segunda-feira, 30 de abril de 2012

FIM DE JUDÁ - 2Reis 24-25


Hoje, terminamos o mês da abril, bem como a leitura do livro dos Reis. Não sei se você já leu os capítulos de hoje ou se ainda vai ler. O fato é que você não deve terminar esse dia sem fazer a leitura bíblica, pois Deus tem uma bênção especial para você nessa leitura. Experimente!
E o fim do mês de abril e o fim do livro dos Reis lembrou-me de um outro fim: a queda de Jerusalém e o fim do reinado de Zedequias. O último rei de judá foi Zedequias, que reinou entre os anos 597 e 587 a.C. Isso porque ele procurou a desgraça com as próprias mãos. Se ele seguisse o exemplo de Josias, procurando fazer o que era certo diante de Deus e então receber as bênçãos, seria diferente.
Zedequias praticou muitas coisas ruins aos olhos do Senhor, e a conseqüência veio. No nono ano do reinado de Zedequias, Nabucodonosor, o rei poderoso de Babilônia chegou diante de Jerusalém com todas as tropas que ele tinha. Os caldeus capturaram o rei Zedequias, o levaram para Babilônia, degolaram os filhos na frente dele e Nabucodonosor furou seus olhos.
Nebuzaradan que era o chefe da guarda e também o servo pessoal do rei da Babilônia, incendiou o templo do Senhor e todas as casas de Jerusalém. Foi terrível! Isso tudo aconteceu no ano 587 a.C. Os caldeus demoliram a muralha que cercava Jerusalém, roubaram as bacias, as taças, os incensórios, tanto de ouro como de prata que tinha no templo e levaram tudo.
O povo de Judá foi deportado para Babilônia, bem distante da terra deles. Uma parte do povo mais humilde foi deixada para cultivar alguns pomares e campos. O resumo é que o livro dos Reis termina com essa dispersão do reino de Judá e nunca mais foi um reino.
Por que será? Quer saber? Leia os capítulos de hoje. Você não só descobrirá o porquê, mas também verá como tudo isso aí tem tudo a ver conosco. Dizem que inteligente é aquele que aprende com os próprios erros, enquanto o idiota é aquele que nem caindo aprende. Agora, sábio mesmo é aquele que aprende com os erros dos outros. Então, esse tipo de texto cheio dos erros daquelas pessoas, como esse que está na Bíblia, também serve de estimuladores à nossa sabedoria.
É hora de sermos sábios estudando os detalhes dos motivos das desgraças que aconteceram com aquele povo para não termos a mesma sorte. E, quem sabe, se você fizer isso, poderá acontecer com você, pelo menos, o que aconteceu com Joaquim (25:27-30). Faça a leitura e confira!



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Fátima Silva

domingo, 29 de abril de 2012

JOSIAS - 2Reis 22-23


Você está por dentro da Bíblia? Eu pergunto porque, na leitura de hoje, veremos a história de um jovem que gostava de ficar por dentro da Bíblia e ainda fazia com que muitas pessoas ficassem por dentro da Bíblia. Já leu a história do rei Josias?
Há alguns pontos que quero destacar:
O rei Josias tinha apenas 26 anos quando começou a buscar os tesouros do Senhor. Isso é uma lição para os jovens, assim como disse Salomão: “Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis” (Eclesiastes 12:1).
Esse jovem estava fazendo o que podia para colaborar com a manutenção da casa de Deus. E como resultado desse esforço, ele colheu uma bênção: encontrou as preciosidades da carta de Deus ao homem. Isso não diz nada a você?
Quando teve a oportunidade de ter acesso à Bíblia, Josias ficou inconformado com a atitude de deixar a Bíblia em um local para servir de enfeite. E ele não só quis saber o que estava escrito como também leu para todos que ele pôde o que está escrito na Palavra de Deus.
E você? Tem passado a Palavra de Deus para outras pessoas?
Continuando a história, uma grande desgraça que estava para vir sobre o povo foi evitada. Deus os abençoou muito e eles tiveram vida longa, com fartura e paz.
A Bíblia é uma bênção para a sociedade quando o povo a lê, compreende e põe em prática o que aprende. Foi por isso que Lutero ficou louco com aquele medievalismo que a Igreja tinha de não querer que o povo lesse a Bíblia. Portanto, ele pegou a Bíblia, traduziu-a para a língua do povo, usou o máximo de tecnologia que existia na época e espalhou a Palavra de Deus para todos.
É isso que devemos fazer. É por isso que fazemos esse comentário, usando a internet, o site www.biblia.com.br e outros recursos para ajudar as pessoas a terem o máximo possível de acesso e de compreensão do Livro Sagrado.
E por falar nisso, sabe qual é a tradução para o português da Bíblia que eu acho que fala melhor a nossa língua com equilíbrio, sem sacrificar a interpretação? É Nova Versão Internacional, da Editora Vida. Eu a recomendo. Para mim, é a melhor versão da Bíblia que temos. É a que eu uso. Quando fazemos a leitura bíblica nela é tão gostoso que até parece uma Bíblia mais nova.
Enfim, resumindo, siga o exemplo do Rei Josias e faça o que puder para valorizar e pôr em prática a mensagem das Escrituras Sagradas na sua vida e na dos outros.

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Fátima Silva


sábado, 28 de abril de 2012

SETENTÃO - 2Reis 20-21


Vamos estudar mais um trecho bíblico? Desde o começo do ano, temos um encontro diário para ficarmos por dentro da Bíblia. E se Deus quiser, continuaremos amanhã, depois e todos os dias do ano, até o fim dele. Quando chegarmos no final do ano e tivermos terminado o último capítulo de Apocalipse, voltaremos, no dia 1º de janeiro, para Gênesis capítulo um e começamos tudo de novo!
Daí, você pode questionar: “Pastor, então vamos repetir tudo o que já conhecemos?” Sim! É interessante que a Palavra de Deus se renova a cada manhã. Você pode ler a Bíblia a vida inteira e sempre vai encontrar novidade. É incrível!
Não sei quantos anos você tem, mas eu desejo que leia a Bíblia muitas vezes. Minha mãe, por exemplo, fez um voto a Deus, há muitos anos, que enquanto ela vivesse, iria ler a Bíblia inteira, uma vez por ano, a cada ano. Dessa forma, ela já leu a Bíblia inteira muitas vezes. E quero que ela ainda leia a Bíblia, pelo menos, umas várias dezenas de vezes, porque não quero ficar sem minha mãezinha. Quem não quer ter vida longa, não é mesmo?
O rei Ezequias ficou sabendo que iria morrer, mas se achava muito novo para isso. Ele ficou muito triste, pois não queria que isso acontecesse. Já pensou, se você fosse avisado assim: “Ponha em ordem a sua casa, pois você vai morrer”? Que calafrio! Mas foi exatamente isso que ocorreu com o rei.
Recebi um e-mail dizendo podemos dividir o período da vida de um ser humano, em dez partes iguais de sete anos:
·         Do zero aos sete anos, infantil.
·         Dos sete aos 14, juvenil.
·         Dos 14 aos 21, adolescente.
·         Dos 21 aos 28, jovem. Até aí, foi a primeira idade.
·         Daí, dos 28 aos 35, homem ou mulher.
·         Dos 35 aos 42, nos chamam de homem ou mulher maduros.
·         Dos 42 aos 49, experientes.
·         Dos 49 aos 56, vividos. Até aí, foi a segunda idade.
·         Agora, dos 56 aos 63, diz que somos homens e mulheres conselheiros.
·         Dos 63 aos 70, idosos. E aí se foi a terceira idade.
Depois de ler o e-mail, fiquei me perguntando: e depois dos setenta, o que somos? Li mais um pouco e vi que no rodapé da mensagem dizia: “Após os 70 anos, tudo é lucro – leia Salmo 90:10.
Segundo a Associação Paulista de Medicina, a expectativa de vida que, no início do século, era de 47 anos, hoje alcança, em média, 70. Devemos aceitar de Deus o quanto ele quer que vivamos, porque Ele é muito sábio.



