domingo, 30 de setembro de 2012

ZACARIAS - Zacarias 5-8

Como estamos estudando o livro de Zacarias, uma coisa muito importante é saber o que seu nome significa: “O Senhor lembra-se; Deus é afamado ou lembrado”. O nome Zacarias é comum no Antigo Testamento, havendo mais de 28 homens com essa designação. Então, são 28 personagens bíblicos “xarás”.


Mas o Zacarias sobre o qual estamos estudando no nosso plano de leitura da Bíblia, foi um profeta de Judá que, na realidade, é o décimo primeiro entre os doze profetas menores.

Da mesma forma que Ezequiel, Zacarias era de descendência sacerdotal. Geralmente, quem era filho de sacerdote também se tornava sacerdote. O nome do seu pai era Berequias. Em Esdras, encontramos o nome do seu avô, que era Ido. Um detalhe interessante é que naquele tempo, eles também tinham o costume de chamar o avô de pai.

A missão de Zacarias começou no segundo ano de Dario, aproximadamente em 520 a.C., cerca de 16 anos depois que o primeiro grupo de exilados já tinha voltado. Ele viveu no mesmo tempo do profeta Ageu e ministrou aos moradores de Jerusalém depois de sua volta do exílio na Babilônia. O povo estava começando a experimentar as bênçãos da obediência. Zacarias encorajou todos a viver em obediência como um pré-requisito necessário para continuarem desfrutando as bênçãos da aliança.

Estudando o livro de Zacarias, percebemos que ele está dividido em duas partes distintas:

1º parte: Zacarias 1-8 tem um prefácio e, depois, uma série de oito visões, uma atrás da outra, em uma noite somente. Essas visões podem ser muito bem vistas, como sendo a historia simbólica de Israel. O objetivo de relatar essas visões era para dar um consolo e esperança para aquele povo que tinha regressado do exílio. O ato simbólico registrado sobre a coroação de Josué, na realidade, descreve a maneira como os reinos do mundo se tornarão no reino de Cristo. Ainda na primeira seção, mais precisamente, os capítulos 7-8, que foram escritos dois anos mais tarde, são uma resposta à questão que o povo, muitas vezes, colocava em relação à necessidade de continuar lamentando a destruição da cidade. Isso era, também, um tipo de discurso de encorajamento para o povo, assegurando a eles que a presença de Deus e as bênçãos dEle continuavam com eles.

2º parte: Zacarias 9-14 mostra o cuidado que Deus tem com o Seu povo e como será a vinda do reino do Senhor e como Ele se encontrará com Seus filhos.

Resumindo tudo. Deus, tem um cuidado muito especial para com o Seu povo. Ele faz questão de relatar isso para nos encher de esperança. Que bom podermos contar com um Deus assim!

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

sábado, 29 de setembro de 2012

A HISTÓRIA SOB O OLHAR PROFÉTICO - Zacarias 1-4

Fui a Poços de Caldas para assistir a um seminário sobre diferentes métodos teológicos de interpretação bíblica. O palestrante, que era um convidado do Instituto de Pesquisas Bíblicas dos EUA, trabalha como doutor em pesquisa teológica há mais de 30 anos. Ele estava muito preocupado e deixou a todos os teólogos preocupados também. A preocupação é ver como o método de alegoria, o crítico liberal e outros métodos de interpretação bíblica estão invadindo os cristãos que, inocentemente, torcem as Escrituras Sagradas.


Por isso, quando vamos estudar a Bíblia, devemos usar o método historicista, ou seja, quando você está buscando a chave para entender as profecias, precisa ter em mente que elas mesmas se interpretam. Para entender essas profecias, é isso o que o texto requer. O método historicista ensina que as profecias não são alegorias. Na realidade, elas seguem o curso da história humana desde a antigüidade até a eternidade e não estão voltadas somente para eventos daquela época, no passado, nem somente para eventos futuros. As profecias bíblicas, principalmente as que são apocalípticas, cobrem o âmbito da história mundial desde o passado até o futuro.

Portanto, a preocupação é que o povo de Deus, ao longo da história, interprete a Bíblia da forma correta. O livro da leitura de hoje, Zacarias, mostra que através da história do povo de Deus, podemos ver que, muitas vezes, montanhas muito grandes de dificuldades, que são aparentemente invencíveis, têm aparecido diante dos que estiveram procurando executar os propósitos celestes.

Perceba que obstáculos ao progresso, muitas vezes, são permitidos pelo Senhor como uma prova de fé. Porque quando somos apertados de todos os lados, aí é que é hora de confiar em Deus e no poder do Seu Espírito. O exercício de uma fé viva significa aumento de força espiritual e desenvolvimento de firme confiança. É assim que a nossa vida vira um poder conquistador.

Às vezes, o homem quer achar que é grande coisa, que é sabido demais. O caminho do mundo tem seu início com pompa e ostentação. Porém, o caminho de Deus é diferente. Ele torna o dia das coisas pequenas o começo do glorioso triunfo da verdade e justiça. O que encontramos no livro de Zacarias é que, algumas vezes, Deus disciplina Seus obreiros através de pequenos desapontamentos e aparentes fracassos. Afinal, Ele quer que Seus filhos aprendam a dominar as dificuldades.

Veja o exemplo de Zorobabel! Você também precisa ser um verdadeiro Zorobabel. Diante da fé firme de um Zorobabel, as montanhas de dificuldades virarão planície e, como diz Zacarias 4:9, “Aquele cujas mãos puseram os fundamentos, também as suas mãos o acabarão.”



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

AGEU

Ageu é o profeta que iremos encontrar na nossa leitura bíblica. Você já leu sua Bíblia hoje? Se sim, que ótimo. Se não, leia-a sem falta, pois não adianta nada nos “encontrarmos” aqui, provarmos de longe o sabor tão bom da Palavra de Deus e ficarmos somente nisso, sem nos alimentarmos realmente desse Livro Sagrado.


No livro de Ageu, encontramos alguém que não agüentava ficar olhando a religião só de longe. Ele tinha que provar, experimentar. Tanto é que ele foi chamado de “o profeta do templo”. Perceba que uma coisa é ficar olhando a igreja de longe; outra é ser tão amante da casa de Deus, a ponto de ser chamado de o profeta do templo. Esse era Ageu.

Esse profeta provavelmente tenha nascido durante aqueles setenta anos do cativeiro na Babilônia. Quando terminou o cativeiro, talvez ele tenha regressado para Jerusalém, juntamente com Zorobabel. Ele também era colega de Zacarias, o que pode ser confirmado em Ageu 5:1; 6:14 e Esdras 5:1; 6:14.

O tema principal do seu livro são as fortes repreensões, devido ao descuido para com a construção do templo, bem como as alentadoras exortações e promessas que foram feitas aos que estavam realmente comprometidos com a obra. O texto chave do livro é Ageu 2:4.

No contexto do livro, podemos encontrar o povo remanescente que tinha regressado do exílio. Essas pessoas estavam mais preocupadas com os assuntos próprios e com o embelezamento das suas próprias casas que com a reconstrução da casa de Deus. A obra da reconstrução do templo estava parada já fazia muitos anos. Esse era o problema.

Então, resumindo, podemos dividir o livro de Ageu em cinco partes.

1º parte: Ageu 1:1-11 é a uma repreensão cortante, mostrando que Deus tinha retido Suas bênçãos materiais porque o templo tinha sido deixado em ruínas;

2º parte: Encontramos palavras de ânimo, que já são por ocasião da retomada da obra de reconstrução do templo;

3º parte: Ageu 2:1-9 são as promessas inspiradoras, dadas para os idosos que estavam tristes por ver o quanto aquela estrutura atual era inferior se fosse comparada com a original, a estrutura do Templo de Salomão;

4º parte: É uma recordação de que o povo era indigno de erigir uma casa ao Senhor dos exércitos;

5º parte: Apresenta o fechamento do livro, com as predições da condenação das nações pagãs e palavras de louvor a Zorobabel, que era o instrumento escolhido de Deus para aquele tempo e lugar.

Resumindo, o livro de Ageu é um retrato inspirador de alguém que amava muito a Deus e que ofereceu, em sua mensagem, esperança para o futuro, confirmando a aliança do Pai.

Um abraço,

Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

TUDO FICARÁ BEM DEFINIDO - Sofonias

Nosso plano de leitura diária da Bíblia segue, e leremos hoje o livro de Sofonias. Esse profeta recebeu uma revelação de Deus que especificava claramente quais eram os resultados da apostasia continuada. Essa mensagem do Senhor chamava a atenção do povo da igreja verdadeira para que eles tivessem uma perspectiva gloriosa de algo mais além, da realidade que eles estavam vivendo. Então, as profecias de juízo urgentes que Sofonias trazia sobre Judá se aplicam com a mesma força aos juízos que devem cair sobre o mundo agora da nossa época por ocasião da segunda vinda de Cristo.


Você quer saber o que vai acontecer em breve? Então, leia o que Senhor aponta como sendo os juízos com que Ele vai ferir os malfeitores, as pessoas impenitentes da nossa atualidade através do profeta Sofonias:

“Destruirei a todas as coisas na face da terra; palavra do SENHOR. Destruirei tanto os homens quanto os animais; destruirei as aves do céu e os peixes do mar, e os que causam tropeço junto com os ímpios. Farei isso quando eu ceifar o homem da face da terra, declara o SENHOR. Naquele dia, haverá estrondos nas colinas. Nessa época castigarei os complacentes, que são como vinho envelhecido, deixado com os seus resíduos, que pensam: ‘O SENHOR nada fará, nem bem nem mal’. A riqueza deles será saqueada, suas casas serão demolidas. Embora construam novas casas, nelas não morarão. O grande dia do SENHOR está próximo; está próximo e logo vem. Ouçam! O dia do SENHOR será amargo; até os guerreiros gritarão. Aquele dia será um dia de ira, dia de aflição e angústia, dia de sofrimento e ruína, dia de trevas e escuridão, dia de nuvens e negridão, dia de toques de trombeta e gritos de guerra contra as cidades fortificadas e contra as torres elevadas. Trarei aflição aos homens; andarão como se fossem cegos, porque pecaram contra o SENHOR. No fogo do seu zelo o mundo inteiro será consumido, pois ele dará fim repentino a todos os que vivem na terra” (Sofonias 1).

Que cena terrível, não é mesmo? Mas não precisa ficar com medo, porque isso é o que vai acontecer apenas com os ímpios. Por outro lado, o mesmo livro de Sofonias, no último versículo do livro, fala o que Deus fará com você, que é alguém que teme a Deus: “Naquele tempo eu ajuntarei vocês; naquele tempo os trarei para casa. Eu lhes darei honra e louvor entre todos os povos da terra, quando eu restaurar a sua sorte c diante dos seus próprios olhos, diz o SENHOR.”

Ao lado de Deus, sempre podemos manter a esperança!

Um abraço,  
Fátima Silva
e
Valdeci Junior

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O JUSTO VIVERÁ PELA FÉ? QUEM DISSE ISSO?

Você sabe quem disse as palavras: “O justo viverá pela fé”? Lembrou do nosso grande herói da fé, Martinho Lutero? Mas será que ele foi o autor dessa máxima cristã? Não foi! Lutero tomou essas palavras emprestadas de um outro autor que viveu bem antes dele, um indivíduo chamado Paulo. O apóstolo Paulo escreveu essas palavras várias vezes. Por exemplo, em Hebreus 10:38, Gálatas 3:11 e Romanos 1:17.

Ah, então foi Paulo o autor original dessas palavras? A resposta também é não. Lutero aprendeu com Paulo, mas o apóstolo só repetiu essas palavras que eram de um outro autor que viveu muito antes dele, um profeta chamado Habacuque, cujo livro devemos ler hoje. Leia o livro de Habacuque inteirinho e você será fortalecido ao que se refere às promessas de Deus.

