sábado, 31 de dezembro de 2011

Vida Espiritual Turbinada - Texto

Como faço para turbinar minha vida espiritual?
(Se preferir este conteúdo em vídeo, clique aqui).

Invista na melhoria da qualidade do seu relacionamento com as outras pessoas. Conduza sua vida com maturidade e humildade em relação aos outros, conforme os ensinos de Filipenses 2:1-8. Tenha o ato de dar testemunho como sua própria forma de vida (veja 2Timóteo 4:1-5). Conheça seus dons espirituais e empregue-os para servir à igreja (Romanos 12:1-8). Como Paulo fazia, ajude os jovens cristãos em seu crescimento espiritual (2Timóteo 2:1-2). Mas também ajude as outras pessoas em suas necessidades físicas e financeiras (Tiago 2:14-18), sempre demonstrando um caráter cristão (Gálatas 5:22-23).
Tenha, como o mais importante de tudo, o seu relacionamento com Deus. Seja um cristão que tenha plena certeza se sua salvação em Jesus (1João 1). Reconheça a Jesus como o Senhor da sua vida não só por palavras, mas também por ações (Filipenses 3:7-14). Experimente a plenitude do Espírito Santo (Efésios 5:18-20) e deixe-se ser guiado por Ele. Sempre fundamente suas convicções a respeito da verdade e da realidade na Bíblia e em seus ensinos (Isaías 8:20; Mateus 4). Seja articulado na filosofia de vida embasada na Bíblia (2Timóteo 2:15), procurando sempre ser capaz de integrar a fé com a vida. Nisso, esteja sempre experimentando o significado da vida através dos cultos corporativos (Hebreus 10:25). Passe tempo regular em momentos tranqüilos com Jesus, e, pela fé (Hebreus 11), foque-se no verdadeiro sentido de Suas respostas às suas orações.
Se você observar, vai perceber que os o texto de hoje se resume em duas dicas, que têm a ver com uma palavra: relacionamento (com Deus e com o próximo). A essência da verdadeira religião está na forma mais sublime da palavra “relacionamentos”. Para entender isso melhor, estude, hoje mesmo, Lucas 10:25-37, Mateus 22:34-40 e Marcos 12:28-34.
Ame a Deus acima de todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo!
Um abraço,
Twitter: @Valdeci_Junior

Fonte: Orientações baseadas em uma adaptação feita de Jonathan Lewis, ed. Working Your Way to the Nations, Pasadena: Willian Carey Library, 1993, 13-14.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

O Que é Preciso Para Ser um Missionário

Tenho vontade de ser um missionário. O que você acha? O que devo fazer para ser um missionário?

A decisão própria de ser missionário deve ser uma alta demonstração do comprometimento que o indivíduo tem com Cristo e Sua missão. Portanto, se ele não é comprometido com Cristo nos pormenores de sua vida particular, não lhe faz sentido ser missionário. Por isso, uma das maiores virtudes do missionário é ser totalmente submisso à vontade de Cristo, e não às suas próprias, nos mínimos detalhes da vida.
Quando Jesus me chama para ser um com Ele, se quero aceitar tal chamado com integridade total, devo estar pronto, também, ao Seu “ide” (Mateus 28:18-20); a ser um missionário. A cada dia, sinto este desejo no meu coração, e tenho certeza de que este desejo vem do coração de Deus. Pensar e sentir assim, faz parte de experimentar a presença constante de Jesus na própria vida. O maior motivo de uma pessoa desejar ir ser missionária deve ser o fato de ela ter ido antes a Cristo, e ter sido tomada por Seu amor (Leia 2Coríntios 5:14; Marcos 3:13-14).
Outras motivações do missionário devem ser a própria necessidade que a obra tem de trabalhadores (Mateus 9:37-38), a ordem de Jesus (João 14:15), a salvação das pessoas (Romanos 1:14-15 e João 10:10) e o próprio chamado em si (Mateus 4:19). É importante notar que quando Deus chama um missionário, Ele não exige resultados, mas espera fidelidade.
Deus valoriza em alta estima aquele que se dispõe a ser missionário. O valor de uma vida está no quanto tal vida está comprometida com algo (ou melhor, Alguém) de maior valor. De Sua parte, Deus é fiel. O interessante é que Deus acha interessante interessar-se até por nossos interesses mais desinteressantes. Mas, de nossa parte, temos que ter em mente que a verdadeira obediência a Deus não está em demonstrar-lhe um comportamento perfeito, mas sim em ter com Ele um relacionamento intenso.
Isso é o que mais se espera de um verdadeiro missionário!

Baseado no livro Passaporte Para a Missão, da Casa Publicadora Brasileira.

Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como faço para turbinar minha vida espiritual? 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Chamado Para Ser um Pastor

Como acontece o chamado para uma pessoa tornar-se um pastor?

Ao nos depararmos com a grande comissão, proferida por Jesus em Mateus 28: 19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, pode-se ter a convicção de que o Senhor tem um chamado para todos os crentes. Afinal, Ele deseja salvar a todos. Entretanto, existem chamados específicos para determinados crentes, como é relatado em Efésios 4: 11: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres.” Desta forma, há um chamado recheado de critérios para o ministro do evangelho com o objetivo de aperfeiçoar os “santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo (Efésios 4:12).
            Macarthur (2007, p.115) ainda acrescenta:

O chamado de Deus para o ministério vocacional é diferente do chamado à salvação e do chamado que atinge todos os crentes: o serviço. Trata-se de uma convocação de homens selecionados para servir como líderes da igreja. Os destinatários desse chamado precisam ter a certeza de que Deus assim os escolhe para liderar. A concretização desse fato repousa sobre quatro critérios, o primeiro dos quais é uma confirmação deste chamado por outras pessoas e por Deus, pelas circunstâncias através das quais Ele providenciará um lugar para o ministério. O segundo critério é a posse das habilidades necessárias ao serviço em posições de liderança. O terceiro consiste em um profundo desejo de servir no ministério. A qualificação final é um estilo de vida caracterizado por integridade moral. Um homem que preencha esses quatro requisitos pode descansar na certeza de que Deus o chamou para a liderança cristã vocacionada.