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Fátima Silva

sexta-feira, 27 de abril de 2012

SINDICATO DE MÁGICOS: Igreja Universal do Reino de Deus


Que livro maravilhoso!

Este trabalho doutoral de Wander de Lara Proença se propõe a buscar uma resposta que explique o prodigioso crescimento da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) num espaço tão curto de tempo. O propósito maior da tese é “compreender o fenômeno iurdiano” numa “nova abordagem que vá além das análises e explicações até agora apresentadas quase sempre sob outras perspectivas (26)”, a saber, da “mídia, outros segmentos religiosos e a academia (402)”: sociologia, psicologia e teologia. Pois “há uma lacuna de pesquisas com perspectivas mais propriamente historiográficas, sobretudo na abordagem de tal temática” (38-39). E no viés da História Cultural, Proença escolhe trabalhar.
A tese estrutura-se em revisão bibliográfica, explicação dos métodos de pesquisa utilizados, justificativa da pesquisa, detalhamento dos contextos históricos que concebem a possibilidade da existência da IURD, descrição das práticas da Igreja Universal no aproveitamento de tais contextos culturais, significação de tais métodos e conclusão de tais análises. De acordo com Milton Costa (professor de história na Unesp), é “fundamental para a compreensão desse fenômeno desconcertante” (14), a IURD. Além de apoiar-se nos referenciais bibliográficos (412-423) de sua pesquisa, Proença busca como fontes a própria literatura iurdiana (75-81; 405-409) e a pesquisa de campo (81-99; 409-412) a qual ficou a desejar por não apresentar uma entrevista direta com o fundador e líder maior da IURD, Edir Macedo. Digo a desejar, porque Proença nem mesmo tenta justificar a possível força que o trabalho teria, ainda que sem a tal entrevista.
Esta obra historiográfica se propõe a trabalhar baseada nas “principais contribuições de Roger Chartier e Pierre Bourdieu” (13), que são dois autores referenciais norteadores de parâmetros conceituais teórico-metodológicos na área da Nova História Cultural (41). Como Bourdieu não concebe dicotomia entre teoria e prática, quantidade e qualidade, conceitos e medidas, seus métodos possibilitaram a Proença a estudar a IURD sob uma visão cultural mais ampla possível, envolvendo “habitus, regras e poder de consagração”, com ênfase no “conjunto das práticas e representações” (61-62). Com isso, Proença analisa o que eu interpretaria como a “cultura iurdiana” para a qual se convergem as pessoas que têm em comum traços históricos, tradicionais, de anseios, de pensamentos e de costumes (68-70). Chartier é aberto a apoiar o trabalho da pesquisa historiográfica que examina a religião (46). Várias das suas orientações metodológicas coadunam com a busca pela compreensão sobre a IURD (60).

Conteúdo

Noção Histórica de Religião

O livro apresenta uma boa visão histórica das origens religiosas do pentecostalismo, que careceria apenas de ser colocada em ordem cronológica. Mesmo assim, o leitor pode ter uma noção dos contextos sociais nos quais tanto o pentecostalismo chegou ao Brasil (102-109) quanto a IURD surgiu (154-155, 167, 170-171). E ainda, sobre as origens religiosas do pentecostalismo, apresenta os contextos de Topeka (105), da rua Azuza (110), do montanismo (110), dos Quakers (111), do metodismo (111 e 112), dos avivamentos americanos do século XIX (111), dos surgimentos das igrejas Congregação Cristã no Brasil (112), Assembléia de Deus (114), Quadrangular (132) e de outros movimentos pentecostais (134 em diante) como as igrejas Deus é Amor e O Brasil Para Cristo, e do surgimento da terceira onda do pentecostalismo representado pelas igrejas Nova Vida, IURD e Internacional da Graça de Deus (153-155). Nesta seção de descrição histórica (102-171), estão bem esboçadas as três ondas do pentecostalismo no Brasil.

Surgimento da IURD

“Foi a partir de meados da década de 1970 que surgiu uma nova tipologia (Mariano, 1999, p.23-24) pentecostal denominada ‘terceira onda’... A Iurd se apresenta assim como a materialização deste universo” (154-155).

Assim, com o nome Igreja Universal do Reino de Deus, essa expressão religiosa marcaria a escrita de um capítulo absolutamente novo na composição e no funcionamento do campo religioso brasileiro, reconfiguração tão absolutamente radical ao ponto de se poder afirmar que o panorama de crenças do país se divide em antes e depois dessa Igreja (171).

“Surgiu aí um novo tipo de igreja evangélica, inédito no Brasil”, são as palavras de Maria Lúcia Montes (172). Ou seja, a IURD fica estampada como a representação da atual onda pentecostal. “Em menos de três décadas essa igreja atingiu um crescimento vertiginoso... a ponto de definir um ‘perfil próprio’... configurando o que veio a ser chamado de ‘neopentecostalismo’” (Idem). (ver também 24-25, 153, 394 e 382).