Habacuque viveu no tempo de Josias, um dos bons reis de Judá. No tempo em que Josias começou a reinar e, também, muitos anos antes, as pessoas sinceras que viviam em Judá tinham muitas dúvidas. Elas ficavam questionando sobre as promessas que Deus tinha dado para o antigo Israel, se seriam cumpridas ou não. Essas interrogações ansiosas foram pronunciadas e repetidas pelo profeta Habacuque, que estava representando o povo. O profeta ficou contemplando a situação dos fiéis e aquilo mexeu com seus sentimentos. Então, ele expressou o peso que o povo tinha no coração, quando fez a inquisição que está no capítulo 1:2: “Até quando, SENHOR, clamarei por socorro, sem que tu ouças?”

É interessante que quando o crente tem a respeitosa coragem de fazer esse tipo de pergunta para Deus, o cristão consegue a resposta. Veja que o próprio Habacuque traz a resposta: “Nós não morreremos” (Habacuque 1:12).

E foi com essa declaração de fé que Habacuque depôs a causa dele, bem como a de cada crente israelita, nas mãos de um compassivo Deus. É importante salientar que a fé que fortaleceu Habacuque e todos os santos e justos naqueles dias de grande provação é a mesma que sustenta o povo de Deus hoje. Portanto, quando você estiver passando pelas horas mais escuras, difíceis e tristes da vida, peça e reclame de Deus as promessas, mas lembre-se: “O justo viverá pela fé” (Habacuque 2:4).

Viver pela fé não é uma tarefa tão fácil, mas, com Deus, podemos continuar acreditando. Para inspirar você, leia também sobre a galeria dos heróis da fé que está em Hebreus 11. Observe como homens e mulheres simples que, por acreditar no Invisível, conseguiram influenciar as pessoas que os cercavam. Embora você não entenda, siga confiando. Deus está cuidando de todos os detalhes da sua vida!

Um Abraço,  
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

terça-feira, 25 de setembro de 2012

NAUM

O livro de Naum é a nossa leitura bíblica de hoje. Neste comentário, quero compartilhar com você algumas curiosidades muito interessantes, a começar pelo seu nome. A palavra Naum significa “consolação”. Conhecemos pouco sobre esse autor, mas o seu nome também pode ser traduzido como “compassivo” ou então “cheio de consolação”. Na ordem atual dos livros da Bíblia, o profeta Naum é o sétimo dos profetas chamados profetas menores. Era elcosita e tudo o que sabemos dele está registrado no próprio livro dele. Provavelmente, Naum era natural da Galileia, nascido na província do norte. Porém, depois da deportação que aconteceu, ele passou a viver em Jerusalém, que era a capital, e ficava em uma província mais ao sul: Judá ou Judéia.


Ao lermos o seu livro, perceberemos que o profeta viveu, pelo menos uma parte da sua vida, antes da queda de Nínive. A evidência disso é que o tema principal do livro de Naum é sobre a previsível queda da cidade de Nínive, que estava para acontecer. De acordo com o contexto histórico, os assírios, após o arrependimento que tinha sido produzido pela pregação de Jonas, voltaram a cair em uma grande idolatria. Eles saquearam outras nações e se tornaram tão hostis, que a capital deles chegou a ser comparada com uma caverna de leões cheia de presas. Naum chega nesse meio com o propósito de pronunciar vingança divina sobre aquela sanguinária cidade. O povo teve a chance de arrependimento na época do profeta Jonas, mas não soube aproveitar. Diante disso, o que fazer?

E isso é que foi o consolo. Porque, às vezes, quando lemos o livro de Naum e sabemos que ele significa consolo e, ao mesmo tempo, só vemos destruição, surge a dúvida: onde está o consolo?

Bem, o consolo não era para os assírios. Esse pronunciamento todo era para consolar Judá, o povo de Jerusalém, com as promessas de libertação que encontramos no próprio livro.

Então, a lição que fica para nós é que, infelizmente, para que os justos sejam felizes pela eternidade, será necessário existir um juízo de destruição dos ímpios, das pessoas que não querer ter compromisso nenhum com o bem. E qual é o segredo? Permanecer do lado de Jesus para, então, conseguir receber a consolação eterna dEle. Esse sim é um grande consolo para nós que vivemos neste mundo dominado pelo pecado, dor, violência e morte.

Fique sempre com Jesus. Receba o consolo dEle. E lembre-se de que se você estiver com Ele, será protegido e terá paz. Medite nas palavras de Jesus neste dia: “E eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20).

Seja feliz!

Um abraço,  
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O QUE DEUS PEDE DE VOCÊ - Miquéias 05-07

Você já parou para pensar sobre o que Deus espera de você? Eu sei, sabia? E não estou falando de uma maneira geral. Falo para você que está lendo este comentário. Deus pede três coisas de você. Quer saber quais são?


Então anote aí: Miquéias 6:8. Na versão bíblica João Ferreira de Almeida diz: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”

Reflita sobre esse verso. Deus declarou à humanidade, a mim e a você que Ele deseja que façamos três coisas importantes:

1º) Que pratiques a justiça. Como carecemos disso nos dias atuais, principalmente aqui no Brasil! E não pense que é só com os políticos. Aliás, você sabe por que as nossas representações políticas, em todos os níveis do nosso País é das mais corruptas do mundo? Será que o problema está com a política ou os políticos?

Precisamos admitir que o problema está conosco, pois somos corruptos por cultura. Quer ver só? Se não tiver ninguém olhando e nenhuma ameaça de multa por perto, quem respeita direitinho todas as leis de trânsito, como limite de velocidade, faixa de pedestre, etc.? Muitos países respeitam, mas nós, brasileiros, temos dificuldade com isso. A criança já cresce aprendendo a colar. Se “pisa na bola”, sabe que o professor pode dar um jeitinho. Se desobedecer a mãe, sabe que ela vai “fechar um olho”. Infelizmente, o mau exemplo começa em casa, com os pais cometendo o crime de usar tantos CDs e DVDs piratas e com os exemplos de tanta traição nas telenovelas brasileiras. Culturalmente, nos transformamos no povo que dá um jeitinho. E o que acontece quando um desses está acostumado a dar um jeitinho sobe para um cargo publico? Fará o que aprendeu: dar um jeitinho brasileiro sem ter a noção do que é praticar a justiça.

2º) Que ames a misericórdia. Mas vamos deixar de falar mal do Brasil e ter misericórdia de nós mesmos e do nosso País. Aprenda a perdoar, porque é através do perdão gratuito de Deus que você poderá entrar no Céu.

3º) Andes humildemente com o seu Deus. Como? Um dos jeitos é lendo a Bíblia diariamente. Você pode, também, acordar pensando em Deus, fazer o desjejum pensando nEle, ir para o trabalho conversando com Ele, passar o dia inteiro ao Seu lado, voltar para casa cansado, mas ligado a Ele em pensamento. Isso é andar com Deus.

A dica é: pratique a justiça, ame a misericórdia e ande com Deus.

Um abraço,
 
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

domingo, 23 de setembro de 2012

O LIVRO DE MIQUÉIAS

Miquéias 01-04


Hoje, vamos lidar com uma palavra que tem um significado muito especial: “Aquele que é como Yahweh ou aquele que é como Deus”. Você sabe que palavra possui esse significado? É Miquéias. Seu nome é uma expressão de louvor e reverência ao Deus de Israel. E você quer saber como se faz para ser parecido com Deus? Através da leitura da Bíblia, descobrimos isso.

Deus quer que sejamos imitadores dEle, do Seu caráter, das Suas ações naquilo que pudermos, porque, afinal de contas, Ele nos criou conforme à imagem e a semelhança. Aliás, foi o próprio Jesus quem falou: “Sede santos, como santo é o vosso pai que está no céu”.

Ao ler os capítulos de hoje, lembre-se que a palavra Miquéias quer dizer “aquele que é como Deus”. É um nome significativo, que ocorre em muitas impressões de selos hebraicos.

O autor desse livro foi o próprio profeta Miquéias, que era natural de Moresete, em Judá. Mas, apesar de pertencer a Judá e ser natural de lá, ele falou tanto a Judá quanto a Israel. Profetizou durante os reinados de Jotão, de Acaz e também do rei Ezequias. Inclusive, se você verificar em Isaías 1:1, verá que Miquéias foi contemporâneo do profeta Isaías.

O livro de Miquéias começa com algumas “ameaças de juízos vindouros”, nos capítulos um, dois e três. Ao longo no capítulo quatro, já vêm as “promessas proféticas de libertação”. No livro de Miquéias, muitos “pecados específicos são condenados” e, depois, o livro termina com os ares de uma possível “esperança futura”.

Percebe-se que o livro de Miquéias é muito bem colocado e aceito dentro da coleção dos livros bíblicos, porque é citado em várias outras partes da Bíblia. Por exemplo, Miquéias 3:12 é citado em Jeremias, pelos anciãos, ao salvar a vida dele (Jeremias 26:16-19). O livro de Miquéias também é citado pelo Sinédrio para Herodes, o Grande, por ocasião do nascimento de Jesus, em Mateus 2:5-6, quando cita Miquéias 5:2. O próprio Cristo, em Mateus 10:35-36, citou as palavras de Miquéias 7:6, quando Ele estava enviando os discípulos para ir trabalhar.

Bem, as passagens mais notáveis que temos no livro de Miquéias são:

Miquéias 6:8 – Aborda a definição da verdadeira religião, já que justiça, misericórdia e obediência eram as qualidades que mais faltavam em Judá;

Miquéias 5:2 - Anuncia, profeticamente, o lugar onde Jesus iria nascer;

Miquéias 7:18-19 – Apresenta uma grande passagem notável, onde vemos a capacidade incrível que Deus tem de se esquecer completamente dos pecados dos crentes arrependidos.

A graça de Deus impressiona. Embora nos conhecendo, nosso Pai nunca se cansa de amar.

Sinta-se amado e especial neste dia!



Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

sábado, 22 de setembro de 2012

QUE TAL, UM MILAGRE?

Obadias e Jonas

Você aceita um milagre? Hoje, precisamos ler dois livros da Bíblia inteiros, mas fique tranqüilo porque eles são bem pequenos. Um deles é o livro de Obadias, que nem tem capítulos, só versículos. O outro é o livro de Jonas, que também é bem pequeno. Os dois juntos não dão três páginas. Compensa lê-los porque são fantásticos.

Você sabia que existem muitas pessoas que duvidam que o profeta Jonas tenha se hospedado alguns dias na barriga do peixe? Então, questionam: “Como Jonas pôde sobreviver três dias e três noites no ventre da baleia?”

Para início de conversa, a Bíblia não fala que foi uma baleia e sim, um grande animal marinho, que não sabemos ao certo qual foi. Pode ser que tenha sido um cachalote, já que são capazes de engolir grandes objetos. Como eles têm um pouco de ar no estômago, o que ajudaria Jonas a respirar, a digestão dos cachalotes não começa enquanto a presa estiver viva. Se a presa demorar demais para morrer, o cachalote a vomita.

Que coisa desagradável! Uma tumba escura e ácida foi o local onde Jonas finalmente começou a ouvir o Senhor e a depender dEle.

Mas como podemos saber se essa história aconteceu mesmo?

1º: O texto do livro de Jonas não é poético, nem é de natureza literária alegórica. É um texto de estilo literário histórico. Obviamente, história é algo que aconteceu, e Jonas é mencionado também no livro de Reis, que é um livro absolutamente histórico.

2º: Nenhum dos judeus da antigüidade ou dos cristãos primitivos, alguma vez, duvidaram da autenticidade e da historicidade do livro de Jonas.

3º: O próprio Jesus Cristo aceitou a narração do livro de Jonas como sendo verdadeira (ver Mateus 12).

Então, se foi verdade que Jonas ficou três dias na barriga do animal, como se explica a sobrevivência dele?

Jesus deixou todas as pistas. Ele comparou a sobrevivência de Jonas no ventre desse bicho com a morte, o sepultamento e a ressurreição dEle mesmo. E como podemos explicar a ressurreição de Jesus? Não foi um milagre? Você aceita? Isso é o mesmo que acontece com a sobrevivência de Jonas. Foi um milagre. E milagres não se explicam, se aceitam. Se desse para explicar o milagre, ele deixaria de ser milagre.

Portanto, não há nada para explicar. Existem coisas que precisamos aceitar pela fé. Você acredita em Deus? E acredita em um Deus que não consegue fazer milagres? Não, né? Então aceite também Seus milagres e Suas parábolas. Faça a leitura de hoje. Quem aceita e recebe milagres tem muito mais chance de ser feliz. Tenha um dia abençoado!

