para que saibais que o Senhor fez diferença entre os egípcios e os israelitas. Então todos estes teus servos descerão a mim, e se inclinarão diante de mim, dizendo: Sai tu, e todo o povo que te segue as pisadas; e depois eu sairei." Êxo. 11:4-8.

Antes da execução desta sentença, o Senhor por meio de Moisés deu instruções aos filhos de Israel relativas à partida do Egito, e especialmente para a sua preservação no juízo por vir. Cada família, sozinha ou ligada com outras, deveria matar um cordeiro ou cabrito "sem mácula", e com um molho de hissopo espargir seu sangue "em ambas as ombreiras, e na verga da porta" da casa, para que o anjo destruidor, vindo à meia-noite, não entrasse naquela habitação. Deviam comer a carne, assada, com pão asmo e ervas amargosas, à noite, conforme disse Moisés, com "os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do Senhor". Êxo. 12:1-28.

O Senhor declarou: "Passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. ... E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito."

Em comemoração a este grande livramento, uma festa devia ser observada anualmente pelo povo de Israel, em todas as gerações futuras. "Este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo." Ao observarem esta festa nos anos futuros, deviam repetir aos filhos a história deste grande livramento, conforme lhes ordenou Moisés: "Direis: Este é o sacrifício da Páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas."

Ademais, os primogênitos tanto de homens como de animais deviam ser do Senhor, podendo ser reavidos apenas por meio de resgate, em reconhecimento de que, quando os primogênitos do Egito pereceram, os de Israel, se bem que graciosamente preservados, estiveram, com justiça, expostos à mesma sorte se não fora o sacrifício expiatório. "Todo o primogênito Meu é", declarou o Senhor; "desde o dia em que feri a todo o primogênito na
terra do Egito, santifiquei para Mim todo o primogênito em Israel, desde o homem até ao animal: Meus serão." Núm. 3:13. Depois da instituição do culto do tabernáculo, o Senhor escolheu para Si a tribo de Levi para a obra do santuário, em lugar dos primogênitos do povo. "Eles, do meio dos filhos de Israel, Me são dados", disse Ele. "Em lugar... do primogênito de cada um dos filhos de Israel, para Mim os tenho tomado." Núm. 8:16. Exigia-se ainda, entretanto, de todo o povo, em reconhecimento da misericórdia de Deus, pagar certo valor pelo resgate do filho primogênito. Núm. 18:15 e 16.

A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o "Cordeiro de Deus", em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: "Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós." I Cor. 5:7. Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório.

O hissopo empregado na aspersão do sangue era símbolo da purificação, assim sendo usado na purificação da lepra e dos que se achavam contaminados pelo contato com cadáveres. Na oração do salmista vê-se também a sua significação: "Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve." Sal. 51:7.

O cordeiro devia ser preparado em seu todo, não lhe sendo quebrado nenhum osso; assim, osso algum seria quebrado do Cordeiro de Deus, que por nós devia morrer. Êxo. 12:46; João 19:36. Assim também representava-se a inteireza do sacrifício de Cristo.

A carne devia ser comida. Não basta mesmo que creiamos em Cristo para o perdão dos pecados; devemos pela fé estar recebendo constantemente força e nutrição espiritual dEle, mediante Sua Palavra. Disse Cristo: "Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, tem a vida eterna." E para explicar o que queria dizer, ajuntou: "As palavras que Eu vos disse são espírito e vida." João 6:53, 54 e 63.

Jesus aceitou a lei de Seu Pai, levou a efeito em Sua vida os princípios da mesma, manifestou-lhe o espírito, e mostrou o seu benéfico poder no coração. Diz João: "O Verbo Se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a Sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e verdade." João 1:14. Os seguidores de Cristo devem ser participantes de Sua experiência. Devem receber e assimilar a Palavra de Deus de modo que esta se torne a força impulsora da vida e das ações. Pelo poder de Cristo devem ser transformados à Sua semelhança, e refletir os atributos divinos. Devem comer a carne e beber o sangue do Filho do homem, ou não haverá vida neles. O espírito e a obra de Cristo devem tornar-se o espírito e obra de Seus discípulos.