Crescimento Iurdiano

Em extensos tópicos, Proença segue defendendo que a IURD é “o mais impactante fenômeno religioso ocorrido no Brasil, nas últimas décadas” (382). O autor tenta justificar esta argumentação na conclusão da tese, explicando que a IURD a) “se caracteriza como um ‘sindicato’” (382); b) e como “um movimento de magia” (385); c) “exige novos parâmetros conceituais explicativos” onde há novidades expressas em uma “inovadora e emblemática configuração” (387); d) “realiza um dinâmico processo de apropriação e ressignificação de compósitos culturais estabelecidos no campo religioso brasileiro” (389); e) “conquistou um capital simbólico decisivo no campo religioso brasileiro: o transe” (390); f) tem “um procedimento de ‘desnaturação’ de crenças existentes no campo” que seriam as mudanças de significados ocorridas radicalmente nos temas folclóricos por seus substitutos cristãos (392); g) faz a provocação de “mutações ou revoluções culturais no campo religioso brasileiro ao inovar as práticas de leitura da Bíblia” (394); h) conta com “um novo modelo de fazer teologia nas práticas iurdianas: a teologia do vivido” (397); i) opera a recriação das “práticas religiosas do campo religioso brasileiro em relação às representações do dinheiro” voltada para a teologia da prosperidade (398); j) inova em suas práticas “em relação ao messianismo e ao milenarismo” (399; ver também 265 e 385), pois “no âmbito do grupo iurdiano configura-se um tipo de messianismo localizado não mais no contexto rural, e sim no mundo urbano” (400).
Além disso, das próprias deixas de Proença, é possível ver também que a ênfase na exibição de grandes multidões (204-205), o carisma (199-288), a habilidade  em “vender o peixe” fazendo as pessoas crerem na sacralização daquilo que os carismáticos têm em mãos e querem supervalorizar, aproveitando-se da tendência que o humano tem de crer em qualquer coisa (206-207), o uso da magia, o aproveitar-se da ignorância brasileira (363), a ilusão criada na mente do público-alvo por um céu aqui-agora (373), alimentando o imediatismo consumista do pós-moderno (324-362) e a habilidade de conseguir combinar o liminar com institucional, o folclórico com o clerical e o herético com o canônico (255) são outros segredos de sucesso iurdiano. A cosmovisão milenarista do brasileiro, oriunda de suas crenças ameríndias e ibéricas pressupostas na colonização, espera uma solução messiânica baseada no aqui-agora (milagres, cura, unção, prosperidade) e não no porvir (257-264). Por isso, a IURD tem sucesso em ‘atender’ à demanda do mercado.
 Para Proença, a IURD tem corpo porque aciona o capital simbólico acumulado no imaginário procedente do seu público-alvo (312) e reveste a cultura secular que a concebe de uma capa religiosa (304) que fabrica como seu próprio produto de empresa religiosa e econômica (199). A isto, o autor denomina como a “alquimia do conjunto” (402), onde os empresários da religião (382), atuando como magos (248, cf. Max Weber), exercem uma verdadeira “mágica” na arte de fazer isto acontecer (161). E nisso, abre-se uma grande diferenciação entre magos e sacerdotes, sendo que estes atuam em submissão a um poder superior e aqueles submetem o poder superior à sua atuação (249). “A Iurd ganhou especial notoriedade por incorporar um universo de crenças mágicas, ainda que sob o discurso de combatê-las” (301; ver também 307). Então, em Sindicato dos Mágicos, o principal sucesso da IURD é atribuído à alquimia do conjunto (401). Mágicos constituindo comunidades, levando a “clientela da magia” a evoluir em “práticas comunitárias, tipo igreja”... “dando origem a doutrinas, gerando até mesmo um clero especialista no manuseio de ritual apropriado”. “Profetas e sacerdotes” lançando mão “de uma visão mágica da vida e de seus rituais para atender as necessidades dos que a eles recorrem na condição de ‘clientes’”. Praticando “atos mágicos para aumentar a capacidade de atração de seu templo” (402).
Logo, com toda essa mixagem, de forma resumida, é possível dizer que a IURD é (cf. 402): 1) uma religião dos pobres, fruto de crises socioeconômicas, como classificam os sociólogos (154-155, 167, 170-171); 2) uma religião que responde aos anseios emocionais das massas, como categorizam os psicólogos; 3) fruto de um eficaz empreendimento de marketing (350); 4) uma continuidade das crenças afro-brasileiras (302); 5) uma espécie de “versão evangélica da macumba”; 6) uma nova tipologia de pentecostalismo; e, 7) aos olhos deste autor, não somente esses seis itens anteriores vêm estampar a identidade da IURD, mas, principalmente, nos parâmetros da História Cultural, a “combinação de elementos produzidos como capital simbólico no campo religioso brasileiro”, onde “magia e instituição... se tornam complementares”. Um “sindicato de mágicos” que “não opera apenas com a magia”, mas que,

em sua alquimia, faz a combinação de elementos que a tornam simultaneamente também igreja, movimento profético, com caráter messiânico-milenarista. No espaço iurdiano, bispos e profetas, magos e messias, complementam-se no exercício de sua função. O conjunto de seus ritos agrega compósitos culturais religiosos legados pelo protestantismo, pentecostalismo, catolicismo folclórico, religiosidade afro, tradições judaicas,

onde “flutuações históricas criaram outros deuses, propagados por novos agentes, seguidos por antigos e novos fiéis” encantados pela rica recriação cultural mantenedora do “folclórico contexto brasileiro” que ali acontece (403 – grifo acrescentado). Pois, “ao mesmo tempo que se denomina evangélica, mantendo vínculos com o protestantismo histórico ou com o pentecostalismo clássico, na verdade reinventa-os, configurando uma nova tipologia” (24-25), “enfatizando elementos da fé que o catolicismo e o protestantismo consideraram ‘marginais’, como são os casos do Diabo, do exorcismo, do transe, da magia e do messianismo” (382-383), oriundos da cultura popular e do folclore.

Sincretismo Universal do Reino

Ou seja, podemos concluir que o sucesso da IURD finca raízes no fato de ser ela o melhor tipo possível de um sincretismo (21-22, 302, 309, 319, 330, 334, 343, 345 a 353, 358, 361, 389, 390, 392, 394, 399, 403) que abrace a todos em todas as suas conveniências. Isso fica evidenciado nas palavras que Proença apresenta, na página 345, de Maria Lucia Montes:

Os Cultos da Igreja Universal se povoam de feitiços e macumbarias de exus e pomba-giras, de trabalhos da direita ou da esquerda, de orixás e malévolos e falsos santos, de benzimentos, rezas, pajelanças e operações espirituais, além de falsas promessas de pais-de-santo de umbanda e candomblé ou beatos milagreiros que enganam um povo incrédulo e ignorante.

Até mesmo Ricardo Machado, que é jornalista e líder de umbanda, admite isto, e fica espantado (389) com estas apropriações iurdianas. Na visão marqueteira, “o agente publicitário José Szekely”, na Gazeta do Povo de Curitiba, explica que “o demônio é o principal instrumento da mídia para atrair fiéis”. Vale ressaltar que Szekely “trabalha com venda de programas evangélicos para a TV” (350). É por isto que, do ponto de vista sociológico, a dissertação de mestrado de Mariano afirma que “sem o Diabo... a Iurd não seria quem é e nem quem presume ser” (302). Pelas lentes do adventismo, este sincretismo (309 e 310) da Igreja Universal é uma das mais perfeitas manifestações dos três espíritos imundos semelhantes a rã proferidos por Apocalipse 16:13.

Outros Problemas da IURD

Outros problemas da IURD estão na sua dificuldade em lidar com os assuntos da morte e do fracasso (376), na sua maneira equivocada de interpretar a Bíblia (80, 363-370), chegando até mesmo a produzir heresias (360), e no quanto a igreja é fechada para ser pesquisada, conceder entrevistas ou mesmo permitir-se ser amostrada (87-88 e 94).
A igreja de Macedo alega ser injustiçada por seus relatores. Mas com estas atitudes, somente se auto-denuncia, pois se seus recônditos internos fossem ‘bonitos’, ela não teria o que ocultar. E seus relatores, encantados, dela falariam bem. O que é belo, nobre e digno, não precisa ser escondido. Sua auto-proteção evidencia a falta de transparência que só parece estar cobrindo um manto de podridão.

Crítica

Apesar de que, no início desta resenha, eu tenha mencionado que “Sindicato dos Mágicos” seja um livro maravilhoso, preciso ter a consciência que nenhuma obra é perfeita. Logo, abaixo anoto alguns detalhes desta obra sobre os quais penso que uma correção lhes faria bem numa próxima edição.

