sexta-feira, 17 de agosto de 2012

FIGOS BONS E FIGOS MAUS - Jeremias 24-26

Você gosta de figos? E doce de figos? Nossa leitura apresenta uma parábola que usa a imagem de dois cestos de figos, mas não quero me demorar nela. Penso que o mais importante é o que isso tem a ver conosco e que aplicação podemos tirar disso.


Jeremias teve a visão dos figos depois dos acontecimentos de 597 a.C., quando Jeconias tinha sido levado cativo para Babilônia juntamente com a conte real e outras pessoas de Judá. A mensagem básica que temos aqui é que os que estavam exilados iriam voltar e, enquanto isso, os que permaneciam no país seriam destruídos.

Outro detalhe importante é que Nabucodonosor precisava de mão-de-obra qualificada e de operários da construção civil para poder construir edifícios e prédios nos centros imperiais dele. Ele tinha a intenção de fazer com que essas construções fossem mais esplêndidas que todas as anteriores dos antepassados dele. Hoje, existem muitas escavações de ruínas no período neo-babilônico, que é de 612 – 539 a.C. Essas escavações mostram, claramente, tanto os feitos arquitetônicos marcantes de Nabucodonosor quanto os dos sucessores dele.

Para podermos entender melhor, precisamos perceber que os líderes judeus tinham sido deportados justamente pelo fato de que eles eram criadores de problemas em potencial. Então, diante desse contexto, entendemos os figos. Os figos temporãos, que amadureciam em junho, eram muito bons. Eles eram tidos como guloseima. Isso contrastava com os figos podres. Esses dois tipos de figos simbolizavam dois tipos de pessoas. As boas, que se voltariam para o Senhor arrependidas; e as pessoas que não se arrependeriam, mas que continuariam nos caminhos antigos da rebelião.

Esses que iriam se arrepender, no momento, estavam em Babilônia recebendo um tratamento de choque para que pudessem chegar a esse arrependimento e se entregar à adoração a Deus de coração íntegro. Eles eram os que iriam receber as bênçãos divinas. Os outros, que ainda estavam em Jerusalém, iriam sentir todo o peso da ira divina por causa da própria degradação incurável deles mesmos. Então, eles seriam jogados fora na vista de todos, para todos verem, da mesma forma que se joga fora figos podres.

Nessa visão, Jeremias mostra que a comunhão com Deus e as bênçãos da graça divina não precisam de nenhuma formalidade de culto, de um lugar demarcado específico e de instituições para acontecer. Aquele povo poderia estar em Jerusalém ou não; se procurassem a Deus de todo o coração e iriam encontrá-Lo. Essa é a lição para nós hoje. Deus não quer que fiquemos imprestáveis como figo podre. Busque a Deus de onde você estiver, do jeito que você estiver e seja um figo bom!


@Valdeci_Júnior
e
Fátima Silva

13 comentários:

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