O cordeiro devia ser comido com ervas amargosas, indicando isto a amargura do cativeiro egípcio. Assim, quando nos alimentamos de Cristo, deve ser com contrição de coração, por causa de nossos pecados. O uso dos pães asmos era também significativo. Era expressamente estipulado na lei da Páscoa, e de maneira igualmente estrita observado pelos judeus, em seu costume, que fermento algum se encontrasse em suas casas durante a festa. De modo semelhante, o fermento do pecado devia ser afastado de todos os que recebessem vida e nutrição de Cristo. Assim Paulo escreve à igreja dos coríntios: "Alimpai-vos pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa. ... Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade." I Cor. 5:7 e 8.

Antes de obterem liberdade, os escravos deviam mostrar fé no grande livramento prestes a realizar-se. O sinal de sangue devia ser posto em suas casas, e deviam, com as famílias, separar-se dos egípcios e reunir-se dentro de suas próprias habitações. Houvessem os israelitas desrespeitado em qualquer particular as instruções a eles dadas, houvessem negligenciado separar seus filhos dos egípcios, houvessem morto o cordeiro mas deixado de aspergir o sangue nas ombreiras, ou tivesse alguém saído de casa, e não teriam estado livres de perigo. Poderiam honestamente ter crido haver feito tudo quanto era necessário, mas não os teria salvo a sua sinceridade. Todos os que deixassem de atender às instruções do Senhor, perderiam o primogênito pela mão do destruidor.

Pela obediência, o povo devia dar prova de fé. Assim, todos os que esperam ser salvos pelos méritos do sangue de Cristo, devem compenetrar-se de que eles próprios têm algo a fazer para conseguir a salvação. Conquanto seja apenas Cristo que nos pode remir da pena da transgressão, devemos desviar-nos do pecado para a obediência. O homem deve ser salvo pela fé, e não pelas obras; contudo, a fé deve mostrar-se pelas obras. Deus deu Seu Filho para morrer como propiciação pelo pecado, Ele manifestou a luz da verdade, o caminho da vida, Ele concedeu oportunidades, ordenanças e privilégios; e agora o homem deve cooperar com esses instrumentos de salvação; deve apreciar e usar os auxílios que Deus proveu - crer e obedecer a todas as reivindicações divinas.

Quando Moisés relatou a Israel as providências tomadas por Deus para o seu livramento, "o povo inclinou-se e adorou". Êxo. 12:27. A alegre esperança de liberdade, o tremendo conhecimento de juízo iminente sobre os opressores, os cuidados e afazeres de que dependia a sua rápida partida, tudo naquela ocasião foi absorvido pela gratidão para com seu Libertador, cheio de graça. Muitos dos egípcios foram levados a reconhecer o Deus dos hebreus como o único verdadeiro Deus, e pediram agora que se lhes permitisse encontrar abrigo nos lares de Israel, quando o anjo destruidor passasse pela terra. Foram alegremente recebidos, e comprometeram-se dali em diante a servir ao Deus de Jacó, e saírem do Egito com Seu povo.

Os israelitas obedeceram às instruções que Deus dera. Rápida e secretamente fizeram os preparativos para a partida. Suas famílias reuniram-se, o cordeiro pascal foi morto, a carne foi assada ao fogo, e preparados os pães asmos e as ervas amargosas. O pai e sacerdote da casa aspergiu o sangue nas ombreiras, e reuniu-se à família dentro de casa. Às pressas e em silêncio comeu-se o cordeiro pascal. Com temor respeitoso, o povo orava e vigiava, estando o coração do primogênito, desde o homem forte até a criancinha, a palpitar de um terror indefinível. Pais e mães cingiam nos braços seus amados primogênitos, ao pensarem no golpe terrível que deveria ser desferido aquela noite. Mas nenhuma habitação de Israel foi visitada pelo anjo distribuidor da morte. O sinal de sangue - sinal de proteção de um Salvador - encontrava-se em suas portas, e o destruidor não entrou.