Pressupostos

Falando sobre “ponto de vista”, compensa citar que, em uma obra anterior, onde faz uma análise das “práticas, representações e leituras no neopentecostalismo brasileiro”, este mesmo autor consegue apresentar uma redação consideravelmente imparcial. Na realidade, Proença repete muita coisa daquele livro, “Magia, Prosperidade e Messianismo(Instituto Memória, Curitiba, 2009, 200 páginas), resultado de sua dissertação de mestrado, nesta atual obra que estamos analisando. Mas aqui, em “Sindicato de Mágicos – Uma História Cultural da Igreja Universal do Reino de Deus” (1977-2007), este mesmo autor é tendenciosamente levado a uma narrativa de foco mais talhado em uma determinada confissão protestante que de outros prismas denominacionais cristãos.
Enquanto lia a primeira metade de “Sindicato dos Mágicos”, até então, eu não tinha a mínima informação sobre a confissão religiosa de Proença, nem mesmo de como teria sido sua formação neste campo. Mesmo assim, como leitor, eu era levado a pensar que ele dava muito na cara parecer-se com um presbiteriano. Foi somente então que consegui a informação de que “o Wander é presbiteriano e mora em Londrina. Ele é pastor e professor de teologia na Faculdade Teológica Sul Americana e da Universidade Estadual de Londrina, onde leciona história. Gente boa [...]”. Isto foi o que Xavier, autor do livro “Teologia de Missão Integral”, cujo prefácio é escrito por Proença, escreveu-me por email. O orientador de doutorado de Xavier pode até ser “gente boa”, mas em “Sindicato dos Mágicos”, do começo ao fim, não pratica a busca pela imparcialidade que deixaria ao leitor o espaço para julgar.
Exemplo disto pode ser visto no que Proença fala da “conversão que se observa na Igreja Universal”:

não significa necessariamente o rompimento com as antigas práticas religiosas. Ao contrário, há, na verdade, uma apropriação ressignificadora, cujo simbolismo não desaparece, recebendo apenas como que “uma nova camada de verniz religioso” a partir de elementos legados pelas forças dispostas no campo. Dessa forma, o Jesus curandeiro, mágico e taumaturgo, age na Iurd por intermédio de seus porta-vozes, bispos e pastores, conhecidos e reconhecidos como “homens de Deus”, vistos como mediadores entre o ser humano e o sagrado (250-251).

Ou seja, o que se dá para entender desta citação é que o iurdiano não seria uma pessoa convertida e que lá na IURD não haveria genuína espiritualidade.
E este modo de taxar determinadas opiniões parece contradizer algo que seria bom que o livro não tivesse, a saber, o apoio a um pluralismo que nega a existência da verdade absoluta. Citando Durkheim, o autor afirma que não existiria religião falsa, porque todas seriam verdadeiras ao seu próprio modo. E mais: digo contradição, porque o próprio Proença arrisca-se em afirmar que “a investigação aqui desenvolvida procura manter o devido cuidado quanto a um possível juízo de valor, a partir de qualquer referencial de ortodoxia ou concepção teológica, em relação às práticas e representações vivenciadas pela Igreja Universal do Reino de Deus” (43).
Logo, o que me parece é que, não sabendo lidar direito com seus pressupostos, Proença cumpre o que cita de Paulo Freire quando diz que “a leitura de mundo precede a leitura da Palavra” (80).

Falhas

Quando fala do pioneirismo radiofônico religioso no Brasil (134), fazendo menção ao programa “A Voz do Brasil Para Cristo” de 1955, Proença falha por não se lembrar do programa “A Voz da Profecia” que, há mais de uma década, já estava no ar (Floyd Greenleaf, Terra de Esperança, Casa Publicadora Brasileira, 2011, 713-714). A mesma falha é cometida quando fala do pioneirismo do televisionamento religioso brasileiro: “a Nova Vida foi também pioneira no uso da televisão como veículo de divulgação de sua mensagem... de 1965 a 1967” (154). Errado. “O primeiro programa religioso na televisão brasileira, ‘Fé Para Hoje’, entrou no ar em 1962, com o pastor Alcides Campolongo e sua esposa” (Michelson Borges, editor, A Esperança Viva, Casa Publicadora Brasileira, 2009, 81). Da mesma forma, ao falar dos pioneiros protestantes em Londrina na década de 1930, Proença cita somente os metodistas e presbiterianos, sendo que, naquela década, os adventistas mantinham ali uma capela com trinta membros da Escola Sabatina (Érico Tadeu Xavier, Teologia de Missão Integral, Editora Descoberta, 2011, 158-162). Mais equívocos quanto a datas aparecem na narração sobre a chegada dos protestantes no Brasil, deixando o leitor a não saber se isto ocorreu no século XVI ou XIX (103). Mas nisto é possível perceber que se trata de apenas uma falha de digitação.
Erro mais grave ocorre quando o autor de Sindicato dos Mágicos apoia o pensamento de Peter Burke de que a reforma protestante “entre os séculos XVI e XVII” teria ficado “mais restrita às elites” (111). O livro “O Grande Conflito”, da Casa Publicadora Brasileira, apresenta vários historiadores narrando o envolvimento confessional com a Reforma e de martírio pela mesma de milhões de populares por toda a Europa, nestes mesmos séculos. Outro equívoco que mereceria ser corrigido é a afirmação de que o pensamento bíblico-hebraico tinha a visão tripartida do “Céu, morada de Deus e seus anjos; Terra, uma criação divina entregue aos seres humanos; Inferno, regiões inferiores destinadas a acolher as almas dos mortos e demônios” (279). Em seu livro Imortalidade ou Ressurreição? (Editora Unaspress, Engenheiro Coelho, SP, 2007, 294 páginas), o Dr. Samuele Bacchiocchi mostra como este era um pensamento considerado pagão pelos judeus.

Outras Contribuições Desta Obra

Particularmente, neste livro de Wander de Lara Proença, pude encontrar 43 páginas e/ou citações que cataloguei como referências proveitosas para a dissertação de mestrado que estou construindo, bem como a anotação de dez outras obras que me fará bem consultá-las. Mas outras curiosidades que o leitor ainda pode aprender em Sindicato dos Mágicos são: a) sobre a relação entre Estado e Igreja muito bem descrita por Getúlio Vargas (120-121); b) sobre a história e a natureza da televisão brasileira (149-153); c) sobre a importância de congregar através de lições tiradas da fala (204-205) de alguém que nem conhece a verdade (cf. 43); d) sobre a hierarquia da IURD (254); e) sobre as maneiras como o neopentecostalismo olha para a Bíblia (363 e 370); f) sobre como documentar a narração acerca uma igreja (75) e g) sobre a missão urbana do movimento iurdiano (154, 305, 309, 385, 403).
Missão Urbana, aliás, é um tema que pode alimentar-se de várias partes desta tese (108, 115, 143-144, 146-149, 154-155, 170, 265, 271-273). Proença explica que

a massificação da vida nos grandes centros urbanos leva o indivíduo a conviver com problemas de natureza psicossocial: a solidão e a perda de muitos referenciais simbólicos como a família e a religião da tradição, logo, torna-se necessário buscar alternativas de compensação na tentativa de preencher os espaços vazios que o novo estilo de vida foi criando. E aí a religião exerce um papel fundamental, tanto como fator de integração social como também de reorganização da vida, procurando dar a esse indivíduo um sentido e uma direção no âmbito de uma comunidade (272).

Mesmo que a IURD seja um fenômeno tão desconcertante (14), os obreiros covardes e comodistas (de outras confissões cristãs) deveriam aprender com Edir Macedo sobre o que é ter verdadeiramente um espírito missionário (182).
Seja mágico: leia este livro!




Um abraço,

Twitter: @Valdeci_Junior

Uma resenha sobre outro livro muito interessante deste mesmo autor pode ser lida clicando aqui.