Spurgeon (apud Láerton), enfatiza a ideia salientando:

Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem à vigilância de outros, para o seu próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem o cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar a essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que como o apóstolo (Paulo), creem que receberam ‘este ministério’ [II Co 4:1], devem dedicar-se a essa importantes ocupações.

É interessante notarmos a consistência das palavras de Spurgeon citadas por José Láerton referindo-se a insensatez de querer ser um pastor ou missionário sem ser chamado ou ter a certeza do chamado divino:

Homem nenhum deve intrometer-se no rebanho como pastor; deve Ter os olhos postos no Sumo Pastor, e esperar Seu sinal e Sua ordem. Antes que um assuma a posição de embaixador de Deus, deve esperar pelo chamamento do alto. Se não o fizer, mas se lançar às pressas ao cargo sagrado, o Senhor dirá dele e de outros semelhantes: Eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor. (Jr.23:32).

Mas o que é esse chamado? O apóstolo Paulo, em Hebreus 5:4, o descreve da seguinte forma: “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão.” A expressão grega utilizada por Paulo, aqui neste texto, para descrever o chamado de Deus é: “kaloumenos.” Segundo o Pr. José Láerton, as palavras usadas na Bíblia para chamado são: no Antigo Testamento, a palavra hebraica arq [qara], e no Novo Testamento, a palavra grega kalew [kaleo] tinha os seguintes significados:
- Dar nome a uma coisa ou a uma pessoa (Gênesis 48:16; Atos 11:26);
- O ato de convidar ou solicitar (Êxodo 2:7);
- Nomear para algum ofício (Êxodo 31:2);
- Criar, produzir coisas mediante o poder da palavra, ou por um ato da vontade (Romanos 4: 17; Ezequiel 36:29);
- Convidar alguém a assumir um dever, mediante a palavra, ou através do poder impulsionador do Espírito Santo (Isaías 22:12; Provérbios 1:24; Mateus 22:14);
- Convite feito aos pecadores para o estado de graça, por meio da pregação do evangelho (Romanos 8:28; 2Timóteo 1:9).
            Fisher (1999, p. 79) o define como uma combinação de convicção a respeito da verdade de Deus e uma preocupação pelas pessoas.  Outra definição, que está relacionada ao chamado é a vocação. Segundo o dicionário Houaiss, “ vocação é apelo ou inclinação para o sacerdócio, para a vida religiosa” (2009, p. 1956). Já, para Lutzer (2000, p. 14), “o chamado de Deus é uma convicção interior, dada pelo Espírito Santo e confirmada pela Palavra e pelo corpo de Cristo.” Sendo assim, pode-se afirmar que o chamado vai além de uma simples aspiração por uma profissão ou uma carreira de sucesso. É um desejo profundo e sincero de ser um soldado do Rei Jesus no cumprimento da missão de pregar o evangelho.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia possui um guia preparado para ajudar aqueles que, um dia, receberem o chamado especial de Deus para ser ministros. Já, em seu primeiro capítulo, faz um comentário a respeito da relevância do chamado de Deus para o santo ofício ministerial fundamentado na Bíblia.
Um fato curioso é que para exercer o santo ministério, quem faz o chamado é Deus. Ele escolhe, separa e anuncia a quem Ele deseja usar como seu mensageiro na missão de salvar pecadores para o reino eterno. Não só chama como também capacita e qualifica de maneira extraordinária para que o ministro tenha condições de executar a tarefa que lhes é confiada.
Na Bíblia Sagrada, é possível encontrarmos muitos exemplos de homens falíveis que Deus chamou para a execução de Sua Obra. Foram homens comuns, como Abraão, Moisés, Jeremias, Isaías, Jesus, Paulo e tantos outros. Com suas limitações e qualidades, Deus os usou para cumprirem a missão que Ele tinha para eles de maneira poderosa. Da mesma forma, Ele usa homens para seguir pregando no cumprimento da Sua missão.

Um abraço,

Pastor Denílson Soares Ferreira

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

O Pastor do Salmo 23: Jesus

Pastor, gostaria de compreender melhor o “pastor” do Salmo 23. Como pastor, o que você diz sobre este “pastor”?

Tenho um amigo que é pastor e tem estudado sobre este assunto em seus estudos de pós-graduação. Abaixo, tudo o que você vai ler, como resposta a esta pergunta, são de autoria do pastor Denilson. Um texto que recomendo.


Há um pastor que deve ser observado com muito mais atenção no cenário da história da humanidade. Pastor este que não só deve ser observado como também devemos seguir seu exemplo de líder, mestre, amigo, misericordioso, amoroso, sábio, fiel, abnegado, destemido, comprometido, humilde e servo! Trata-se de Jesus Cristo, o grande pastor!

O salmista Davi faz uma descrição de Jesus no salmo 23, enfatizando a figura de um pastor que cuida, que alimenta seu rebanho, que não permite que suas ovelhas sofram por falta de água. Este pastor dá total segurança para suas ovelhas, mesmo que tenham que passar por vales perigosos.

O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Ele me faz repousar em pastos verdejantes. Leva-me para junto das águas de descanso; refrigera-me a alma. Guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo; o teu bordão e o teu cajado me consolam. Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda. Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor para todo sempre (Salmo 23).

Neste salmo, é feito um paralelo do cuidado do pastor oriental que cuidava literalmente de ovelhas no contexto de animais carentes e dependentes exclusivamente do seu pastor. É usada esta figura para descrever o cuidado e o zelo de Jesus pelos homens.
Champlin, comentando a expressão, “nada me faltará,” diz:

O pasto era fértil; as terras eram boas; havia abundância de água; o Pastor era poderoso e sábio. Como poderia uma de suas ovelhas sentir falta de alguma coisa? Assim é que a capacidade está vinculada à prosperidade, tanto material como física, na mente dos hebreus. Deixamos a questão nessa altura e esperamos pelo melhor em nossa vida. O pastor, se é um bom pastor, cuida de cada ovelha individualmente. Alguns pastores antigos chegavam a dar nomes pelo menos às principais ovelhas; cuidavam de cada uma delas particularmente. Agiam em favor de todas, coletivamente, e de cada uma especificamente (2001, p. 2119, 2121).

