quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Você Acredita? Resenha Crítica do Filme

Fiquei profundamente envergonhado. Explico. Isso aconteceu quando acabei de assistir ao filme “Você Acredita?”. Tive o mesmo sentimento de alguns dos personagens que se negligenciavam diante da “velha e feliz história”. A minha vergonha foi em ter me deixado levar por fúteis e inúteis discussões sobre “pode versus não pode” e ter ocultado minhas postagens que visavam promover a mensagem da old rugged cross.

Pause. Vou parar um pouco de escrever este texto.

Voltei. Eu fui orar e pedir perdão a Deus pelas timelines dos meus perfis de redes sociais vazias da oportunidade de divulgar com força o sacrifício salvador de Cristo. Ele já me perdoou. Eu já coloquei de volta no ar tudo aquilo que tinha ocultado. Foi também o que fizeram vários dos personagens do drama fictício, porém real, escrito por Chuck Konzelman e Cary Solomon. Eles voltaram a não tratar o evangelho vergonhosamente. Porque como o verso que abre o enredo declara, uma fé que não for acompanhada por ações é morta (Tiago 2:7).

Você deve estar curioso.

Eu estou falando de um filme onde um cara como eu, um pastor, se vê encurralado por circunstâncias polêmicas da vida que o levam a pôr a fé que ele diz professar em xeque-mate. Matthew (Ted McGinley) se vê confrontado, desafiado, pela simples ação de um morador de rua que parece ser louco ao ficar arrastando uma cruz, não somente pregando para as pessoas, mas também ajudando-as de forma prática. É como se aquele líder eclesiástico parasse pra pensar: “caramba! será que eu não estou sendo um hipócrita? esse mendigo não está sendo mais ‘pastor’ do que eu? o quê que eu to fazendo da minha vida?”.

E isso deve ser também a minha reflexão. Reflita.

Assim que o botão start desse reavivamento é acionado, uma reforma também começa a acontecer. Em seu cotidiano, doze indivíduos que aparentemente não teriam nada a ver umas com as outras passam a viver eventos marcantes que estão conectados por uma única linha que, apesar de invisível, é real. Quando um pregador ungido e comissionado por Deus resolve radicalizar seu ministério, discípulos chamados são levados a trilhar para a encruzilhada entre a vida e a morte na contemplação da cruz de Cristo.

Uma das primeiras dessas pessoas foi encontrada no lixo, com um barrigão de nove meses. Maggie (Madison Pettis) é a adolescente grávida que vai morrer para dar à luz àquele que será filho da Graça (Tracy Melchior), revelado ao mundo por Mateus (Ted McGinley), num nascimento longe do hospital. É interessante como neste filme quase todos os nomes têm profundos significados. E vários outros alquebrados vão entrar na via dolorosa, como a workaholic Elena (Valerie Dominguez), enfermeira que trabalha com o médico ateu Thomas Farell (Sean Astin), é casada com o técnico de emergência médica Bobby (Liam Matthews), e irmã do ex-combatente Carlos (Joseph Julian Soria). Na trama, tanto ela quanto seu irmão e seu marido vão lidar com vidas que em seus momentos finais serão levadas a encararem a cruz do Salvador.

O Carlos salva Lacey (Alexa PenaVega) quando ela estava indo se suicidar e depois livra da morte a menina sem teto Lily (Makenzie Moss) e o casal que estava cuidando dela J.D. (Lee Majors) e Teri (Cybill Shepherd). Enquanto isso, o Bobby faz com a advogada Andrea (Andrea Logan White) o que Jesus faria por Seus inimigos, ao mesmo tempo que sua esposa, presenciando o milagre do diácono Joe Phillips (Brian Bosworth) voltar à vida, coloca médico ateu com seus conceitos na parede. Isso tudo acontece num acidente causado pelo último a se converter no filme: um ladrão por quem seu irmão ex-ladrão Pretty Boy (Schwayze) deu a vida numa morte evangelística.

Numa outra descrição,

Um pastor (McGinley) é abalado por um pregador de rua a respeito de sua fé, o que provoca uma cadeia de eventos para doze pessoas diferentes, em direção a um evento cataclísmico. Alguns vão sobreviver, enquanto outros não, mas muitas vidas serão alteradas. Um casal de idosos (Majors e Shepherd) perdera a única criança que tinham. O pastor acima mencionado e sua esposa (Tracy Melchior) foram incapazes de conceber uma criança. Um mãe (Sorvino) e sua filhinha (Makenzie Moss) encontram-se sem abrigo, uma jovem enfermeira (Dominguez) e seu marido (Matthews) são pegos em um caso judicial que pode arruinar suas vidas. Uma jovem mãe (Pettis) está prestes a dar à luz. Um veterano de guerra (Soria) volta para casa com estresse pós-traumático. Uma jovem suicida (PenaVega) pede para ver seu pai e se sentir amada novamente. Uma gangue de rua é pega no mix de, quando um dos membros (Shwayze) termina inesperadamente na igreja, enquanto está correndo e se escondendo da polícia[i].

E depois de serem distribuídas em uma pregação, várias pequenas cruzes passam de mão em mão desses personagens que, um a um, vão tendo suas oportunidades vitais de aceitarem a eternidade no Céu, ou não. Você acredita (na cruz de Cristo e no poder que ela tem para salvar)? Então a pergunta é: O que você fará a respeito? Os personagens fizeram: entregaram a vida a Cristo e passaram a agir efetivamente em levar outros à salvação tanto no tempo presente quanto para a vida eterna. Os atores
também não saíram ilesos. Por exemplo, Cybill Shepherd encontrou sua fé após trabalhar no filme. Aliás, aceitarem participar num filme desses já foi um tremendo trabalho missionário.

Muitos obreiros e pastores jamais conseguirão realizar tamanha obra missional que este elenco hollywoodiano está fazendo. Desprezá-los ou ignorá-los seria um pecado, pois muitos só serão tocados por Jesus através deste trabalho. O erro estaria em deixar tamanha oportunidade passar. Porque o filme realmente mexe com qualquer um que mergulhe nele. Profundamente emocionado, eu chorava ao ser tocado enquanto a película ia diminuindo a distância entre mim e Deus. Que religare! E se a semiótica supor que eu esteja sendo neurologicamente invadido, louvado seja o Deus que não pede licença para o ser humano na exposição de Sua revelação.

Vou sim, voltar a assistir a este filme várias vezes, até captar bastante suas mensagens, pois muito escapa na primeira vez. O filme é muito rico em seus detalhes e em suas segundas mensagens indiretas contidas ao fundo das cenas, nas músicas, nos jogos de palavras, etc.

Agora, na realidade, minha mínima obrigação é divulgar, e com força, esse caminho do qual devemos nos orgulhar. Portanto eu lhe exorto: assista “Você Acredita?”, sem reservas e declare:

www.EuAcreditoNaCruz.com.br
#euacreditonacruz
Um abraço,
Pr. Valdeci Jr.





[i] https://en.wikipedia.org/wiki/Do_You_Believe%3F_(film)

2 comentários:

  1. Parece ser um bom filme... Tirando a imortalidade da alma que sempre está presente em filmes evangélicos, pode-se extrair algo de bom que nos leva a reflexão.

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  2. Pastor, me parece que esse filme lhe causou um impacto e tanto.

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