Um abraço,
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

ESPERANÇA DE RESTAURAÇÃO - Amós 05-09

Você acredita em restauração? Quando eu era adolescente, meu pai tinha uma oficina de restauração de móveis estofados e estofamentos de automóveis. No período em que trabalhei na oficina da minha família, uma coisa que me divertia era ver a expressão no rosto dos clientes depois que o sofá ou o estofamento ficava pronto.


Quando saía da casa da pessoa, muitas vezes, o sofá era mais desagradável que um monte de lixo. Tinha um mau cheiro, estava quebrado, sem forma e sujo. Então, quando o cliente chegava na oficina, perguntava:

- Onde está meu sofá?

- Está aí na sua frente. Você não o reconhece mais?

O cliente dava uma risadinha e tentava consertar:

- Não, não... Eu sou o fulano de tal... O meu sofá era um assim e assim...

Mas não adiantava ele consertar.

- Sim, eu sei quem é o senhor e esse é o seu sofá.

O cliente não acreditava:

- O que? Aquele bagaço se transformou nessa coisa chique e linda? Eu não acredito!

E a pessoa se enchia de esperança.

Quando eu estava dando uma olhada no final do livro de Amós, lembrei-me disso: restauração. Pensei em uma analogia muito interessante escrita pelo grande pregador Dwight Moody:

“Posso imaginar que, quando Cristo disse ao pequeno grupo [de discípulos] ao Seu redor: ‘Vão a todo o mundo e preguem o evangelho’, Pedro disse [deve ter dito assim]: ‘Queres realmente dizer que devemos voltar a Jerusalém e pregar o evangelho para aqueles que Te assassinaram?’ ‘Sim’, disse Cristo, ‘vão, procurem aquele que bateu em Meu rosto, digam-lhe que pode ter um lugar no Meu reino. Sim, Pedro, vá procurar aquele homem que fez a coroa de espinhos e a colocou sobre a Minha cabeça, e diga que tenho uma coroa pronta para ele quando entrar em Meu reino e não haverá espinhos nela. Procurem aquele homem que tomou uma vara e bateu com ela nos espinhos, enterrando-os em Minha cabeça, e diga-lhe que porei um cetro em sua mão... se ele aceitar a Minha salvação. Procurem o homem que introduziu a lança em Meu lado e digam-lhe que existe um caminho mais curto do que este para o Meu coração. Digam-lhe que o perdôo livremente e que pode ser salvo se aceitar a Minha salvação’.”

Como Jesus é incrível! Esse diálogo a respeito de Cristo exemplifica o Deus a quem servimos, o Deus revelado no livro de Amós, o Deus que quer restabelecer todas as coisas... até, se possível, aqueles que O pregaram na cruz.

O que estamos fazendo, como indivíduos, com essa oportunidade que Deus nos dá?

Ele quer restaurar você!

Um abraço,  
Valdeci Jr. e Fátima Silva

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

20 de Setembro: Dia do Gaúcho?

Um paulista desavisado entrou no solo amado bem no 20 de setembro. Vortiando por todas as querências, perguntava-se sobre o porquê de tanta gente bonita, vestida em cores, botas, palas e fitas, num dia comum da semana. Parecia que aquela gente estava alienada, mas parecia também que não estava, pois muitos comércios estavam fechados. É... quem realmente estava mais por fora do que cachorro em dia de mudança era ele mesmo. Então...

Ele criou coragem e aproximou-se de um gaudério que estava ali por perto, a fim de indagar sobre o que estava acontecendo. O chiru véio estava à meia guampa, mas, mundiado como era, ainda se governava o bastante pra perceber que aquele guaipeca não era um tchê. E com toda a hospitalidade do sulista, ele abriu um largo sorriso e explicou: "Mâs, báh, tchê, que tu não sabe que hoje é o dia do gaúcho?".

"Como assim?", perguntou o paulista.

"Hoje é vinte de setembro, tchê, Farroupilha!". Mas esta não era a resposta certa.

Daí, quando lembrou-se que era 20 de setembro, foi que o paulista coçou a cabeça preocupado! Ele havia sido convidado para uma festa, e tinha esquecido. Então, manbrou seu auto, rufou para a faixa, cruzou a sinaleira vermelha (por pouco não leva uma pexada), pisou fundo e chegou (quase foi pego pela brigada), em cima do laço, ao CTG onde a turma estava toda reunida.

Ali, ele descobriu o que o 20 de setembro realmente siginifica. Ali tinha churrasco bom, chimarrão, gaítas, gineteada, cancha de bocha, sorrisos, respeito e abraço. Mas o mais importante, pra ele, também não era isso. Era o aniversário da sua querida namorada. Esse paulista xucro, Valdeci Júnior, mais faceiro que lambari de sanga, entendeu que, neste dia, o Sul pára porque nesta data nasceu a prenda mais linda do mundo, Fátima Silva.

Logo, com todo respeito à parentada, a maior conquista do mundo não foi na peleia dos Farrapos, mas foi a minha nonbrada em laçar e ser laçado pelo coração desta guria!

Parabéns a todos os gaúchos!
Feliz aniversário, meu amor,

Valdeci Jr.

PROFETAS MENORES - Amós 1-4

Hoje, começaremos a estudar o livro do profeta Amós, que é o terceiro livro na seqüência dos livros que chamamos de profetas menores. Na Bíblia, há os profetas maiores e os menores. Amós é um desses. Não que ele seja menor em importância. Eles recebem esse nome porque têm um volume menor de palavras e estão agrupados juntos. O tamanho dos livros é menor. São eles: Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.


Mas, apesar de que os escritos proféticos deles sejam menores em tamanho de texto, são poderosíssimos em transmissão profética. A vida de Amós ilustra muito bem isso. Amós não era um grande escritor ou alguém da linhagem real. Ou seja, aos olhos humanos, não era nenhuma celebridade, era alguém muito improvável de ser um grande profeta. Era um boiadeiro, um homem do campo, que cuidava de criação de animais. Só isso. Nada mais. Como se essa profissão fosse sem importância.

Eu sei o que é ser um boiadeiro. Já trabalhei com vacas. Já levantei de madrugada para tirar, com mais três peões, 400 litros de leite, no braço. Já passei a tarde no sol quente campeando o gado. No entanto, para mim, aquilo tudo era o máximo. Eu achava o meu serviço muito importante. Primeiro porque amava a cada um daqueles animais, pensando em como Deus cuida e ama cada uma das Suas criaturas. E segundo, porque ficava imaginando quantas pessoas deveriam beber um leite sadio, se nós cuidássemos bem do nosso trabalho. Mas, por incrível que pareça, havia pessoas que achavam que o nosso trabalho era o mais sem importância da comunidade. Mas não é bem assim! Quer ver só?

A palavra Amós significa “carregador de fardo” ou “levantar um peso”. E olha que cada vez que eu levantava um balaio cheio de silagem pesado para tratar daquelas vacas leiteiras que comiam para valer, eu deveria lembrar isso.

Na Bíblia, existia um homem que sabia o que era isso, tanto que o seu nome era levantador de peso: Amós. Sabe o que Deus fez de Amós? “Certamente o SENHOR, o Soberano, não faz coisa alguma sem revelar o seu plano aos seus servos, os profetas” (Amós 3:7). Amós tornou-se um grande mensageiro, com uma missão tão importante, que é uma mensagem importante até hoje.

Com ele, aprendemos que toda a profissão que mantenha os valores morais do ser humano dignos, é digna e deve ser respeitada e valorizada. E se você se sente pequeno, dirija seus olhos a Deus, porque Deus pode e faz de você, um gigante.

Não importa sua profissão, seja um mensageiro do Senhor!


Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

JOEL

Olá, você que está ligado às Escrituras Sagradas, ficando “Por Dentro da Bíblia” a cada dia. Hoje, tenho uma mensagem de esperança para você: o livro de Joel. Você já fez sua leitura bíblica? Leia o livro de Joel e vai encontrar com essa esperança. Ou você não quer ter esperança no seu coração?


Há muitas coisas importantes nesse livro. Encontraremos esse profeta dando uma verdadeira mensagem de esperança, diretamente para o povo de Judá e Jerusalém. Joel é o segundo dos doze profetas menores que temos na Bíblia. A palavra Joel significa, literalmente, “Jeová é o seu Deus”. Não sabemos muitas informações sobre Joel, além do que está escrito na Bíblia, mas, pelo pouco que conhecemos das atitudes desse homem, dá para entendermos que ele era um homem cujo Deus era Jeová. Ele honrava o nome que tinha: Jeová é o seu Deus. Vemos que Jeová era realmente o Deus de Joel por causa do sucesso que ele teve em apresentar sua mensagem de esperança.

É interessante que Joel não é um utopista, pintando um conto de fadas. Ele parte do contexto desgraçante no qual o povo de Judá se encontrava, para depois mostrar os planos do Senhor. Abra a Bíblia e veja como o livro começa. Fala sobre a praga dos gafanhotos, sobre a carestia causada tanto pelo gafanhoto quanto pela seca. Mas, enfocando a esperança, a partir de Joel 13, vemos o profeta fazendo um chamado ao arrependimento.

As coisas estão difíceis para você? Busque ao Senhor. Porque, como inicia a mensagem do capítulo 2, o dia do Senhor se aproxima. E se buscarmos ao Senhor em arrependimento, como constatamos a partir do verso 12, o Senhor apresenta a misericórdia dEle, com certeza. Mais propriamente dito, do verso 18 em diante, vemos qual é realmente a resposta do Senhor. Essa resposta é boa. Dê uma olhada em Joel 2:28 em diante. Quando fala do dia do Senhor, Deus chega com o derramamento do Espírito Santo prometido.

Depois que vem o derramamento do Espírito Santo, quem é de Deus fica com Deus e quem não é, se espalha. O capítulo 3 de Joel mostra isso. Nesse julgamento das nações, chegam os juízos de Deus sobre as nações inimigas e, finalmente, Joel 3: 17 até o final, o Israel de Deus é restaurado com as bênçãos de Deus para o Seu povo.

Toda essa descrição é uma analogia do que acontecerá nesses últimos dias do planeta Terra, que nós estamos vivendo. Breve, Jesus restaurará nosso planeta e não teremos que testemunhar a violência, a morte e a dor. Essa deve ser a maior esperança: Jesus vai voltar! Amém!

Valdeci Júnior

Fátima Silva

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A MAIOR DOAÇÃO DO MUNDO - Oséias 10-14

Qual é a maior doação que você poderia dar ao mundo? Ou qual é a maior necessidade do mundo? Eu quero falar com você sobre o que o mundo mais necessita. Estaria disponível em todas as partes, mas as pessoas não o compreendem bem. Nós compreendemos realmente como é o amor?


Uma das canções de Milton Nascimento diz que “qualquer maneira de amar vale a pena”. Pascal afirmava que “o coração tem razões que a própria razão desconhece”.

Diante desses extremos, uma das revistas mais populares do nosso país lançou uma edição especial, um fascículo, uma segunda revista, onde vários escritores expunham idéias de diferentes “profissionais” que tratavam de relacionamento e amor. O objetivo dessa revista era falar do assunto AMOR. O primeiro escritor começava até bem, afirmando que “submeter-se aos compromissos da relação é o primeiro mandamento para se construir” um amor. Já em seguida, num próximo artigo, uma jornalista defendia a idéia de que o “amor é aquecido pelo atrito”, ou seja, pelas brigas. A autora do terceiro artigo, ignorantemente, quis dizer que não importam as brigas, pois, para ela, o amor é movido pelo sexo e tudo se resolve na cama. Um outro artigo colocou que o sucesso do amor estaria na liberdade sem limites e na ausência do compromisso, mais propriamente dito, no ficar. Enfim, a revista era fechada com um artigo intitulado: “O ousado amor rompe convenções para fazer suas próprias leis”. Quanta besteira! Assim como a junção destes escritores não chegou a lugar nenhum para dizer o que é amor, o mundo hoje apresenta tantas maneiras de pensar sobre o amor, que quase ninguém sabe o que realmente é AMOR.