O bom pastor deste salmo faz com que suas ovelhas repousem em pastos verdes e não deixa faltar a água para refrigerá-las. É tudo que as ovelhas necessitam no deserto abrasador. Jesus também jamais permitirá que Suas ovelhas fiquem sem receber o sustento que representa a boa palavra e do Seu amor que é derramado em abundância.

Ao guiar pelas veredas da justiça, Jesus, o bom pastor, livra Suas ovelhas da condenação da lei, dando a própria vida em lugar das ovelhas que estavam perdidas para sempre. O bom pastor salva as ovelhas das garras do lobo mau, Satanás, que estava pronto para devorá-las. Tudo isto foi feito por amor do Seu próprio nome. Mesmo que as ovelhas tenham que passar pelo vale da sombra da morte, o bom pastor não permitirá que esta destrua por completo a saúde de suas ovelhas, pois a morte foi tragada na cruz do calvário, ela não tem domínio nenhum sobre a vida das ovelhas de Cristo, graças a ação honrosa e destemida de Jesus, o bom pastor.

O terreno em que as ovelhas do bom pastor caminham é bastante perigoso, porém, a bondade e a misericórdia certamente estarão dando suporte até chegarem em terra firme e segura, a terra prometida, onde pastor e ovelhas viverão para sempre sem perigo, sem tristeza e sem dor.

O evangelista João faz uma forte e maravilhosa menção a Jesus como sendo o bom pastor, aquele que é capaz de dar até a própria vida para que as ovelhas tenham vida, e vida plena: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (João 10:11). O profeta Isaías também apresenta Jesus Cristo cumprindo Sua missão de um pastor resgatador da seguinte maneira:

Você, que traz boas novas a Sião, suba num alto monte. Você, que traz boas novas a Jerusalém, erga a sua voz com fortes gritos, erga-a, não tenha medo; diga às cidades de Judá: Aqui está o seu Deus! O Soberano, o Senhor, vem com poder! Com seu braço forte ele governa. A sua recompensa com ele está, e seu galardão o acompanha. Como pastor ele cuida de seu rebanho, com o braço ajunta os cordeiros e os carrega no colo; conduz com cuidado as ovelhas que amamentam suas crias (Isaías 40:9-11).

Movido por Deus, o profeta Ezequiel faz a seguinte declaração:

Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará... A perdida buscarei, a desgarrada tornarei a trazer, a quebrantada ligarei e a enferma fortalecerei... Farei com elas aliança de paz e acabarei com as bestas-feras da terra; seguras habitarão no deserto e dominarão os bosques... Já não servirão de rapina aos gentios, e as feras da terra nunca mais as comerão; e habitarão seguramente, e ninguém haverá que as espante. (Ezequiel 34:23; 16, 25 e 28).

A profetisa Ellen White, ao abordar este assunto, faz um comentário bastante relevante com respeito a figura do pastor no cuidado das suas ovelhas no antigo Oriente:

De todos os animais, é a ovelha o mais tímido e destituído de elementos de defesa, e no Oriente o cuidado do pastor por seu rebanho é infatigável e incessante. Antigamente, como hoje, pouca segurança existia fora das cidades muradas. Salteadores das tribos errantes das fronteiras, ou animais de rapina saindo dos covis nas rochas, ficavam à espreita para cair em cima do rebanho. O pastor velava seu depósito, sabendo que o fazia com risco da própria vida. ...Ao conduzir o pastor seu rebanho pedregosas colinas acima, através de florestas e barrancos abruptos, a relvosos recantos à margem da corrente; ao vigiá-lo sobre as montanhas através da noite silenciosa, protegendo-o contra os ladrões, cuidando ternamente da enferma e da fraca, sua vida se chega a identificar com a das ovelhas. Um forte e terno apego o liga aos objetos de seu cuidado. Por grande que seja o rebanho, o pastor conhece cada ovelha. Cada uma tem seu nome, e a ela ele atende, ao chamado do pastor (WHITE, 1995, p. 478, 479).

Para não ficar incompleto e sem sentido, com nenhuma mensagem consistente para as ovelhas de Cristo, ou seja, os seres humanos, obra-prima da criação de Deus, Ellen White faz uma analogia do cuidado do pastor do antigo Oriente para com suas ovelhas, com o pastor Jesus Cristo em relação aos seres humanos: 

Como o pastor terrestre conhece as ovelhas, assim o divino Pastor conhece o Seu rebanho, espalhado por todo o mundo. “Vós pois, ó ovelhas Minhas, ovelhas do Meu pasto: homens sois, mas Eu sou o vosso Deus, diz o Senhor Jeová.”  Assevera Jesus: “Chamei-te pelo teu nome, tu és Meu.” “Nas palmas das Minhas mãos te tenho gravado” (WHITE, 1995, p. 479).

O cuidado de Jesus é tão especial e verdadeiro pelas Suas ovelhas que Ele é capaz de conhecê-las individualmente e assim comover-se das fraquezas de cada uma delas:

Jesus nos conhece individualmente, e comove-Se ante nossas fraquezas. Conhece-nos a todos por nome. Sabe até a casa em que moramos, o nome de cada um dos moradores. Tem por vezes dado instruções a Seus servos para irem a determinada rua, em certa cidade, a uma casa designada, a fim de encontrar uma de Suas ovelhas. [...] Cada alma é tão perfeitamente conhecida a Jesus, como se fora ela a única por quem o Salvador houvesse morrido. As penas de cada uma Lhe tocam o coração. O grito de socorro chega-Lhe ao ouvido. Veio para atrair a Si todos os homens. Ordena-lhes: “Segue-Me”, e Seu Espírito lhes comove a alma, atraindo-os para Ele (WHITE, 1995, p. 479, 480). 

O pastor Jesus faz todos os preparativos necessários para que suas ovelhas andem em terra firme. Todos os espinhos virgens, ponte agudos, Jesus já os pisou para que as suas ovelhas sintam menos dor. Em meio às matas fechadas, Ele abre clareiras; tudo isso para facilitar a caminhada das Suas preciosas ovelhas do seu pastoreio. Fazendo alusão a isto, Ellen White comenta:

Como o pastor vai adiante das ovelhas, enfrentando primeiro o perigo do caminho, assim faz Jesus com Seu povo. ‘E, quando tira para fora as Suas ovelhas, vai adiante delas.’ O caminho para o Céu é consagrado pelas pegadas do Salvador. A vereda pode ser íngreme e acidentada, mas Jesus por ele passou; Seus pés calcaram os cruéis espinhos, a fim de tornar mais fácil o trilho para nós. Todo fardo que somos chamados a suportar, levou-o Ele próprio (WHITE, 1995, p. 480).