À meia-noite "havia grande clamor no Egito, porque não havia casa em que não houvesse um morto". Todo primogênito na terra, "desde o primogênito de Faraó, que se sentava em seu trono, até ao primogênito do cativo que estava no cárcere e todos os primogênitos dos animais" (Êxo. 12:29-33), haviam sido feridos pelo destruidor. Por todo o vasto reino do Egito, o orgulho de cada casa fora derribado. Os gritos e prantos dos que lamentavam enchiam o ar. Rei e cortesãos, com rosto lívido e membros a tremerem, ficaram estarrecidos ante o horror que a todos dominava. Faraó lembrou-se de como certa vez exclamara: "Quem é o Senhor, cuja voz Eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel." Agora, estando aquele seu orgulho, que afrontava aos Céus, humilhado até o pó, "chamou a Moisés e Arão, de noite, e disse: Levantai-vos, saí do meio do meu povo, tanto vós como os filhos de Israel; e ide, servi ao Senhor, como tendes dito. Levai convosco vossas ovelhas e vossas vacas, como tendes dito; e ide, e abençoai-me também a mim". Os conselheiros do rei igualmente, e o povo, rogavam aos israelitas que partissem, "apressando-se para lançá-los da terra; porque diziam: Todos seremos mortos".

Fonte: Patriarcas e Profetas, cap III - pág. 273 a 280

Que Deus lhe abençoe,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondinda Amanhã:
Quais são as ligações entre os significados que a Páscoa do Antigo Testamento tinha e os significados da atual Páscoa pós-moderna?

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Origem da Páscoa




Qual é a Origem da Páscoa? Como foi instituida a Páscoa? Existem a páscoa cristã e outras páscoas?





Encontrei este texto nos meus arquivos, e não sei quem é o autor. Mas creio que vale a pena publicá-lo, para refletirmos um pouquinho sobre a origem da páscoa, como ela foi instituída e sobre outras páscoas que não são cristãs. Boa leitura.

Páscoa

DEFINIÇÃO: Festa religiosa, em que os judeus comemoram sua saída do Egito, sob o comando de Moisés. Festa religiosa, em que os cristãos comemoram a ressurreição de Cristo, seu fundador. Ambas definições estão juntas no "Dicionário Cultural da Língua Portuguesa" da Editora Brasiliense S/A sob a coordenação geral de Faissal El-khatib.
A palavra Páscoa vem da palavra hebráica "pesach" e do grego "pascha" que significam "passagem". Podem ter diversos significados tais como: passagem da morte para a vida - passagem de Deus para nos salvar - passagem da escravidão para a liberdade, enfim, a passagem pela qual o homem que se encontra neste mundo, passa para um novo céu e uma nova terra.
HISTÓRIA E INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA
Israel ainda era apenas um povo escravizado no Egito, quando Moisés foi enviado por Deus, para libertar Seu povo. O Faraó, obviamente não quis perder o braço escravo e não permitiu a saída dos israelitas. Ocorreu então o derramamento das pragas, mas, contudo Faraó não deixou que os israelitas se fossem.
O juízo de que o Egito fora em primeiro lugar advertido, deveria ser o último a ser mandado. Deus é longânimo e cheio de misericórdia. Tem terno cuidado pelos seres formados à Sua imagem. Se a perda das suas colheitas, rebanhos e gado, houvesse levado o Egito ao arrependimento, os filhos não teriam sido atingidos; mas a nação obstinadamente resistiu à ordem divina, e agora o golpe final estava prestes a ser desferido.
A Moisés tinha sido proibido, sob pena de morte, aparecer outra vez à presença de Faraó; mas uma última mensagem da parte de Deus deveria ser proferida ao rebelde rei, e novamente Moisés veio perante ele, com o terrível anúncio: “Assim o Senhor tem dito: À meia-noite Eu sairei pelo meio do Egito; e todo o primogênito na terra do Egito morrerá, desde o primogênito de Faraó, que se assenta com ele sobre o seu trono, até o primogênito da serva que está detrás da mó, e todo o primogênito dos animais”. Êx. 11:4 e 5.