A escritora cristã mais traduzida da nossa atualidade escreveu em um de seus livros que “o amor é um princípio divino”. Em um outro de seus escritos, ela definiu o amor como “a decisão de uma vontade santificada”, “o melhor dom que o Pai pode nos conceder”. Mas a citação que mais gosto é uma que diz que o amor é o “princípio da ação que modifica o caráter, governa os impulsos, controla as paixões, submete as inimizades, e eleva e enobrece as afeições”. Isso é o que você encontra no livro de Oséias.

Quer mostrar Deus ao mundo? Você tem a semente em suas mãos. Amar é uma questão de opção, porque escolhemos estar em Deus ou não, e Deus é amor. É dEle que o mundo mais necessita. O amor foi a maior doação que o mundo recebeu do Céu, pelo ato redentivo de Jesus.

Portanto, a maior doação que você pode fazer ao mundo é amar!

Um abraço,
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

QUER SENTIR AMOR? - Oséias 05-09

Já passou alguma vez pela sua cabeça que ninguém gosta de você? Você já sentiu vontade de sentir-se amado? Você está precisando ter um relacionamento de amor? Então, quer saber como resolver tudo isso? É só ler o livro de Oséias. Na nossa leitura de hoje, aprendemos sobre o amor. Deus nos ama muito, muito mesmo! Seu amor é infinito, eterno e constante. E uma demonstração desse amor é a história de Oséias.


Esse relato demonstra o amor que Deus tem para com o povo dEle. Não é apenas uma lição de um casamento desfeito, de um coração partido. O que podemos perceber é que retrata do próprio coração partido do Senhor. Através da história de Oséias, compreendemos plenamente o profundo amor que Jeová tem por nós, compreender também a dor que Deus sente em relação ao pecado e compreender, também, qual é o plano de Deus para redimir cada um de nós.

Foi o amor de Deus que fez com que Ele retirasse todos os obstáculos para mostrar para o povo de Israel o quanto Ele Se preocupava com aquela gente. Na realidade, Deus estava “desesperado” para poder salvar e libertar aquela nação. Mas o povo de Israel deveria tomar a decisão deles. Eles tinham que escolher: voltar para Deus ou não.

Em nossos dias, acontece da mesma forma. Do mesmo jeito, Deus está desesperado para redimir e restaurar o atual povo dEle. Então, Sua ansiedade é que nos entreguemos completamente. O pior é que do jeito que foi nos tempos de Oséias, a história se repete: geralmente, Deus é rejeitado, esquecido ou ignorado. Isso causa muita dor no coração de Deus. Imagine, o ser Todo-Poderoso, Criador do Céu e da Terra, que restaura corações, revela que o Seu próprio coração está partido.

Mas nosso Deus não desiste. No livro de Oséias, encontramos os metafóricos ensinamentos de que Ele promete “comprar a briga” para ter sua noiva de volta. Porque, assim como Gomer, que se perverteu e foi redimida, o plano de Deus é também redimir Seus filhos. A promessa que Deus deixa é que Ele restaurará e curará o Seu povo.

Você é do povo de Deus? Então, você está programado para receber muito amor, para ser muito amado. Deus está disposto a fazer tudo que for preciso e possível, para que o nosso relacionamento com Ele dê certo. Deus quer restaurar você, Deus quer reavivar você, quer cuidar de você, quer amar você.

Só que tem uma coisa: relacionamento tem duas vias. Deus tem essa vontade dEle, mas você deve fazer sua parte para manter um relacionamento de amor com Ele. Experimente!

Um abraço,
Valdeci Jr
e
Fátima Silva

domingo, 16 de setembro de 2012

THE BOOK AND THE STUDENT – O LIVRO E O ESTUDANTE

EDUCAÇÃO TEOLÓGICA COMO MISSÃO

Uma Publicação em Celebração Honrando a José Carlos Ramos

Este livro foi editado por Wagner Kuhn, professor no Seminário de Teologia da Andrews University, Berrien Springs, Michigan, EUA. É uma coletânea que, além de conter as seções acessórias como Introdução, Reconhecimentos, e Biografias dos Autores, é composta por: a) quinze artigos acadêmicos escritos por quinze estudantes de pós-graduação (mestrado, doutorado, PhD) do referido seminário; b) dois artigos acadêmicos escritos pelo próprio Kuhn; e c) uma biografia de José Carlos Ramos.

Seção 1: O Livro e o Professor

Mas quem é José Carlos Ramos? Tive o prazeroso privilégio de ser aluno deste homem de Deus, na década de 1990, em minha graduação, no seminário teológico do UnASP (Campus Engenheiro Coelho). Para mim, ele figurou-se como um pastor atencioso, cristão, com senso de missão e, ao mesmo tempo, um professor com alto índice de profissionalismo. Batizado na igreja bem no início da década de 1950, Ramos serviu efetivamente a esta obra do Senhor por 41 anos e meio, até jubilar-se, em 2008. Foi pastor de congregações, palestrante conferencista de cruzadas evangelísticas, especialista em comunicação da igreja para diferentes estados brasileiros, mas, acima de tudo, um acadêmico de mão cheia. Doutorado (também pela Andrews), lecionou teologia em quatro campi, foi diretor de seminários (de bacharelandos, mestrandos e doutorandos) e escreveu inúmeros artigos e livros.

Uma pequena representação dos frutos dos trabalhos de Ramos pode ser vista nesta grande obra sobre educação teológica como missão, onde estudiosos que foram seus alunos agora ensinam conhecimentos do “Livro (a Bíblia)” autorado por Aquele que tudo sabe. Um prisma deste legado discipulador pode ser viso a partir do que Kuhn apresenta sobre o tema de The Book And The Student, no segundo capítulo do tomo, ao explicar que “assim, a educação teológica deve ser baseada na premissa de que o amor é a base de uma visão cristã de desenvolvimento humano (1 Cor 13) e de redenção, porque a verdadeira educação é relacional”. Esta premissa inclui os relacionamentos entre irmãos, colegas, mestres, discípulos e o grande Autor, numa verdadeira comunidade fraternal que visa ascensão de todos os participantes, acima de tudo, de Deus em exaltação. Este é o sentido da seção “O Livro e o Professor”.

Seção 2: O Livro e o Texto

Na segunda seção, os escritores Carlos A. Bechara, Marcelo de Paula dos Santos, Rodrigo de Galiza Barbosa, Dário Gabriel Ferreira, Natal Gardino, e Leonardo Rodor de Oliveira não somente esclarecem, teologicamente, cada um, um detalhe de um texto bíblico, bem como também dão uma verdadeira demonstração de como se fazer exegese de forma correta. Por isso, respeitando o texto, o merecido título da seção: “O Livro e o Texto”.

Números 5 tem uma descrição normativa, dura e pesada, do deveria ser feito caso acontecesse uma ofensa sexual. Será que isto seria realmente cumprido? Uma leitura superficial de Números 25 fazer parecer que uma coisa era a ordem, outra era a execução, com pesos e medidas injustamente diferentes. Será? Este o nó que Bechara se propõe a desatar no capítulo Um Caso de Ordenança e Narrativa em Números. Conhecer esta comparativa ajuda a equilibrar a visão sobre justiça e injustiça.

Em Um Estudo Exegético de ‘Injustiça’ em Qohelet: Absurdo e Fé Como Aspectos da Realidade, Santos me fez pensar: “A vida é justa? Tudo que aqui se faz, aqui se paga? Existem injustiças?”. Pois, No livro de Eclesiastes (do hebraico Qohelet, quer dizer Pregador), um tema à tona é a injustiça. E Santos trabalha com este assunto, buscando entender o pensamento do autor do livro. E, neste estudo, o que parece ser falta de fé, é, na realidade, o extraordinário da fé.

Apesar de ser secundária ao tema do capítulo de Barbosa, uma colocação do mesmo me fez aumentar minha fé, quando mais uma vez pude confirmar que eu não estava equivocado ao apresentar o polêmico tema da tradução de toph, na postagem “Tambores Criados Por Deus? Ezequiel 28:13”. O tema principal de Um Olhar Exegético sobre Ezequiel 28:11-19 termina lidando com a fé que pode nos dar forças para vivermos as dificuldades desta vida que, pela visão cósmica, nos são impostas a partir do grande conflito entre o bem e o mal. E quando se tem uma visão correta de como surgiu o mal e o autor do mal, é possível viver com mais esperança.

Ferreira sai abertamente na busca por uma “Fé Suprema” num “Estudo Sobre Romanos 8:31-39”. Ele amplia a confiança de que nenhum sofrimento pode separar aquele que confia em Deus do próprio Deus, o triunfo que tal crente pode experimentar por vivenciar a fidelidade do Senhor, o sentimento de que o exercício desta fé cria a atmosfera do amor, e a segurança de que, para Seus filhos, Deus está realmente cuidando de tudo.

Quando estava terminando de ler Uma Análise Exegética da Quarta Advertência no Livro de Hebreus, não resisti, entrei no facebook e perguntei a Gardino: “Estou lendo seu texto em "The Book And The Student". Dez anos depois, você continua brincando com fogo, hein?”. Ele me respondeu: “Continuo! E agora o fogo é mais ardente! Abraço, amigo!”. Nunca saiu da minha mente a empolgação com que, no bacharelado, o Natal pesquisava sobre a natureza do fogo destruidor do juízo divino. E neste artigo, meu ex-colega de aula, lida com as questões “A que tipo de pecado o autor está se referindo nesta passagem? É sobre algum pecado específico? "(2)" Sobre que tipo de punição o autor está falando? É sobre uma punição local, como a destruição de Jerusalém, ou é sobre o julgamento final por ocasião segunda vinda de Jesus? "E (3)" Qual é a natureza deste "fogo"? É literal ou é uma figura de linguagem?”.

E o juízo continua pegando fogo no oitavo capítulo. Quando fui colega de trabalho do Leonardo, em Brasília, aprendi muita coisa com ele. E continuei aprendendo agora, ao ler o que foi novidade para mim em Uma Análise Exegética da Quinta Trombeta (Apocalipse 9:1-11). Eu não tinha noção do comprometimento que a interpretação incorreta desta passagem poderia trazer a “todo o livro de Apocalipse, e, conseguintemente, importantes verdades sobre Deus”. No contexto da quinta trombeta, você sabe se os julgados são o povo de Deus ou os ímpios? Pois saiba que somente baseados na “abordagem historicista de interpretação e seguindo a interpretação simbólica do livro do Apocalipse, que é um livro simbólico”, é que podemos responder corretamente a esta pergunta.

Seção 3: O Livro e a Teologia

Na terceira seção, os teólogos Tiago Arrais, Sérgio Silva, Christine J. Goulart, Leonardo G. Nunes e Adriani Milli Rodrigues são mais temáticos do que textuais em suas exposições. A seção segue uma seqüência lógica de temas e leva o título de: “O Livro e a Teologia”.

Nenhum de nós quer ser evolucionista. Nenhum de nós também quer ver nosso conjunto de doutrinas desintegrando-se. Mas A Influência de Pressuposições Macro-Hermenêuticas nas Recentes Interpretações de Gênesis 1: Uma Introdução ao Problema fez-me lembrar o que o atual reitor da rede de seminários de teologia latino-americanos na qual estudo ensinava na sala de aula, em suas classes de hermenêutica. Naqueles idos, aprendi muito com Reinaldo Siqueira sobre exegese. Mas o que aprendi mais importante ainda foi que, por mais que uma interpretação de um texto busque ser técnica e fiel às regras de sua prática, ela é totalmente vulnerável aos pressupostos que o intérprete traz em sua cosmovisão. E nesta preocupação, Arrais levanta um sério problema existente no meio teológico da nossa denominação, que, se não for corrigido, pode ser uma bomba que estamos apenas esperando ver estourar em nossas próprias mãos.

Falando ainda sobre a doutrina da criação, Silva faz uma ligação da mesma com a doutrina do santuário. O que tem a ver, não é mesmo? É que, em A Criação e o Santuário, continuamos com o tema do julgamento. Tanto como sumo-sacerdote no santuário celestial, quanto como criador no planeta Terra, o terreno onde Deus ministra é santo. Esta é uma das tantas conexões que fazem com que o santuário e o Éden tenham tudo a ver. Partindo deste ponto, e fazendo uma profunda análise teológica, Silva chega a expor “o Jardim do Éden como o equivalente terrestre do santuário celeste antes da queda”. Isso tem que ver também com a recriação que Deus quer fazer em você.