O pastor do Salmo 23 chama homens aqui na Terra para se espelharem nEle e assim cuidarem do Seu rebanho. Homens que são escolhidos para dar continuidade à missão nobre dos Céus. Missão esta que requer abnegação, dedicação, convicção, determinação e amor pelas ovelhas perdidas que ainda não ouviram a voz do Seu pastor. O próprio Jesus foi chamado pelo Pai e assumiu o chamado com convicção, mesmo sabendo que seria desgastante e árdua sua missão de resgatar as ovelhas das garras do leão devorador. Ele não se acovardou por ter conhecimento das dificuldades que constituíam Sua tarefa de cuidar das ovelhas sofredoras. O pastor do Salmo 23 deve ser seguido, pois é um exemplo e modelo perfeito de um pastor que conhece as suas ovelhas, conhece as necessidades delas e pode supri-las com sabedoria e maestria.


Pastor Denilson Soares Ferreira



Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como acontece o chamado para uma pessoa tornar-se um pastor?

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Vida de Esposa de Pastor

Tenho medo de ser esposa de pastor, porque ouvi dizer que esposa de pastor sofre muito. É verdade? Para ser esposa de pastor, o que preciso?

Não quero me preocupar em defender doutrinas, tampouco apresentar argumentos teológicos. Ao contrário, quero apenas abrir meu coração, como uma filha de Deus na trajetória para o reino do Céu. Vou tratar um pouco daquilo que tenho aprendido como ser humano, como mãe, como esposa de pastor, enfim, como “soldadinha” a serviço do Rei Jesus na pregação do evangelho.
Ao conviver com a triste realidade da nossa sociedade atual, onde as pessoas precisam ter coisas para ser feliz, particularmente, preciso confessar que também já pensei assim. Um exemplo do que quero dizer e do qual me lembro agora é que quando eu estava na faculdade, sonhava em ter minha casa montada, toda decorada, toda lindinha.
O que acontece, entretanto, é que o tempo passou, eu casei, tive várias casas e, até hoje, nunca consegui ter a casa do meu jeito de forma plena. Como esposa de pastor, mudamos muito e moramos em muitas casas diferentes: umas são maiores, outras menores, então, pensando na logística dos móveis e de ter menos trabalho toda vez que se muda, aprendi que o melhor é ter apenas o básico. Isso me ensinou a me “desapegar” daquilo que eu considerava tão importante. Hoje, sonho com minha última mudança, quando o Senhor Jesus voltar e me levar para o Céu e não terei que trabalhar duro para colocar todas as minhas coisas em um caminhão. E o que é melhor, é que Jesus já vai ter preparado uma mesa posta para me receber. Que bênção!
Outro fator importante que tenho aprendido é que podemos entregar TUDO, mas tudo mesmo, nas mãos de Deus. Porque Ele cuida. Em abril de 2011, sofri muito à distância, com minha irmã precisando fazer um transplante de fígado e eu não podendo estar perto. Senti medo de perdê-la. Mas, através dessa experiência e de outras que aconteceram com a minha gauchada, percebo que o Senhor quer me dizer: “Filha, você não precisa estar no Rio Grande do Sul para cuidar da sua família; Eu faço isso muito bem para você. Quero apenas que você pregue o meu evangelho para as pessoas que eu vou designar que você pregue.
Outro dia, passei por momentos difíceis. Chorei. Conversei com Deus a respeito dessas coisas que eu penso que preciso. Daí, Ele me fez lembrar da seguinte história, contada pela minha madrinha de ordenação, Ellen Rossi:
 
“Certa enfermeira trabalhava em um lugar muito distante e difícil, sem recursos e sem estrutura, mas, ainda assim, realizava um bonito trabalho cuidando de pessoas doentes. Um dia, um empresário poderoso se aproximou dela. Ao observar o trabalho que ela realizava ali, com tanta dedicação, ele disse:
- Quanto você ganha para fazer este trabalho? O que você ganha não é o suficiente.
Com um leve sorriso nos lábios, ela respondeu:
- Realmente, o que eu ganho não é o suficiente.
O homem não entendeu aquilo, então fez uma proposta:
- E se você vier comigo? Eu posso lhe pagar o dobro ou até três vezes mais o salário que você ganha aqui. Deus sabe que o que você ganha não é o suficiente.
Ela, mais uma vez sorrindo, olhou nos olhos do empresário e disse:
- Se Deus sabe, então é o suficiente.”

Resumindo, o que mais tenho aprendido nesta minha curta experiência de vida é que a presença de Deus na nossa vida é TUDO o que importa e é TUDO o que precisamos, porque, do resto, Ele cuida. Afinal, Deus sabe de todas as nossas necessidades, e isto é o suficiente porque é Ele quem supre. Portanto, vivo e trabalho na obra do Mestre com os olhos fixos em Jesus, na certeza de que “o meu Deus, segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma das minhas necessidades” (Filipenses 4:19).

Que Ele seja louvado por tudo!

Um abraço,

Fátima Silva

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Pastor, gostaria de compreender melhor o “pastor” do Salmo 23. Como pastor, o que você diz sobre este “pastor”?

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

O Israel Espiritual de Hoje

Como podemos identificar o povo de Israel, no sentido bíblico, hoje? Para sermos filhos de Deus, não precisaríamos ter sangue Israelita?