Antes da execução desta sentença, o Senhor por meio de Moisés deu instruções aos filhos de Israel relativas à partida do Egito, e especialmente para a sua preservação no juízo por vir. Cada família, sozinha ou ligada com outras, deveria matar um cordeiro ou cabrito “sem mácula”, e com um molho de hissopo espargir seu sangue “em ambas as ombreiras, e na verga da porta” da casa, para que o anjo destruidor, vindo à meia-noite, não entrasse naquela habitação. Deviam comer a carne, assada, com pão asmo e ervas amargosas, à noite, conforme disse Moisés, com “os vossos lombos cingidos, os vossos sapatos nos pés, e o vosso cajado na mão; e o comereis apressadamente; esta é a Páscoa do Senhor”. Êx. 12:1-28.
O Senhor declarou: “Passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até aos animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos. ... E aquele sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito.”
Em comemoração a este grande livramento, uma festa devia ser observada anualmente pelo povo de Israel, em todas as gerações futuras. “Este dia vos será por memória, e celebrá-lo-eis por festa ao Senhor; nas vossas gerações o celebrareis por estatuto perpétuo”. Ao observarem esta festa nos anos futuros, deviam repetir aos filhos a história deste grande livramento, conforme lhes ordenou Moisés: “Direis: Este é o sacrifício da Páscoa do Senhor, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu aos egípcios, e livrou as nossas casas.”
A PÁSCOA CRISTÃ
A páscoa devia ser tanto comemorativa como típica, apontando não somente para o livramento do Egito, mas, no futuro, para o maior livramento que Cristo cumpriria libertando Seu povo do cativeiro do pecado. O cordeiro sacrifical representa o “Cordeiro de Deus”, em quem se acha nossa única esperança de salvação. Diz o apóstolo: “Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós.” I Cor. 5:7. Não bastava que o cordeiro pascal fosse morto, seu sangue devia ser aspergido nas ombreiras; assim os méritos do sangue de Cristo devem ser aplicados à alma. Devemos crer que Ele morreu não somente pelo mundo, mas que morreu por nós individualmente. Devemos tomar para o nosso proveito a virtude do sacrifício expiatório.

O hissopo empregado na aspersão do sangue era símbolo da purificação, assim sendo usado na purificação da lepra e dos que se achavam contaminados pelo contato com cadáveres. Na oração do salmista vê-se também a sua significação: “Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais alvo do que a neve”. Sal. 51:7.

O cordeiro devia ser preparado em seu todo, não lhe sendo quebrado nenhum osso; assim, osso algum seria quebrado do Cordeiro de Deus, que por nós devia morrer. Êxo. 12:46; João 19:36. Assim também representava-se a inteireza do sacrifício de Cristo.

A carne devia ser comida. Não basta mesmo que creiamos em Cristo para o perdão dos pecados; devemos pela fé estar recebendo constantemente força e nutrição espiritual dEle, mediante Sua Palavra. Disse Cristo: “Se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a Minha carne e bebe o Meu sangue, tem a vida eterna”. E para explicar o que queria dizer, ajuntou: “As palavras que Eu vos disse são espírito e vida”. João 6:53, 54 e 63.

O cordeiro devia ser comido com ervas amargosas, indicando isto a amargura do cativeiro egípcio. Assim, quando nos alimentamos de Cristo, deve ser com contrição de coração, por causa de nossos pecados. O uso dos pães asmos (sem fermento) era também significativo. Era expressamente estipulado na lei da Páscoa, e de maneira igualmente estrita observado pelos judeus, em seu costume, que fermento algum se encontrasse em suas casas durante a festa. De modo semelhante, o fermento do pecado devia ser afastado de todos os que recebessem vida e nutrição de Cristo. Assim Paulo escreve à igreja dos coríntios: “Alimpai-vos, pois do fermento velho, para que sejais uma nova massa. ... Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade.” I Cor. 5:7 e 8.