Mas, Até Que Eu Entre no Santuário de Deus: O Que Santuário Tem a Ver Com a Justiça Divina?. O salmista do Salmo 73 compreende a realidade da justiça divina ao “entrar no Santuário de Deus”. Goulart explica que “a linguagem e o contexto do salmo e do tema indicam que esta entrada foi uma visita literal (ou visitas) ao Templo de Jerusalém, onde o poeta ganhou uma compreensão do ‘fim’ dos ímpios e dos justos, provavelmente a partir de sua contemplação de rituais, como os realizados no Dia da Expiação”. Se você compreende melhor os mistérios do santuário, compreende melhor a justiça de Deus.

Outro admirador do templo de Deus foi Flávio Josefo. Uma vez que ele cita tanto o tabernáculo, Nunes busca saber o que esse historiador tinha a ver com aquele centro religioso. Ele analisa “o que disse Josefo escreveu sobre a arquitetura, os tecidos, os vasos e as vestes dos sacerdotes do tabernáculo israelita”. A conclusão é que, embora a moda estivesse na sinagoga, para Josefo, a presença de Deus estava na figura do tabernáculo. “Este estudo exploratório sugere possíveis melhorias na nossa percepção a respeito da influência platônica na compreensão judaica do santuário e, possivelmente, sobre as práticas religiosas cristãs, também”.

Além do tabernáculo, outro símbolo da presença de Deus é a Santa Ceia. Nisto, nós cristãos concordamos. Agora, sobre como acontece “A Presença de Cristo na Ceia do Senhor”, há muitas discordâncias. Logo, o estudo sobre as pressuposições ontológicas dos Luteranos, dos Católicos, dos Calvinistas e dos Zuinglianos acerca deste assunto apresentado por Rodrigues, nos ajuda a nos livrarmos de muitas heresias. É incrível como as incompreensões que têm a ver com aristotelismo, eucaristia, transubstanciação e simbolismo anulam também as compreensões sobre o ministério e sobre a própria pessoa de Deus.

Seção 4: O Livro e a Missão

Na quarta seção, os missionários Wagner Kuhn, Paulo Roberto Pinheiro, Gerson Rodrigues, Otoniel Ferreira de Lima e Marcelo C. Dias exaltam a relevância de todos os capítulos anteriores. Todos eles são relevantes se forem missioniais, ou seja, se por seu conteúdo eles, de alguma forma, beneficiarem o ser humano, na prática, no sentido de melhorá-lo de acordo com o plano de Deus.

Porque, nas perspectivas bíblica e do Novo Testamento, o trabalho do evangelho é uma missão holística. O capítulo mais pastoral de The Book and The Student é The Gospel as Holistic Mission: Perspectives from the New Testament, apresentado pelo pastor Wagner. Ele apresenta Jesus como a palavra de Deus encarnada (o reino de Deus com Seu povo). Apresenta também o ministério holístico de Jesus, os sinais e milagres que Ele realizou como missão holística, a missão holística através dos Seus ensinos, pregações e curas e as mudanças que este Seu tipo de ministério provocaram na estrutura religiosa, o que determinou o ministério dos apóstolos, e deve influenciar, também, o nosso ministério. “Um evangelho capaz de curar e salvar, proteger e restaurar”.

Entra aí, também, o ministério dos anciãos de igreja. Qual é, na prática, o papel do líder da congregação local? Preocupado com isso, Pinheiro faz um estudo sistemático do assunto no Novo Testamento. Ao verificar o conceito bíblico da terminologia de ancião, o autor destaca as funções deste ministério: administrar, ensinar, equipar, evangelizar, apologetizar, visitar, animar, confortar, delegar, voluntariar, enfim, pastorear. Logo, depois de uma profunda e longa reflexão sobre este chamado ministerial, o Pinheiro descreve as qualificações espiritual, ética, teológica, administrativa, psicológica, social, pessoa e doméstica que o ancião deve ter.

E outro ponto fundamental para entendermos o ministério hoje, é conhecer um pouco de sua história. Por exemplo: como eram os Estados Unidos na primeira metade do séc. 19? Em que contexto religioso surgiu o movimento adventista? Rodrigues descreve assim o cristianismo na América a partir do segundo grande reavivamento, apresentando as inovações missiológicas, pastorais, evangelísticas e teológicas, em teoria e prática, que surgiam então. Os principais novos movimentos religiosos que então surgiram, como o restauracionismo, o unitarismo, o universalismo, o mormonismo e o milerismo, todos, de alguma forma, influenciaram o surgimento do adventismo.

Mas, como todo organismo vivo, as igrejas tentem a nascer, crescer, reproduzir-se e, infelizmente, morrer. A menos que recebam vida extra. E não como num jogo de vídeo-game, mas na sensibilidade do relacionamento divino, Ferreira ensina como esse plus acontece. “Diferentes abordagens de oração são examinadas”, na sugestão de que sem um ministério efetivo e sistematizado de oração, a igreja fatalmente morre. É sobre como efetivar e sistematizar este ministério que Ferreira foca-se.

Este foco é importante, pois, para quem quer avançar, a visão é tudo. E o último capítulo de The Book and The Student o fecha com chave de ouro abordando sobre “O Conceito de Visão: De uma Compreensão Mais Ampla Para uma Melhor Aplicação no Ministério”. A relevância do diálogo de Dias é a mudança de visão que ele provoca no conceito de visão. O fracasso de muitas igrejas pode estar em querer traçar sua visão a partir das pressuposições pós-modernas, ocidentais e secularizadas. Mas, no caso de igreja, “ser capaz de olhar para o futuro não é o bastante”. Assim, “a visão deve ser aquela que tem que ver com o desejo e o modo de ver de indivíduos e comunidades transformados, antecipando a vinda de Jesus e o estabelecimento final do Seu reino”.

Seção 5: O Livro e os Teólogos em Formação

Olhar para as fotos e parágrafos que descrevem as dezesseis pessoas que escreveram para compor o livro The Book and The Student é uma inspiração. José Carlos Ramos deixou uma herança multi-ramificada. Como uma rede piramidal que se abre, desdobrando-se numa multiplicação sem fim de pontos multiplicadores, hoje, homens e mulheres legados por Ramos também passam a repetir o que ele fez.

Tais ramos desenham o princípio bíblico de teologia e educação como missão. O autêntico estudante da Bíblia não é somente um promovedor do crescente conhecimento. Ele é, também, um discipulador, que, por promover o processo de multiplicação, contribui para a celebrante festa que o Senhor faz em conquistar pessoas para o Seu reino. Como “a festschrift honoring God”, a Deus seja toda a honra.

E, a você, recomendo esta leitura!

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.

Informação Bibliográfica: Kuhn, Wagner, editor, The Book And The Student - Theological Education As Mission: A Festschrift Honoring José Carlos Ramos (Berrien Springs, MI: Mission Department, Andrews University. 2012), 346 páginas.

OSÉIAS - Oséias 01-04

Neste dia, iniciaremos a leitura do livro de Oséias, cuja palavra significa “salvação”. E quero compartilhar algumas curiosidades sobre quem foi Oséias e sobre seu livro.


Oséias era filho de Beeri, um israelita, e seu ministério durou uns sessenta anos. Ele viveu na mesma época que Isaías e Miquéias. A mensagem dele, de primeira mão, era específica para o reino de Israel, o reino do Norte. Ele realmente era muito apto para a tarefa que tinha para realizar porque, como ele natural daquela região, conhecia muito bem as más condições que eram existentes em Israel naquela época. Isso deu um peso especial para sua mensagem.

Esse profeta teve um chamado muito estranho. Foi chamado para se casar com uma mulher que tinha tendências para ter uma vida sexual desregrada, promíscua. Ela não conseguiu se manter fiel ao casamento. Essa luta de Oseías para manter o lar, ajudando a esposa a ser uma mulher fiel, foi uma ilustração que Deus usou para dar uma mensagem espiritual para o povo de quem Oseías era profeta. A mensagem era: a apostasia equivale ao adultério, espiritualmente falando.

Em Oséias 2:23, percebemos que Deus é o esposo, numa comparação com Isaías 54:5. Encontramos a “esposa” em Oséias 2:2 que é, na realidade, o povo de Deus. Esse relacionamento de Deus com Israel era semelhante a um casamento. A apostasia de Israel veio simbolizada pela experiência do profeta em seu matrimônio, nos capítulos 1, 2 e 3, quando a esposa o traiu.

Depois disso, a partir do capítulo 4, entramos uma série de discursos proféticos que vão até o capítulo 13. E o capítulo 14 é, na realidade, uma chamada formal ao arrependimento, que contém promessas de bênçãos futuras.

Ao longo do livro de Oséias, você vai se deparar com várias figuras diferentes, que Deus usou para ilustrar a deplorável condição de Israel. Por exemplo, no capítulo 7:8, diz que Israel misturava-se com as nações, deixando de ser a nação separada e santa. É curioso que nesse mesmo versículo, fala que Israel é um “bolo”, que enquanto estava assando, não foi virado, de maneira que um lado ficou cru, e o outro, sapecado. Em outras palavras, a farinha mal assada só expressa a tibieza de coração daquele povo e de qualquer pessoa que se apostate de Deus.

Deus olha para a sua amizade com Ele como a coisa mais linda deste mundo, como se fosse uma noiva diante do altar, toda vestida de branco. A quebra dessa fidelidade seria como se aquela noiva saísse correndo do altar e se lambuzasse nas imundícias dos piores prostíbulos.

Viva o plano bonito que Deus tem para você!

Um abraço,
Pr. VAldeci Jr. e Fátima Silva.

sábado, 15 de setembro de 2012

ESTUDE DANIEL - Daniel 10-12

Chegamos ao fim da leitura do livro de Daniel. E falando em fim, eu estava observando uma expressão que se repete muito no livro do profeta Daniel: “tempo do fim”. Na minha Bíblia, consegui encontrar cinco vezes essa expressão. E pelo que estudamos no livro de Daniel, estamos realmente no tempo do fim. Pensando nisso, questiono: Você tem medo do “tempo do fim”?


Sem sombra de dúvida, estamos vivendo no tempo do fim, mas você não precisa ficar com medo. Talvez você pense: “Ah, mas não sou um santo, um monge, um sacerdote. Sou um ser humano comum, que corre pra lá e pra cá. Se o tal armagedom chegar mesmo, estou perdido.”

Se você pensa assim, pare! Deus não quer que tenhamos medo do tempo do fim não. Ele quer que vivamos a vida como Daniel viveu. O doutor em Teologia, Rodrigo Silva, comenta que “Daniel era um estadista ocupado, mas que não negligenciava seu estudo das profecias, muito menos sua comunhão com Deus. Seu comportamento foi recompensado com uma das principais profecias do Antigo Testamento: aquela que marcava na História o momento em que o Messias se revelaria à humanidade.”

E quanto a nós? Não estamos passando por um momento histórico igual a esse de Daniel? Não estamos esperando que Jesus volte logo a este mundo? Então, Daniel era igual a você e a mim, ocupado. Aliás, uma pessoa ocupadíssima. Portanto, faça como Daniel. Não negligencie o seu estudo sobre as profecias e, muito menos, sua comunhão com Deus. Se você se comportar assim, será recompensado com o entendimento delas.

Você quer começar a estudar as profecias? Quer entender realmente como o nosso tempo está relacionado com o tempo do fim indicado pela Bíblia? Quero dar uma dica para você. Leia o livro “O Tempo do Fim”, do autor Roberto Cezar de Azevedo. Você pode pedir esse livro na Casa Publicadora Brasileira, pelo telefone 0800 – 9790606 e iniciar seus estudos logo. Segue abaixo a sinopse desse livro para você ficar com “água na boca”:

“O Tempo do fim completou o seu bicentenário em 1998. Nestes dois séculos muitas profecias se cumpriram, mas estão diante de nós eventos espetaculares, que culminarão com o retorno pessoal de Cristo à Terra. Este oportuno livreto analisa de forma compacta os acontecimentos finais, esclarecendo pontos não abordados em outras publicações do gênero.”