[i]Nos dias da igreja primitiva, por maiores que fossem os enganos e falhas do Israel antigo, Deus não havia abandonado Seu plano de criar um povo fiel para servi-Lo. Na verdade, o Antigo Testamento esperava ansiosamente o momento em que o Senhor criasse um Israel espiritual, um corpo fiel de crentes, judeus e gentios, que continuasse o trabalho de pregar o evangelho ao mundo.
"Pois todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo de Cristo vos revestistes. Dessarte, não pode haver judeu nem grego; nem escravo nem liberto; nem homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa" (Gál. 3:26-29).
A partir destes versos, medite consigo mesmo: sobre que promessa Paulo está falando no verso 29? Qual é o elemento-chave que torna uma pessoa herdeira dessas promessas? Por que Paulo está derrubando as distinções de sexo, nacionalidade e condição social? Você acha que ele está argumentando que essas diferenças não existem, ou que no contexto da salvação (a necessidade da salvação e o meio de obtê-la) essas coisas não têm importância?
Você percebe? Como filho de Abraão, Cristo Se tornou, em sentido especial, herdeiro das promessas do concerto. No batismo adquirimos afinidade com Cristo e por intermédio dEle adquirimos o direito de tomar parte nas promessas feitas a Abraão. Assim, tudo o que Deus prometeu a Abraão é achado em Cristo, e as promessas se tornam nossas, não por motivo de nacionalidade, raça ou sexo, mas pela graça, que Deus nos dá pela fé.
Nenhuma distinção em matéria de nacionalidade ou classe social é reconhecida por Deus. Ele é o Criador de toda a humanidade. Os homens são pela criação membros de uma mesma família, e todos são um pela redenção. Cristo veio para desfazer todo muro de separação, para franquear cada compartimento das cortes do templo, a fim de que cada alma pudesse ter livre acesso a Deus. Seu amor é tão amplo, tão profundo, tão pleno, que penetra em toda parte. Ele subtrai à influência de Satanás os que foram iludidos por seus enganos, colocando-os dentro dos limites do trono de Deus, o trono circundado pelo arco-íris da promessa. Não há em Cristo judeu ou grego, servo ou livre.
Leia I Pedro 2:9 e 10 para encontrar os quatro títulos que Pedro aplica à igreja. A maior parte desses títulos foi retirada dos seguintes textos do Antigo Testamento que se referem a Israel: Êxodo 19:6; Isaías 43:20. Note o que esses títulos enfatizam sobre a relação da igreja com Deus. Por exemplo, o título "raça eleita" enfatiza que Deus escolheu a igreja e tinha um objetivo específico para ela.
O verdadeiro povo de Israel (antes ou depois da cruz) é o Israel da fé, gente que vive em uma relação espiritual de concerto com Ele. Eles funcionam como Seus representantes, preservando perante o mundo o evangelho de Sua graça salvadora..

Que Deus o abençoe,

Twitter: @Valdeci_Junior
[i] Fonte: LES, 1º Trimestre 2003.


Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Tenho medo de ser esposa de pastor, porque ouvi dizer que esposa de pastor sofre muito. É verdade? Para ser esposa de pastor, o que preciso?
 

 

domingo, 25 de dezembro de 2011

As Qualidades Pessoais e o Tempo Pra Jesus

Tenho um questionamento.  É sobre as pessoas que têm tantas qualidades e atividades que não têm tempo nem espaço para se dedicar de corpo e alma no seguimento de Jesus.

Bom, amigo, sobre isso eu penso de duas formas. Ou seja, a gente pode interpretar este “entregar-se de corpo e alma pra Jesus”, de duas maneiras.
Uma delas é falando sobre a comissão evangélica de cada discípulo que somos. Nisto, alguns de nós dedicam-se à pregação, de forma integral. No meu caso, por exemplo, trabalho, em toda a minha jornada de trabalho semanal, para a igreja, e não tenho nenhuma outra ocupação. Mas, nem todos o podem. Há aqueles que têm os seus empregos e negócios particulares. Estes, não têm condições de gastar sessenta horas semanais na pregação. Mas isso não tem que ver com a salvação, nem com importância pessoal; é uma questão de função, dentro do corpo de Cristo. Nesse casso, o não ter tempo para o “entregar-se de corpo e alma pra Jesus” não é negativo. É opcional, ao cristão.
A outra maneira de interpretar a expressão “entregar-se de corpo e alma pra Jesus” é com respeito à conversão. Na comunhão com Cristo, não existe meio termo. Em Apocalipse 3 vemos que Deus não suporta a mornidão. Ou o “cristão” está com Cristo, ou não está. Não basta dizermos que temos Deus no coração, e não agirmos de acordo. Por outro lado, não basta fazermos o máximo em boas obras, e não ter as nossas vontades mais íntimas, submetidas à vontade de Deus. Deus quer que entreguemos a ele, como diz em Efésios, tanto o nosso querer, quanto o nosso efetuar. Isso não nos aliena do mundo. Como Jesus disse (em João), que não quer que o Pai nos tire do mundo, mas que nos livre do mundo. Podemos continuar vivendo socialmente, pensando como cristãos, e agindo como cristãos, em todos os princípios morais possíveis. Isso é uma entrega de corpo e alma a Jesus.
Concordo com o senhor, no pensamento de que é possível que alguém faça todas as boas obras possíveis, e esteja desconectado de Deus. Era o caso do Jovem Rico, que encontrou-se com Jesus.
Mas realmente, alguém que tem um encontro pleno com Cristo, de maneira natural, transborda a influência desse encontro para outros, tornando-se assim, um agente do Reino. Com certeza, meu irmão, suas indagações fazem muito sentido nos nossos estudos da Bíblia. Agradeço-lhe muito, por tais considerações, pois nos fazem crescer.
O meu desejo é que o senhor continue firme na fé. Espero que esteja gostando da Sala. Mas muito mais importante que um acesso, para nossos princípios, é que o senhor esteja sempre conectado com Jesus, firme em Sua Palavra, e crescendo na graça.
Com carinho fraternal,


Twitter: @Valdeci_Junior

Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Como podemos identificar o povo de Israel, no sentido bíblico, hoje? Para sermos filhos de Deus, não precisaríamos ter sangue Israelita?

sábado, 24 de dezembro de 2011

Curiosidade Bíblica: Variantes do Antigo Testamento

Ouvi dizer que existem pouquíssimas variantes no texto hebraico. É isso mesmo? Por que?