EZEQUIAS OROU - 2Reis 18-19


Hoje pela manhã fiz minha leitura bíblica lendo em voz alta. Como é bom internalizar, ao máximo possível, as palavras que Deus quer nos transmitir. A leitura me levou à oração. Conversei com Ele. Tudo está em Suas mãos.
Mas e você? Está fazendo, diariamente, sua leitura bíblica? Pegue sua Bíblia. Vamos abri-la em 2Reis 18. Como é o título que está na sua Bíblia? Fala sobre um tal de Ezequias? Na minha Bíblia, o título é: “O Reinado de Ezequias, Rei de Judá”. Na nossa leitura de hoje, vamos estudar sobre esse personagem.
Fazer o comentário, mas por gentileza, sozinho, leia esses dois capítulos ainda hoje, ok? Antes de estudarmos a Bíblia, é muito importante que façamos uma oração. Então, antes de escrever o texto de hoje, já fiz minha oração. Mas convido você a fazer sua oração antes de ler o relato sagrado.
O personagem da nossa história bíblica de hoje, o rei Ezequias, foi uma inspiração de vida para nós. Ele foi um cristão que nós deveríamos olhar para tirar alguns exemplos para nossa vida. Ezequias era o líder político e sua vida foi vivida em dedicação e adoração a Deus. Veja o que a Bíblia diz a respeito dele: “Ele fez o que o SENHOR aprova, tal como tinha feito Davi, seu predecessor. Ezequias confiava no SENHOR, o Deus de Israel. Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes nem depois dele. Ele se apegou ao SENHOR e não deixou de segui-lo; obedeceu aos mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés. E o SENHOR estava com ele; era bem-sucedido em tudo o que fazia” (2Reis 18:3; 5-7).
 Que maravilha! Já pensou se fosse escrito algo parecido sobre você num best-seller? E sabe qual era o segredo do Ezequias? Dê uma olhada na leitura de hoje e verá que para tudo que Ezequias iria fazer, ele orava, pedia conselhos ao profeta, orava novamente e, enquanto não recebia uma resposta de Deus, não agia. E Deus é tão bom que, muitas vezes, era Deus quem agia por Ezequias. Foi por isso que convidei você para orarmos antes de lermos a Bíblia.
Tenha esse hábito de ter sempre uma vida de oração. E o Senhor estará com você, tornando-o bem-sucedido em tudo o que fizer. Lembre-se que a oração é a resposta para todos os problemas da vida. Ela nos coloca em harmonia com a sabedoria divina, que sabe como ajustar todas as coisas perfeitamente. Frequentemente não oramos a respeito de determinada situação porque, do nosso ponto de vista, ela parece sem esperança. Mas nada é impossível para Deus. Qualquer que seja a necessidade ou desejo, se confiarmos em Deus, Ele os suprirá. O que quer que esteja nos causando preocupação ou ansiedade, deixemos de focalizar a dificuldade e confiemos em Deus para cura, amor e poder.
Siga confiante com Jesus!

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

“ATÉ AO DIA DE HOJE” - 2Reis 15-17


Você está acompanhando o plano de leitura da Bíblia? Pergunto isso porque quem está cumprindo esse objetivo tem acompanhado bem de perto a história dos reis de Israel nos livros dos Reis. Como o próprio título do livro diz, vemos muitos reis.
Já ouviu falar em Azarias, que teve o azar de ficar leproso? E o que me diz do rei Zacarias que reinou por pouco tempo e logo foi substituído por Salum, o rei que governou sobre o reino do Norte (o reino de Israel) enquanto Uzias era rei no Sul, em Judá. E daí vem os reis Menaém, Pecaías, Peca, Jotão, Acaz e Oséias. São muitos reis, e nos capítulos da leitura de hoje, podemos acompanhar a história de cada um com os detalhes dos reinados deles. Incrível!
O contexto dos relatos apresentados é histórico, e você vai entender com facilidade. No entanto, há uma expressão, que aparece várias vezes no livro dos Reis, que causa dúvida em alguns leitores. Quero esclarecê-la agora. Você já encontrou, ao ler a Bíblia, a expressão “até ao dia de hoje”?
Os capítulos vão contando a história de forma corrida e, às vezes, abordam algum acontecimento, dizendo que ele se estende até ao dia de hoje. Veja um exemplo: “Assim, foi Israel transportado da sua terra para a Assíria, onde permanece até ao dia de hoje”.
Como assim? Surge, então, a pergunta: “Mas a Assíria está subjugando e escravizando os israelitas até agora, em pleno século XXI?” Não, pois no contexto geopolítico atual não vemos isso. Assim, seguem outras perguntas: “Então isso é uma expressão profética? Ou será que essa expressão ‘até ao dia de hoje’ é simbólica?”
Essa expressão simplesmente foi usada por quem escreveu o livro. Ele queria dizer que até aquela data em que ele estava escrevendo o livro, o acontecimento ainda tinha validade. Dessa forma, sabemos que quando o livro dos Reis foi escrito, o povo de Israel ainda estava na Assíria porque, naquele dia em que o autor escreveu isso, ele disse: “isso acontece até os dias de hoje”.
Mas isso não quer dizer que esses textos bíblicos não tenham mais validade. Não, pelo contrário! Como você viu, esse recurso que o autor usou reforça a riqueza de informação histórica, do texto bíblico. E para nós, da atualidade, restam as lições, os princípios e os exemplos que podemos tirar para aplicar na nossa vida. Isso é bom.
Que os valores transmitidos pelas Escrituras Sagradas façam você feliz no dia de hoje e façam com que você permaneça firme em seus propósitos até a volta de Jesus. Seja fiel, hoje e sempre!

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quarta-feira, 25 de abril de 2012

MILAGREIRO DE DEUS - 2Reis 12-14


Quero destacar um personagem que só perdeu para Jesus, num recorde. Está nesta leitura bíblica de hoje, aí. Ele era um homem de Deus. E você sabe que os relatos sobre milagres costumam fazer parte da vida dos grandes líderes religiosos como Confúcio, Buda, Maomé e é claro, o próprio Jesus Cristo. Então, tenho uma pergunta: “Depois de Jesus, qual foi o personagem bíblico que mais fez milagres na Bíblia?” Você sabe? Vou dar uma dica: ele foi aluno de Elias.
            Na realidade, depois de Elias, esse personagem bíblico tornou-se o diretor da Escola dos Profetas de Israel. Como ele recebeu o dobro do poder espiritual de Elias, o ministério dele foi carregado de muitos prodígios. Já descobriu de quem estou falando?
            Ele foi um profeta popular que atendia desde os cidadãos comuns até os reis, quando pediam ajuda. Lembrou? Sim, foi Eliseu! Provavelmente, ele foi o profeta que mais fez milagres depois de Jesus. Além de fazer maravilhas, o mais importante no currículo de Eliseu é que ele foi um dos personagens mais queridos da Bíblia. Então, muito mais que fazer milagres, esse homem foi o profeta da paz.
            Isso é mais importante que ser milagreiro. Há pessoas que não compreendem como se explica o fato de o Senhor fazer milagres para algumas pessoas e outras não. Mas isso não é para compreender ou aceitar que Deus sabe o que é melhor para cada pessoa. Porque nossa fé não deve depender de milagres e sim depender da pura confiança.
Você sabe que até Satanás faz milagres? E como iremos reconhecê-los? Uma das maneiras de identificá-los é observar se a pessoa ou a igreja que os opera chama a atenção para sim e não para Jesus. Outro detalhe é que embora os milagres sejam feitos em nome de Deus, eles tornam-se o centro das atenções e Deus fica de lado, em segundo plano.
            Você conhece algum milagre moderno? Eu lhe incentivo a estudar mais sobre o assunto na própria vida de Eliseu. Você aprenderá que Deus é capaz de fazer coisas fantásticas por meio de quem se entrega a Ele. Talvez não consigamos fazer coisas miraculosas, mas qualquer um pode fazer o milagre de ser um pacificador, lembrando que não devemos perder a humildade, pois é o Espírito Santo que opera através de nós.
            Muitas vezes, Deus também quer que acreditemos nEle, embora não vejamos milagres. João Batista, o maior dos profetas, que nunca os fez, precisou de milagre e não recebeu, mas morreu firme na fé. Siga confiante em Jesus!