E se não for suficiente, escreva para escolabiblica@novotempo.org.br que responderemos suas dúvidas. Juntos, poderemos seguir estudando essas profecias maravilhosas que explicam o significado dos dias em que estamos vivendo. O importante é estejamos sempre crescendo, cada vez mais, como estudiosos da Palavra de Deus. Vale a pena!

Um abraço,
Valdeci Jr. e Fátima Silva

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

PURIFICAÇÃO ETERNA - Daniel 07-09

No santuário israelita, a limpeza de todo aquele sangue acumulado ao longo do ano era feita no “Dia da Purificação do Santuário”. Era chamado, também, de “Dia da Expiação” ou “Yom Kippur”, que era o décimo dia do mês Tishri, no calendário judaico. Nesse dia, era feita uma expiação pelos pecados de todo o povo através do sacrifício de um único animal, que tomava sobre si todas as iniqüidades, representando a Cristo (Levítico 16; Hebreus 10:12). Depois de expiados, os pecados eram simbolicamente transferidos para outro animal: um bode. Ele representava Satanás e morria por conseqüência natural da situação envolvente do pecado, sem derramamento de sangue intercessor (Levítico 16:22).


O santuário celestial também necessita ser purificado. “Portanto, era necessário que as cópias das coisas que estão nos céus fossem purificadas com esses sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios superiores” (Hebreus 9:23). O grande dia da expiação da história humana teve data marcada pela Bíblia. O anjo havia dito que, quando se passassem 2300 anos, começaria tal purificação. “Isso tudo levará duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será reconsagrado” (Daniel 8:14). A palavra “reconsagrado” aqui significa “justificado”, o que indica um julgamento. O Yom Kippur era um dia considerado pelos judeus como um dia de julgamento final (anual), onde eles eram realmente justificados de seus pecados que haviam se acumulado no tabernáculo, porque tal tenda estava sendo purificada. O pecado seria, enfim, banido e esquecido do arraial (Levítico 16).

Se contarmos 2300 anos, chegaremos a 1844 d.C. Desse ano em diante, o ministério de Cristo se ampliou do Lugar Santo para o Lugar Santíssimo no Santuário Celestial.

Estamos vivendo no grande Yom Kippur do período de pecado neste planeta. É dia, ou melhor, tempo de juízo. Nosso grande Sumo Sacerdote é também o Juiz (João 5:22) do cristão, “pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus” (1Pedro 4:17). “Tronos foram colocados, e um ancião se assentou... o tribunal iniciou o julgamento, e os livros foram abertos” (Daniel 7:9-10) para que o universo (1Coríntios 4:9) verifique o nosso nome (Apocalipse 20:15; 21:27) e os nossos atos (Malaquias 3:16).

Mas não tema esse julgamento. Nosso advogado é o próprio Juiz (1João 1:21)! Ele há de julgar o mundo com justiça (Atos 17:31) porque não quer ver nenhuma possibilidade de um inocente ser executado com a morte eterna. Se você for amigo dEle, com certeza, quando seu nome for passado em revista, será absolvido. “Portanto, visto que temos um grande sumo sacerdote que adentrou os céus, Jesus, o Filho de Deus, apeguemo-nos com toda a firmeza à fé que professamos” (Hebreus 8:14).

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

PRIORIDADE É IMPORTANTE? - Daniel 04-06

O que é prioridade?


Daniel já estava com quase 90 anos. Dario, o rei de Babilônia, que na realidade era um “medo”, promoveu o profeta à mais alta posição que poderia ser ocupada por um cidadão daquele império. Mas é interessante que Daniel não deixou que o “status” do seu cargo lhe subisse para a cabeça, fazendo com que ele alterasse a regularidade dos hábitos de sua vida devocional. Com isso, Deus o fez prosperar na sua importante função pública.

Mas, devido ao seu êxito, os colegas de trabalho invejosos de Daniel fizeram uma conspiração contra ele. Eles induziram a Dario a assinar um decreto de que qualquer pessoa que, naqueles próximos trinta dias, orasse a outro Deus, que não fosse o rei da Babilônia, deveria ser lançada na cova dos leões. Essa era uma lei que, além de pôr a vida de Daniel em risco, ainda colocava o relacionamento de Daniel, também, em perigo. E agora? O que ele iria fazer? Se fosse você, o que faria?

Sabe o que Daniel fez? Colocou os seus períodos de oração na frente de tudo e de todos. Prioridade é prioridade; princípio é princípio; e isso não se negocia. Daniel “foi para casa, para o seu quarto, no andar de cima, onde as janelas davam para Jerusalém e ali fez o que costumava fazer: três vezes por dia ele se ajoelhava e orava, agradecendo ao seu Deus”. Tem gente, hoje em dia, que ao deparar-se com a prova que foi colocada para Daniel, vai dizer que agir como Daniel seria fanatismo. Isso é um raciocínio lógico: “certamente, Deus compreenderia se fosse preciso omitir os períodos pessoais de oração durante um mês, com a ‘nobre’ finalidade da preservação da vida”, pensariam. Outros tentariam dar um jeitinho, orando secretamente, levando uma vida dúbia. Mas Daniel não; quando ele considerou essas alternativas, ele percebeu que, naquelas circunstâncias, se ele fizesse isso, estaria dando uma impressão errada sobre o que era prioridade para ele e levaria outros a pensarem que ele consentia com a idéia de que a oração era prejudicial. Isso seria um falso testemunho, através do qual estaria negando o seu Deus.

Você tem o privilégio de poder elevar os seus pensamentos a Deus a qualquer momento durante o dia, em oração. Aproveite esse privilégio. Mas tenha também, diariamente, o hábito de ter um lugar especial e uma hora marcada para, sozinho, se encontrar com o seu Deus, através da oração.

Os muçulmanos são pontuais: param pra fazer uma oração para Alá, diariamente, cinco vezes. E você, cristão, tem sido fiel em adorar a Deus? Experimente isso na sua vida!

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

DESTINO UNIVERSAL - Daniel 01-03

Nabucodonosor estava de olhos estatelados para ouvir a revelação sobre seu sonho. E o mais fascinante era que Daniel não diria somente o significado do sonho, mas também revelaria ao rei o que ele havia sonhado e esquecido. Por isso, ele podia confiar.


Nabucodonosor ficou sem fôlego, curioso para saber o significado. Só mesmo Deus poderia revelar ao rei aquilo que ele havia sonhado! E você, quer conhecer a definição do sonho?

A própria Bíblia explica. A cabeça de ouro era Babilônia. Dali, Nabucodonosor dominou o mundo de 605 a 539 a.C. Mas Babilônia não duraria para sempre. Ela seria derrotada por outro poder, simbolizado pelo peito e braços de prata, que eram os medos e os persas, que conquistaram Babilônia em 539 a.C e governou o mundo até 331 a.C.

A próxima parte da estátua, o ventre, era de um metal ainda inferior: o bronze. O domínio da Grécia, usando armamentos de bronze, entrou em cena. Alexandre o Grande, rei da Grécia, aos 33 anos de idade, liderou os gregos para conquistar os medo-persas na Batalha de Arbela em 331 a.C.

Mas, em menos de dois séculos...

O reino que seguiu a Grécia foi o poderio de ferro de Roma, o qual dominou o mundo desde 168 a.C e, por fim, caiu em seu poder. A divisão do império ocorreu desde 351 até 476 d.C., quando Rômulo Augusto, o último imperador romano, foi deposto pelos hérulos. Desde então, nunca mais se levantou outro duradouro império universal.

É como está escrito: “Mas como o ferro e o barro não se unem, assim também esses reinos não ficarão unidos (Daniel 2:43 – BLH)”. A história mostra os casamentos entre famílias reais. Na Primeira Guerra Mundial, quase todos os reis da Europa eram parentes. A rainha Vitória da Inglaterra era chamada a “avó da Europa”. Os reis da Espanha e da Inglaterra, o czar da Rússia e o kaiser da Alemanha eram todos parentes. Nessa guerra, sobrinhos, tios e avós brigaram entre si. Caíram os reinos, e a monarquia deu lugar à república.

Profecia cumprida! Nessa passagem, a Palavra de Deus é clara. Sete palavras – assim também esses reinos não ficarão unidos – têm detido cada pretendente a conquistador da Europa no decorrer dos séculos. Alguns governantes tentaram unir politicamente as nações da Europa: Carlos Magno, Luís XIV e Napoleão Bonaparte da França; Carlos V da Espanha; Guilherme II e Adolfo Hitler da Alemanha, etc. Mas não conseguiram, pois a sentença da profecia era clara e exata. O destino da história está sob o controle de Deus.

Diga ao Senhor que você quer colocar o controle da sua vida em Suas mãos.

Um abraço,
Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

terça-feira, 11 de setembro de 2012

YAHWEH SHAMMAH - Ezequiel 45-48

Estamos concluindo o livro de Ezequiel. E aí, você está lendo direitinho o livro de Ezequiel? O que achou?


Bem, espero que você tenha gostado daquilo que presenciamos: um conflito, um trauma, que é uma barreira de distância entre Deus e Seu povo causada pela de rebelião do próprio povo. Mas vejamos como esse livro termina.

As palavras finais do livro de Ezequiel renomeiam a cidade. Elas dão um novo nome para a cidade, que é “Yahweh Shammah”, cujo significado é “O Senhor está aqui”. Bonito, não é mesmo? Esse era o final grandioso, tanto do livro de Ezequiel, quanto do ministério dele. Ele tinha passado 25 anos no exílio. Durante todo esse tempo e no decurso dos 48 capítulos desse livro que ele escreveu, os quais acabamos de ler, Ezequiel estava cansado de ver o Senhor se retirando do Seu templo por causa dos pecados que estavam sendo cometidos ali.

Ele tinha se encontrado com Deus perto das águas da Babilônia, na visão do trono-móvel, algo como um carro-trono. Ele também tinha prometido aos exilados que quando Deus estivesse de volta com o povo dEle, para sempre, então haveria uma nova aliança, assim como Ezequiel viu em visões simbólicas. Ele viu o templo e o Israel futuro. A promessa era que agora, finalmente, o Senhor estaria com o Seu povo.

Para o profeta, o clímax havia sido atingido. Para que melhor? Mas tinha um detalhe: isso era só em visão. Muitos anos, séculos depois, o apóstolo João, exilado na ilha de Patmos, viu as palavras do Ezequiel cumpridas na vinda de Cristo, afinal, Jesus tinha vindo como Emanuel, “Deus conosco”.

Um outro cumprimento dessas palavras irão se cumprir depois que Jesus voltar, no dia em que uma grande voz será ouvida, vinda do trono, dizendo: “Agora o tabernáculo de Deus está com os homens, com os quais ele viverá. Eles serão o seus povo; o próprio Deus estará com eles e será o seu Deus” (Apocalipse 21:3). A compreensão é essa: a glória do céu é o cumprimento final e pleno de tudo que vemos no fim do livro de Ezequiel.

Então, é para esse grande clímax que todos nós, que lemos o livro de Ezequiel, somos levados ou devemos ser levados. Portanto, prepare-se para encontrar-se com o seu Deus, em duas instâncias. Primeiro, através da sua comunhão diária com Ele. Isso já estará preparando você para, também, se encontrar com Deus na eternidade. Então, o que precisamos é agir, recebendo a revelação dEle.

Para tanto, leia a Bíblia e conte aos outros o que Ele tem feito! Conte ao mundo sobre a volta de Jesus!

Um abraço,
 
Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

BATISTÃO - Ezequiel 42-44

No Jardim Batistão, em Campo Grande, MS, há um grupo de jovens que, para Jesus, são muito ousados. Eles fazem um programa de visitações nos hospitais de Campo Grande, duas vezes por mês. Eles vão aos hospitais, visitam os enfermos, cantam músicas bonitas para as pessoas que estão ali internadas, oram com os doentes e ainda deixam boa literatura com os doentes. Para mim, isso é muito inspirador. Enquanto tem tantos jovens sem querer saber de nada, aprontando por aí, existem jovens dedicados, como esses do Jardim Batistão, que têm esse projeto bonito: “Projeto Ide”.