Antes de obterem liberdade, os escravos deviam mostrar fé no grande livramento prestes a realizar-se. O sinal de sangue devia ser posto em suas casas, e deviam, com as famílias, separar-se dos egípcios e reunir-se dentro de suas próprias habitações. Houvessem os israelitas desrespeitado em qualquer particular as instruções a eles dadas, houvessem negligenciado separar seus filhos dos egípcios, houvessem morto o cordeiro mas deixado de aspergir o sangue nas ombreiras, ou tivesse alguém saído de casa, e não teriam estado livres de perigo. Poderiam honestamente ter crido haver feito tudo quanto era necessário, mas não os teria salvo a sua sinceridade. Todos os que deixassem de atender às instruções do Senhor, perderiam o primogênito pela mão do destruidor.

Pela obediência, o povo devia dar prova de fé. Assim, todos os que esperam ser salvos pelos méritos do sangue de Cristo, devem compenetrar-se de que eles próprios têm algo a fazer para conseguir a salvação. Conquanto seja apenas Cristo que nos pode remir da pena da transgressão, devemos desviar-nos do pecado para a obediência. O homem deve ser salvo pela fé, e não pelas obras; contudo, a fé deve mostrar-se pelas obras. Deus deu Seu Filho para morrer como propiciação pelo pecado, Ele manifestou a luz da verdade, o caminho da vida, Ele concedeu oportunidades, ordenanças e privilégios; e agora o homem deve cooperar com esses instrumentos de salvação; deve apreciar e usar os auxílios que Deus proveu - crer e obedecer a todas as reivindicações divinas.
Com vemos Jesus foi identificado com o cordeiro da “páscoa judaica”, que a exemplo daquele, foi morto para que os que cressem nÊle, não morressem. Na verdade, Jesus é a nossa Páscoa.
A INSTITUIÇÃO DA PÁSCOA CRISTÃ
Em Mateus 26:17 em diante, é narrada a celebração da última páscoa em que Jesus participou com Seus discípulos e a partir do verso 26 está a instituição da páscoa pelo Senhor Jesus, oferecendo sua vida, simbolicamente representada pelo pão, sua carne, e pelo vinho, seu sangue, que Ele derramaria no calvário, por muitos, para remissão dos pecados.
A páscoa cristã, em verdade, é celebrada no coração de cada cristão, que oferece a Deus sua própria vida, salva pelo Cordeiro Divino, que tem em si mesmo, vida eterna, podendo assim, ser o cordeiro de toda família humana que o aceite como tal.
 AS “OUTRAS” PÁSCOAS.
Até agora, embora aparentemente eu tenha me referido a duas páscoas, a páscoa cristã e judaica são a mesma, instituída pelo mesmo Deus, com a mesma finalidade. A diferença é que a judaica prefigura a cristã, onde o cordeiro é substituído pelo próprio “Cordeiro de Deus”, Seu Filho, Jesus.
Entretanto, o mundo tem criado suas próprias “páscoas”.
Assim, temos a “páscoa” dos coelhos, a “páscoa” dos ovos de chocolates, que nada lembram a salvação da qual Deus nos tem feito dignos. Desviam nossas crianças do verdadeiro sentido da páscoa, não os deixando ver que estão perdidos, necessitados de alguém que os substitua na morte. Há apenas a alegre festa dos chocolates, onde tudo parece estar muito bem, ninguém com pecados a resgatar, ninguém necessitado de um Salvador, mas apenas aguardando uma festa totalmente distanciada do verdadeiro cristianismo.
Na Páscoa Judaica, eles devem estar vestidos como quem está pronto para viajar, conscientes de que não estão em sua terra, mas partem em busca de uma nova pátria, a terra prometida.
Na Páscoa Cristã, quando temos recebido Jesus, como nosso cordeiro pascal, temos que estar conscientes de que também somos peregrinos, apenas de passagem por esta terra, e aguardamos novos céus e nova terra (Apocalipse 21:1) e (II Pedro 3:13).

Como citei no começo, não sei quem é o autor do texto acima. Se você sabe quem é, pode mencionar aqui no comentário que então passarei a referenciar a fonte. De qualquer forma, fica aí, uma boa reflexão que, creio eu, nos ajudará em como nos posicionarmo diante da comemoração que se aproxima em nosso calendário.

Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Gostaria de ler alguma coisa que comente sobre a instituição da primeira Páscoa.