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terça-feira, 24 de abril de 2012

CARÁTER DE DEUS - 2Reis 09-11



2Reis 9 começa com Jeú aparecendo no cenário bíblico como líder do povo de Deus. Ele foi ungido rei de Israel. E nossa leitura de hoje passa pelo capítulo 10 de 2Reis, que termina falando sobre sua morte. Então, para a parte do texto que olha para o reino de Israel, hoje vamos estudar a história de Jeú.
A palavra Jeú, no original hebraico, significa, “ele é Jeová”. Esse significado tem muito a ver com o que a pessoa, o nome de Jeú, passou a significar para o povo de Israel, pelo seu legado, chamado e trabalho. Isso porque assim que Jeú foi ungido rei de Israel, ele já começou a fazer uma limpeza no reino, eliminando tudo que era mal.
Jeú era um recrutador de pessoas sinceras (ver 2Reis 10:15). No verso dezesseis, ele faz um apelo para nós que temos a oportunidade de estudar sua biografia: “Venha comigo e veja o meu zelo pelo Senhor.”
Jeú amava muito ao Senhor e ficava muito triste quando via a idolatria do povo, adorando a Baal. Com ele, aprendi uma grande lição. Às vezes, em nossa comunidade de crentes, ficamos indignados por ver alguma coisa que não achamos certo acontecer.
Já ouviu isso: “Mas como esse líder permite isso?” E o sentimento que temos é de querer fazer alguma coisa para ver justiça. Como não conseguimos mudar a situação, geralmente saímos comentando sobre a aparente injustiça – assim, caímos no erro da difamação – ou tentamos pôr a mão na massa. Aí colocamos o nariz onde não devemos, e por tentar fazer algo que não é da nossa competência, nos damos mal.
Jeú passou por essa situação: ele viu coisas erradas acontecendo na casa de Deus. O que ele fez e o que é certo fazermos em casos como esse é ter em mente que enquanto não é da nossa competência, não podemos fazer nada. Nessas circunstâncias, o que cabe a nós é orar pelo caso. No dia que formos colocados numa posição onde podemos influenciar para mudar e tirar o erro, é o momento em que não poderemos ser negligentes.
Quando o poder foi colocado nas mãos de Jeú, ele fez a coisa certa, usando o poder que lhe foi dado para o bem. Que exemplo para os políticos corruptos de hoje!
Você quer conhecer o caráter de um homem? Confie em suas mãos dinheiro e poder. Com Jeú, aconteceu o que o próprio Deus falou: “Porque bem executaste o que é reto perante mim e fizeste tudo quanto era do meu propósito, eu abençoarei até os teus tataranetos.”
Cultive seu caráter!

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

PREGUE! - 2Reis 06-08


Eliseu fez um machado flutuar. Depois disso, serviu na guerra contra os sírios. Em Samaria, houve fome. Profecia assombrosa sobre a providência divina. Cumprimento da profecia. Uma mulher sunamita tem os seus bens restaurados. O encontro do profeta com Hazazel, de Damasco. Um breve relatório do mandato de Jeorão e do mandato de Acazias.
Isso é o que você lerá hoje, segundo o nosso plano anual de leitura diária da Bíblia. São muitas informações empolgantes das lutas e altos e baixos do povo de Deus. Relatos interessantes que nos ajuda muito ainda hoje. Não deixe de ler, porque o mais beneficiado será você.  São tantas mensagens espirituais que nem dá para eu sonhar em comentar todas. Mas comentarei uma só para deixar você com água na boca.
Veja 2Reis 7:9: “Então disseram uns aos outros: Não estamos agindo certo. Este é um dia de boas notícias, e não podemos ficar calados. Se esperarmos até o amanhecer, seremos castigados. Vamos imediatamente contar tudo no palácio do rei.”
Você já captou quanta mensagem há só nesse verso da Bíblia? Parafraseando as palavras deles, seria: “Então disseram uns aos outros: Não estamos procedendo corretamente. Hoje é o tempo em que temos a pregação da salvação. E nos calamos. Olha, se ficarmos esperando até que chegue a manhã da ressurreição sem dar essa mensagem ao mundo, seremos culpados. Vamos levar o evangelho para todos os habitantes dos reinos do mundo que são de Jesus.”
Para um grupo de pessoas ter um reconhecimento desse e essa disposição, deve ser um grupo de cristãos muito nobres. Pessoas dignas que servem de modelo e exemplo a ser seguido.
Você sabe quem disse essas palavras? Pode parecer loucura, mas foram quatro leprosos. Mas, se for louco, então está certo, porque 1Coríntios 1:27 ensina que Deus usa as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Por quê? Porque usa quem Ele pode contar.
Então, além de dar a mensagem da salvação, Deus também espera isso de você. Que você reconheça que pode proceder melhor porque tem essa mensagem. Que você não fique calado com ela, para que não aconteça de quando chegar a hora do juízo, você seja tido como culpado. Que vá e fale do evangelho para os súditos do Rei Jesus.
“Ah!” - você pode dizer - “mas eu não tenho capacidade.” Lembra de quem está falando as palavras que mencionei acima? Os leprosos. E você deve ter muito mais condições que eles. Portanto, não olhe para si, porque Deus não se preocupa em chamar capacitados. Ele apenas quer um coração disposto, usando-o como instrumento em Suas mãos.  Não perca tempo, pregue o evangelho!

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domingo, 22 de abril de 2012

BRASIL! - 2Reis 04-05



Sabe quem está fazendo aniversário hoje? É alguém muito importante. Posso cantar parabéns para você? É... para você! Ou você quer cantar parabéns para mim? Todos nós que, com muito orgulho, somos brasileiros, estamos aniversariando. Hoje é aniversário do Brasil! Está lembrado? 22 de abril, dia do Descobrimento do Brasil.
Se você já estudou um pouquinho de história, sabe que em 22 de abril de 1500, chegava ao Brasil treze caravelas portuguesas lideradas por Pedro Álvares Cabral. Eles estavam descobrindo uma terra que os Europeus não conheciam ainda. Essa terra linda e tropical onde moramos: o Brasil.
Existem pessoas que não gostam que fale desta forma do Brasil, pois só sabem criticar o País. Nunca vi incoerência maior: falar mal de uma terra e viver nela, dependendo dela para viver. Uma pessoa que age assim, para ter moral em suas palavras e coerente com o que fala teria que, no mínimo, ter condições de viver em uma terra melhor.
Mas não é de hoje que as pessoas são mal agradecidas pela terra, pelo ar e pelas águas que Deus dá. Na nossa leitura, encontramos alguém assim. Naamã foi curado da lepra por Deus orientado pelo profeta Eliseu.
Mas por pouco ele não foi curado. O problema foi que Eliseu o mandou tomar banho no rio Jordão, e ele não gostou da idéia. “Eu? Aqui nesse paizinho de terceiro mundo, vou tomar banho nesse riozinho aqui? No meu país de primeiro mundo, os recursos minerais são muito melhores!”
Eram melhores? De forma lógica eram, mas isso não interessava. A ordem de Deus tinha um endereço: Reino de Israel, rio Jordão e ponto. Se essa era a orientação de Deus, ainda que não parecesse, era a melhor opção.
É como hoje. Quem escolheu que você nascesse nesse tempo e lugar? A Bíblia diz que antes que nascêssemos, Deus já supervisionava todos os dias da nossa vida. Então, para que ficar resmungando contra a terra que Deus deu para vivermos? Existem países melhores? Pode até ser, mas não interessa. Se a pátria que Deus nos deu foi essa, que bom por isso. Um país sem guerras, furacões, deserto, gelo, em desenvolvimento, cheio de gente feliz e solidária. Precisa de algo melhor?
Ah! Precisa sim! Mas aí não é outro país aqui deste mundo. A discussão não é dizer que o Brasil é um país pior que outro, pois o assunto é aspirar por uma pátria superior, isto é, a celestial (ver Hebreus 11). Se você está insatisfeito de viver aqui porque quer viver fora deste mundo, no Céu, continue com esse desejo no seu coração.
Espero encontrar você lá em breve!