No trabalho de Deus, “ir” é muito importante. Deus não espera ter servos que sejam como “mosca morta” que fique com a “boca aberta” esperando o tempo passar. Você sabe como funciona a missão de Deus? Quer conhecer a dinâmica do reino de Deus? Então, fique sabendo que, para isso, só o conhecimento teórico não funciona. Ou você conhece a prática, ou não conhece nada. Querer dizer que entende da obra de Deus só através da informação é igual querer fazer curso de natação por correspondência, ou então tentar aprender a pilotar só assistindo a videoconferências. Para aprender a nadar, precisa entrar na água. Para conhecer a obra de Deus, precisa ir.

Ir? Pra onde? Veja para onde Ezequiel foi. Aliás, antes disso, e mais importante que isso, é simplesmente saber que ele foi. Ezequiel 42 começa dizendo: “Depois disso o homem conduziu-me...”, ou seja, o fez sair para o pátio de fora. E Ezequiel foi lá, então, entender os dois edifícios perto do Templo, que eram os quartos dos sacerdotes. No verso 15, Ezequiel foi para outro lado aprender mais sobre a Obra de Deus. O capítulo 43 começa dizendo que o profeta foi para outro lado, e assim por diante. A vida de um missionário é assim, mesmo: ir aonde Deus mandar.

Ele ia para todos os lados. O trabalho de Deus é privilégio reservado para quem quer participar dele. E Deus deixou claro para Ezequiel que ele tinha uma missão a cumprir. Na versão bíblica “Nova Tradução Linguagem de Hoje” diz: “Homem mortal, fale com o povo a respeito do Templo. Esta é a lei do Templo: todo o terreno que fica em volta dele no alto da montanha é sagrado.”

Esse recado também é para nós. Deus tem uma missão para você. Homem mortal, fale para o povo sobre o templo, sobre a igreja. Mostre para as pessoas que o serviço da igreja e sua pregação são sagrados. Essa é a sua missão. Vá! Como os jovens missionários do Batistão: Ide! Jesus ensinou: “Ide e pregai este evangelho.”

Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.
e
Fátima Silva

domingo, 9 de setembro de 2012

OS TEMPLOS DA BÍBLIA - Ezequiel 39-41

Você gosta de curiosidades bíblicas? Hoje, veremos alguns detalhes sobre os tempos da Bíblia. Você já ouviu falar do templo de Herodes, do templo de Salomão, etc.? Mas como era isso? Será que havia um templo em cada esquina, um para cada um desses homens?


Não era assim! Na nossa leitura de hoje, encontramos a visão do profeta Ezequiel sobre um grande templo. A versão bíblica “Nova Versão Internacional” chama-o de “O Novo Templo”. Se teve o novo, então antes existiu o velho? Ou os velhos? Sendo assim, quantos templos há na Bíblia? Você sabe quais são os templos da Bíblia?

Bem antigamente, antes do tempo de Moisés, o povo costumava adorar ao ar livre, reunidos ao redor de um altar: um monte de pedras que eles construíam. Depois disso, mais ou menos por volta de 1450 a.C., Moisés viu uma maquete do santuário celeste, que Deus mostrou para Ele no monte. Em Êxodo 25, Deus pediu para Moisés construir uma tenda móvel parecida para o povo de Israel. No final do livro, vemos a descrição desse templo que chamamos de santuário, ou então, tabernáculo.

O povo usou esse santuário por muito tempo, até que foi construído o templo de Salomão. Na realidade, quem planejou o templo de Salomão, como observamos nos livros dos Reis e de Samuel, foi o rei Davi. Salomão o construiu, em 966 a.C., e ele durou 380 anos, até que Nabocodonosor o destruiu. Após 70 anos, Zorobabel vislumbrou outro templo que, conforme o livro de Esdras, foi construído com a ajuda dos anciãos judeus. Esse foi o templo que o Antíoco Epifanio profanou, o templo de Zorobabel. Mais tarde, Herodes, o grande, restaurou o templo de Zorobabel. No tempo de Jesus, era o templo de Herodes que funcionava, e que só foi destruído no ano 70, pelos romanos.

Altares, Tabernáculo no Deserto, Templo de Salomão, Templo de Zorobabel, Templo de Herodes - tudo isso foi no passado. E hoje? Nos dias atuais, há duas coisas que correspondem àqueles templos. E o curioso é que não é a igreja.

Hoje, assim como sempre existiu, e sempre vai existir, tem um santuário no Céu. É o que vemos, pela fé, atualmente e veremos fisicamente quando formos ao Céu (Hebreus 8:14). O outro templo é o nosso próprio corpo: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês?” I Coríntios 6:19. Precisamos mantê-lo saudável para honrarmos a Deus. Esse segundo tipo de templo é muito importante.

Pensando nisso, quando você fizer a leitura bíblica de hoje, lembre-se que você poderá estar olhando o seu próprio raio-x.

Um abraço,  
Valdeci Jr e Fátima Silva

sábado, 8 de setembro de 2012

O VALE DOS OSSOS SECOS - Ezequiel 36-38

Você já ouviu falar sobre o vale dos ossos secos? Nossa leitura de hoje abrange três capítulos, mas quero comentar apenas o capítulo 37, porque creio que esse é um dos capítulos mais curiosos, significativos e de maior necessidade de entendimento do livro de Ezequiel. Ele responde a pergunta: “Como ocorre a vivificação de pessoas espiritualmente mortas?”


Antes de responder, pense em uma outra pergunta: “Por que a Bíblia retrata as pessoas não convertidas e as apostatadas como pessoas “mortas”? Que tipo de força, no universo, poderia ressuscitar tanto os mortos espirituais como os mortos físicos?

Estou lembrando do irmão Alberto. O irmão Alberto, que não era irmão, assistiu à uma série de palestras bíblicas e então se uniu à igreja. Aquelas palestras deixaram tanto o Alberto, como toda a família dele, muito encantados, em ver como é que a Bíblia é maravilhosa. Então, se batizaram.

O novo crente, todo empolgado, com aquele primeiro amor a Deus, motivado pela recente conversão que tinha experimentado, aceitava qualquer responsabilidade na igreja, uma vez que fosse para trabalhar para Jesus. E daí, trabalhando para valer na igreja, não conhecendo todas as regras daquela comunidade, foi criticado pelos crentes veteranos, ficou muito magoado e perdeu a motivação.

Alberto voltou para o vicio da bebida alcoólica, parou de servir à igreja e não freqüentou mais aos cultos. Sua vida espiritual e o relacionamento com Deus acabaram completamente. Ele até mudou-se daquela região, com toda a família dele, para um lugar bem longe.

Depois de muitos anos, um dia, chegou a propaganda de algumas palestras bíblicas pelo correio. Quando Alberto pegou aquele convite, seu coração começou a bater forte de novo. Ele ficou interessado na Palavra de Deus, e novamente, ele e a família foram ouvir as pregações. Eles se converteram mais uma vez a Jesus, e dessa vez foi para valer. Até hoje, estão firmes na fé.

Do mesmo jeito que aconteceu com o irmão Alberto, tinha acontecido também com a nação de Israel: eles tinham morrido, espiritualmente falando. A apostasia deles tinha resultado em conseqüências terríveis. Mas, assim como Deus pode ressuscitar os que morreram fisicamente, a existência nacional e espiritual de Israel também poderia ser reavivada, pelo Divino doador da vida.

Para Deus, nada é impossível. O Senhor é poderoso para dar vida, tanto aos que estão mortos fisicamente, quanto aos que estão mortos espiritualmente. Ele é capaz de juntar as pessoas e os grupos separados e colocar todos debaixo dos cuidados de Jesus. Então, confie em Deus. Ele pode fazer sua alma reviver. Você pode ter um relacionamento vivo com Ele.

Tenha uma experiência significativa com Jesus!

Um abraço,  
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

BRASIL CRISTÃO - Ezequiel 33-35

Hoje é um dia especial, pomposo, cheio de glórias para todos nós brasileiros, não é mesmo? Para mim, é o dia que nos consolida como um só povo, não importando se você é gaúcho ou potiguar, paraense ou catarinense - para todos nós, o significado é o mesmo: passamos a existir como nação no dia 7 de setembro de 1822. Você lembra desse ponto histórico? E aí, está vestido de verde e amarelo? Já cantou o hino nacional brasileiro hoje?


Para quem não lembra, na data mencionada acima, foi declarada a independência do Brasil em relação ao domínio de Portugal. No mesmo dia, o príncipe regente foi saudado, em São Paulo, como o primeiro Imperador do Brasil. Ali, executaram o Hino da Independência.

Naquela ocasião, eles usavam a espada para lutar. D. Pedro I desembainhou a espada para dar o grito da liberdade: “Independência ou Morte!” Portugal estava preparando um ataque contra o governo da Regência aqui do Brasil para, então, completar os planos portugueses de dominá-lo. Os brasileiros, juntamente com D. Pedro, presisavam ficar de sentinela quanto ao que poderiam sofrer de ataque.

Isso me lembra Ezequiel 33, quando Deus falou para o profeta dizer ao povo do Israel antigo que deveriam ficar de sentinela, atentos, para saber quando um ataque de espada viesse contra a terra e o povo. Parece que não ouviam o que Deus dizia. Eles confiaram nos seus próprios recursos, não se apoiaram em Deus e a partir do verso 21 em diante, você pode acompanhar a queda de Jerusalém e o porquê.

É por isso que a Biblia diz que feliz é a nação cujo Deus é o Senhor. A liberdade da nossa nação começou com D. Pedro I, um homem temente a Deus. Você lembra do grito: “Pelo meu sangue, pela minha honra e pelo meu Deus”? O interessante é que continuou assim. Seu filho, o próximo imperador do Brasil, cunhou a célebre frase: “Eu amo a Bíblia. Leio-a todos os dias.” Até hoje, somos uma nação de cristãos, e não de ateus. E se nosso País já progrediu alguma coisa de lá para cá, devemos essa prosperidade a Deus. É por isso que em cada cédula do nosso dinheiro está escrito: “Deus Seja Louvado”.

Mas, acima de tudo, acima de termos boas igrejas, bons crentes e até um presidente que acredita em Deus, Ezequiel 34 nos ensina uma coisa: acima de tudo, o nosso pastor deve ser Deus. Caso contrário, podemos cair no problema de Edom, uma nação que, por não temer a Deus, deixou de existir.

A nação que teme ao senhor dura para sempre. Louvado seja Deus!

Um abraço,  
Pr. @Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

DEUS ESTÁ CUIDANDO - Ezequiel 30-32

Estamos aqui com mais um texto importante para ficarmos “Por Dentro da Bíblia”. Desta vez, estudaremos uma profecia contra o Egito. Quer dizer, uma nova profecia contra o Egito, que está especialmente no capítulo trinta.


Essa profecia foi pronunciada por volta do ano 586 a.C., um pouco antes da queda de Jerusalém. O contexto era o seguinte: o faraó que dominava o Egito nessa época era Ofra (Apries). Esse faraó tinha tentado prestar assistência para o rei Zedequias, rei de Judá, mas ele tinha acabado de ser derrotado e repelido pelas forças do reino babilônico. E provavelmente, nessa vitória que o Nabucodonosor teve sobre Ofra, por ocasião dessa derrota do faraó egípcio, aconteceu essa profecia contra Egito novamente. Se você quiser ver como eram as circunstâncias em que essa profecia foi pronunciada, é só ler Jeremias 37: 5-10: “Enquanto isso, o exército do faraó tinha saído do Egito. E quando os babilônios que cercavam Jerusalém ouviram isso, retiraram o cerco. O SENHOR dirigiu esta palavra ao profeta Jeremias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: Digam ao rei de Judá, que os mandou para consultar-me: O exército do faraó, que saiu do Egito para vir ajudá-los, retornará à sua própria terra, ao Egito. Os babilônios voltarão e atacarão esta cidade; eles a conquistarão e a destruirão a fogo. Assim diz o SENHOR: Não se enganem a si mesmos, dizendo: Os babilônios certamente vão embora. Porque eles não vão. Ainda que vocês derrotassem todo o exército babilônio que está atacando vocês, e só lhe restassem homens feridos em suas tendas, eles se levantariam e incendiariam esta cidade.”