Sim, é isso mesmo. Há poucas variantes no texto hebraico porque o método de transcrição do texto bíblico era bem cuidadoso. O escriba, que transcrevia, em hebraico é a palavra Sofer, que traduzido significa contar; então a tradução literal da palavra escriba é contador. Isto porque ele tinha que contar as palavras do original e as que ele tinha escrito em uma página. ALÉM DE contar as palavras, contava também as letras, para bater com o original.
Quando chegava no final da página ele ttinha o total de letras e palavras. E tinha que bater com o original. Se batesse, ele passaria pra outra página; se não batesse, ele começaria o trabalho tudo de novo.
O escriba tinha que se purificar antes de escrever, orar, e estar num estado de descanço para copiar o texto. Quando terminava de copiar um livro, ele tinha o total de letras e palavras do livro, se não batesse, ele tinha que começar tudo novamente, pois significava que tinha cometido algum erro.

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dica de Interpretação Bíblica

Ao cavar fundo na interpretação de um texto bíblico, como faço para determinar uma perícope?










Antes de começar, vamos definir o que vem a ser "perícope", certo?

Perícope é a unidade literária (perícope) na qual o verso ou texto que está sendo estudado, se encontra

  1. Observe a unidade temática – Determinar o tema, quando muda o tema, muda a perícope. Aí tem que tomar cuidado, pois as vezes parece que muda o tema, mas não muda, lá na frente ele retoma o tema. Exemplo: Rm 8.
Muita gente achava que a perícope era o que estava em volta do texto, mas o tema é o fator determinante. E aí, muitas perícopes podem ser extensas. Aí tem que ir atrás do assunto até onde ele para de responder ao assunto.
  1. Encontre elementos literários característicos de uma unidade. Os elementos de uma unidade são: Introdução – Corpo – Conclusão. Exemplo: A Perícope da Santa Ceia é João 13 a 17. Conjunções indicam continuidade (pois, então). Expressões como “depois disto”, indicam divisão. Entre as Bíblas que mais se preocupam com perícopes atualmente, está a Bíblia de Jerusalém. A BÍBLIA Almeida não se preocupa em nada com isso. Um comentário bíblico que trabalha muito bem as perícopes é o World Biblical Commentary. Uma série inglesa muito boa é o Exposition`s  Bible Commentary – Christian Books. Devemos verificar os modelos. Há também o incluso que é uma repetição de idéias no início, meio e fim (Amós 1 e 2).
  2. Trabalhe o texto da perícope seguindo os passos a seguir:
a.       Traduza o texto a partir do original
b.      Leia e comparar diferentes versões e traduções do seu texto bíblico (A bíblia interlinear). Existem três tipos principais de traduções:
Traduções Mecânicas – Que é a tradução do texto tanto quanto possível, próximo ao original, ainda que não soe bem em nossa língua. Temos a Jerusalém e Almeida que são assim.
Traduções Dinâmicas Traduz palavra por palavra, mas está mais preocupada com o sentido das frases. A NVI (Nova Versão Internacional), é melhor tradução dinâmica que temos hoje. Também existe a NVLH (Nova Versão na Linguagem de Hoje).
Traduções Livres ou Parafraseadas – VLH (Versão na Linguagem de Hoje).
c.       Analise as variantes textuais – Nós não temos originais bíblicos; o que temos são manuscritos que foram muito bem preservados ao longo dos séculos. Apesar do cuidado na preservação, existem alguns probleminhas, algumas diferenças, muito mais no NT, do que no AT. As informações originais vem de três fontes:
O AT – Bíblia Hebraica Stuttgartencia
NT – The Greek New Testament (United Bible Society)
Nestlé/Aland – Novum Testamentum Graece
Estas são boas ferramentas teológicas a serem adquiridas. Eu as recomendo.
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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Ouvi dizer que existem pouquíssimas variantes no texto hebraico. É isso mesmo? Por que?

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

O Jovem e a Tentação

Os jovens são mais facilmente induzidos ao pecado?

É claro que o mundo oferece muita coisa que atrai muito o jovem, dentre essas coisas, existem as banalidades que, infelizmente, chegam a ser a maior parte. Mas o jovem deve procurar receber o afeto e reconhecimento que precisa, extravasar suas energias, matar seu senso de curiosidade e fazendo outras coisas mais, dirigindo-se a boas fontes, escolhendo boas amizades, bons lugares para frequentar, etc., selecionando e escolhendo as atividades com sabedoria. Por exemplo: se os hormônios estão à flor da pele, extravase as energias praticando um bom esporte.
Não podemos medir o grau de pecaminosidade que vai no coração de uma pessoa. Será que o jovem peca mais ou demonstra mais? Você já notou que, quanto mais novo um ser humano é, mais sincero ele é também? E a sinceridade se externa. O coração de uma criança é muito mais sincero. É um terreno muito mais fértil para o evangelho que o coração de um jovem; e o do jovem, muito mais que o do adulto. A criança não demonstra tanto pecado por não ter tido ainda tantas oportunidades para interiorizá-los e externá-los. O jovem já teve, assim como o adulto. Só que o adulto sabe esconder melhor.
Assim como Satanás tem uma tentação apropriada para cada pessoa, Deus também oferece as oportunidades de salvação, personalizadamente. 1 Coríntios 10:13 diz: “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar.”
Leia os dois livros que Paulo escreveu a Timóteo e veja como um jovem pode ser um grande ministro. Não se esqueça que João, José, Davi, Daniel e muitos outros foram heróis da fé, ainda na adolescência, quando tudo ao redor conspirava contra os princípios morais.
Acima de tudo, “Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer” (Eclesiastes 12:1).

Um abraço,

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Ao cavar fundo na interpretação de um texto bíblico, como faço para determinar uma perícope?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Destruir Imagens

O que faço com os antigos ídolos que eu adorava?

Algumas passagens bíblicas aconselham a destruir as imagens de adoração. Como podemos ver alguns exemplos abaixo:

Números 33:52  desapossareis de diante de vós todos os moradores da terra, destruireis todas as pedras com figura e também todas as suas imagens fundidas e deitareis abaixo todos os seus ídolos;
Deuteronômio 7:5  Porém assim lhes fareis: derribareis os seus altares, quebrareis as suas colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis as suas imagens de escultura.
Deuteronômio 12:3  deitareis abaixo os seus altares, e despedaçareis as suas colunas, e os seus postes-ídolos...

Por um outro lado, não há passagens bíblicas que aconselhem a fazer qualquer outro uso dos ídolos, como vendê-los, conservá-los como enfeite, etc. Ná prática, percebemos que alguém que venerava santos e descobriu as verdades bíblicas sobre adoração, precísa abandonar devez os seus velhos ícones, porque enquanto conservá-los, em sua mente conservará um certo cuidado em relação a eles, que, de uma maneira ou de outra, prenderá sua mente à velha vida de pecado.