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sábado, 21 de abril de 2012

PORÇÃO DOBRADA - 2Reis 02-03



2Reis 2-3 é uma leitura bem gostosa de fazer. No entanto, há um verso que precisa ser explicado, pois há pessoas que o interpretam de forma errada. Essa interpretação termina apoiando uma heresia dissidente (antitrinitariana) que acaba atrapalhando a fé de muitas pessoas sinceras, como se o Espírito Santo - Deus - fosse uma coisa.
Você já ouviu o jargão “porção dobrada do Espírito Santo”? Sabia que isso é uma aberração teológica? Reflita comigo. Já pensou se eu fosse escrever o comentário e dissesse para você: “Amigo, apesar de sozinho, eu estou aqui com a minha presença em dobro, ao escrever estas palavras”? Faz sentido, algo assim? Fico imaginando sobre a hipótese de um namorado falando ao telefone com a namorada que está distante, naquela saudade melosa: “Volta logo, minha querida, mas volta em dobro, viu?” Que coisa, hein? Ou ela ficaria ofendida ou se acharia insuficiente.
Você já viu uma pessoa sendo o dobro dela mesma? Esquisito, não é? É por isso que eu disse que esse jargão é uma aberração. Afinal, o Espírito Santo é um ser, uma pessoa divina. Sendo assim, como Ele pode ser dois? Como o Espírito Santo é Deus - uma das pessoas da Trindade - esse jargão também não faz sentido.
Os crentes aprenderam isso e saíram falando por aí o que está escrito em 2Reis 2:9, quando Eliseu pediu para Elias: “Peço-te que haja porção dobrada de teu espírito sobre mim.”
Daí, você pode questionar: “Mas a Bíblia não diz exatamente isso?” Ela fala sim, mas note, que refere-se à porção dobrada do espírito de Elias e não do Espírito Santo. Perceba o que Eliseu falou para Elias: “Eu quero o dobro do teu espírito.”
E o que era o espírito de Elias? É uma expressão da língua para falar de algum traço de caráter da pessoa, por exemplo, o “espírito aventureiro” de Tiradentes, de quem lembramos hoje, 21 de abril. Dizer que Tiradentes tinha um espírito ativista significa apenas dizer que ele tinha uma forte inclinação para o ativismo político.
Então, o pedido era: “Elias, quero ter essa mesma disposição que você. Quero ter esse seu mesmo jeito, essa mesma vocação sua, mas de maneira muito mais intensa, pelo menos, em dobro.” É isso!
Eliseu recebeu, pois quando pedimos um dom, Deus dá. Portanto, quando você orar, sentindo saudade da companhia do Espírito Santo, não peça-Lhe o dobro dEle próprio. Peça, a Ele mesmo, a Sua presença, e também uma boa porção do poder que Ele pode lhe conceder. Que Ele conceda-lhe uma porção dobrada de amor, carinho e poder.
Fique com a companhia do divino Espírito Santo!



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sexta-feira, 20 de abril de 2012

PREFIRA A BÍBLIA - 1Reis 22 – 2Reis 1



Você sabe qual é a boa notícia de hoje? Porque notícia ruim não é difícil de saber. Existe até aquele velho clichê: “Anda mais que notícia ruim!” E você sabe por que notícia ruim se espalha rápido? Sabe por que os jornais fazem sucesso quando escolhem pautar mais desgraças que coisas boas? É porque gostamos de ver notícia ruim. Ainda que não admitamos, quando o fato é desgraça, nos importamos em ficar por dentro de todos os detalhes.
Isso é uma fraqueza humana, um defeito que o pecado colocou em nós. E não é natural. Por isso, quando faço o comentário, mudo minha posição. Afinal, você não saber de sensacionalismo neste texto, não é mesmo?
Bem, o mal do sensacionalismo que existe na mídia já existia na pessoa de Acabe no Israel antigo. Na leitura de hoje, vemos Acabe preparando-se para a guerra contra os Sírios. Ele queria acabar com todos e não queria que ele e nada dele fossem destruídos.
Assim, chamou quatrocentos ministros relaxados que não eram realmente homens de Deus. Disse a eles: “Orem por mim e perguntem para Deus o que Ele acha dessa guerra que queremos fazer.” A resposta deles para o rei era que ele poderia ficar tranqüilo e que a maldição iria cair só na cabeça dos outros.
Josafá, que era muito esperto, perguntou ao rei: “Escuta, Acabe, não há ainda algum profeta do Senhor para que possamos consultá-lo?” Acabe respondeu: “Há um ainda, mas eu o aborreço porque nunca profetiza de mim o que é bom, mas somente o que é mau. Esse é Micaías.”
Pense até que ponto chega o egoísmo: desviar o ouvido da realidade, colocando em risco uma nação inteira só porque se dá ao luxo de querer ouvir apenas o que gosta. E realmente, Micaías veio, deu a notícia e deixou Acabe triste.
A situação de Acabe não era boa. Micaías fez a parte dele e deu o conselho certo para o rei: não deveria fazer a guerra, caso contrário, perderia. Pena que Acabe não o escutou. Ele quis acabar com Micaías, foi para guerra e acabou-se lá. Preferiu ouvir o conselho dos ímpios. Caiu na maldição do Salmo 1. É como diz Provérbios 28:9: “O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.”
Acabe, um homem que gostava mais de ouvir as notícias que mostravam as desgraças do próximo, terminou mergulhado nelas. Antes de gostar de ver o que não presta, siga o conselho de Josafá: “Consulte primeiro a palavra do Senhor.” Antes de contagiar-se com o sensacionalismo da mídia, prefira ler a Bíblia!