Com essas palavras, creio que você entende melhor o contexto da leitura de hoje. Em Ezequiel 30:21, há uma expressão interessante: “braço do Faraó”. Ela refere-se às derrotas militares recentes do Egito. O pano de fundo desse verso é o cerco de Jerusalém que começou aproximadamente em 588 a.C. O faraó Ofra enviou um exército para ajudar os moradores de Jerusalém contra os babilônicos, mas esse exército era fraco e ineficiente. Portanto, Nabucodonosor venceu os egípcios. O Egito foi sofrendo uma série de reveses e não teve tempo de recuperar-se dos golpes recebidos.

Nos versos 24-25, vemos que, ao passo que a espada cairia da mão do faraó derrotado, Deus iria fortalecer os braços do rei da Babilônia para que levasse a efeito o próprio propósito divino.

A lição que aprendemos é que por trás de muitas das transações internacionais, das ligas políticas mundiais e das grandes decisões, muitas vezes, Deus está atuando ou, pelo menos, controlando a coisas.

Você pode ficar tranqüilo! Deus está cuidando de tudo!

Um abraço,  
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

TIRO CERTEIRO - Ezequiel 27-29

Você sabia que os profetas bíblicos nunca deram um tiro que saísse pela culatra? Quando alguém dá um tiro, espera que a bala saia pela boca do cano. Mas, se a arma emperra e a explosão acontece lá dentro, a bala pode sair para o lado oposto do cano, o que seria um suicídio. A expressão “o tiro saiu pela culatra” tornou-se popular para dizer que alguém fez algo que não deu certo e terminou virando contra o próprio feitor.


Um exemplo disso é um falso profeta. Se ele profetizar alguma coisa sobre o futuro e a profecia não acontecer, além de ser considerada uma mentira, ele deixará de ser profeta e passará a ser um charlatão. Os profetas bíblicos nunca erraram um tiro. Falo isso, porque nossa leitura fala justamente de “Tiro”.

Tiro é o porto marítimo mais famoso das antigas terras bíblicas. Ficava a pouco mais de trinta quilômetros ao sul de Sidom, numa ilha a um quilômetro de distância da praia. Essa ilha era uma cidade que contava com dois portos: um no norte e outro no sul. Ali a segurança era total, pois além de ser uma ilha, era tudo murado. Os muros, principalmente do lado que davam para o continente, eram muito altos.

O povo de Tiro ganhava muito dinheiro com artesanato. Os artesãos fabricavam artigos e diferentes produtos artísticos de bronze e de prata e preparavam a tinta púrpura que tornou Tiro famosa. Os mercadores vinham buscar essas mercadorias e levá-las para ser vendidas nas terras do Mediterrâneo e até para as distantes ilhas britânicas. O poder militar, de segurança e financeiro de Tiro era enorme. Era uma cidade muito bem povoada e muito famosa. Quem visse Tiro naquela época diria que era uma fortaleza que nunca acabaria.

Nunca iria acabar? O profeta Ezequiel, contra tudo e todos, teve a ousadia de profetizar a ruína de Tiro. Na leitura de ontem, no capítulo 26, além de dizer que Tiro jamais seria reconstruída, ainda disse que seria só um lugar para secar rede de pescadores.

O tempo passou, muitos reis e militares de vários países sitiaram Tiro, fizeram suas tentativas, mas não puderam se apoderar da cidade. Porém, no ano 333 a.C., o Grande Alexandre, o Magno, depois de ficar tentando sete meses seguidos, conseguiu tomar aquela cidade. Tiro até se reergueu na época do Império Romano, mas nos últimos séculos o lugar foi definhando e hoje, o que eram os portos, agora é uma montoeira de ruínas, e tudo aquilo é praticamente só um local propício para estender redes de pesca.

Sobre Tiro, o profeta acertou direitinho. Podemos confiar na Bíblia!

Um abraço,
 
@Valdeci_Junior
e
Fátima Silva

terça-feira, 4 de setembro de 2012

SENHOR DAS NAÇÕES - Ezequiel 24-26

Se você acha que Deus paparica alguém, faça a leitura de hoje. O que Deus faz pelas nações do planeta Terra? Você acha, que como Senhor de todas as nações, por acaso, no tempo do Êxodo, o Criador manifestou algum favoritismo quando fez de Israel o primogênito dEle? O que Deus tem feito por toda a família humana? Por que as nações são consideradas responsáveis por suas ações?


Deus tem um amor que abrange tudo. O único detalhe a mais sobre Deus em relação à antiga nação de Israel era que Ele tinha a intenção de trazer liberdade verdadeira para o mundo por meio do antigo povo de Israel. Do mesmo jeito que Deus tinha essa intenção no passado, Ele também deseja fazer da mesma forma hoje, sabia? É, só que é com a igreja, com os cristãos. Para a nossa época, a intenção de Deus é difundir a liberdade do evangelho por meio da igreja dEle.

Naquela época, a cidade de Jerusalém tinha uma localização geográfica que estava nas intenções de Deus. Veja Ezequiel 5:5: “Assim diz o Soberano, o Senhor: Esta é Jerusalém, que pus no meio dos povos, com nações ao seu redor.”

Jerusalém ficava numa região que servia de ponte para três continentes: África, Ásia e Europa. Ela deveria instruir as nações, com a verdade sobre Deus, e atraí-las para o Templo dEle. O Senhor queria que fosse uma casa de oração para todos os povos (Isaías 56:7). Quando viesse o Messias, o povo de Deus deveria apresentá-Lo para o mundo. Isaías 49:6 diz que Israel deveria ser uma luz para todos os povos com a finalidade de levar a salvação de Deus para o mundo inteiro. Cristo não seria o Salvador só de Israel, mas o Salvador do mundo (João 4:42).

Deus ama a todos. Podemos chamá-Lo de “O Senhor das Nações”. Ele é motivado por um amor tão divino, que abrange os habitantes do mundo inteiro. Então, tenha certeza de uma coisa: Ele não faz acepção de pessoas e tem prazer em dar a salvação para todo aquele que for atraído para Sua luz.

Como esse Deus das Escrituras é o Senhor das Nações, é por meio da igreja dEle que Ele quer comunicar para todos os povos o conhecimento da Sua graça que pode salvar. Como dominador dos Céus e da Terra, Deus considera as nações responsáveis por todas as atitudes que eles tomarem para com o Seu povo. Na ótica do Pai, todas as nações têm a responsabilidade de governar com justiça para o bem de todos os cidadãos.

Deus não trata as pessoas com parcialidade (Atos 10:34).

@Valdeci_Júnior
Fátima Silva

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

AMOR EXCLUSIVO - Ezequiel 21-23

Espero que você esteja bem e conectado com Deus, pois quando nos desligamos de Deus, “a coisa desanda” mesmo. Pode até ser que de início não, como um ventilador que você tira da tomada. Ele ainda continua girando, mas chega um momento em que ele vai parar. Assim é a gente com Deus. Quer continuar vivendo eternamente? Então, precisa ficar ligadinho em Jesus. Para nos mantermos ligados a Deus, devemos fazer a leitura da Bíblia! Isso mesmo! É lendo a Palavra de Deus que ficamos conectados com Ele.


Então, hoje faremos isso lendo Ezequiel 21-23 que mostram para nós as conseqüências do que acontece quando alguém se desliga de Deus. Olha, a coisa fica feia. E Deus não mede palavras, não usa de eufemismo para descrever o que diz. Ele escreve com todas as letras e chega a causar uma reação forte em quem lê. Confesso que ao acabar de ler esse texto agora a pouco, na Nova Versão Internacional, me deu até náusea. Que coisa horrível!

Em Ezequiel 23, encontramos a história de duas irmãs adúlteras: Oolá e Oolibá. O profeta Ezequiel havia recebido instruções para conduzir a atenção dos exilados para uma consideração da história passada dele. Para fazer isso, Ezequiel se valeu de uma alegoria, de uma exposição figurada. Então, vemos o povo de Deus representado por uma família, que era o povo de Israel. Depois que esse povo se instalou na palestina, se dividiu em dois. O reino do norte, com a capital em Samaria, essa é uma das filhas, a Oolá; e o reino do sul, com a capital em Jerusalém, é a filha Oolibá. O ponto básico da alegoria é a traição. Elas deveriam ser fiéis a Deus, mas foram infiéis.

Essa comparação revela que a paixão de Israel pela idolatria e pelos costumes do mundo já tinha começado no Egito, no tempo da escravidão, muito antes do Êxodo, e tinha acabado causando a ruína de ambas. Tais idolatrias aconteciam porque o povo de Deus ficava fazendo aliança com o povo corrompido e terminavam querendo imitar os pagãos.

Uma das primeiras alianças com a Assíria tinha sido feita por Jeú. No obelisco negro, de Salmanasar III, tem o rei israelita se prostrando diante do monarca assírio em 840 a.C. Em 722, Samaria foi dominada pelos assírios.

Assim como o casamento é uma relação muito íntima e exclusiva, o relacionamento de Deus com os filhos dEle, para ser bom, precisa ser do mesmo jeito. Deus é zeloso pelas nossas afeições porque é um Deus pessoal e Seu amor é exclusivo.

Um abraço,
Valdeci Júnior
e
Fátima Silva

domingo, 2 de setembro de 2012

ALIANÇADOS - Ezequiel 18-20

Três grandes ensinamentos é o que encontramos nos três capítulos bíblicos da leitura de hoje. Existem outros, mas pelo menos três doutrinas bíblicas vemos bem estampadas.


Em Ezequiel 18:4, na versão Almeida Atualizada, diz: “A alma que pecar, essa morrerá.” Há muitas pessoas que pensam que alma não morre, mas é claro que morre. Está na Bíblia! Daí, você pode questionar: “Mas como assim?” A Bíblia Nova Tradução na Linguagem de Hoje explica: “A pessoa que pecar é que morrerá.” A noção bíblica do significado da palavra alma deve ser bem entendida, pois ela significa pessoa ou vida. Só isso, nada mais.

Ezequiel 19 mostra uma descrição triste do que aconteceria ao povo de Deus. No final do último verso está escrito: “Esse é um lamento e como lamento deverá ser empregado.” Deus não é indiferente ao nosso sofrimento! Ele lamenta e fica triste quando você sofre. Ele sente também. Deus é amor e entende você.

Já em Ezequiel 20, destacamos o pacto entre Deus e Seu povo. Esse destaque você pode encontrar nos versos 12 e 20, onde há uma aliança eterna semelhante a uma aliança de casamento que deve ser para sempre.

Por falar em aliança, lembrei da primeira vez em que usei uma aliança, a qual uso até hoje. Eu estava morando em Brasília e minha futura noiva morava a mil quilômetros de distância. Em um determinado final de semana, iríamos viajar para Goiânia, nos encontraríamos lá e então ficaríamos noivos. Mas era surpresa para a Fátima. Então, mandei fazer o par de alianças em São Paulo com a ajuda de uma amiga dela. Na véspera do noivado, a amiga telefonou para mim dizendo que as alianças estavam prontas. Eu achei ótimo. Mas ela disse que só tinha um problema: a gravação do nome ficou errada. Na aliança não estava o nome da Fátima, mas o nome dela. E agora, o que fazer? Foi um sufoco trocar o nome gravado na aliança.

Mas, pensando na correria, eu não poderia aceitar a aliança assim mesmo? Não continuava sendo uma aliança? Minha noiva não seria a mesma? Claro que não é assim que se pensa. Imagino que você também não aceitaria. Se eu entregasse a aliança para minha amada noiva, com o nome da amiga, eu acabaria com a alegria e a confiança dela.

De forma semelhante, assim é também com o sábado. Deus chegou para o ser humano e disse que para haver fidelidade no noivado dEle conosco teria um sinal. Esse sinal é o sábado. Ah... mas não poderia ser outro dia? "Afinal, seria sinal do mesmo jeito!", é o que dizem os que não compreendem ou não querem aceitar todos os atributos da aliança de Deus. Mas quanto a você que é sincero em querer seguí-Lo com integridade, lembre-se de que aliança é aliança: certa e eterna!

Um abraço,
Valdeci Júnior e Fátima Silva