Mas o cristão deve ser uma pessoa equilibrada e que transmita o verdadeiro aroma agradável de Cristo. A nossa conversão não precisa ser uma afronta aos menos esclarecidos. Por isso, ao se desfazer das antigas imagens idolátricas, é aconselhável que se cuide para não magoar as outras pessoas. Não precisa fazer um alarde público, uma proclamação. O seu testemunho será visto na sua nova vida de adoração, não nas coisas passadas.

Ore e peça sabedoria a Deus, para fazê-lo da melhor forma.

Um abraço,

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Os jovens são mais facilmente induzidos ao pecado?

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É Justo Ser Condenado na Ignorância?

Não consigo entender como Romanos 2:12 pode condenar os pecadores em seu estado de ignorância.

Para entendermos este verso, precisamos analisar o contexto em que ele foi escrito. Veja bem, os judeus, devido aos seus privilégios, tinham posto em dúvida que o princípio de que “não há acepção de pessoas para com Deus (verso 11)” pudesse de aplicar a eles. Eles tinham abusado de tal maneira da sua posição favorecida, que chegaram ao ponto de crer que não podiam condenar os crimes de outros enquanto eles cometiam pecados idênticos (versos 1-3). Então, Paulo explica agora como Deus será imparcial ao julgar aos judeus privilegiados e aos gentios não tão privilegiados. Cada um será julgado devidamente segundo o seu caso: os judeus, mediante a lei escrita, contra a qual tinham pecado; e os gentios, mediante a lei não escrita, da consciência deles, contra a qual, tinham pecado.
Portanto, é evidente que esta expressão está se referindo à ausência de uma lei especificamente revelada, ou escrita em letras (versos 14-15). Os gentios não serão julgados por uma lei que não possuem; agora, se eles violam a lei da sua consciência, que não está escrita, eles então se perderão do mesmo jeito que os que têm pecado contra uma luz maior. Paulo já tinha explicado que não existe desculpa, para os pecados que os gentios cometem deliberadamente contra o mínimo do que eles sabiam ser o certo. Porque eles recusavam a revelação que Deus lhes dava através da Natureza e da consciência (Romanos 1:19-20, 32). A falta de uma luz maior ainda conhecida, não dá, pra ninguém, o direito de pecar contra uma luz menor que já seja conhecida. Os pagãos que pecam voluntariamente contra o que sabem ser o certo, vão se perder, mesmo sem terem a lei escrita, de Deus. Porque eles tem pecado contra a lei que possuem, e o castigo é uma conseqüência inevitável.

Um abraço,

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O que faço com os antigos ídolos que eu adorava?

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Deus de Amor Pode ser Vingativo?

Ao ler Deuteronômio 32:35, fiquei confuso. Como pode, um Deus de amor, ser vingativo?






A mim me pertence a vingança, a retribuição, a seu tempo, quando resvalar o seu pé; porque o dia da sua calamidade está próximo, e o seu destino se apressa em chegar
(Deuteronômio 32:35).

Como o Criador e Senhor do Universo, Jeová é também o Juiz do Universo. Compare esta passagem de Deuteronômio 32:35, com o uso que o apóstolo Paulo fez da mesma expressão, em Romanos 12:19 e em Hebreus 10:30.
O Comentário Bíblico SDABC, comenta que esta palavra, vingança, de Romanos 12:19, vem do termo grego ekdík’sis, e é sinônima de vindicação, retribuição e castigo, com os mesmos sentidos aplicados em Atos 7:24, 2Coríntios 7:11 e 1Pedro 2:14.
O fato, é que, desta palavra – “vingança” – devemos eliminar a idéia de um desejo pessoal, pois ela trata simplesmente da justiça retributiva de Deus. Ou melhor, o significado deste termo, vingança, é o sentido da plena execução da justiça para todos. No dia da vingança de Deus, os ímpios receberão as conseqüências inevitáveis de suas próprias escolhas. Porque, devido à rebeldia da vida deles, estão em desacordo com Deus, de tal maneira, que a mesma presença divina que redime e redimirá os justos, para eles, os ímpios, será um fogo consumidor (2Tessalonissenses 1:6-10; Apocalipse 6: 15-17).
É como está escrito na página 713 do livro “O Desejado de Todas as Nações”: “A Glória dAquele que é amor, os destrói”.
Mas o bom é saber que “não retarda o Senhor a sua promessa, como alguns a julgam demorada; pelo contrário, ele é longânimo para convosco, não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento (2Pedro 3:9)”.

Um abraço,

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Não consigo entender como Romanos 2:12 pode condenar os pecadores em seu estado de ignorância.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Signos do Zodíaco em Jó

Quando Deus está conversando com Jó (38:31-32), ao se referir aos signos do Zodíaco, ele está aprovando simbologia mística dos signos?

A palavra "signo" quer dizer "sinal". Note a semelhança com o termo inglês "sign". Em astronomia (astronomia ciência, nada a ver com astrologia mística) pode se referir a constelação.
A palavra "zodíaco" se refere à faixa imaginária no céu, onde se colocam os principais planetas e que é dividida em 12 constelações ou signos.
Então, já de cara, podemos ver que uma interpretação correta deste verso é entender que ele está questionando se Jó, por si mesmo, poderia fazer aparecer as constelações do de toda a faixa galaxial vista no céu que estava sobre ele.
Mas note também, como a Bíblia, na Nova Versão Internacional, traduz Jó 38:31-32:
“Você pode amarrar as lindas (ou as cintilantes; ou ainda, as cadeias das) Plêiades? Pode afrouxar as cordas do Órion?
Pode fazer surgir no tempo certo as constelações (ou a Estrela da Manhã) ou fazer sair a Ursa (ou o Leão) com seus filhotes?"
Por estas considerações, e se lermos os demais versos do capítulo para nos contextualizarmos melhor, podemos perceber que Deus estava conversando com Jó, sobre estrelas, constelações, astronomia, como ciência. E não sobre qualquer simbologia astrológica pagã.
Para comprovar isto, basta ler os mesmos versos em diferentes versões da Bíblia, para analisar qual seria a melhor tradução/interpretação.