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quinta-feira, 19 de abril de 2012

JEZABEL - 1Reis 20-21


Quero iniciar falando de duas cidades: Tiro e Sidom. Para Jesus, elas poderiam ser comparadas com Sodoma e Gomorra: cidades de comércio, ricas e prósperas. Mas, ao mesmo tempo, capitais do vício e da impiedade. A mulher mencionada na leitura de hoje é natural de lá.
Jezabel era filha do rei de Sidom. Dessa forma, podemos compreender as reações dela, já que era acostumada a uma vida licenciosa e refinada, quando se mudou para a cidadezinha rural de Jezreel, onde o povo lutava para servir ao Deus verdadeiro.
A religião judaica não estava mais pura. Jeroboão tinha organizado a idolatria, mas o culto a Jeová ainda existia. Era uma miscelânea. Jezabel não tolerava a cidade de Samaria, então, ela aproveitou-se da situação porque seu marido, Acabe, era um sujeito sem caráter e moral. Sutilmente, ela foi substituindo o culto a Deus pelo culto ao ídolo Baal.
Era a rainha Jezabel quem instigava o mal: ela aparecia no templo de Baal com sacerdotes ricamente vestidos, banquetes, festas e muita pompa. Como o povão ia atrás de tudo isso, o resultado foi que o culto ao Deus verdadeiro praticamente acabou. Os profetas foram assassinados. Elias teve que fugir, ao ponto de pensar ele era o único, no país inteiro, que não havia adorado Baal.
Dali em diante, foi uma batalha entre Elias e Jezabel. Essa foi uma mulher que não tinha cabeça nem coração. Além de ser arrogante e vulgar, não sabia o que é ter limite. A perseguição que ela fez para matar os profetas de Deus foi friamente calculada e sistemática.
Ela fez falsas acusações contra Nabote só para que ele morresse e ela pudesse se apossar da vinha dele. Quando o rei levou um ferimento grave através de uma flecha, ela fez pose de sedutora na janela para o inimigo que estava chegando. Ali foi o seu fim, pois foi jogada da janela abaixo.
Que mulher repulsiva! Ter nascido em berço de ouro só serviu de maldição. Até seu marido que também era mau, às vezes, ficava perplexo diante da perversidade dela.
O pior é que o juízo eterno, ao qual ela receberá no dia final, será ainda pior que a punição recebida em vida, quando foi empurrada, jogada da janela abaixo, atropelada por cavalos e comida por cachorros.
Deus é amor, mas Ele é justiça também. Se Ele passasse a mão na cabeça do rebelde, se tornaria injusto com os fiéis. Quando Deus precisa deixar que as conseqüências do pecado aconteçam, o sofrimento é muito grande.
Espero que o amor de Deus e a fidelidade dEle alcancem você para lhe fazer justiça por sua fidelidade.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

WWW.ESPERANCA.COM.BR - 1Reis 17-19


“Não existe mais esperança. Não tem mais jeito. Acabou. Beco sem saída. Não dá mais. Desisto. Já era.” Já conviveu com essas frases? Quero dizer-lhe uma coisa: se a situação parece ser de desespero, se não tem mais esperança, tenha certeza de que ainda não é o fim, porque, com Deus, todo fim é feliz, e se é feliz, é cheiro de esperança. Então, se ainda não é o fim, o jeito é esperar para ver. E se o jeito é esperar, então não existe situação no mundo que justifique a falta de esperança.
Um tempo atrás, eu estava com um grande amigo e colega de trabalho no hospital com um câncer fatal. Ele estava sofrendo! Aos olhos humanos, ele estava num quadro irreversível pela medicina. O carro dele estava no estacionamento do nosso escritório. Como eu estava cuidando do carro dele, um dia, fui dar uma olhadinha no veículo e achei uma surpresa.
Algum colega foi até lá e colocou um adesivo no vidro traseiro. Sei que foi alguém do trabalho, porque o adesivo era do nosso trabalho. Decidi arrancar o adesivo porque sabia que meu amigo abominava adesivos. Mas quando fui arrancá-lo, ao olhar para ele, lembrei do dono do carro padecendo entre a vida e a morte no hospital. Não tive coragem de arrancar o adesivo porque dizia www.esperanca.com.br . No bem de alguém que estava lutando para viver, estava a estampa bem grande do ponto de esperança. Aquilo mexeu comigo porque meu amigo estava cheio de esperança. Ele confiava muito em Deus e apostava na cura divina. Ele tinha consciência de que seu quadro clínico era sério, mas nunca se desesperou. Quando o visitávamos, saíamos animados porque ele transmitia esperança.
Quando pensei nisso, o adesivo no vidro do carro teve um outro significado para mim. Eu o deixei lá, embora contrariando qualquer lógica passada. Deixei lá para que passasse a estampar a esperança que temos de que ainda veremos o nosso amigo novamente.
Porque quando todos os nossos recursos humanos acabam, quando tudo nos separa, o que nos une é a esperança que temos em Deus, já que Ele contraria toda a lógica humana para nos fazer viver, segundo os planos dEle, não importando a nossa capacidade.
O extremo dos homens é a oportunidade de Deus. Aconteceu com Elias. Quando todas as portas se fecharam, ele teve a oportunidade de fazer a única coisa ilógica que lhe restava: esperar no Senhor. Ele sentou-se no meio do deserto e ficou esperando por comida. Os urubus levaram pão a ele!
Isso tem lógica? Não é uma questão de lógica, mas de esperança. Portanto, acesse www.esperanca.com.br .

Um abraço,
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

terça-feira, 17 de abril de 2012

VIDA OU MORTE - 1Reis 15-16


Você está pensando em se matar? Já pensou nisso algum dia? Eu estava refletindo sobre o suicídio, sentando, em frente ao meu computador. Então, resolvi digitar www.suicidio.com.br  e tive uma surpresa muito boa. Ao digitar o endereço eletrônico e dar um “enter”, o computador abre uma página, uma tela de fundo azul, um céu bem bonito e, então, vem crescendo uma placa bem grande, com letras vermelhas escritas “Pare”!
Essa placa fica menor e aparece, em letras brancas, uma frase com letras bem grandes: “Por favor, não faça isso”. Essa frase fica pequena, e a animação gráfica traz outra frase: “Jesus ama você”! E aí segue uma seqüência de animações gráficas, trazendo mensagens de esperança para o internauta.
Fiquei pensando numa pessoa que está pensando em se matar e vai ao computador dar a última acessada. Isso acontece bastante! Pela graça de Deus, com nossos sites, já salvamos vidas de pessoas nessa situação. Não é inusitado, a pessoa, com o suicídio na cabeça, digitar suicídio e encontrar esperança?
A palavra suicídio significa morte intencional, quando alguém, para escapar de um contexto de sofrimento intenso, decide acabar com a própria vida. Então, se a pessoa suicida, ela perdeu totalmente a fé. Vemos que onde tem menos cristianismo nas sociedades, o número de suicídios é bem maior. É por isso que esse site tenta salvar a pessoa com a frase “Jesus ama você”.
Afinal, se a pessoa tiver Deus atuando diretamente na vida dela, não procurará o suicídio. Veja 1Reis 16:15-20. O verso 19 diz que Zinri foi um pecaminoso, habituado a fazer o que era mau perante o Senhor, levando o país inteiro a cair em pecado. O verso 18 conta que ele suicidou. Sabe o que faltou na vida dele? Amizade com Deus, confiança e fé.
E como adquirimos fé? “Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem” (Romanos 10:17). Em outras palavras, a leitura diária da Bíblia lhe dará fé suficiente para saber fazer as melhores escolhas.
Pude ver isso acontecer na prática na vida de uma garota, em 2005. Ela estava se preparando para se suicidar e resolver deixar seus últimos recados na internet. Usando um site de busca, procurando onde escrever, acessou www.estaescrito.com.br . Ali ela encontrou a Palavra de Deus que, instantaneamente, a fez entrar contato com a Escola Bíblica, que a ajudou e ela foi salva da morte.
Está escrito que o ser humano poderá ter vida a partir de toda palavra que sai da boca de Deus. Esse é o ponto! É por isso que bato nessa tecla, numa animação só, para que você leia a Bíblia e viva!

Um Abraço,

Pr. Valdeci Jr. e Fátima Silva