31 (RA) Ou poderás tu atar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os laços do Órion?
31 (TB) Podes atar as cadeias das Plêiadas, Ou soltar as ataduras do Órion?
31 (rv) ¿Podrás tú impedir las delicias de las Pléyades, O desatarás las ligaduras del Orión?
31 (RC) Ou poderás tu ajuntar as cadeias do Sete-estrelo ou soltar os atilhos do Órion?
31 (RVR95) "??Podrás tú anudar los lazos de las Pléyades? ??Desatarás las ligaduras de Orión?
31 (YLT) Dost thou bind sweet influences of Kimah? Or the attractions of Kesil dost thou open?
31 (NKJV) "Can you bind the cluster of the Pleiades, Or loose the belt of Orion?
31(NTLH) Será que você pode amarrar com uma corda as estrelas das Sete-Cabrinhas ou soltar as correntes que prendem as Três-Marias?
32 (RA) Ou fazer aparecer os signos do Zodíaco ou guiar a Ursa com seus filhos?
32 (TB) Podes fazer sair as Mazarote a seu tempo? Ou guiar a Ursa com seus filhos?
32 (rv) ¿Sacarás tú á su tiempo los signos de los cielos, O guiarás el Arcturo con sus hijos?
32 (RC) Ou produzir as constelações a seu tempo e guiar a Ursa com seus filhos?
32 (RVR95) ??Haces salir a su tiempo las constelaciones de los cielos? ??Guías a la Osa Mayor con sus hijos?
32 (YLT) Dost thou bring out Mazzaroth in its season? And Aysh for her sons dost thou comfort?
32 (NKJV) Can you bring out Mazzaroth in its season? Or can you guide the Great Bear with its cubs?
32 (NTLH) Você pode fazer aparecer a estrela-d’alva, ou guiar a Ursa Maior e a Ursa Menor?

Um abraço,

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Ao ler Deuteronômio 32:35, fiquei confuso. Como pode, um Deus de amor, ser vingativo?

sábado, 17 de dezembro de 2011

As Coisas Ruins Vêm de Deus Também?


As coisas ruins também vêm de Deus? Foi o que entendi lendo Lamentações 3:38.


Na Nova Versão Internacional da Bíblia, este verso está editado assim: “Não é da boca do Altíssimo que vêem tanto as desgraças como as bênçãos?”. No entendimento hebraico, Deus não intenciona fabricar o mal, mas permite a fabricação do mesmo. É o respeito que ele tem para com o livre arbítrio dos seres que criou. Mas vamos estudar este verso mais detalhadamente. Para isto, não vamos olhar para dentro do verso, mas para os seus arredores.
Para entendermos este questionamento de Lamentações 3:38, que parece estar afirmando que Deus cria o mal, temos que entender este trecho de texto inteiro, que vai do verso vinte e dois, até no verso trinta e nove. Veja que o assunto aí não é sobre “as maldades de Deus”, pois em Deus não há maldade, mas sim sobre as misericórdias de Deus. O “Novo Comentário da Bíblia” chama a atenção para o fato de que tão linda segurança e certeza nas infalíveis misericórdias de Deus sejam encontradas no livro de Lamentações e em tal contexto é, verdadeiramente, notável, e traz suas próprias ricas consolações. Veja também o verso 57.
Mas, voltando à introdução contida no verso 22 – “suas misericórdias não têm fim” – é preciso lembrar que o Targum e o Siríaco dizem: "As misericórdias do Senhor, verdadeiramente não cessam...", mas na realidade são adaptadas às necessidades de cada dia (cf. Dt 33.25-26).
Olhando para o todo, neste comentário supracitado, Francis Davidson, junto com os demais teólogos, nos fazem olhar a universalização que o poeta faz da sua própria experiência, do verso 23 em diante. Neste mesmo bloco, Jeremias inculca os deveres de vigilante expectativa e alegre submissão. "Que ele se sente solitário e mantenha silêncio" (28; dizem algumas versões), que ele encoste sua boca no pó, como um escravo espancado (29); pois a rejeição acabará por terminar (31), visto que isso não representa a vontade final de Deus para homem algum (32-33). Se Deus é tão justo que não pode tolerar os maus tratos a que são sujeitados os cativos, nem a perversão nos tribunais de lei, nem as práticas desonestas nos negócios (34-36), então qualquer sofredor pode conseguir ser paciente (26). O próprio mal (isto é, a tribulação, e não a perversão moral) igualmente, está sujeita ao controle de Deus e não tem existência independente dEle (38). Deus é supremo (37), e pode empregar a tribulação para fins benéficos. Nenhum homem vivo pode afirmar que seus sofrimentos são inteiramente desmerecidos (39). Enfrentar tais sofrimentos da maneira que é sugerida significa transformá-los em meios de bênção. Cf. Sl 119.71.
É como dizia o grande evangelista Moody: “Nada pode acontecer sem a permissão do Altíssimo. Então por que deveria um homem se queixar quando castigado pelos seus pecados? Não o sofrimento, mas o pecado devia ser lamentado. Não murmuremos contra Deus por causa do que nós mesmos provocamos”.
Quando o teólogo Matthew Henry medita sobre este trecho bíblico, ele nos orienta sobre o fato de que enquanto há vida, há esperança; ao invés de nos queixarmos porque as coisas não vão bem, devemos nos estimular uns aos outros com a esperança de que ficarão melhores. Somos pecadores, e as coisas pelas quais nos queixamos são menores do que os nossos pecados merecem. Devemos nos queixar a Deus, e não dEle. Em tempos de calamidades somos propensos a refletir nos caminhos de outras pessoas e lançar-lhes a culpa; porém, o nosso dever é investigar e examinar os nossos caminhos, para tornar-nos do mal a Deus. Nosso coração deve estar posto em nossas orações. Se as impressões internas não concordarem com as externas, não estaremos enganando a Deus, mas a nós mesmos, pois Deus não pronuncia o mal.


Um abraço,

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Pergunta Que Será Respondida Amanhã:
Quando Deus está conversando com Jó (38:31-32), ao se referir aos signos do Zodíaco, ele está aprovando simbologia mística dos signos?